19 de dez. de 2019
Câlins affectueux manquent
Nada mais.
Mas vamos vivendo.
E reclamando.
E fazendo drama da vida.
17 de nov. de 2016
Syzygyness
Este foi um sonho que tive há alguns dias, extremamente real e com muito mais detalhes que citei acima. Esse foi só o começo dele, e ele ainda foi muito longe, até um ponto onde finalmente pude entender um questionamento que venho fazendo nos últimos anos sobre o que é essa entidade observadora que existe no fundo de nós.
Essencialmente, o sonho me deu vários insights para os mecanismos que regem a consciência, e depois de muito divagar à respeito, a conclusão que chego é que o que acontece de diferente é o que descreverei abaixo.
Nossa consciência nada mais é do que um fluxo retroalimentado de análises das nossas próprias memórias. Nada mais. Não existe explicação mais complexa ou mística à respeito disso. É só você pensar sobre como seu cérebro sempre usa informações sensoriais e julgamentos tomados para definir o que é nossa personalidade. Na realidade, nós não existimos como entidades, nós existimos como construtos de personalidade baseada nas nossas experiências passadas.
É difícil assimilar isso, e só com uma divagação bastante profunda sobre nossa própria existência que foi possível que eu chegasse à essa conclusão. Essencialmente, somos máquinas biológicas que operam um conjunto de dados em constante mutação.
Isso só me faz lembrar o épico filme chamado Chappie, do cineasta Neill Blomkamp, que nos leva a questionar exatamente isso que chamamos de consciência, daquilo que aparentemente nos torna únicos.
Não se engane, no entanto. Nós continuamos únicos, afinal o maquinário de cada pessoa é ligeiramente diferente uns dos outros, e os conjuntos de memórias e experiências de vida também são diferentes, criando a miríade de identidades projetadas que estamos acostumados a interagir como eu, você, a moça do mercado e o cobrador de ônibus.
O engraçado é que chegar à essa conclusão me trás mais calma do que aflição, como alguns já disseram em um post anterior (Provenanceness) onde eu fiz um questionamento sobre "sua vida mudaria se você se descobrisse uma máquina". Vários de meus amigos falaram que iriam continuar seguindo suas vidas, sem contar as pessoas e evitando pensar nisso novamente. Eu, como disse nesse mesmo post, não conseguiria, eu precisaria explorar essa nova faceta, e de fato é o que venho fazendo desde que me entendo por ser vivo.
Agora, o mais importante na minha visão é como explorar melhor esse conhecimento e como ampliar a minha capacidade de trabalhar esse conceito de personalidade de forma a poder melhorar aspectos da minha vida que precisam ser melhorados.
Não que queira melhorar ou corrigir todos, mas sempre há espaço para melhoramentos, afinal é o que fazemos com uma máquina.
12 de dez. de 2015
A Lei do Eu, por Eduardo Rolim
Tudo é um
Não existe encima e embaixo, só existe o eu, e o que fora dele está.
Essa é a lei, tudo deriva do um e volta para o um.
Eu é deus, deus é um. Deus e eu partilham da mesma essência, tendo nomes diferentes para o entendimento do homem. Deus é o estado transitivo do homem, entre o eu e o um. Homem é deus, sábio e louco.
Eu é um, para o homem que alcançou a iluminação. Cabe ao homem investigador e observador entender que o eu e o um são a mesma entidade.
O sábio e o louco sabem a verdade. Um pelo eu, outro pelo um.
Universo é matéria. As forças primordiais definem a lei do físico, é do físico que emana o eu, contido no um, contido no eu.
O oculto é mente, surge do eu e se projeta como o um que existe dentro do eu. O homem que é deus de seu próprio um.
O que escapa ao eu real é. Real é aquilo que complementa o um. Pois ao homem não cabe entender que real não é aquilo que seus sentidos sentem. Pois o real não é realidade, realidade não existe sem um ponto de vista.
Micro e macro são percepções. O macro está contido no micro. O micro se torna macro, à percepção do eu.
