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26 de dez. de 2022

Divertidamentes

Faz muito tempo que venho postergando escrever esse post, sabe? Talvez por medo das pessoas, talvez por me achar louco de dar vazão a isso ou talvez por puro e simples instinto de autopreservação. No entanto, escrever é terapeutico e dessa vez houve concenso que expor essa engrenagem interna é benéfica.

Então aqui estou eu, ou melhor nós, escrevendo sobre as vozes da minha cabeça. Quem são, onde vivem, o que fazem quando não vêm à tona? Tudo isso você, eu do futuro, confere agora.

Bom, mais importante que falar de cada um é explicar como se dá esse processo para minha pessoa. Primeiramente, as vozes não existem como personalidades reais e individualizadas na minha mente. Não há cisão entre elas. No entanto, isso tb não quer dizer que são só meras facetas. Cada uma têm sua personalidade e suas habilidades, mas todas trabalham em conjunto e concenso, na maior parte das vezes. A antropomorfização delas simplifica muito as coisas pra mim também, torna mais fácil a azáfama.

Esse mecanismo sempre serviu como uma forma de lidar com os problemas da vida. Surgiu em momentos de crise forte, e sempre nesses momentos a nova voz aparecia, plenamente capaz de lidar com o novo problema, ou de blindar o restante do grupo de situações debilitantes.

Quando eu fecho os olhos e tento as imaginar, eu vejo sempre uma mata escura, com uma fogueira central, e que cada um dos selfs (é como chamamos cada um) se senta em um círculo em volta dessa fogueira, e é a partir dessa fogueira que elas se manifestam, ou vem à tona, como prefiro chamar.

Agora que os pontos principais foram setados, segue a descrição de cada um dos selfs. Alguns são mais concretos e definidos, enquanto outros são mais abstratos e nebulosos, mas todos tem vozes definidas e únicas e sempre sei quem está falando ou quem está à tona.

Self criança: sempre esteve comigo e acho que a primeira self a aparecer. É a que curte cachoeiras, tomar chuva, gosta de sentir o vento dirigindo moto e é a que mais conversa comigo. Surgiu da necessidade de ter alguém para conversar depois de perceber que os primos e colegas de escola não gostavam de estar perto, e sempre evitavam durante o recreio. A partir de um momento da infância até o meio da adolescência só queria ficar sozinho, socializando só com ela. Ela até hoje é uma conselheira, e está sempre ali do lado pra exercitar a moderação, através de conselhos. É a self que faz a mediação com todas as outras e que vê as coisas sempre do prisma de ser justa com as outras selfs e com as pessoas externas. Ela nunca vêm à superfície.

Self fúria: é uma das selfs mais intensas, é a que sempre canaliza os surtos explosivos e curiosamente é quem mais ajuda a mantê-los, sob controle, do lado de dentro. Ela fala um idioma próprio, meio gutural, que frequentemente vem à tona quando uma situação causa um xingamento. É extremamente retraída e desconfiada das pessoas e geralmente só vem à tona quando não há ninguém por perto. Está sempre do lado da self criança e as vezes vem o questionamento de se as duas não são só expressões de uma self que ainda não apareceu. Sempre impaciente, sempre diz que é a burrice alheia que lhe tira a paciência.

Self implacável: a unica self mantida sob estrito controle, pois é uma self sorrateira e vil, e está frequentemente tentando com pensamentos criminosos ou ilegais, que surgem de assalto na minha mente. A maior parte dos pesadelos vêm dela, que mostra os "e se vc fizesse tal coisa"? Era quem mais aparecia no ensino fundamental, que quando era agredido pelos colegas, vinha à tona e devolvia as agressões com um ímpeto assustador. Representa uma parte irresistível e extremamente intensa da sede de vingança que as vezes aflora em situações que envolvem principalmente algo que ela considera injustiça, seja pessoal ou com outras pessoas. Passou a ser contida após um episódio que o vô deu um lanche pra levar pra escola, e por nao gostar do que ganhou jogou fora o lanche. Minutos depois estávamos lá pegando o lanche do chão mesmo e comendo, pq foi dado com carinho e boa intenção.

