Mostrando postagens com marcador 2016. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador 2016. Mostrar todas as postagens

17 de nov. de 2016

Syzygyness

Tudo começa com você acordando. Você não nota nada de diferente no começo mas todas as pessoas estão lhe olhando diferente e você não sabe o porquê. Você vai até o espelho e percebe que você não é você, você é um construto mecânico. E não entendendo o que se passa, você tenta recapitular quando foi que tudo mudou. Será que era porque estava na cama por alguns dias com febre? Será que era por causa daquela visita estranha na noite anterior? E então você nota que todas as pessoas que você conhece estão alguns anos mais velhas, como se 10 anos tivessem passado em um piscar de olhos.

Este foi um sonho que tive há alguns dias, extremamente real e com muito mais detalhes que citei acima. Esse foi só o começo dele, e ele ainda foi muito longe, até um ponto onde finalmente pude entender um questionamento que venho fazendo nos últimos anos sobre o que é essa entidade observadora que existe no fundo de nós.

Essencialmente, o sonho me deu vários insights para os mecanismos que regem a consciência, e depois de muito divagar à respeito, a conclusão que chego é que o que acontece de diferente é o que descreverei abaixo.

Nossa consciência nada mais é do que um fluxo retroalimentado de análises das nossas próprias memórias. Nada mais. Não existe explicação mais complexa ou mística à respeito disso. É só você pensar sobre como seu cérebro sempre usa informações sensoriais e julgamentos tomados para definir o que é nossa personalidade. Na realidade, nós não existimos como entidades, nós existimos como construtos de personalidade baseada nas nossas experiências passadas.

É difícil assimilar isso, e só com uma divagação bastante profunda sobre nossa própria existência que foi possível que eu chegasse à essa conclusão. Essencialmente, somos máquinas biológicas que operam um conjunto de dados em constante mutação.

Isso só me faz lembrar o épico filme chamado Chappie, do cineasta Neill Blomkamp, que nos leva a questionar exatamente isso que chamamos de consciência, daquilo que aparentemente nos torna únicos.

Não se engane, no entanto. Nós continuamos únicos, afinal o maquinário de cada pessoa é ligeiramente diferente uns dos outros, e os conjuntos de memórias e experiências de vida também são diferentes, criando a miríade de identidades projetadas que estamos acostumados a interagir como eu, você, a moça do mercado e o cobrador de ônibus.

O engraçado é que chegar à essa conclusão me trás mais calma do que aflição, como alguns já disseram em um post anterior (Provenanceness) onde eu fiz um questionamento sobre "sua vida mudaria se você se descobrisse uma máquina". Vários de meus amigos falaram que iriam continuar seguindo suas vidas, sem contar as pessoas e evitando pensar nisso novamente. Eu, como disse nesse mesmo post, não conseguiria, eu precisaria explorar essa nova faceta, e de fato é o que venho fazendo desde que me entendo por ser vivo.

Agora, o mais importante na minha visão é como explorar melhor esse conhecimento e como ampliar a minha capacidade de trabalhar esse conceito de personalidade de forma a poder melhorar aspectos da minha vida que precisam ser melhorados.

Não que queira melhorar ou corrigir todos, mas sempre há espaço para melhoramentos, afinal é o que fazemos com uma máquina.

5 de jun. de 2016

Nineteenless

Aceitando o desafio dos 19 fatos sobre mim que o lindom do Thiago Cruz me propôs, vamos agora traumatizar vocês:

1) Sou casado com o homem mais lindo e maravilhoso desse mundo (Tiw Brás Rolim). E nossa primeira vez, primeiro porre e minha primeira peruca e salto scarpin vermelho aconteceu no mesmo dia, em que ambos estávamos naquela bad pós crush e o morr fez caipiroskas e ficamos muito bêbados e felizes;