Se eu sou um, quem são os outros? A realidade nos dá outros eus, cada um sendo parte do um, mas cada um é eu, cada eu um universo em si mesmo. Toda matéria interage e na interação não existem fortalezas, e o eu se divide em varias não-localidades chamadas intelectos. Cada fagulha, cada observador atrás do olho atento é entidade única. Mas o eu atento perguntará se ele não é eu, é aquele eu parte do real? Como a casa de espelhos, a resposta escapa ao entendimento do homem mas o sábio já encontrou a resposta e o louco a verbaliza.
O um é intangível fisicamente pelo eu. Não é possível saber os limites da casa na qual se está dentro. É possível, no entanto, mensurar a sala em que se vive, pois suas paredes são realidade aos sentidos.
A ciência é, para o bom observador, a mensuração da sala onde se vive. É adjeto e ferramenta do eu. Um sem o outro é função sem forma e forma sem função. O louco só se torna o sábio quando entende essa transitividade.
O um é atemporal. É o que aconteceu, o que acontecerá e o que nunca aconteceu ou acontecerá. O tempo é a expressão do real, permite o homem absorver é entender o um, um passo de cada vez.
O tempo é o gestor dos eventos e o orquestral da natureza. Tudo se dá através deste, até o entendimento supremo. O homem que entende o tempo finalmente se encontra em condições de ver a casa como ela é. Mas ver a casa o cega para as salas e ver a sala o cega para a casa. Não há informação absoluta no eu, só no um e para tal é preciso que o eu seja novamente o um.
A evolução é conhecimento. O eu ignorante se tornando o um onisciente. O homem é consciente da pedra, mesmo que a pedra não seja consciente de si. São diferentes níveis do eu, e só o eu pode dizer se é consciente de si mesmo, pois mesmo o homem é pedra ante o um que é o eu.
Essas são as palavras da lei que definem o eu.
Um é tudo e tudo é eu.
Eu não é tudo mas é um em si mesmo.
22 de out. de 2015
Changeless
O que percebi é que preciso voltar a me conectar comigo mesmo, lembrar as coisas que eu sou bom em fazer e tomar cuidado com as coisas que eu não sou bom. Essa mudança de cidade é, acima de tudo, uma mudança na forma como eu venho lidando com o mundo. Quero acreditar que vou deixar de ser essa pessoa reativa e começar a ser mais produtiva, mesmo que isso não signifique nada pra mim, afinal não tenho essas baboseiras de precisar deixar um sinal meu no mundo.
O que eu realmente quero (Mário Alberto) é conhecer o mundo, é descobrir o significado de todas as coisas e chegar no final da minha vida e olhar pra tudo o que eu aprendi, e desaparecer feliz sabendo que eu fiz o possível para entender cada partícula existente.
12 de nov. de 2014
Realityless
Acredito que são poucas as pessoas que realmente já chegaram a se questionar o que é realmente a realidade. É aquilo que você pode tocar? É aquilo que você vê? É estar acordado? É pensar? Não é fácil responder essas perguntas sem conhecermos de verdade o mundo onde estamos inseridos. A única certeza de que podemos ter nessa vida (e que eu tenho certeza nessa vida) além da iminência da morte é a de que nós pensamos. Pelo menos eu tenho certeza sobre minha própria natureza.
Não posso afirmar nenhuma certeza à respeito de nada que não seja inerente da minha própria capacidade de perceber a mim mesmo como entidade. Todo o resto pode ser simplesmente uma simulação, ou uma holografia quântica de algum tesseract multidimensional, ou mesmo uma projeção temporal de algo que existe fora do tempo. Como saber? Como ter certeza? Não há essa possibilidade. Só existe o fato de que eu sou capaz de perceber que eu existo como entidade, independente de como isso acontece ou da possibilidade de até mesmo isso ser simulado. Saber que eu existo independente do mundo exterior me dá força para sondar o exterior com o aparato disponível para isso: intelecto, raciocínio, fé.
Se eu existo ou não de verdade, eu não tenho como saber, afinal não tenho como dizer como é uma casa quando eu estou dentro dela. Mas posso dizer com algum nível de certeza que independente da forma como é feita a casa, eu estou dentro dela.
19 de ago. de 2014
Quem sou eu? Eu sou Um. Um são Todos e Todos são Um.
Uma das perguntas que mais me perguntei na minha vida foi "quem sou eu". Quem sou eu? O que sou eu?