Self criativa: surgiu de uma crise de compulsão por mentir pra coisas irrelevantes, e virou uma voz que sempre se justificou como necessária para se fazer sentir parte de algo, afinal todos fazem igual, e foi por muitos e muitos anos a principal fonte de defesa, através de mistério e subterfúgios. Têm uma excelente memória de eventos, principalmente quando são memórias forjadas. Com o tempo e muita conversa, ela hoje é responsável pelo lado criativo mas frequentemente precisa ser vigiada, devido à facilidade que ela mostra de crescer ou criar fatos, pq a sensação e necessidade de ter atenção é muito viciante (tanto que é insistência dela a existência esse post).

Self Eduardo: era uma das selfs principais até acontecer de uma tentativa frustrada de suicídio, em que o medo irreal e sem escapatória das reações das pessoas de descobrir que somos gay causou o evento. É a bibliotecária, é bem rancorosa e é quem sempre lembra quem fez o quê, onde e quando. Era a self principal de interação até o episódio, se tornando mais passiva e hoje em dia quase não vem à tona, exceto quando quer ser irônica com algo ou alguém.

Self músico: é uma self que é difícil de explicar, exceto que ama musica e arte, e curiosamente é quem sabe cantar, tanto que quando vêm à tona é visível a alteração na entonação de voz e projeção sonora qdo essa self está se exibindo. É extremamente volátil emocionalmente e vai e volta nas emoções com a velocidade de um raio. Surgiu da necessidade de lidar com a imposição de seguir regras e padrões de comportamento e frequentemente é vista como a antagonista no concenso ou a que dá contrapontos nas decisões. Têm uma capacidade de persuasão muito grande.

Self Dudu: essa foi a que surgiu semanas depois da tentativa do suicídio, e é quem mais representa o estado de espírito após o evento. Está o tempo todo tentando se provar e demonstra uma enorme capacidade de confiança. É quem têm as habilidades de liderança, apesar que frequentemente se esquece que existem outras pessoas em volta. É quem as pessoas frequentemente interagem nos dias de hoje, trocando esse papel com alguma frequência com a self criativa e vez ou outra com o músico, nas interações cotidianas.

Self comandante: uma self que surgiu de uma crise de personalidade uma vez, quando de uma reflexão de que somos nada mais do que uma enorme colônia de mais de 30 trilhões de células, trabalhando juntas para sobreviver, comendo, vivendo. Nessa seara, a voz surgiu como uma conclusão que o "eu" entidade era só mais um nesse papel. Era quem o concenso tinha determinado para guiar todo o conjunto. É uma selfie extremamente julgativa, metódica, calculista e que sempre pensa no bem da comunidade da entidade e tem enorme capacidade de planejamento. Por muito tempo durante a adolescência, se considerava o "sistema operacional" da mente, e é quem mais sofre e trás à tona efeitos de ansiedade, devido a sua característica controladora.

Self observador: nunca fala nada, somente observa o mundo, os selfs em suas interações com o mundo, e que sempre está atento ao modo como as sensações são experienciadas. Se comunica através de emoções e é o único capaz de isolar impulsos sensoriais ou realçá-los. É obcecado por padrões e repetições e é fascinado por entender mais sobre si próprio, os outros selfs e principalmente sobre como funciona a percepção de mundo, que é definitivamente uma característica subjetiva e não objetiva. Extremamente lógico, racionaliza até as emoções. É o único de todos que não é possível controlar, mas é o que mais interage com os outros selfs.

Self caçador: é uma self muito autocontida em si. Raramente interage com as outras selfs mas com certa frequência vêm à tona, quando a libido entra em cena. É muito antissocial e ao mesmo tempo bastante sensual. Gosta de estar sob o controle das situações e frequentemente assume uma posição de caçador em relação a seus alvos sexuais. Tem uma energia muito intensa, só que quando têm seu ímpeto saciado, simplesmente sái da superfície sem nenhum aviso. As vezes dá vasão ao que as outras selfs tb querem, mas sem nunca interagir com elas. Extremamente inteligente, eficiente e faceira, é também extremamente dominadora.

