16 de jan. de 2025
Sprechen ist silbern
12 de jan. de 2025
Druz'ya i zabveniye
11 de jun. de 2023
Pretérito Imperfeito do Subjuntivo
No fim, é tudo sobre vc e não sobre eles. Mas passamos a vida inteira fazendo nós sermos eles. O que é uma bosta no fim das contas.
Post escrito ao som de Perfect Perfect, do Simple Plan.
22 de dez. de 2022
Teacherless
E não satisfeito em ter inúmeras crises por conta do boy colega de trabalho, aqui estamos escrevendo sobre ele, mais uma vez, não é mesmo?
DISCLAIMER: Definitivamente preciso dizer que esse post PRECISA ser lido ouvindo a playlist Teacherless Hits #1 listada abaixo:
Esse post, como tantos outros que vieram antes, fazem parte da aclamada série "Fantasmas dos Verões Passados", e esse merece uma citação especial pois foram 4 anos de sofrência! Essa história é uma conclusão de um arco narrativo que inclusive teve vários posts por aqui, e que no fim desse registro eu irei elencar as postagens relacionadas.
Aqui a diversão é tão garantida que recomendo trazer seu snack e refrigerante, pq não fazemos que nem o cinema que obriga vc a comprar a pipoca e a coca para consumo local, tá?
Chefinho e o Fantasma dos Verões Passados que realmente me alcançou lá no fundo!
WARNING: Any resemblance to persons living or dead should be plainly apparent to them and for those who know them, especially if the author has been kind enough to have provided their real names, which is not the case. All events described herein actually happened, though on occasion the author has taken certain, very (veeeeeeeeeery) small, liberties with chronology, because that is his right as a Human Being.
Essa história começou lá pelos idos de 2018, na cidade de Curitiba. Na verdade ela veio de algum tempo antes de conversas com colegas de trabalho. No meu trabalho existia esse carômetro onde haviam as fotos de todos os diretores gerais dos campi, e eu e algumas colegas de trabalho tínhamos o péssimo costume de ficar olhando o carômetro e dando notas para os presentes nesse carômetro. Eu pessoalmente lembro de uma dessas vezes a gente olhar para esse diretor que tinha lá, que era visivelmente mais novo que os outros, mas que era uma gracinha, e por umas 2 vezes eu soltei um "e para o colega Onicássio (que chamarei de Oni daqui em diante), nossa nota é 10, e ainda oferecemos um sacrifício em nome da sua beleza. Tomi Oni, sua oferenda (e eu oferecia um copinho de café, sob os risos das colegas de trabalho)".
Um tempo depois, vêm a notícia que esse diretor bonito que falávamos em nossas sessões diárias de almoço estava sendo indicado para ser diretor do setor onde eu trabalhava. Eu lembro de ficar "ohh, que massa, finalmente um homem bonito nesse lugar". Eu sei que a primeira coisa que me chamou a atenção nele é sua educação e atenciosidade. Lembro que nos primeiros dias eu tive vários pequenos surtos porque, puxa, que homem bonito!
Nas semanas seguintes, em que estávamos já mais aclimatados com sua presença no setor, eu lembro de começar a puxar assunto sobre assuntos em comum. Ele é um amante de motociclismo, e isso claro me chamou a atenção pois eu também me considero. Falávamos sobre lugares para visitar, lugares já visitados, tipos de motos, o que cada um gostava ou não gostava... Emfim, era muito gostoso conversar com ele.
Eu sei que a partir de algum momento aleatório no ano de 2019, eu comecei a sentir essa atração por ele, além dos meus dispositivos anti-surto. O homem era perfeito demais, e eu não estava sabendo tankar tudo isso, e os primeiros sentimentos começaram a surgir. Eu até tinha falado com o meu marido sobre esses sentimentos, e isso foi me ajudando a blindar tudo.
Até que em 2019 fizemos uma viagem juntos para Natal. Era uma viagem de trabalho, outras pessoas do trabalho juntas, e em um happy hour nosso, eu bebi além da conta (não foi além da conta, fiz de propósito mesmo) e peguei o celular e mandei uma mensagem toda acalorada para ele, que estava do outro lado da mesa, e eu vi que ele ficou visivelmente constrangido com a mensagem, e aí não conversamos mais até o fim da noite. Eu sei que a falta de resposta foi o motivador para eu parar de beber, pq tava visível que não haveria resposta naquele momento.
