Uma coisa que tenho percebido que têm acontecido com o passar dos anos é a minha diminuição por desejar algo de forma compulsiva.
Antigamente, eu não conseguia fazer outra coisa senão ficar olhando todos os reviews de celulares, ou de jogos, ou de qualquer coisa que eu julgasse extremamente importante para minha satisfação pessoal naquele momento.
Hoje, eu olho para coisas que eu desejo e, por um momento, sinto um forte desejo de possuir essas coisas mas, depois de pouco tempo esse desejo passa, sem deixar nenhum sentimento de frustração, como ocorria antigamente.
Não que o desejo tenha desaparecido, mas atualmente ele não parece ser tão importante na minha vida e, como qualquer mecanismo mental, é passível de adaptação, eu acho.
Penso que, ante a efemeridade da vida humana, essas coisas passam a não fazer tanto sentido, no que tange às experiências que vamos tendo durante nossas vidas. Afinal, a única coisa que podemos dizer que é nossa de verdade são as experiências, e nem sempre esses desejos se compõem em experiências que iremos nos lembrar.
Dado isso, acho que é parte do processo de desconexão do mundo, esse processo de não ver mais graça nas coisas que não estão dentro da minha mente. Afinal, isso é a única coisa que posso falar que é meu, "et veritas" e, independente do desfecho que a vida nos dá, representa quem somos de verdade: um mundo imenso de experiências se inter-relacionando.
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15 de fev. de 2016
14 de jun. de 2013
Foretimeness
Passado. Lembranças. Saudades. Vontade de ser o que já se foi um dia. No entanto, é no presente que vivemos. É na construção do hoje que podemos alcançar e superar a nós mesmos em nossas próprias vitórias passadas.
"Quando estiver com tudo
Lã, cetim, veludo
Espada e escudo
Sua consciência
Adormecerá!
E acordará no mesmo lugar
Do ar até o arterial
No mesmo lar, no mesmo quintal
Da alma ao corpo material"
Quando olho para o passado e vejo a quantidade de vitórias (e também derrotas) que tive, penso no hoje e me pergunto porque não sou daquele jeito mais. Aquele foi eu, não sou eu, portanto aquelas vitórias não são vitórias do meu eu de hoje, não são derrotas do meu eu de hoje. Cada uma delas serviu para um crescimento espiritual e moral específico, mas a dificuldade de me desgarrar delas ainda é grande.
As vezes eu queria ser só eu mesmo, sem me preocupar com as visões do passado, mas isso é realmente uma coisa que eu nunca consegui deixar para trás.
Para poder ser Eu, preciso deixar de ser Eu.
Om mani padme hum.
"Quando estiver com tudo
Lã, cetim, veludo
Espada e escudo
Sua consciência
Adormecerá!
E acordará no mesmo lugar
Do ar até o arterial
No mesmo lar, no mesmo quintal
Da alma ao corpo material"
Quando olho para o passado e vejo a quantidade de vitórias (e também derrotas) que tive, penso no hoje e me pergunto porque não sou daquele jeito mais. Aquele foi eu, não sou eu, portanto aquelas vitórias não são vitórias do meu eu de hoje, não são derrotas do meu eu de hoje. Cada uma delas serviu para um crescimento espiritual e moral específico, mas a dificuldade de me desgarrar delas ainda é grande.
As vezes eu queria ser só eu mesmo, sem me preocupar com as visões do passado, mas isso é realmente uma coisa que eu nunca consegui deixar para trás.
Para poder ser Eu, preciso deixar de ser Eu.
Om mani padme hum.
13 de fev. de 2013
Touch of Skin
Sabe aquele momento que você está assistindo um episódio de uma série que você gosta e vê uma cena de um beijo romântico e totalmente inesperado e sente seu corpo se arrepiar, por você mesmo ter vivido algo assim?
O toque da sua pele sob minhas mãos, seus lábios fortes e seus olhos profundos (e não são cinzas e quentes, pfvr), me fazem toda noite fechar meus próprios olhos e relembrar cada momento do curto tempo que tivemos até agora.
O que me faz sentir tão bem e tão especial com isso não é beleza, não é inteligência, não é conhecimento. É carinho. É saber que alguém está me correspondendo. Está disposto a receber meu carinho e da mesma forma, eu disposto a recebê-lo.