Bom, é isso. Esses somos nós. Eu frequentemente trato no singular ou no plural quando ha concenso ou não entre as vozes. Se há concenso, sempre nos identificamos no plural. Se não há concenso, é sempre alguém quem toma a iniciativa, portanto trazendo um pronome no singular.

É definitivamente um arranjo complexo e com um quê de histeria, mas é minha histeria, e por ser minha lido com ela da forma que achar melhor. O importante é que funciona para que este que vos escreve consiga viver em sociedade. Não é fácil, mas vamos vivendo, um momento por vez.

29 de jan. de 2017

The virtue of selfishness

"I'm bad, and that's good. I will never be good, and that's not bad. There's no one I'd rather be than me", Detona Ralph.

As vezes a gente para pra pensar sobre algumas coisas de nossas próprias vidas e nos perguntamos: "será que somos bons com as outras pessoas?" ou "será que somos confiáveis?" e isso tede a ficar martelando a cada vez que você se encontra em uma situação em que você precisa tomar uma decisão difícil.

As vezes só o que temos para poder decidir algo é nossa própria consciência, e nesse ponto se não estamos bem conosco, isso só tende a obscurecer nossa capacidade de julgamento.

Veja bem que falei de consciência, e por consciência digo saber quem nós somos e o que queremos dessa experiência de vida. E isso quer dizer decepcionar pessoas pelo caminho, pois nem todos enxergamos a vida pela mesma ótica e nem esperamos as mesmas coisas dessa experiência.

Por isso, as vezes as pessoas podem nos enxergar como pessoas más, as vezes até nós podemos nos ver assim, mas se isso é uma coisa que nós somos, é essa coisa realmente ruim?

Penso sempre que o mais importante nessa vida é ter constância na forma com que vivo a experiência mundana, e tento manter essa constância na forma com que minhas ações são projetadas.

Dessa forma, não tenho nenhum medo de admitir que não sou uma pessoa boa, mas também não me considero uma pessoa má. Na verdade a única característica que ultimamente coloco como parte da minha personalidade é meu senso de justiça e lealdade. E é através desse senso para com meus próprios objetivos de vida, com as coisas que acredito e que me guiam, que canalizo minhas energias para ajudar alguém ou pra retribuir uma ingratidão, caso veja como necessário ou pertinente.

Eu tenho várias características negativas, assim como também tenho várias características positivas, e conheço todas, pois tive todos esses anos de introspecção e meditação comigo mesmo para conhecer cada pedacinho de cada aspecto da minha personalidade mais aparente, e vários de características mais latentes, mais escondidos atrás de tantas muralhas criadas por mim mesmo para me proteger do mundo, das pessoas, da vida. Algumas dessas características uso rotineiramente e com bastante desenvoltura, outras aparecem ocasionalmente em determinadas situações (stress, felicidade), outras ainda raramente aparecem mas tendem a ser reflexo das minhas defesas internas. E também existem aquelas características que nunca foram postas à prova, mas eu sei que existem, pois eu já criei cenários mentais em que essas características foram, de alguma forma, testadas.

Isso pode parecer errático para as outras pessoas, mas para mim não é. Eu sempre sei o porquê de estar fazendo as coisas, dentro do que conheço à respeito do que estou fazendo. À partir do momento que passei a não mais julgar se algo que estou fazendo foi bom ou ruim para alguém e sim julgar se aquilo merece ser feito ou não segundo o que acredito, eu passei a fazê-lo com mais consistência, com menos dúvidas e, principalmente, com mais fé em mim mesmo.

Saber que fui consistente nessa vida é muito mais importante do que ouvir que fiz o bem para outras pessoas, pois o que os outros pensam sobre mim reflete quem eles são não quem sou eu.

25 de jan. de 2016

Deityness

Sabe aquele momento que você está sonhando e de repente sente uma coisa estranha, como se aquilo não fosse um sonho de verdade, e sim uma memória? Hoje me senti assim.

Tive um estranho sonho onde eu fazia parte da criação do universo, mas não tinha sido eu quem criava. Eu mesmo fazia parte da criação mas eu como criatura era responsável por criar a substância que permeia o universo.