Nos outros dias da viagem, houve o dia que subimos, alguns colegas e ele, secretamente, para a piscina do hotel (que fechava após as 22h) e ficamos lá conversando sobre a vida, sobre os filhos dele, sobre o que eu passei na vida, e lá estamos nós de novo bebendo. Também teve o episódio de termos ido para o mar com a equipe e ter ficado pegando onda do lado dele por pelo menos algumas horas após o fim da tarde, curtindo o momento (e ele ali do lado) como se não houvesse amanhã. Isso tudo acontecendo depois da mensagem do primeiro dia, ok?
Preciso dizer que nesse momento eu já tinha certeza de que o que eu sentia era platônico. A FIC na minha cabeça já tinha se desenvolvido a ponto de eu frequentemente me pegar sonhando ou divagando com a gente morando junto, cuidando do cachorro, assando carne e curtindo piscina... Inclusive não foram poucos os episódios em que eu prestei homenagem à sua memória ou mesmo, em momentos íntimos, trazer sua imagem à minha mente para alcançar o ápice do momento. Inclusive ficava morrendo de medo de soltar seu nome no meio do processo, mas olha, não foram poucas as vezes.
Daí, no fim de 2019, eu chamei ele para irmos comer em um restaurante que eu gostava demais. Era um restaurante japonês tradicional e de família, e era tão bom ir lá que eu convidei ele para ir junto. Para me ajudar nessa tarefa, eu chamei uma colega (que na época era uma das minhas melhores amigas de trabalho) para acompanhar a gente, e ela ia só tirar o clima de "date". No entanto, no fim deu tudo totalmente ao contrário. Ele ficou conversando com ela o tempo todo, e eu fiquei lá me sentindo a vela da história. Teve até um momento de chuva, que ficamos os três molhados, e teria sido incrível se eu não tivesse ficado de lado no retorno, enquanto os dois conversavam animadamente na frente do carro. Me lembro bem de ter ficado encostado no vidro olhando a chuva, até que eles perceberam e perguntaram se eu tava bem. Respondi que sim mas não estava bem. Só queria logo que aquele dia acabasse logo.
Eu fiquei sabendo tempos depois que ele e essa amiga tinham ficado após esse acontecimento. Ela, muito tempo depois que se mudou do nosso escritório para outro estado, me contou que tinha ficado com ele, e deu detalhes sobre como ele era carinhoso no ato, deu detalhes de como ele era sem roupa, entre outras coisas, e na hora não senti nada, só fiquei maravilhado com os detalhes. Só sei que quando a ficha realmente caiu eu fiquei bem deprimido com tudo isso, pq ela sabia que eu estava tentando algo, e ela foi lá e conseguiu o que eu nunca conseguiria. Eu nunca mais consegui conversar com essa pessoa novamente, pq o sentimento que estava sentindo era muito forte. Eu posso dizer que foi a primeira vez na minha vida que eu tinha sentindo ciúmes de alguém, e era nítido que era isso que estava sentindo naquele momento. Tempos depois foi ele quem me contou que tinha ficado com ela, e eu perguntei detalhes, e ele com vergonha, não me deu nenhum.
No entanto, a reputação dele continuava ilibada pra mim. Ainda sentia o que sentia por ele e ainda bem que na época eu tirei férias, pois precisava tirar tudo isso da cabeça um pouco. Eu prometi a mim mesmo que não ia me jogar nessa FIC quando voltasse, o que eu falhei miseravelmente em cumprir, claro.
Foram várias saídas de carro com ele para almoçar em shopping, ir em mercado, ajudar a comprar alguma coisa ou eu comprar algo, e eu estava lá, fazendo companhia, curtindo cada migalha de atenção que ele deixava no caminho para que eu cuidadosamente e meticulosamente pegasse. Ele só ficava em Curitiba 3 dias por semana, e sempre voltava para sua cidade na quarta-feira, e voltava só na próxima segunda. Foi assim pelos 4 anos que ele ficou por aqui.