2) Eu tenho um diário, que atualizo ocasionalmente, onde escrevo coisas para eu ler no futuro e nunca esquecer quem eu já fui, que eu falo as coisas sem nenhum bloqueio social e onde posso destilar meus sentimentos mais internos, sejam eles bonitos ou não;

3) Eu sei fazer a técnica de sonhos lúcidos e sempre que fico consciente em um sonho, a primeira coisa que faço é voar;

4) Durante muitos anos eu tive uma compulsão patológica por mentir, e depois de me assumir gay publicamente (e ter feito um tratamento psicológico) eu consegui controlar isso. Hoje ser exagerado, dramático e hiperbólico foi a forma que encontrei de usar essa energia em algo que não faz mal a ninguém;

5) Adoro jogar Magic, mas atualmente morro de preguiça de jogar. Mas continuo adorando Magic;

6) Tenho um problema sério com jogos de videogame com mundo aberto: não consigo terminá-los pois tenho uma necessidade visceral de fazer TODAS as side quests antes de fazer a história principal;

7) Leio Senhor dos Anéis todos os anos desde 1996 e o Silmarillion desde 1999;

8) Não suporto Harry Potter, já tentei ler várias vezes e até pulei livros pra ver se eu conseguia gostar da história mas não consigo. Também odeio os seriados Dr Who e House, pois não sou obrigada a dar explicações sobre meus gostos;

9) Eu tenho uma criatividade que beira o absurdo, só que eu não consigo botar essa criatividade pra fora pois tenho muita preguiça de ordenar essas histórias e pensamentos em algo que eu possa escrever no papel;

10) Eu inverto os gêneros nas frases e trato homens no feminino e mulheres no masculino porque estamos em uma era em que eu falo do jeito que eu quiser e um beijo pra vocês;

11) Amo de paixão jogar RPG mas ao exemplo de Magic, não tenho mais energias pra jogar;

12) Adoro ficar vendo outras pessoas jogando videogame;

13) Sou o pior tipo de companhia para cinema: sou o comentarista de cenas;

14) A primeira linguagem de programação que aprendi foi Pascal. Só fui aprender C em 2010;

15) Troco qualquer programa por poder ficar em uma piscina ou cachoeira, de molho, como se não houvesse amanhã;

16) Tenho pânico de peixes e quando tomo banho de rio aqueles peixinhos pequenos me deixam tenso o tempo todo;

17) Curitiba é a terceira cidade em que eu moro na minha vida. A primeira é Jataí/GO e a segunda Palmas/TO;

18) Eu começo projetos de desenvolvimento de software diversos que acabo nunca terminando;

19) Meu super-poder é a preguiça. Na verdade eu devo ser o Avatar da Preguica e estou aqui para espalhar a morga e a vontade de dormir entre os humanos;

20 - extra porque eu quero) Eu não acredito em divindades nem em vida após à morte. No entanto, eu acredito que possam existir realidades alem da nossa (com seus moradores) e acredito que um dia o ser humano vai conseguir entender a máquina cerebral e inventar um método de fazer o download daquilo que nôs faz humanos e sencientes, em outra máquina.

Se você quiser participar, bote um emoji nos comentários que te dou um número, que será a quantidade de fatos que vc terá de revelar. E não esqueça de me marcar na sua publicação para que eu possa acompanhar tb! Bejas!

28 de mar. de 2016

Noneless

Hoje amanheci com uma vontade de escrever qualquer coisa sem sentido, sem rumo, sem saber onde vou chegar com esse texto, sem nenhum objetivo específico.

É engraçado quando você para para pensar em você, no mundo, nas suas descobertas e nas suas escolhas, tanto de vida quanto de crença (ou não-crença). Eu gosto de divagar de vez em quando sobre a vida, e no ônibus hoje eu me peguei aéreo, tocando o vidro do bus e sentindo sua textura, e digerindo mais uma vez o fato de que um dia isso tudo que eu absorvo vai desaparecer e talz.