Portanto, comecei a tocar levemente em um oceano tridimensional (sim, eu era uma entidade 4D e isso foi parte da estranheza do sonho) e a cada toque, a matéria se aglomeravam e brilhava, formando as estrelas.

Dali a pouco, as estrelas começaram a se agrupar e a rodopiarem em torno de si próprias e a produzir mais estrelas. E quanto mais estrelas eram criadas, mais espaço no oceano ia aparecendo, até o ponto de as pequenas espirais de luz começarem a se afastar umas das outras.

Daí eu me afastei um pouco da criação, e olhei mais de longe. As pequenas espirais se aglomeravam em fios de prata de várias espessuras, até chegar ao ponto de parecer um emaranhado de fios desordenados. E dessa distância comecei a ver pequenos flashes de luz.

Me aproximei para ver e percebi que algumas das estrelas estavam explodindo em luz quase impossível de encarar, e formavam lindos padrões de cores. Algumas estrelas no entanto ficavam mais escuras que o canto mais escuro do universo, e eu não me arriscava a me aproximar.

Quase no fim, não havia mais luz e a maior parte das estrelas tinha virado pontos escuros, que se desfaziam como um boneco de areia enfrentando um vento seco. No fim de tudo, havia só o mar escuro novamente, mas o meu toque no oceano não fazia mais efeito.

Por fim, eu perguntei bem assim "Eu sou Varuna, a ordem universal, por que não mais posso criar ordem do caos?"

E uma voz respondeu "Você, Varuna, é a ordem universal, mas cada vez que você ordena algo, outrossim desordena em igual proporção. No fim, somente a desordem sobraria. O que sobra de você, agora?"

E foi aí que acordei, e fiquei com isso na cabeça o dia todo. Engraçado foi que durante todo o sonho a sensação de que aquilo era de verdade era surreal! Parecia tão real e tão presente que, comparando, estar aqui acordado e escrevendo isso parece menos real que o sonho em si.

É como se estar aqui fosse uma parte da existência dessa entidade do sonho, como se fosse uma tentativa de enxergar o universo outro lado de dentro, coisa que eu percebi que Varuna não conseguia fazer ou que tinha medo de fazer.

4 de nov. de 2015

Beliefness

fui católico, mas descobri que confiar cegamente em algo é muito perigoso.

Já fui satanista, mas descobri que negar algo com todas as forças ainda é adorar esse algo.

Já fui druida, mas descobri que não sou mais um ser em comunhão com a natureza.

Já fui Wicca, e descobri que rituais em excesso só atrapalham minha concentração.

Já fui khaos, mas descobri que misturar diferentes vertentes de conhecimento sem saber o que estou fazendo atrapalha tanto quanto rituais.

Já fui ateu, mas descobri que viver sem ter um pouco de fé no oculto faz tão mal quanto ter fé demais.

...

Hoje sou agnóstico, pois aprendi que culturalmente não importa se um livro está errado, ele representa a história e os costumes de um povo e de uma época.

Hoje sou agnóstico, pois aprendi que a negação de algo não é necessariamente o inverso daquilo.

Hoje sou agnóstico, pois aprendi que ser um com a natureza é estar em sintonia comigo mesmo.

Hoje sou agnóstico, pois entendi que rituais passam uma mensagem tão importante quanto a linguagem escrita ou falada.

Hoje sou agnóstico, pois entendi que  todo o misticismo e religiosidade deriva da mesma necessidade de entender o desconhecido, e a nós mesmos.

Hoje sou agnóstico, pois acredito que tudo precisa ter um propósito e um sentido, mesmo que esse sentido seja não não existir propósito.

4 de out. de 2013

#tocadoelfo

- Quer dizer então que você pretende continuar com seu plano?