Pouco tempo depois, com o retorno das férias no meio de uma pandemia de COVID, eu conversava com ele na base diária via WhatsApp e as vezes via Videoconferência, e depois dos assuntos do trabalho, eu sempre tocava em assuntos da sua vida pessoal, querendo saber mais sobre cada coisa, pq eu realmente estava viciado nele. Inclusive foi mais ou menos nessa época, mais próxima do fim da pandemia, que voltamos a conviver de novo no ambiente profissional, que eu já não escondia mais e vivia fazendo piadinhas sobre sua beleza, fofura, inteligência, carisma, para outras pessoas no meu trabalho, inclusive com ele presente nesses momentos, realçando que eu estava gentilmente o cortejando para as outras pessoas verem.
Eu só sei que o aparente fato de ele aceitar que eu gostava dele e ele me manter à uma distância, dita, segura, me matava por dentro, um minuto por dia. Não foram poucas as vezes que tive surtos emotivos que disfarçava de raiva por conta de coisas que eu não conseguia dizer não para ele, pq ele tinha um poder incrível em relação à minha pessoa.
Então vieram as férias dele. Ele ia fazer uma viagem pela américa do sul com a esposa, e eles tiraram fotos em lugares lindos de morrer! Ele me mandou algumas de lugares realmente muito bonitos, e eu não conseguia olhar para os lugares, só ficava imaginando a FIC de eu, ele e aquele lugar, e a gente conversando sobre a vida, e lá estava eu de novo em mais uma mini-crise emocional. No fim era em média uma crise a cada 15 ou 20 dias, que aí eu ficava com raiva da situação e eu ia para o próximo ciclo, até estourar tudo novamente.
Por último, após o retorno das férias dele, veio a notícia de que ele ia deixar a direção e voltar para sua cidade em definitivo. Na hora eu tankei a emoção mas no outro dia eu estava em prantos. Foram muitas horas de música e stories de whatsapp para aplacar esse sentimento, e tb teve o fato de que semanas depois iríamos viajar para São Paulo, então na minha mente de FIC, íamos ter um tempo extra pra curtir antes da derradeira viagem.
E assim o foi. Foram 5 dias dormindo em barraca em São Paulo e posso dizer que apesar de não ter havido nenhum encontro íntimo, pq ele não ia dar esse espaço, eu considero como 5 dias incríveis de estar perto dele. Tomar café, almoçar, participar de eventos, passar horas conversando sobre assuntos aleatórios, ficar secretamente olhando ele de bermudinha e chinelos, jogar joguinhos ou ver ele jogar joguinhos. Foi incrível.
Duas semanas atrás, eu até criei coragem eu escrevi uma carta e mandei pra ele, e dei de presente pra ele um chaveirinho escrito "melhor prof. do mundo". Sim, é o mesmo que está na imagem da playlist que espero que vocês estejam ouvindo enquanto estão lendo isso. Após ele ler, pra mim eram visíveis as lágrimas contidas no seu rosto, afinal na minha concepção de tudo ele não podia demonstrar nada ali, mas pra mim parecia ter algo ali. E ele me deu o abraço que eu pedi na cartinha. Um abraço forte, protetor, e que durou enquanto eu me mantive abraçando, e não vi reação dele em tentar terminar o abraço. No fim fui eu quem terminou o abraço pq eu senti que ia me perder em algo que não ia acontecer e não queria sentir aquilo naquele momento, então interrompi o mesmo pouco após o abraço. Pq eu sabia que aquilo seria o mais próximo que eu chegaria da minha FIC.
E agora, aqui estou, escrevendo esse post, 24 horas após o último encontro com ele. Sua viagem final foi ontem, e admito que ontem eu estava totalmente destruído emocionalmente, pq eu sabia que era tudo na minha cabeça, mas eu sempre quis mais, e ele sempre soube, mas nunca deu nada além do que vazio, que na minha mente altamente distorcida e enviesada eu considerava com falsas espectativas de que pudesse acontecer algo, que era só eu achar o jeito certo de chegar nele.
Eu só sei que esse homem me afetou de um jeito que eu nunca imaginei que eu pudesse ser afetado. Nunca antes na história dessa pessoa alguém alugou um terreno tão grande na minha mente. E eu sei que toda essa história está difícil de guardar em uma caixinha, pq eu não tenho nenhuma caixinha grande o suficiente para pegar tudo isso, guardar e colocar no meu esquecimento pessoal. Esse homem vai ficar um bom tempo sendo um fantasma nos meus pensamentos e sonhos, assim como ele já é nos meus momentos de procurar videozinhos educativos na internet, e sempre caio nos mesmos vídeos, pq os caras se parecem com ele ou se comportam como ele (geralmente os dois).