Não que isso me deixe triste, de maneira nenhuma! Sabe quando sua maior vontade é de chegar naquele momento que todo mundo têm medo, olhar pra trás, ver tudo o que você fez e encarar o fim da aventura com um sorriso no rosto e uma lágrima nos olhos?

Sorriso no rosto por saber que, assim como tudo no mundo, sua participação no mundo chegou ao fim e, independente do que te espera do outro lado, você se sente realizado com tudo que viveu.

E uma lágrima nos olhos por já começar a sentir saudade disso tudo, de toda essa dificuldade, de todos esses momentos, de todas as memórias, de todas as sensações, cheiros, toques, músicas, e imagens que você colecionou em todos esses anos.

É como fazer uma viagem para um lugar qualquer, sabendo que é provavelmente a última vez que você vai ver aquele lugar que você aprendeu a amar, admirar, independente de todos os defeitos que posam nesse lugar, pois são eles que, por mais que não pareça, tornam o lugar incrível de se vivenciar.

E então, vêm finalmente a viagem, a transferência, a morte, não importa como se chama. O que importa é que vale a pena sentir cada milímetro desse mundo, na alegria e na tristeza, no ódio ou na depressão. Cada experiência conta. E mesmo que tudo isso seja em vão, e que o esquecimento nos aguarde no final, vale a pena saber que, até o último momento, é o momento e a experiência que mais contam.

20 de fev. de 2016

Animeless

1) Nunca assisti: Fairy Tail, Cowboy Bebop;

2) Não sinto vontade de assistir de novo: Hamtaro, Digimon, Bleach, Rurouni Kenshin (Samurai X);

3) Ninguém que eu conheça assisti, mas eu gosto: Xam'D Lost Memories, Tenchi Muyo;

4) Último anime que assisti: Avatar;

5) Tenho preguiça: One Piece, Naruto;

6) Assistiria tudo de novo: Avatar (Mesmo não sendo anime), Shurato, Mononoki Hime, Pokémon, Saint Seiya, Neogenesis Evangelion, Dragon Ball Z, Fullmetal Alchemist, Fullmetal Alchemist Brotherhood, Death Note;

7) Um anime que mudou minha vida: Xam'D Lost Memories, Fullmetal Alchemist Brotherhood;

8) Uma indicação: Code Geass, Yu Yu Hakusho, Hellsing;

9) Tenho vergonha, mas assisti: Inuyasha, Sailor Moon, Guerreiras Mágicas de Rayearth, Fly;

10) Ainda quero assitir: Akira, Shingeki no Kyojin, Galaxy Express 999, Ghost in the Shell, Gunslinger, Tonari no Totoro, Elfen Lied, Claymore;

Musicalless

1) Nunca assisti: Cantando na Chuva, Mary Poppins, My Fair Lady, Oliver Twist, Hairspray;

2) Não sinto vontade de assistir de novo: Funny Girl, Grease;

3) Ninguém que eu conheça assisti, mas eu gosto: Hedwig and the Angry Inch, Rent, Starlight Express, Senhor dos Anéis;

4) Último musical que assisti: Wicked, Fantasma da Ópera;

5) Tenho preguiça: Os Saltimbancos Trapalhões, Hair, Rei Leão (o musical, não o filme), A Bela e a Fera;

6) Assistiria tudo de novo: Les Miserables (London Cast), Gypsy: A Musical Fable, Cats, Mágico de Oz, Noviça Rebelde, Wicked, Moulin Rouge, The Rocky Horror Picture Show, O Fantasma da Ópera, Rent, Priscilla Rainha do Deserto;

7) Um musical que mudou minha vida: Wicked, Hedwig and the Angry Inch, Les Miserables;

8) Uma indicação: Um Violinista no Telhado, The Show Must Go On (têm a Jessica Lange), Jesus Christ Superstar, Miss Saigon;

9) Tenho vergonha, mas assisti: Legalmente Loira, Dreamgirls, Taboo, High School Musical, Chitty Chitty Bang Bang;