A primeira resposta que dei para essa pergunta foi que eu era uma entidade consciente, um ser único com consciência e intelecto únicos. Assim como cada ser humano é único na sua própria consciência e intelecto. Mas algo nessa pergunta nunca funcionou bem para mim. Algo estava errado. Essa resposta, no fundo, exige a existência de algo além da minha capacidade, do meu intelecto, de entender. E por isso essa resposta nunca foi completa. Eu acredito em espiritualidade, em níveis de realidade diferentes, em forças ainda não descobertas, mas nunca acreditei que exista uma única entidade responsável por tudo isso.
Então, um dia eu aprendi que o Um é Tudo e o Tudo é Um. O que está Em Cima é o que está Embaixo.
Era eu o Um e o Universo o Todo? Como eu podia ser Um e o Todo ao mesmo tempo? Poderia eu ser ao mesmo tempo Um e Tudo? Quem sou eu afinal? Ainda não tinha minha resposta, aquela que me traria tranquilidade de espírito.
No entanto, um dia eu percebi algo que estava embaixo do meu nariz o tempo todo. Na verdade, não só do nariz. Eu não sou só um ser vivo. Eu sou milhares de milhões de pequenos seres vivos, indefesos mas que juntos trabalham coletivamente, cada um com sua função. Eu sou toda uma miríade de pequenas formas de vida! E eu, como ser pensante, só sou mais uma pequena vida, nessa infinitude de pequenas vidas, todos trabalhando para que esse corpo ande, conheça pessoas, interaja com o mundo. Eu sou só mais uma das vidas desse corpo, a quem foi dada a difícil tarefa de coordenar e tomar decisões em prol da coletividade.
Se eu sinto fome, é porque alguma parte do meu corpo está me avisando que é necessário comer. Se eu sinto sede, é porque outra parte do meu corpo está me avisando que precisamos de mais água. Se eu sinto dor, é porque uma terceira parte deste está me dizendo que a decisão que estou tomando pode ferir partes de nós. E cabe a mim cuidar para que todos nós estejamos bem. Cabe a mim tomar decisões em prol de todos.
Nós separados não somos nada. Um não pode viver sem o outro e o todo é muito maior que a soma das partes.
Então, finalmente entendi que Eu sou Um. E não é só isso. Também entendi que o "Um" são "Todos" e Todos são Um.
E assim eu finalmente consigo ter paz de espírito, pois assim como cada ser vivo constituinte do meu corpo têm uma função, eu entendo qual a minha função na coletividade. Se existe um Deus por trás disso tudo ou não, não faz diferença para mim. Não é essa resposta que eu preciso responder nessa vida. Se ele existe ou não, sua existência é independente de mim. A única coisa que eu realmente sei é que Eu Existo e que minha missão é cuidar de Nós.
23 de jun. de 2013
Matter of Belief
Eu sempre estive dividido entre a crença e o ceticismo. Até que ponto o sutil é verdade, até que ponto é histeria coletiva e como diferenciar um do outro.
Eu simplesmente entendi que é um ato de fé. Não há certezas antes que os dados estejam na mesa, as cartas reveladas e as linhas traçadas.
Junto dessa divisão, a minha eterna dúvida: eu sou um ser místico ou só uma máquina? Sim, pois se não há outro lado, somos simplesmente um corpo mecânico executando software armazenado no nosso dna.
E assim, a criação e a criatura são só expressões da mesma coisa primordial.
A minha dúvida passou quando entendi que todos temos esse lado mundano e o místico. Somos máquinas executando software e quando pararmos de funcionar, o software se perderá. O que é diferente é a conexão com um ser maior, um eu divino, que já passou por vários hardwares e softwares diferentes, da mesma forma que passamos de um computador para outro.
E esse eu que me habita, é o software ou o operador? O que sobrevive do software no operador depois que a conexão é desfeita?
Digo que me sinto tranquilo por ser único em minhas existências e que parte de mim deixa de existir e essa parte mística divina continua, pois eu só sou eu quando existem essas três variáveis: hardware, software e operador.
E assim me mantenho divino e mundano, eterno e efêmero, encima e embaixo. Tudo e Um.