E é isso. Essa é a história resumida desse Fantasma de Verões Passados, provavelmente o maior fantasma que deva passar na minha vida (até o próximo aparecer e me deixar do mesmo jeito pois eu não aprendo com meus erros).
Como disse lá no começo, eu vou listar todos os posts que eu escrevi sobre esse homem, pq em 4 anos, foram muitas crises.
Segue a lista:
- After the Last Goodbye (a história da lembrancinha)
- The Last Goodbye (a cartinha)
- Après la lumière
- Câlins affectueux manquent
- Merci de vous arrêter ici
- Griefness
- L'amour platonicien n'est pas compris
- Puppyness
8 de out. de 2022
Écritures et Fatigue
Eu preciso voltar a escrever mais aqui. Escrever me faz bem, ler o que já escrevi faz mais bem ainda.
L'art d'être oreille
Engraçado como as vezes a gente descobre pessoas incríveis ali, do nosso lado, pessoas que sempre existiram próximas, mas que nossas próprias barreiras cotidianas sempre nos impediram (e a eles) de nos entreolharmos, e enxergarmos aquilo que realmente nos faz humanos.
Tenho tido conversas tão incríveis com um conhecido recente de um grupo de amigos que faço parte que tenho me surpreendido com essa conexão. Parece que os sofrimentos mútuos de cada um, aquela visão sábia de que antes de vivermos, nós sobrevivemos, os assuntos em comum, a proximidade de gerações, tudo isso conta para que essas conversas sejam sempre inebriantes, como beber um licquor que vc sabe que está há muito tempo curtindo e esperando para ser consumido.
É difícil eu me encontrar nesse local de fala hoje, pois sempre fui uma pessoa muito isolada e mesmo meus amigos anteriores não eram tão amigos assim (o que é uma explicação superficial de pq eu apaguei todas as minhas redes sociais). Eu sempre sinto muita falta dessa identificação, de saber que não sou só eu quem passei por determinadas situações na vida, que olha para o futuro e para o passado e vê uma estrada sendo percorrida e não só os clubes ou as pedras no caminho.
Estou sendo dramático? Olha, se acharem uma única vez que eu não fui, me mostrem, porque olha...
Mas assim, eu fico feliz de descobrir essa conexão, eu me sinto menos solitário em meio ao meu grupo de amigos, pois estou sempre me perguntando se estou mesmo no lugar certo, com as pessoas certas, com as palavras certas, pq pra mim sempre parece que estou só sendo extremamente pedante e carente de atenção.
E é sobre isso a reflexão de hoje.
16 de mai. de 2022
True Friendshipness
19 de dez. de 2019
Après la lumière
14 de abr. de 2019
Griefness
Negação
Impossível ele não estar a fim de mim. Olhe o jeito que olha, a forma que bota as mãos na virilha, o olhar profundo que diz mais que qualquer coisa. Não estou errado, impossível eu estar errado!
Raiva
Ele não reage às minhas investidas, por quê? Eu estou deixando bem claro o que quero, porque ele não retribui, que ódio! Preciso chamar mais ainda a atenção dele!
Negociação
Se ele beber o suficiente, vai se abrir. Se entrarmos juntos na piscina, algo vai acontecer. É só dar o tempo e as ferramentas certas que ele vai mostrar que está a fim, apesar de não investir.
Depressão
Estou cansado de gastar energias com ele. Tudo o que eu faço parece acentuar os sinais, mas nada acontece. Será que sou eu o problema?
Aceitação
Lá no fundo, eu sou uma pessoa mimada. Eu tendo a achar que o mundo têm de girar à minha volta e que as coisas devem acontecer porque eu quero. E não é bem assim. Eu acabo criando espectativas de muitas coisas e hora ou outra isso volta na minha cara.
Também tem o fato de eu ser mau perdedor, e ir guardando tudo, querendo que tudo seja como eu quero que seja, independente do que as outras pessoas sofrerão pra eu alcançar meus objetivos...
Mas essa crise aconteceu pq eu estava em um momento que não queria ser forte como sou todos os dias. Só queria colo, deitar, fechar os olhos e alguém me dizer que aquilo ia passar logo.