- Pretendo. Tomei a decisão há alguns meses, e não mudei de idéia. Sinto que preciso de umas férias, bem longas, como já disse antes. Provavelmente férias permanentes: não tenho expectativas de voltar. Na verdade, não quero voltar, e já fiz todos os preparativos. Estou velho, Gandalf. Não parece, mas estou começando a sentir isso no fundo de meu coração. Bem conservado, ora bolas! - bufou ele. - Estou me sentindo todo fino, como se estivesse esticado, se você sabe do que estou falando: como manteiga que foi espalhada num pedaço muito grande de pão. Isso não pode estar certo. Preciso de uma mudança, ou coisa assim.

23 de jun. de 2013

Matter of Belief

Eu sempre estive dividido entre a crença e o ceticismo. Até que ponto o sutil é verdade, até que ponto é histeria coletiva e como diferenciar um do outro.

Eu simplesmente entendi que é um ato de fé. Não há certezas antes que os dados estejam na mesa, as cartas reveladas e as linhas traçadas.

Junto dessa divisão, a minha eterna dúvida: eu sou um ser místico ou só uma máquina? Sim, pois se não há outro lado, somos simplesmente um corpo mecânico executando software armazenado no nosso dna.

E assim, a criação e a criatura são só expressões da mesma coisa primordial.

A minha dúvida passou quando entendi que todos temos esse lado mundano e o místico. Somos máquinas executando software e quando pararmos de funcionar, o software se perderá. O que é diferente é a conexão com um ser maior, um eu divino, que já passou por vários hardwares e softwares diferentes, da mesma forma que passamos de um computador para outro.

E esse eu que me habita, é o software ou o operador? O que sobrevive do software no operador depois que a conexão é desfeita?

Digo que me sinto tranquilo por ser único em minhas existências e que parte de mim deixa de existir e essa parte mística divina continua, pois eu só sou eu quando existem essas três variáveis: hardware, software e operador.

E assim me mantenho divino e mundano, eterno e efêmero, encima e embaixo. Tudo e Um.

E a paz volta a reinar na minha mente corporal espiritual.

24 de nov. de 2012

Audioless

Uma coisa sempre me intriga: por que sempre que estou nervoso eu recorro à música?

Recentemente ocorreu um evento muito chato que me irritou horrores. Claro que, como não sei extravasar isso numa discussão, meu nível de estresse foi à estratosfera. Só que dessa vez eu não perdi o controle porque estava ouvindo música.

Claro, estava ouvindo Danzig, Opeth, Slayer e essas musicas têm um efeito de canalizar meu ódio pra algum lugar do limbo.

Não entendo o que ocorre, juro. Só sei que ocorre. Em tempos normais costumo ligar o random do meu player e tocar o foda-se. Mas quanto mais estressado, mais preciso de heavy metal pra me acalmar. E não é qualquer coisa. É black metal, é death metal, é thrash, e por aí vai.

Um dia vou tentar descobrir o real motivo, o processo e as minhas reações. Um dia...

18 de ago. de 2012

Seriado da minha vida (2)

Sabe, as vezes você fica tão querendo que aquilo que você acredita seja verdade que as vezes você se esquece que eh na verdade só uma convenção definida por você para sofrer menos.

Isso até aparecer alguém.

Então, apareceu essa pessoa na minha vida, sabe? Eu ainda estou pasmo com a semelhança entre a gente, à despeito da nossa diferença de idade e de morarmos tão longe um do outro.

Eu digo que essa pessoa me afetou pq eu conheço meus processos mentais e posso afirmar disso. Uma dessas comprovações é quando meu interesse por pessoas externas e zecsso ocasional desaparecem.

Nessa hora lembro somente da frase das escrituras de Pítia em Battlestar Galactica, que dizem o seguinte:

"All this is happened before, all this will happen again."

Não posso deixar de notar que meu processo de construir confiança está iniciado e que eu estou me sentindo pouco a pouco mais ligado com essa pessoa.

Eu só fico chateado eh com uma coisa, por que as pessoas legais moram tão longe?

Será que é por que eu procuro só longe? Ehh ...

Agora não posso fazer nada a não ser deixar que o tempo faça o que ele têm sempre de fazer: resolver tudo.

"So say we all"

17 de ago. de 2012

Chiclete

:D'

:o

:O

:x

Fim

16 de ago. de 2012

Serenity Prayer

God, Grant me the serenity to accept the things I cannot change,
Courage to change the things I can,
And wisdom to know the difference.