E a paz volta a reinar na minha mente corporal espiritual.
6 de jun. de 2013
Nosce te ipsum
Tudo é impermanente. Nada é permitido. Quando Tudo deveria ser Um, Tudo é Deus e Um não é nada. Conexões desaparecidas no ganges espiritual de fanáticos fatalistas.
Pois só uma coisa há de ser verdadeiro e puro. Quod est inferius est sicut quod est superius, et quod est superius est sicut quod est inferius, ad perpetranda miracula rei unius. Et sict omnes res fuerunt ab Uno, mediatione unius, sic omnes res natæ fuerunt ab hac una re, adaptatione.
Assim o mundo é. Assim o mundo foi. Assim o mundo sempre será. A separação do joio e do trigo se dá na pessoa e não no mundo. A pessoa se separa do mundo e o mundo fica para trás. A evolução do mundo é muito mais lenta que a evolução do ser. O Mundo evolui o Ser. O Ser evolui o Mundo. Tudo é relacionado, apesar das heresias estabelecidas dizerem o contrário, como se um ônibus fosse o mundo onde as pessoas sobem e descem e usam tudo como se fossem descer na próxima estação.
Quod est inferius est sicut quod est superius, ad astra et ultra.
16 de fev. de 2013
Musicness
É incrível essa capacidade que músicas épicas tem de me deixar melancólico.
Estou aqui ouvindo algumas músicas de Thomas Bergersen, Two Steps from Hell, E. S. Posthumus, X-Ray Dogs e Immediate Music e cada música que toca parece evocar aquela parte de mim que não acredita que eu sou desse mundo.
O som me faz sentir como se eu fosse uma pessoa muito mais forte e com mais força de vontade que que eu realmente sou.
Não sei se é o tema da música ou se é a minha habitual indignação com o mundo atual, mas sei que cada vez que eu ouço essas músicas eu queria estar em outro lugar. Terra Média talvez, Na estação espacial Deep Space 9 ou mesmo na Galactica, por mais que todos eles estivessem passando por suas próprias dificuldades.
A questão é que aqui as coisas são tão mundanas, tão comuns, tão tediosas que me sinto como se estivesse preso a um mundo onde nada de glorioso realmente acontece.
Se o paraíso é isso, eu prefiro ter uma morte honrada e ir para Sto'Vo'Kor, como os Klingons!
K'plah!
13 de fev. de 2013
Touch of Skin
O toque da sua pele sob minhas mãos, seus lábios fortes e seus olhos profundos (e não são cinzas e quentes, pfvr), me fazem toda noite fechar meus próprios olhos e relembrar cada momento do curto tempo que tivemos até agora.
O que me faz sentir tão bem e tão especial com isso não é beleza, não é inteligência, não é conhecimento. É carinho. É saber que alguém está me correspondendo. Está disposto a receber meu carinho e da mesma forma, eu disposto a recebê-lo.
É tudo muito bonito, mas é fato. Não é por causa do mundo que eu deixo de pensar nessas coisas. O mundo continua existindo, continua nos maltratando, nos impondo dificuldades atrás de dificuldades, mas ainda sim é possível ver em cada um desses obstáculos o caminho que é preciso percorrer para alcançar a plenitude.
E no final disso tudo, eu não estarei somente fechando meus olhos e imaginando o toque suave de seu corpo ou aquele beijo quente e ao mesmo tempo despertador de sensações, que eu já não acreditava mais possíveis de serem despertadas. No final disso tudo, estarei fechando os olhos porque estarei simplesmente sentindo sua barba em meu rosto e seus cabelos sob minhas mãos, suas pernas entre as minhas e seu corpo deitado placidamente em cima do meu.
10 de jan. de 2013
Emptyness
Eu penso isso pois em breve vai aparecer esse príncipe encantado na minha vida, e eu não quero que ele me veja tendo esses acessos de raiva. Eu tenho medo dessas reações e até certo ponto consigo controlá-las. O meu problema é o mecanismo de frustração, que faz com que a raiva exploda antes mesmo que eu possa pensar sobre o problema.