Não parece as vezes, mas eu sou uma pessoa extremamente emotiva e muito do que acontece a minha volta me afeta, eu só escondo isso com uma maestria incrível
Eu queria não criar expectativas de coisas que não estão lá, sabe, mas ao mesmo tempo não quero ficar regulando meu pensamento, pois a minha mente é o único lugar em que posso ficar verdadeiramente livre. E por causa disso, as vezes eu sofro as tempestades que se formam.
...
Triste, mas talvez mais um fantasma de verões passados deixado para trás, com um pé de melancolia pela forma como minha mente, meu emocional, realmente acharam que algo assim poderia dar certo. No final do dia, nada como uma catarse após a outra.
29 de jan. de 2017
The virtue of selfishness
"I'm bad, and that's good. I will never be good, and that's not bad. There's no one I'd rather be than me", Detona Ralph.
As vezes a gente para pra pensar sobre algumas coisas de nossas próprias vidas e nos perguntamos: "será que somos bons com as outras pessoas?" ou "será que somos confiáveis?" e isso tede a ficar martelando a cada vez que você se encontra em uma situação em que você precisa tomar uma decisão difícil.
As vezes só o que temos para poder decidir algo é nossa própria consciência, e nesse ponto se não estamos bem conosco, isso só tende a obscurecer nossa capacidade de julgamento.
Veja bem que falei de consciência, e por consciência digo saber quem nós somos e o que queremos dessa experiência de vida. E isso quer dizer decepcionar pessoas pelo caminho, pois nem todos enxergamos a vida pela mesma ótica e nem esperamos as mesmas coisas dessa experiência.
Por isso, as vezes as pessoas podem nos enxergar como pessoas más, as vezes até nós podemos nos ver assim, mas se isso é uma coisa que nós somos, é essa coisa realmente ruim?
Penso sempre que o mais importante nessa vida é ter constância na forma com que vivo a experiência mundana, e tento manter essa constância na forma com que minhas ações são projetadas.
Dessa forma, não tenho nenhum medo de admitir que não sou uma pessoa boa, mas também não me considero uma pessoa má. Na verdade a única característica que ultimamente coloco como parte da minha personalidade é meu senso de justiça e lealdade. E é através desse senso para com meus próprios objetivos de vida, com as coisas que acredito e que me guiam, que canalizo minhas energias para ajudar alguém ou pra retribuir uma ingratidão, caso veja como necessário ou pertinente.
Eu tenho várias características negativas, assim como também tenho várias características positivas, e conheço todas, pois tive todos esses anos de introspecção e meditação comigo mesmo para conhecer cada pedacinho de cada aspecto da minha personalidade mais aparente, e vários de características mais latentes, mais escondidos atrás de tantas muralhas criadas por mim mesmo para me proteger do mundo, das pessoas, da vida. Algumas dessas características uso rotineiramente e com bastante desenvoltura, outras aparecem ocasionalmente em determinadas situações (stress, felicidade), outras ainda raramente aparecem mas tendem a ser reflexo das minhas defesas internas. E também existem aquelas características que nunca foram postas à prova, mas eu sei que existem, pois eu já criei cenários mentais em que essas características foram, de alguma forma, testadas.
Isso pode parecer errático para as outras pessoas, mas para mim não é. Eu sempre sei o porquê de estar fazendo as coisas, dentro do que conheço à respeito do que estou fazendo. À partir do momento que passei a não mais julgar se algo que estou fazendo foi bom ou ruim para alguém e sim julgar se aquilo merece ser feito ou não segundo o que acredito, eu passei a fazê-lo com mais consistência, com menos dúvidas e, principalmente, com mais fé em mim mesmo.
Saber que fui consistente nessa vida é muito mais importante do que ouvir que fiz o bem para outras pessoas, pois o que os outros pensam sobre mim reflete quem eles são não quem sou eu.
23 de jul. de 2016
Fifteenless
15 coisas que eu falaria pro Eduardo de 15 anos atrás (leia ouvindo Nickelback - Photograph):
1: Fura logo essa orelha.
2: Tente ser menos esforçado, você só quer que as pessoas te notem.
3: Sabe o Toy, o Poodle, ele só quer atenção, como você. Vocês se odeiam porque vocês são muito parecidos um com o outro. Leve ele pra passear também, ele vai gostar.
4: Sabe os poucos amigos que você tem? Olhe em volta deles e você vai ver que seus verdadeiros amigos são aqueles que você ignorou todo o ensino médio.