É tudo muito bonito, mas é fato. Não é por causa do mundo que eu deixo de pensar nessas coisas. O mundo continua existindo, continua nos maltratando, nos impondo dificuldades atrás de dificuldades, mas ainda sim é possível ver em cada um desses obstáculos o caminho que é preciso percorrer para alcançar a plenitude.
E no final disso tudo, eu não estarei somente fechando meus olhos e imaginando o toque suave de seu corpo ou aquele beijo quente e ao mesmo tempo despertador de sensações, que eu já não acreditava mais possíveis de serem despertadas. No final disso tudo, estarei fechando os olhos porque estarei simplesmente sentindo sua barba em meu rosto e seus cabelos sob minhas mãos, suas pernas entre as minhas e seu corpo deitado placidamente em cima do meu.
O toque da sua pele sob minhas mãos, seus lábios fortes e seus olhos profundos (e não são cinzas e quentes, pfvr), me fazem toda noite fechar meus próprios olhos e relembrar cada momento do curto tempo que tivemos até agora.
O que me faz sentir tão bem e tão especial com isso não é beleza, não é inteligência, não é conhecimento. É carinho. É saber que alguém está me correspondendo. Está disposto a receber meu carinho e da mesma forma, eu disposto a recebê-lo.
É tudo muito bonito, mas é fato. Não é por causa do mundo que eu deixo de pensar nessas coisas. O mundo continua existindo, continua nos maltratando, nos impondo dificuldades atrás de dificuldades, mas ainda sim é possível ver em cada um desses obstáculos o caminho que é preciso percorrer para alcançar a plenitude.
E no final disso tudo, eu não estarei somente fechando meus olhos e imaginando o toque suave de seu corpo ou aquele beijo quente e ao mesmo tempo despertador de sensações, que eu já não acreditava mais possíveis de serem despertadas. No final disso tudo, estarei fechando os olhos porque estarei simplesmente sentindo sua barba em meu rosto e seus cabelos sob minhas mãos, suas pernas entre as minhas e seu corpo deitado placidamente em cima do meu.
29 de dez. de 2012
State of Dream
Durante toda a minha adolescência eu tive esse sonho com lobos e pessoas que eu nunca entendi muito bem o que é. O sonho era, antes de mais nada, um pesadelo àquela época. Hoje, que não tenho mais esse sonho, eu fico pensando em todos os seus significados em minha vida. Mas vamos lá.
Existia esse lugar, perdido no tempo... Era uma montanha, coberta de pinheiros e carvalhos nas regiões mais baixas. Próximo haviam algumas pessoas vivendo do pastoreio de um gado estranho, de pelagem escura e grandes cabeças. E haviam lobos.
Desde o começo, eu estou sempre com a manada de lobos. Eu viajo frequentemente montanha abaixo, e me encontro próximo das áreas de pastagem dos animais dos humanos. Eu sou muito curioso com tudo o que acontece ali naquela vila. Por algum motivo, eu não entendo o que as pessoas dizem ou o significado de nada o que elas fazem por lá. E isso me atrai. Eu sempre estou mais próximo do que o limite seguro e os humanos, se me vissem ali, com certeza me caçariam, como já fizeram por diversas vezes.
Eu passo muito tempo próximo dessa vila. Vejo que inicialmente as pessoas ficam hostis com minha presença, mas eventualmente se acostumam comigo. Os lobos da matilha nunca enxergam isso com bons olhos. Eu estou sempre em conflito com os lobos mais velhos e por vezes me é negada a caça que todos caçamos juntos.
Isso dura muito tempo. Cada vez mais minha curiosidade pelos humanos e o desprezo da matilha por minha pessoa aumenta.
Um dia, eu consigo entrar na vila sem causar terror nas pessoas. As crianças e as mulheres não gostam da minha presença. Os homens mais novos me olham com um olhar agressivo, ao passo que um homem me olha com olhos diferentes de todos. Ele parece me entender, seus olhos parecem dizer alguma coisa. Ele fala algo para as pessoas e algumas delas vêem me ver. Obviamente eu não entendo o que dizem, mas eu fico um pouco lá, meio assustado com aquele fogo no meio da vila. Como eles faziam aquilo eu não podia entender.
Eu passo a frequentar mais a vila, e obviamente isso não agrada em nada a matilha. Com o tempo as coisas passam a ficar tão tensas por lá que eu passo a exercer cada vez menos atividades dentro do bando. Fico muito mais tempo na vila que na floresta. Algumas pessoas já consideravam chegar mais próximo de mim.