Tudo deriva do fato de eu me sentir sem alguém pra me ouvir de verdade. Isso mudou bastante com alguns amigos muito especiais, mas ainda falta alguém mais próximo pra eu poder realmente me abrir sobre um lado meu que aprendi, com os anos (e os ex namorados) a guardar fechado lá no fundo do baú.
Algo me diz que esse alguém está bem próximo (mais próximo do que imaginam) mas do meu estado atual até o estado em que vejo esse alguém explorando as fronteiras do oceano da minha mente há um vazio existencial muito grande.
Minha vontade de chorar é muito grande, mas eu prometi a mim mesmo que não faria agora. Eu preciso ser forte, ser frio, ser resistente e mesmo não sendo a pessoa mais corajosa do mundo, eu preciso fazer. A palavra do momento não é tentar. Tentar foi o que fiz a vida inteira. Agora é realizar. Realizar o que nunca consegui antes na minha vida, que foi ter o domínio completo dela, sem me preocupar em controlar cada aspecto, como se isso fosse fazer com que o caminho aparecesse para mim.
Eu queria pelo menos que esse vazio dentro de mim não fosse tão difícil de lidar. Todo o resto parece mais fácil sem ele. Tudo parece ficar mais difícil sem esse alguém.
29 de dez. de 2012
Forgiveness
Encontro em seguida uma mulher, morta, no chão. A chuva lavou seus cabelos do sangue que neles havia impregnado. Como ela morreu, eu não me lembro. Mas algo me diz, no fundo do meu coração, de que a sua morte veio pelas minhas mãos.
É tudo o que me lembro agora. Gastei muitos anos tentando entender o significado disso. Só sei que não será agora nem nunca mais que saberei, pois em alguns minutos o fogo que arde na madeira sob meus pés irá me alcançar e levar à minha carne o sofrimento supremo.
As pessoas gritam meu nome como se me amaldiçoassem por suas miseráveis vidas. Mas se esquecem que elas mesmas, escondidas de suas casas, fazem pior que eu, pois matam a cada dia a si mesmas. Eu não as culpo por não serem como eu. Eu não as culpo por não verem as coisas com meus olhos. Eu não as culpo de nenhuma maneira, na verdade.
Eu só sinto que levará muito tempo para alcançarem um estágio em que consigam entender o que eu hoje vejo. Que isso aqui não têm fim nisso. Que tudo continua. E que, lobo ou homem ou garou... Vou ser sempre essa pessoa que eu sempre fui, que hoje sou e que um dia novamente serei.
E o fogo varre meus pensamentos para longe, antes que o fogo os queime junto com a carne.
4 de set. de 2012
To Abhor, or Not
Então, existe essa pessoa que eu conheci há alguns anos aqui em Palmas. Inicialmente a pessoa não importava muito comigo. Depois, teve uma mudança repentina de atitude comigo que, inicialmente, eu não sabia qual era o motivo. Depois eu entendi que era pq essa pessoa é muito amiga de um ex ficante meu, que tempos depois virou namorado.
A pessoa sempre foi muito polida, apesar de eu sentir que ela não gostava de mim. Mas, os julgamentos internos das pessoas não me interessam, apesar de despertar minha curiosidade para tentar entender os motivos que levaram a tal circunstância.
Continuando. Algum tempo depois eu vim a terminar com esse namorado que era amigo dela de maneira bastante traumática em que eu fui bastante injusto. Era meu sentimento que estava me guiando, e esse sentimento já me dizia que não daria certo já há algum tempo.
Depois disso, essa relação entre eu e a pessoa se degradou ao estado que eu intitulo "eu odeio você". Pelo menos era o que eu bradava aos quatro ventos e, de certa forma, acreditava piamente nisso.
No entanto, nesse final de semana eu vi essa pessoa vindo fazer o concurso do estado para a área da sua profissão. Ela me viu, passou por mim, me cumprimentou e eu soltei um sincero "boa prova". Eu vi que a pessoa ficou meio desconcertada, não esperava isso de mim. Na hora da saída, novamente a vi e desejei "boa sorte ohh". Eu mesmo parei pra pensar sobre essa minha ação, sobre o fato de eu ter desejado boas energias pra ela. Foi sincero de minha parte, pois se não fosse eu não teria falado, acredito eu.