9 de ago. de 2012

Viagemless

http://goo.gl/maps/Wof54

Palmas - Porto Nacional: 69,4 km;
Porto Nacional - Gurupi: 154 km;
Gurupi - Porangatu: 202 km;
Porangatu - Uruaçu: 132 km;
Uruaçu - Anápolis: 241 km;
Anápolis - Goiânia: 60,8 km;
Goiânia - Casa do Rondinelli: 1km;
Casa do Rondinelli - Rio Verde: 232 km;
Rio Verde - Jataí: 91 km;

Total da Viagem: 1.184 km.

16 de jul. de 2012

Sobre Seriados

Você sabe que algo ta errado quando vc consegue superar com mais facilidade o fim de um relacionamento amoroso, do que um fim de seriado.

Isso está acontecendo bem agora. Sex and the City está acabando. Carrie Bradshaw se mudando pra Paris com seu namorado russo.

Eu entendo perfeitamente o que a Miranda está sentindo, pois quando os amigos se vão, fica essa dor agoniante, não queremos que eles deixam nossa vida.

Já passei por isso diversas vezes, tanto do lado da Carrie quanto do lado da Miranda. E digo que esse sentimento é mais forte que muitos outros sentimentos.

Mas, estamos falando de fim de seriados, né? Então, é a mesma coisa! Aquele programa te acompanhou por seis, sete temporadas e de repente caminha para seu fim. É uma sensação muito ruim, agoniante, você se sentiu parte daquilo por tanto tempo e então o seriado termina, mas você têm que continuar.

Várias séries marcaram minha vida e foram a base para eu avaliar minha própria trajetória na visão de um seriado. E sei que assim como eles, a minha vida se transforma, cresce, e em um determinado momento, também terminará.

Bom, eh isso. E lá vou eu para os três episódios finais de Sex and the City. Wish me luck!

19 de abr. de 2012

Delusioness

Daquela coisa que a pessoa tem de procurar (e criticar) nas outras pessoas aquilo que ela têm de pior em si mesma, com medo de que aquela pessoa seja igual à ela e, no fundo, ela não aprova.

10 de mar. de 2012

Infinityness

"As Above, So Below"

1 de mar. de 2012

Auto reconnaissanceless

Daquele momento que vc assiste um dos seus seriados do momento, vê a protagonista sendo a maior BITCH do universo e não conseguir sentir raiva dela porque, no lugar dela, você faria a mesma coisa.

Ai, como odeio me identificar com os construtos de personalidade das outras pessoas!

12 de jan. de 2012

Sonhos, Hospital, @4talesa e @dr_marcelo

Essa noite eu tive um sonho bem diferente, especial, caótico e sinceramente um dos sonhos mais legais que eu já tive.

Tudo começou com meu antigo trabalho no hospital municipal da minha cidade. Eu estava na recepção do laboratório de análises clínicas bravo pq a secretária do @dr_marcelo nunca preenchia o código do pedido de exame por completo (lembra como eu odiava isso Rondi?).

Então, eu fui lá falar com ele e de repente me passa o @4talesa todo feliz recolhendo os prontuários dos consultórios e ele fala "Dudu, fica calmo. Vem comigo!" e então ele começa a cantar a seguinte música:

Glee Cast - Some People (Kurt Solo): http://www.youtube.com/watch?v=BtPvJUOyCAc

Primeiro que o @4talesa parece com o Kurt e segundo, ele estava andando e entrando em cada consultório cantando essa música! Foi simplesmente interessante.

Então, quando passamos no consultório do @dr_marcelo, ele dá uma olhada de "Ahn, o que foi?" e entrega os prontuários pra mim e, vejam só, eles estão preenchidos!

Eu então falei "Rondinelli, queria ser como vc mas ohh ..." e então eu comecei a cantar a música:

Glee Cast - Hello, Goodbye: http://www.youtube.com/watch?v=P26-9ee5gGg

E então, depois disso tudo o @dr_marcelo veio até mim e o @4talesa e disse "Olha, se vocês quiserem eu faço a consulta de vocês de graça! Haha, brinks!" (sério, com essas palavras!)