Um dia, eu estava participando de uma atividade de caça com a matilha. Eu tinha ficado responsável por vigiar para ver se humanos apareceriam pois só eu era reconhecido pelos da vila. Os outros lobos da matilha eram hostis e os humanos assim eram também com eles. Nesse dia, eu fiquei perto da vila e olhando para aquele fogo brilhando. Eu não vi quando um bando de humanos saiu em direção à floresta, bem na direção onde os lobos caçavam. Quando eu percebi por um uivado de morte, já era tarde demais. Os humanos estavam à caminho da matilha. O outro lobo era, assim como eu, um batedor e havia sido pego desprevenido.
Meu desespero foi às alturas e eu me voltei para a floresta correndo o máximo que podia. Logo alcancei o lobo que havia dado seu último uivo. Ele havia sido morto com uma ferpa de madeira com uma ponta brilhante. Eu continuei correndo mas sentia como se nunca fosse chegar lá. Eu passei por homens e lobos e fui até o lugar onde a matilha ficava. Lá encontrei o lobo-alfa e tentei lhe falar algo que não sei o que foi, mas sei que ele olhou para mim como se não me conhecesse, e me atacou. Eu só me lembro de ter caído no chão, como se estivesse em pé.
Fiquei desacordado por um tempo indefinido mas, quando acordei, eu estava em um lugar fechado. O mesmo senhor dos olhos significativos estava olhando para mim novamente, sentado do meu lado. Eu estava dentro de uma das suas moradas. Então, ele me diz para eu me acalmar. Eu entendo finalmente suas palavras. Então, ele me diz que eu fui encontrado no meio da mata, perto de vários lobos que haviam sido mortos. Eu estava desacordado e sem nenhuma vestimenta.
Ainda fiquei vários dias deitado, mas sentia que algo era diferente. Foi então que uma hora eu percebi que meu corpo estava diferente. Não havia mais patas, minha pele não tinha pêlos. Foi aí que eu percebi que havia me tornado um deles. Qual mágica era aquela eu não sabia dizer. Eu fiquei muito assustado e não sabia o que fazer.
E assim, acabava meu sonho. Por algum motivo, eu me identifico demais com essa pessoa do conto. Eu sinto o que ela passou e não consigo passar aqui para o blog todas as sensações que eu senti enquanto vivia sua vida. Esse post é só um resumo da história desse sonho. Ele frequentemente voltava à minha mente em noites que eu tinha dificuldade para dormir. Eu tive esse sonho dos meus 14 até meus 20 anos mais ou menos, que foi quando a história finalmente terminou. Não, o sonho nunca foi assim completo em todo o período. Demorou muito tempo pra eu conseguir viver o sonho por completo, e como vocês podem ver, eu não consegui viver além desse ponto que eu acordo.
Agora eu me pergunto. Esse sonho, será que é só um sonho mesmo?
Existia esse lugar, perdido no tempo... Era uma montanha, coberta de pinheiros e carvalhos nas regiões mais baixas. Próximo haviam algumas pessoas vivendo do pastoreio de um gado estranho, de pelagem escura e grandes cabeças. E haviam lobos.
Desde o começo, eu estou sempre com a manada de lobos. Eu viajo frequentemente montanha abaixo, e me encontro próximo das áreas de pastagem dos animais dos humanos. Eu sou muito curioso com tudo o que acontece ali naquela vila. Por algum motivo, eu não entendo o que as pessoas dizem ou o significado de nada o que elas fazem por lá. E isso me atrai. Eu sempre estou mais próximo do que o limite seguro e os humanos, se me vissem ali, com certeza me caçariam, como já fizeram por diversas vezes.
Eu passo muito tempo próximo dessa vila. Vejo que inicialmente as pessoas ficam hostis com minha presença, mas eventualmente se acostumam comigo. Os lobos da matilha nunca enxergam isso com bons olhos. Eu estou sempre em conflito com os lobos mais velhos e por vezes me é negada a caça que todos caçamos juntos.
Isso dura muito tempo. Cada vez mais minha curiosidade pelos humanos e o desprezo da matilha por minha pessoa aumenta.
Um dia, eu consigo entrar na vila sem causar terror nas pessoas. As crianças e as mulheres não gostam da minha presença. Os homens mais novos me olham com um olhar agressivo, ao passo que um homem me olha com olhos diferentes de todos. Ele parece me entender, seus olhos parecem dizer alguma coisa. Ele fala algo para as pessoas e algumas delas vêem me ver. Obviamente eu não entendo o que dizem, mas eu fico um pouco lá, meio assustado com aquele fogo no meio da vila. Como eles faziam aquilo eu não podia entender.