5: Bixa, não tem nada de mal em gostar de meninos em vez de meninas viu! Esquece aquele episódio homofóbico que você presenciou na quinta série! E vou te dizer, é ótimo ser viado tá!
6: Não tenha medo de assumir que você não acredita mais em religião nenhuma! Isso vai lhe poupar muita dor de cabeça futura. Divirta-se mais pois você já sabe, lá no fundo, que a única certeza que temos nessa vida é de que temos essa vida para viver. Todo o resto é especulação.
7: Saia da biblioteca um pouquinho só, na hora do intervalo da aula. Socializar é algo que só assusta no começo. Outra coisa, brincar sozinho é legal, mas tente brincar mais com outras pessoas. No final você vai ver que você se diverte muito mais.
8: Bee, a senhora já é uma mentirosa profissional (por esconder que é gay, ateu e que joga fliperama escondido quando sai mais cedo da aula)! O que custa fingir que está gostando das festividades em família? Ninguém vai perceber! Só sorria e acene.
9: Escreva um diário. Não é coisa de menina não e você se agradecerá por anos a fio por poder olhar pra si mesmo no passado e ver como você mudou.
10: Seus professores não são carrascos, eles vêem em você o potencial que você tem e tentam te mostrar exatamente isso. Lutar contra eles, tentando provar que eles podem errar, não facilita muito as coisas viu! Todo mundo erra, até você (tapa na cara)!
11: Sabe o professor de Karatê? Não demore 2 anos pra dar pra ele. Vocês dois já sabem o que querem e esses treinos extras só são pra um ficar sozinho com o outro, admita pra si mesmo!
12: Você sente falta do seu avô, não é mesmo? Porque você não vai lá e fala com sua avó sobre isso, ela também sente muita falta dele e, assim como você, ela não admite se mostrar frágil para o mundo.
13: Sua mãe te ama como ninguém nesse mundo. Ela precisa ouvir de você que você a ama como ninguém nesse mundo, pois a decisão que ela tomou de te deixar com seus avós é como uma navalha no coração dela, mas foi para que você tivesse o melhor desse mundo! E você tem!
14: Aproveita que você gosta tanto de andar de bicicleta e vá conhecer as cachoeiras ocultas de Jataí. Você gosta de se aventurar que eu sei, e tem vários lugares secretos lindos perto da sua casa que você não teve a chance de conhecer.
15: (Tapa na cara) Lembre-se: NINGUÉM SE IMPORTA! Ninguém se importa com quem você é! Ninguém se importa com o que você acredita! Ninguém se importa com o que você gosta! Algumas pessoas sim, mas elas estão tentando te ensinar exatamente isso que estou te falando (outro tapa na cara)! Então, seja menos auto-crítico de si mesmo e você vai ver como isso simplifica tudo, de verdade!
...
Obrigado Danuta Duarte pelo número que você me deu, deu vários nós na garganta escrever isso daqui.
15 de fev. de 2016
Eagerness
Antigamente, eu não conseguia fazer outra coisa senão ficar olhando todos os reviews de celulares, ou de jogos, ou de qualquer coisa que eu julgasse extremamente importante para minha satisfação pessoal naquele momento.
Hoje, eu olho para coisas que eu desejo e, por um momento, sinto um forte desejo de possuir essas coisas mas, depois de pouco tempo esse desejo passa, sem deixar nenhum sentimento de frustração, como ocorria antigamente.
Não que o desejo tenha desaparecido, mas atualmente ele não parece ser tão importante na minha vida e, como qualquer mecanismo mental, é passível de adaptação, eu acho.
Penso que, ante a efemeridade da vida humana, essas coisas passam a não fazer tanto sentido, no que tange às experiências que vamos tendo durante nossas vidas. Afinal, a única coisa que podemos dizer que é nossa de verdade são as experiências, e nem sempre esses desejos se compõem em experiências que iremos nos lembrar.
Dado isso, acho que é parte do processo de desconexão do mundo, esse processo de não ver mais graça nas coisas que não estão dentro da minha mente. Afinal, isso é a única coisa que posso falar que é meu, "et veritas" e, independente do desfecho que a vida nos dá, representa quem somos de verdade: um mundo imenso de experiências se inter-relacionando.