E um pouco depois, eu acordei e comecei a dar bom dia no twitter, tomei banho e vim pro trabalho escrever esse post pra vcs!

Resumo: Caótico, Insano, Colorido, Dinâmico, Hipnagógico!

3 de jan. de 2012

Sériesless

Dessas coisas de séries q parecem nossa vida!

Meus últimos meses vinham vindo estranhos, em todos os aspectos da vida. Parecia até que algo de destino. Até que eu (ou a lylavieira) cunhamos o termo "season finalle" e tudo pareceu fazer sentido!

Algumas coisas caminhavam para um desfecho futuro. Viagens de uns, mudanças de outros, amigos q se distanciaram. No final do ano um rompimento e a catarse de 2 anos e 2 namorados diferentes. Um verdadeiro drama seriado, com felicidades, alegrias, tristezas, decepções.

Logo, a nova temporada começou, ainda antes de terminar a anterior. Novos amigos, novos projetos. E a festa do reveillon, q foi o grande evento da nova temporada. Uma sensação de leveza ainda aliada a uma tristeza pelos acontecimentos passados, e a temporada atual vai seguindo seu rumo.

Essa temporada eh especial. Eh a que faço 30 anos. Marco na minha vida e momento de relembrar tudo.

Só sei q essa série eh bem dinâmica, variando de sitcom até drama-queen, passando por todas as variantes!

18 de out. de 2011

SdA

Engraçado como é possível referenciar cada momento da minha vida a uma narrativa de Senhor dos Anéis!

14 de out. de 2011

Espelho da Mente


As vezes, quando estou fazendo a barba, fico me olhando no espelho e me perguntando quem é aquela pessoa ali do lado, sabe?

Sou tão acostumado a lidar comigo mesmo como uma consciência que simplesmente enxerga o mundo exterior que as vezes esqueço que eu tenho uma forma, um corpo que me sustenta.

Minha ligação com os meus sentidos é tão grande que as vezes até me esqueço quem eu  sou. Isso porque na verdade sempre me considerei uma mente operando um corpo mecânico.

Por isso, as vezes olho no espelho e não reconheço aquela pessoa ali do outro lado. A idade também conta, porque pra mim minha mente não mudou tanto nos últimos 10 anos como meu corpo mudou. E cada vez que se passam os anos, mais essa discrepância se torna evidente.

Não sei se depois que meus anos aki na terra passarem alguém irá ler isso, mas eu tenho a esperança que sim.

Escrevo sobre minha mente porque acredito que não seja somente eu que faço essas perguntas. Também não procuro por respostas porque a essa altura do campeonato, eu desisti de realmente procurá-las.

"Searching for yourself is like looking for the house you stand in

How could you possibly find it?

It's everywhere

It's all you know

And there are no other points of reference"

Diffidentia (Be) - Pain of Salvation

Location : Alameda Cinco, Palmas - TO,
Postado do Galaxy S II

9 de out. de 2011

Maratona Senhor dos Anéis


09/10/11:10:54 - 00:38: Senhor dos Anéis, versão extendida, pela 8ª vez em 10 anos! #MaratonaSdA

Hoje fiz mais uma vez minha maratona de assistir Senhor dos Anéis.

Pra mim eh sempre uma experiência incrível e à despeito do q outras pessoas pensam, Senhor dos Anéis me define como pessoa. Muito do que acredito como ideais eu encontro ali. Força para enfrentar o mundo real e determinação para seguir em frente.

Porque ainda acredito em coisas como bondade pura, coragem, valor, honra, amizade e tb por causa da lição mais importante dessa história, é a de que até as menores pessoas podem mudar o destino do mundo.

10:54 - 14:25: Senhor dos Anéis - A Sociedade do Anel, versão extendida. #MaratonaSdA

15:03 - 18:50: Senhor dos Anéis - As Duas Torres, versão extendida. #MaratonaSdA

19:31 - 00:38: Senhor dos Anéis - O Retorno do Rei, versão extendida. #MaratonaSdA

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Postado do Galaxy S II