Eu passo a frequentar mais a vila, e obviamente isso não agrada em nada a matilha. Com o tempo as coisas passam a ficar tão tensas por lá que eu passo a exercer cada vez menos atividades dentro do bando. Fico muito mais tempo na vila que na floresta. Algumas pessoas já consideravam chegar mais próximo de mim.
Um dia, eu estava participando de uma atividade de caça com a matilha. Eu tinha ficado responsável por vigiar para ver se humanos apareceriam pois só eu era reconhecido pelos da vila. Os outros lobos da matilha eram hostis e os humanos assim eram também com eles. Nesse dia, eu fiquei perto da vila e olhando para aquele fogo brilhando. Eu não vi quando um bando de humanos saiu em direção à floresta, bem na direção onde os lobos caçavam. Quando eu percebi por um uivado de morte, já era tarde demais. Os humanos estavam à caminho da matilha. O outro lobo era, assim como eu, um batedor e havia sido pego desprevenido.
Meu desespero foi às alturas e eu me voltei para a floresta correndo o máximo que podia. Logo alcancei o lobo que havia dado seu último uivo. Ele havia sido morto com uma ferpa de madeira com uma ponta brilhante. Eu continuei correndo mas sentia como se nunca fosse chegar lá. Eu passei por homens e lobos e fui até o lugar onde a matilha ficava. Lá encontrei o lobo-alfa e tentei lhe falar algo que não sei o que foi, mas sei que ele olhou para mim como se não me conhecesse, e me atacou. Eu só me lembro de ter caído no chão, como se estivesse em pé.
Fiquei desacordado por um tempo indefinido mas, quando acordei, eu estava em um lugar fechado. O mesmo senhor dos olhos significativos estava olhando para mim novamente, sentado do meu lado. Eu estava dentro de uma das suas moradas. Então, ele me diz para eu me acalmar. Eu entendo finalmente suas palavras. Então, ele me diz que eu fui encontrado no meio da mata, perto de vários lobos que haviam sido mortos. Eu estava desacordado e sem nenhuma vestimenta.
Ainda fiquei vários dias deitado, mas sentia que algo era diferente. Foi então que uma hora eu percebi que meu corpo estava diferente. Não havia mais patas, minha pele não tinha pêlos. Foi aí que eu percebi que havia me tornado um deles. Qual mágica era aquela eu não sabia dizer. Eu fiquei muito assustado e não sabia o que fazer.
E assim, acabava meu sonho. Por algum motivo, eu me identifico demais com essa pessoa do conto. Eu sinto o que ela passou e não consigo passar aqui para o blog todas as sensações que eu senti enquanto vivia sua vida. Esse post é só um resumo da história desse sonho. Ele frequentemente voltava à minha mente em noites que eu tinha dificuldade para dormir. Eu tive esse sonho dos meus 14 até meus 20 anos mais ou menos, que foi quando a história finalmente terminou. Não, o sonho nunca foi assim completo em todo o período. Demorou muito tempo pra eu conseguir viver o sonho por completo, e como vocês podem ver, eu não consegui viver além desse ponto que eu acordo.
Agora eu me pergunto. Esse sonho, será que é só um sonho mesmo?
4 de mai. de 2012
Moon
A Lua, gigante e bela, estrela principal do espetáculo celeste. Sempre com seu humor váriável. Hoje bela e enorme, amanhã escura e misteriosa. As vezes vermelha como o rubro sangue, noutras azul como nem o céu pode ser.
A lua inspira as pessoas a perceberem que a natureza também muda. Que evolui e que possui ciclos, e no final sempre volta para o seu ponto de partida.
Paraíso dos românticos, espetáculo para os astrônomos, significados ocultos por trás das previsões dos astrólogos.
Para sempre esse astro vai nos impregnar com a sua magia mística e magnética, ao mesmo tempo assustadora e carismática.
A lua inspira as pessoas a perceberem que a natureza também muda. Que evolui e que possui ciclos, e no final sempre volta para o seu ponto de partida.
Paraíso dos românticos, espetáculo para os astrônomos, significados ocultos por trás das previsões dos astrólogos.
Para sempre esse astro vai nos impregnar com a sua magia mística e magnética, ao mesmo tempo assustadora e carismática.
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