10) Ainda quero assitir: Evita, West Side Story, Chicago, Matilda, Mamma Mia, Sunset Boulevard, As Bruxas de Eastwick, Joseph and the Amazing Technicolor Dreamcoat;

Livrosless

1) Nunca li: Percy Jackson (Rick Riordan), House of Night (P.C. Cast), Coleção Vagalume (Variados);

2) Não sinto vontade de ler de novo: Harry Potter (J.K. Rowling), Saga Crepúsculo (Stephenie Meyer), Cinqüenta Tons de Cinza (E. L. James);

3) Ninguém que eu conheça leu, mas eu gosto: Saga Duna (Frank Herbert), Neuromancer (William Gibson), Dexter - A mão esquerda de Deus (Jeff Lindsay);

4) Último livro que li: Regresso ao Admirável Mundo Novo (Aldous Huxley);
5) Tenho preguiça: Harry Potter (J.K. Rowling), Saga Crepúsculo (Stephenie Meyer), Cinqüenta Tons de Cinza (E. L. James);

6) Leria tudo de novo: Senhor dos Anéis, O Hobbit e Silmarillion (J.R.R. Tolkien), Trilogia Fundação (Isaac Asimov), Duna (Frank Herbert), Saga Odisséia no Espaço (Arthur C. Clarke), Mágico de Oz (L. Frank Baum), Wicked (Gregory Maguire), Os Miseráveis (Victor Hugo);

7) Um livro que mudou minha vida: Marley e Eu (John Grogan), Brokeback Mountain (Annie Proulx), Dragões do Eden, Contato (Carl Sagan), Wicked (Gregory Maguire);

8) Uma indicação: Androids Sonham com Ovelhas Elétricas (Philip K. Dick), 1984 (George Orwell);

9) Tenho vergonha, mas li: Pequeno Príncipe (Antoine de Saint-Exupéry), Veronika Decide Morrer (Paulo Voelho);

10) Ainda quero ler: Guerra e Paz (Liev Tolstói), O Grande Gatsby (Scott Fitzgerald), O Apanhador no Campo de Centeio (J. D. Salinger), Orgulho e Preconceito (Jane Austen), Bourne (Robert Ludlum);

Filmesless

1) Nunca assisti: O Silêncio dos Inocentes, Clube da Luta, Wall-E;

2) Não sinto vontade de assistir de novo: Kill Bill, Pele que Habito, Bastardos Inglórios;

3) Ninguém que eu conheça assistiu, mas eu gosto: Die Welle (A Onda), Shelter (De Repente Califórnia), Bear Cub (Cachorro);

4) Último filme que assisti: O Diabo Veste Prada;

5) Tenho preguiça: Poderoso Chefão, Os Infiltrados, Guerra dos Mundos, Harry Potter, Watchmen, O Hobbit;

6) Assistiria tudo de novo: Trilogia Bourne, Trilogia Matrix, Trilogia Senhor dos Anéis, Cloud Atlas, Blade Runner, Oblivion, Interestellar, O Dia que a Terra Parou, Zodíaco;

7) Um filme que mudou minha vida: Shelter (De Repente Califórnia), O Segredo de Brokeback Mountain, Poder Sem Limites, Cloud Atlas, Interestellar, A Fantástica Fabrica de Chocolates (1971), Dança com Lobos;

8) Uma indicação: A Lista de Schindler, Diamante de Sangue, Shelter (De Repente Califórnia), Die Welle (A Onda), I Love You Philip Morris (O Golpista do Ano);

9) Tenho vergonha, mas assisti: Tenacious D, X-Men 1 e 2, Highlander (Todos);

10) Ainda quero ver: Gangues de Nova York, O Labirinto do Fauno, Prenda-me se for Capaz, Quem quer ser um Milionário, Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças;

Seriesless

1) Nunca assisti: Nurse Jackie, Lost, The Good Wife, Gossip Girl, NCIS, Todos os CSI;