Durante essa semana, passei pensando sobre isso. As pessoas têm suas vidas, suas histórias, suas experiências, todas vivem vários problemas, todas são mocinhas em determinado ponto ou vilãs em outro. Eu percebi que eu odeio não a pessoa. Eu odeio aquela situação específica em que a pessoa esteve envolvida. Felizmente, eu consegui perceber isso.
Afinal, acho que todos passamos por coisas parecidas. E Julgar toda a história de uma pessoa simplesmente pelo fato de que ela fez uma escolha ruim, ou porque foi leal à uma pessoa querida ou ainda porque seguiu seus instintos não é algo justo de minha parte.
Novamente digo, as impressões internas das pessoas são somente delas. Assim como as minhas são somente minhas. Mas eu me senti melhor por ver que não sou esse monstro que eu frequentemente pinto nessas situações em que eu fui o vilão da história.
Confuso? Imagina pra mim que tive de organizar as idéias! Eu só sei que por mais que eu não goste de uma pessoa, eu não vou deixar de desejar coisas boas para ela só porque a gente não tem nenhuma afinidade. Ou assim acredito.
20 de ago. de 2012
typedef union pessoa;
typedef union humano {
int razao;
int emocao;
int fe;
} pessoa;Então, vamos aos detalhes técnicos. Em C, quando você declara algo como struct, você está criando uma estrutura onde todos os elementos lá dentro fazem parte de algo maior que engloba todos os elementos. Ou seja, você pode acessar qualquer membro da estrutura individualmente.
No entanto, quando você declara algo como union, você está criando uma estrutura onde todos os elementos na verdade usam o mesmo espaço de memória, ou seja, você nunca poderá usar mais de um dos elementos declarados ao mesmo tempo, pois ao usar um deles, o elemento usado ocupará toda a memória disponível.
Daí você se pergunta: "Mas o que isso têm a ver com a declaração acima?" É simples, e
Se você usa a razão, a emoção e a fé são coisas irracionais;
Se você usa a emoção, a razão é fria e a fé cega;
Se você usa a fé, a razão é louca e a emoção manipulável.
Assim explico o motivo de usar union e não struct. Beijos e se não gostou, vai carpir um terreno que esse ódio passa.
9 de ago. de 2012
Viagemless
Palmas - Porto Nacional: 69,4 km;
Porto Nacional - Gurupi: 154 km;
Gurupi - Porangatu: 202 km;
Porangatu - Uruaçu: 132 km;
Uruaçu - Anápolis: 241 km;
Anápolis - Goiânia: 60,8 km;
Goiânia - Casa do Rondinelli: 1km;
Casa do Rondinelli - Rio Verde: 232 km;
Rio Verde - Jataí: 91 km;
Total da Viagem: 1.184 km.
6 de ago. de 2012
Heart Things
31 de jul. de 2012
Conformation
E cada pessoa têm um conjunto diferente de valores totalmente importantes, diferente dos conjuntos das outras pessoas.
São nossos sistemas de crenças.
Cabe a cada um de nós exercitar a comunicação e a compreensão, para lidarmos com os valores das outras pessoas, que nem sempre são os mesmos que os nossos.
30 de jul. de 2012
Two dogs and one freak out
Estávamos lá eu e o ex na casa de um amigo. Estávamos todos felizes e então chega essa pessoa, que eu meio que admirava meio que odiava, algo meio platônico, meio misturado, saka? Mas eu não ia fazer nada, afinal era um convidado, da mesma forma que a pessoa.
Eis que meu pensamento sádico-sarcástico-irônico é jogado para o universo e em troca o universo dá um jeito dos cachorros desse amigo fugirem da cozinha do apartamento e irem em direção à sala. Não é que para minha surpresa essa pessoa tinha meio que um medo patológico de cães e estava praticamente dando um xilique enquanto eu, o ex e um terceiro tentávamos tirar os dois cães de perto da pessoa (que estava encolhida em cima do sofá). Tentávamos, porque por algum motivo os cães insistiam em voltar e ficar exatamente ali, do lado dessa pessoa.
Desde então, nunca mais dei muita moral pro que essa pessoa dizia ou falava, porque a desgraça alheia me proporcionou um momento de diversão tão grande que eu relevei tudo dali em diante.