15 de jan. de 2016
Dreamspaceless
Eu só preciso concentrar um pouco mais do que o normal, de olhos fechados, e de repente eu estou do lado de um riacho de águas frias, com árvores de folhas pequenas e sementes miúdas, com montanhas ao longe e uma parca névoa alcançando o horizonte. Indo um pouco mais longe, chego em uma cidade com ruas, carros, pessoas, prédios e lá as pessoas são como as daqui, sempre apressadas em sua própria vida. A diferença principal entre este mundo e aquele é que naquele eu não tenho as preocupações deste, como onde morar, o que fazer pra sobreviver, trabalho, medos, etc. Lá eu simplesmente vivo.
E a maior parte do tempo em que eu estou melancólico, eu vou para esse mundo, e lá me sinto em paz. Não existe nenhum lugar no mundo que me deixe mais em paz de espírito que em um morro verdejante com uma árvore frondosa e folhas aconchegantes no topo, que existe no meu mundo interior. É como se pudesse olhar para o mundo inteiro e sentir uma sensação de plenitude e completamento que não existe aqui.
A cada dia que vivo nessa realidade, eu sinto que vou me tornando cada vez mais insípido às sensações que recebo daqui, como se nada mais me surpreendesse ou me fizesse sentir as fortes emoções que eu gosto de sentir e de fazer fluir em meu interior. E é engraçado dizer isso, mas das coisas que mais tenho sentido prazer em fazer nessa realidade, a maior de todas é dormir. Pois é dormindo que na maioria das vezes eu cosigo passar horas, dias e até meses dentro do meu mundo, pra então acordar de manhã e perceber que preciso trabalhar, que preciso sobreviver, que preciso fazer um monte de coisas, e que praticamente nada disso têm sequer significado pra mim, exceto pelo fato de que preciso fazer essas coisas para continuar vivendo nesse mundo.
Não me importo que me achem doido ou fora de mim. Esse é quem eu sou de verdade, e poucas pessoas vão um dia conseguir enxergar essa pessoa que está escrevendo isso por aqui. E as que enxergam isso (ou compartilham da mesma sensação) me entendem quando digo que eu não sou desse mundo.
Eu não sou desse mundo. Eu nasci nele, mas de fato o meu mundo, aquele que queria estar nesse momento, existe só dentro da minha mente, e se eu estiver aéreo as vezes, pode ter certeza que estarei tomando um sorvete em algum lugar na minha mente ou sentado debaixo de uma árvore, me sentindo a pessoa mais feliz do mundo por estar ali.
Aum shree iknari hum.
22 de out. de 2015
Changeless
O que percebi é que preciso voltar a me conectar comigo mesmo, lembrar as coisas que eu sou bom em fazer e tomar cuidado com as coisas que eu não sou bom. Essa mudança de cidade é, acima de tudo, uma mudança na forma como eu venho lidando com o mundo. Quero acreditar que vou deixar de ser essa pessoa reativa e começar a ser mais produtiva, mesmo que isso não signifique nada pra mim, afinal não tenho essas baboseiras de precisar deixar um sinal meu no mundo.
O que eu realmente quero (Mário Alberto) é conhecer o mundo, é descobrir o significado de todas as coisas e chegar no final da minha vida e olhar pra tudo o que eu aprendi, e desaparecer feliz sabendo que eu fiz o possível para entender cada partícula existente.
20 de ago. de 2015
Emotionless
27 de jul. de 2015
Κύριε ελέησον
"E se Deus fosse um de nós?
Apenas um desajeitado como um de nós
Apenas um estranho no ônibus
Tentando ir pra casa" Joan Osborne - One of Us
E apesar de não acreditar muito na figura de um deus, eu acredito que todos estamos em uma caminhada, e alguns estão mais à frente que a gente e outros mas atrás, mas no final todos estão andando para algum lugar melhor que hoje.
As vezes aquele que é Deus, ou Jesus, ou Khrishna ou Oxalá, para os outros, são pessoas como eu, como vocês, que dentre todas as coisas, só busca seu lugar no mundo...
16 de abr. de 2014
Sobre Spoilers, Murais e Conversas Intimistas
Em toda comunicação entre duas (ou mais pessoas) existem quatro componentes principais: Emissor, Receptor, Mensagem e Meio. E a forma como a comunicação é feita depende principalmente do Meio, que define métodos e protocolos de comunicação, a fim de estabelecer que a mensagem emitida seja recebida (ou descartada). Diversas teorias foram desenvolvidas para tentar explicar essa relação dos agentes comunicativos, mas isso não vem ao caso. O que importa de verdade é a característica intrínseca dos meios de comunicação, e isso têm total impacto na forma como a comunicação se dá.