2) Não sinto vontade de assistir de novo: Grey's Anatomy, Silicon Valley, 24 Hour;

3) Ninguém que eu conheça assistiu, mas eu gosto: Star Trek Deep Space 9, Flashforward, Jericho;

4) Última série que assisti: Two Broke Girls, Daredevil;

5) Tenho preguiça: Adventure Time, Dr. House, Walking Dead, Downtown Abbey, Archer, Supernatural, Smallville;

6) Assistiria tudo de novo: Queer as Folk, Battlestar Galactica, Todos os Star Trek, Sex and the City, RuPaul Drag Race, Sense8;

7) Uma série que mudou minha vida: Queer as Folk, Sex and the City e RuPaul Drag Race!

8) Uma indicação: Battlestar Galactica, Star Trek Deep Space 9, The Voice (Holland, UK, Australia);

9) Tenho vergonha, mas assisto: Glee, Power Rangers;

10) Ainda quero ver: Extreme Makeover, Project Runway, House of Cards, Breaking Bad, Better Call Saul;

15 de fev. de 2016

Eagerness

Uma coisa que tenho percebido que têm acontecido com o passar dos anos é a minha diminuição por desejar algo de forma compulsiva.

Antigamente, eu não conseguia fazer outra coisa senão ficar olhando todos os reviews de celulares, ou de jogos, ou de qualquer coisa que eu julgasse extremamente importante para minha satisfação pessoal naquele momento.

Hoje, eu olho para coisas que eu desejo e, por um momento, sinto um forte desejo de possuir essas coisas mas, depois de pouco tempo esse desejo passa, sem deixar nenhum sentimento de frustração, como ocorria antigamente.

Não que o desejo tenha desaparecido, mas atualmente ele não parece ser tão importante na minha vida e, como qualquer mecanismo mental, é passível de adaptação, eu acho.

Penso que, ante a efemeridade da vida humana, essas coisas passam a não fazer tanto sentido, no que tange às experiências que vamos tendo durante nossas vidas. Afinal, a única coisa que podemos dizer que é nossa de verdade são as experiências, e nem sempre esses desejos se compõem em experiências que iremos nos lembrar.

Dado isso, acho que é parte do processo de desconexão do mundo, esse processo de não ver mais graça nas coisas que não estão dentro da minha mente. Afinal, isso é a única coisa que posso falar que é meu, "et veritas" e, independente do desfecho que a vida nos dá, representa quem somos de verdade: um mundo imenso de experiências se inter-relacionando.

9 de fev. de 2016

Hearingness

Engraçado que muitas pessoas não conseguem enxergar em mim a pessoa que eu costumo projetar aqui no blog ou nas redes sociais. É como se eu fosse duas pessoas diferentes. Isso, no entanto, é uma inverdade.

Quem me conhece me enxerga como uma pessoa paciente, que parece ouvir a opinião alheia e até mesmo me sensibilizar por suas causas, sejam elas irrelevantes ou não. Na realidade, o que ocorre é que na maior parte do tempo, esse comportamento é simulado de forma a tornar minha pessoa mais "convivível" no meio social. Assim, eu sempre vou parecer interessado, animado, alegre, bem disposto, e por aí vai. No entanto, ainda existe certa autenticidade em alguns de meus comportamentos. É até fácil distinguir quando estou sendo dissimulado de quando estou sendo autêntico, só não vê quem não consegue.

No entanto, quem me conhece de verdade sabe que eu não sou bem assim. Eu sou uma pessoa bastante nervosa e que se irrita facilmente com opiniões alheias, principalmente quando os transeuntes sequer conseguem defender seus argumentos com proposições lógicas. Eu amo a discussão lógica e filosófica, me atrai discutir minhas opiniões (que quase sempre são bem fortes) com outras pessoas com opiniões e sentimentos diferentes. No entanto, me irrita profundamente quando a pessoa usa o próprio ego ou idiossincrasias próprias para defender o próprio ponto de vista como correto, para todas as circunstâncias.