Sádico eu? Não, imagine! Felicidade suprema define esse episódio!
16 de jul. de 2012
A thousand deaths and no remembrance
No entanto, nesse exato momento uma outra força chega para aumentar ainda mais o combate, e com eles encontra-se o Flagelo do Norte.
Ele olha para o campo de batalha, identifica seu alvo e parte em direção à luta. Aqueles que se encontravam com ele o seguem em direção à primeira batalha dos povos livres de Entalis.
Logo que o guerreiro adentra no campo de batalha, vários inimigos tentam atacá-lo, mas sem sucesso. O humano corre muito rápido e ataca com uma rapidez incrível aqueles que estão entre o draconiano. E com um ataque que parece um flash de luz, o guerreiro ataca o draconiano.
Como se esperasse o ataque, o draconiano repele o guerreiro com um único movimento de corpo e diz "Eu esperava mais de alguém com o ódio que você possui. Não aprendeu nada, 'discípulo'"?
Os dois então engajam em um combate corpo-à-corpo. Praticamente todos os lutadores do campo de batalha pararam para observar aquele combate, pois nunca tinham visto ninguém lutar com tamanha velocidade e poder.
O guerreiro desferia golpes com uma força e velocidade muito grandes, o ódio saltava seus olhos, mas o draconiano simplesmente se defendia ou se esquivava, como se não se incomodasse com a presença de tal ameaça à sua frente.
"Você ainda não domina seu ódio, deixa ele o dominar, e essa será sua ruína e a ruína de todos os povos livres de Entalis"!
E nesse momento, em um golpe tão rápido que ninguém conseguiu ver, o draconiano desarma o guerreiro, o agarra pelo pescoço e diz "Seu ódio é sua força, não é mesmo Caeryn? O que aconteceria se o ódio fosse tirado de você"?
Dizendo isso, o draconiano joga o guerreiro no chão e pronuncia palavras em Dracônico, e seus olhos brilham em um azul brilhante. Em seguida, os olhos do guerreiro começam a brilhar em vermelho, mas o vermelho vai se diluindo até que fica um azul profundo. E os olhos do draconiano agora estão brilhando em vermelho intenso.
O guerreiro, então, cai desmaiado enquanto o draconiano e o resto do seu exército termina de dizimar os últimos resquícios da resistência dos povos livres de Entalis.
...
Vários anos depois, um homem acorda em uma cabana próxima da cidade de Cristália, antes uma linda capital toda construída em cristal Manticoriano. O homem não se lembra de nada e pergunta por que está ali, e a pessoa que cuidou dele diz que ele estava dormindo há 22 anos...
24 de mai. de 2012
Sorrowness
É mais ou menos assim que me sinto sobre o dia de ontem. Aparentemente um dia normal. Mas, parece que justo no final as coisas começaram a sair dos seus eixos.
A primeira delas foi conversando com um amigo, em que ele está dando uma super força para outra pessoa, e eu solto uma daquelas infames piadinhas que só eu sei soltar, mas a piada dá margem à outras interpretações. Quando percebi que tinha falado merda, já era tarde.
A segunda, foi o desaparecimento da Sansa essa noite. Tudo bem, ela pode ter saído pra se aventurar por aí, mas mesmo assim, não deixa de me dar um aperto saber que essa é a primeira noite que ela dormiu fora de ksa. Com o John eu não senti isso que tou sentindo com ela.
Terceira, a dor de cabeça que senti hj cedo. Daquelas que os remédios não ajudam muito, cefaléia, ou algo do gênero.
Quarta, a minha grande quantidade de mau humor com que acordei. Acho que consequência dos dois fatos ocorridos.
Só sei que hj tou triste. E o pior, estou facilmente irritável. Nessas condições que estou hj, eu preferiria evitar contato humano, pois é a última coisa que eu quero agora é ver algum ser pseudo-inteligente querer me falar alguma mereda. Exceto meus amigos mais próximos, que pelo menos me conhecem um pouco. Esses eu mesmo estou falando como estou me sentindo.
Bom, é esse o desabafo de hoje. Começando mais um arco agressivo/depressivo na minha temporada 2012.
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