Primeiramente, existe o que podemos chamar de comunicação bidirecional. Na comunicação bidirecional, tanto receptores quanto transmissores interagem uns com os outros no processo comunicativo, podendo haver interrupções ou troca de papéis entre os elementos participantes. Isso é o que podemos definir como "comunicação intimista".
Neste tipo de comunicação, todas as pessoas envolvidas sabem aproximadamente qual o estado das outras em relação à conversa, interagindo diretamente com os outros participantes, permitindo um dinamismo na forma como a mesma é conduzida.
Em segundo lugar, existe a comunicação unidirecional. Na comunicação unidirecional, os transmissores e os receptores não interagem entre si durante o processo comunicativo. Os transmissores simplesmente transmitem a mensagem ao passo que os receptores só podem receber a mensagem ou descartá-la. Isso é o que podemos definir como "comunicação de mural".
Nesse tipo de comunicação, normalmente as pessoas que estão enviando a mensagem não têm como saber o estado atual das pessoas que irão receber a mensagem, dado o fato que não existe uma ligação entre receptor e transmissor, exceto através do meio comunicativo, que pode definir ou não protocolos de interação. Quem fala não têm como saber se foi ouvido e se quem ouviu tinha conhecimento ou não do conteúdo da mensagem.
Twitter, Facebook e os Murais Sociais
A maioria das pessoas que vejo por aí usando redes sociais têm uma visão estranha da forma como as informações fluem na rede. Essas pessoas se esquecem que os transmissores são quase sempre ignorantes ao conhecimento prévio dos receptores. Isso está relacionado à característica unidirecional da rede e do fato de que as redes se comportam como murais onde as pessoas botam coisas que lhes interessam para que outras pessoas possam ler (ou não).
Voltando ao contexto dos spoilers, existe toda uma nebulosidade em torno desse assunto, já que ele está relacionado ao estado específico em que o transmissor sabe de algo que o receptor não sabe, e transmite uma mensagem com o conhecimento relacionado.
Na minha visão, as opiniões de ambos os lados são totalmente irrelevantes, pelo fato de as redes sociais provirem meios de evitar que tais problemas aconteçam. Pessoas que reclamam de spoilers podem simplesmente remover a assinatura de posts de uma determinada pessoa / grupo e da mesma forma transmissores podem selecionar quais são as pessoas / grupos que irão receber suas mensagens.
Minha Conclusão
Se a pessoa realmente considera que toda a experiência midiática é destruída ao ler um spoiler de um qualquer no Facebook ou no Twitter, deveria evitar seguir as publicações de pessoas que têm propensão a soltar spoiler na timeline. A maioria das pessoas que soltam spoilers NÃO ESTÃO FAZENDO ISSO pelo sarcasmo de ver as pessoas ficando irritadas por ler um spoiler (o que não é meu caso hehehe) mas pela possibilidade de exprimir suas experiências com outras pessoas, que é o intuito primário das redes sociais na minha visão sociopolítico-econômica das coisas.
27 de nov. de 2012
30 de out. de 2012
27 de ago. de 2012
Occam's razor
Não sei explicar, mas nesses tempos tempestuosos as pessoas deviam conhecer mais sobre esse princípio lógico. Simplificaria tanto as coisas.
Então, vem Antonie de Saint-Exupéry e fala ...
"A perfeição é alcançada não quando não há mais nada para adicionar, mas quando não há mais nada que se possa retirar"
Aí vêm Einstein e me diz isso:
"Tudo deve ser feito da forma mais simples possível, mas não mais simples que isso"
Daí, é por isso que amo esses velhinhos!
-
Há alguns anos saiu um post agendado no blog que quase abalou as estruturas da sociedade, se eu e meu marido não fôssemos tão bem felizes ...
-
As vezes fico pensando em como essa vida é uma prisão... Sobre como tudo parece ser feito para que passemos por algum tipo de provação, com...
-
Inteligência ... Nenhuma entidade consegue se lembrar do estado de não-existência; Nenhuma entidade consegue se lembrar do momento que fo...