"Tudo aqui pra mim é mundano. Tudo é irrelevante. A humanidade é irrelevante pra mim. Exceto algumas coisas e pessoas realmente especiais, como natureza, ou amigos." (Angerness, 2013)

Nesses casos, eu tendo a parecer ceder em meus argumentos, quando na verdade estou sentindo profunda pena da pessoa por ser tão mente pequena, a ponto de achar que uma discussão deve ser sempre um conflito ou uma competição pra saber quem está certo de verdade. Eu paro de discutir pelo simples fato de entender que com pessoas como essas, continuar discutindo é equivalente a falar com uma parede. E nesses casos, eu escolho conservar essa energia para coisas realmente úteis, como ficar no facebook stalkeando os amigos.

As pessoas podem achar horrível ler algo sobre mim mesmo escrito dessa forma, mas é assim que eu sou. Eu sou bastante altruísta com o que merece meu altruísmo. No entanto, quanto mais passa o tempo, menos paciência eu tenho para lidar com as próprias inseguranças das pessoas à minha volta. Eu estou (quase) sempre disposto a ajudar, mas também não vou desviar do meu caminho para acalentar alguém que urge por ajuda mas não se entende a si próprio e torna isso em agressão com as pessoas próximas. Nesse sentido, prefiro me afastar.

Já fui muito mais agressivo no passado. Hoje, sigo o preceito filosófico de um ex, chamado de "O Princípio do Cagaísmo". Estou cagando para essas opiniões alheias que nada me acrescentam. Quer ter uma discussão comigo? Por favor, faça, eu adoro, mesmo! Mas não torne isso uma luta, como se houvesse a necessidade de sair um vencedor ou um perdedor. Pois se houver, eu vou ligar o "caguei" para você, e à partir daí, a tendência é só ir te ignorando cada vez mais até que eu julgue que não há motivos para continuarmos conectados à mesma rede social. Podemos nos manter amigos no mundo real, mas no mundo virtual, onde eu adoro desenvolver discussões sobre quaisquer temas, não vou fazer muita questão de ter você por perto, mais ainda se você for do tipo que problematiza as coisas sem ter bases para defender nem mesmo suas idéias/ideologias.

Olha que é até bem difícil fazer com que eu chegue a esse nível que eu citei nesse post, e se de fato você está lendo isso, significa que de alguma forma nossa relação significa alguma coisa, e muito provavelmente eu respeito isso. Apesar da exageração inerente desse texto, eu sou uma pessoa muito fácil de conviver, altamente adaptável às opiniões alheias. Só não tenho mais muita paciência com egos inflados. Acho que, no final, estou ficando mais velho muito mais rápido do que eu imaginava. Isso é um bom sinal para mim, eu acho.

O que está dito está dito. Quem sabe mais pra frente eu não destile melhor isso, mas não é esse o momento. Caso queira discutir comigo, estou sempre disponível.

P.S.: Os links do post são importantes para alguns entendimentos. Se você chegou até aqui, recomendo as leituras.

15 de jan. de 2016

Dreamspaceless

As vezes eu paro e fico olhando o mundo físico e fico comparando com meu mundo interior. Minha vontade de estar dentro dele é sempre muito grande, como se eu tivesse nascido para aquele lugar, não para este daqui. No meu mundo interior, carinhosamente chamado de Entalis, tudo é muito parecido, mas ao mesmo tempo muito diferente. Algumas coisas que acontecem lá não acontecem aqui, e algumas coisas que acontecem aqui não aparecem por lá. No entanto, fora esses detalhes, a quantidade de detalhes é praticamente o mesmo.

Eu só preciso concentrar um pouco mais do que o normal, de olhos fechados, e de repente eu estou do lado de um riacho de águas frias, com árvores de folhas pequenas e sementes miúdas, com montanhas ao longe e uma parca névoa alcançando o horizonte. Indo um pouco mais longe, chego em uma cidade com ruas, carros, pessoas, prédios e lá as pessoas são como as daqui, sempre apressadas em sua própria vida. A diferença principal entre este mundo e aquele é que naquele eu não tenho as preocupações deste, como onde morar, o que fazer pra sobreviver, trabalho, medos, etc. Lá eu simplesmente vivo.

E a maior parte do tempo em que eu estou melancólico, eu vou para esse mundo, e lá me sinto em paz. Não existe nenhum lugar no mundo que me deixe mais em paz de espírito que em um morro verdejante com uma árvore frondosa e folhas aconchegantes no topo, que existe no meu mundo interior. É como se pudesse olhar para o mundo inteiro e sentir uma sensação de plenitude e completamento que não existe aqui.

A cada dia que vivo nessa realidade, eu sinto que vou me tornando cada vez mais insípido às sensações que recebo daqui, como se nada mais me surpreendesse ou me fizesse sentir as fortes emoções que eu gosto de sentir e de fazer fluir em meu interior. E é engraçado dizer isso, mas das coisas que mais tenho sentido prazer em fazer nessa realidade, a maior de todas é dormir. Pois é dormindo que na maioria das vezes eu cosigo passar horas, dias e até meses dentro do meu mundo, pra então acordar de manhã e perceber que preciso trabalhar, que preciso sobreviver, que preciso fazer um monte de coisas, e que praticamente nada disso têm sequer significado pra mim, exceto pelo fato de que preciso fazer essas coisas para continuar vivendo nesse mundo.

Não me importo que me achem doido ou fora de mim. Esse é quem eu sou de verdade, e poucas pessoas vão um dia conseguir enxergar essa pessoa que está escrevendo isso por aqui. E as que enxergam isso (ou compartilham da mesma sensação) me entendem quando digo que eu não sou desse mundo.

Eu não sou desse mundo. Eu nasci nele, mas de fato o meu mundo, aquele que queria estar nesse momento, existe só dentro da minha mente, e se eu estiver aéreo as vezes, pode ter certeza que estarei tomando um sorvete em algum lugar na minha mente ou sentado debaixo de uma árvore, me sentindo a pessoa mais feliz do mundo por estar ali.

Aum shree iknari hum.

11 de jan. de 2016

Título

Inteligência não é parecer esperto para os bobos, mas parecer bobo para os espertos.

1 de jan. de 2016

Yearless

Mais um ano civil se passou, mais uma semana de vida para acumular as minhas já 1737 semanas. E pela primeira vez em 10 anos, a rotina será diferente. Moro em uma cidade nova, trabalhando em um trabalho diferente, convivendo com outras pessoas e literalmente começando uma nova vida do zero (só não é do zero pois tem o meu marido comigo pra positivar essa contagem).

O que sei é que esse novo período não começa fácil. São novos dilemas pessoais e profissionais que não sei se estou completamente pronto para enfrentar. Não espero nada de 2016 que não tivesse esperado de 2015 ou dos anos anteriores. Eu só espero alcançar mais entendimento do mundo e de mim mesmo, mais desconexão do mundo e mais ligação com meu mundo interior e, entre outras coisas, fico cada vez mais ansioso por chegar naquele momento que as pessoas tanto têm medo, uma das únicas certezas na vida.

Sim, voltando ao assunto, eu quero alcançar um fim, não quero viver para sempre em qualquer forma extraplanar que possa (ou não) existir. "Tudo que têm um começo, têm um fim" e é assim que acredito que o ciclo de tudo funciona. Sair pela esquerda no fim e abrir espaço para novos atores no mundo.

Afinal, isso nunca mudou em mim: não importa se eu deixei algo para o mundo ou não. O que importa é que em determinado momento da história do universo, eu existi e eu tive plena consciência disso. Isso já é o suficiente pra mim.

Ohm.