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1 de jan. de 2016

Yearless

Mais um ano civil se passou, mais uma semana de vida para acumular as minhas já 1737 semanas. E pela primeira vez em 10 anos, a rotina será diferente. Moro em uma cidade nova, trabalhando em um trabalho diferente, convivendo com outras pessoas e literalmente começando uma nova vida do zero (só não é do zero pois tem o meu marido comigo pra positivar essa contagem).

O que sei é que esse novo período não começa fácil. São novos dilemas pessoais e profissionais que não sei se estou completamente pronto para enfrentar. Não espero nada de 2016 que não tivesse esperado de 2015 ou dos anos anteriores. Eu só espero alcançar mais entendimento do mundo e de mim mesmo, mais desconexão do mundo e mais ligação com meu mundo interior e, entre outras coisas, fico cada vez mais ansioso por chegar naquele momento que as pessoas tanto têm medo, uma das únicas certezas na vida.

Sim, voltando ao assunto, eu quero alcançar um fim, não quero viver para sempre em qualquer forma extraplanar que possa (ou não) existir. "Tudo que têm um começo, têm um fim" e é assim que acredito que o ciclo de tudo funciona. Sair pela esquerda no fim e abrir espaço para novos atores no mundo.

Afinal, isso nunca mudou em mim: não importa se eu deixei algo para o mundo ou não. O que importa é que em determinado momento da história do universo, eu existi e eu tive plena consciência disso. Isso já é o suficiente pra mim.

Ohm.

12 de dez. de 2015

A Lei do Eu, por Eduardo Rolim

Um é tudo

Tudo é um

Não existe encima e embaixo, só existe o eu, e o que fora dele está.

Essa é a lei, tudo deriva do um e volta para o um.

Eu é deus, deus é um. Deus e eu partilham da mesma essência, tendo nomes diferentes para o entendimento do homem. Deus é o estado transitivo do homem, entre o eu e o um. Homem é deus, sábio e louco.

Eu é um, para o homem que alcançou a iluminação. Cabe ao homem investigador e observador entender que o eu e o um são a mesma entidade.

O sábio e o louco sabem a verdade. Um pelo eu, outro pelo um.

Universo é matéria. As forças primordiais definem a lei do físico, é do físico que emana o eu, contido no um, contido no eu.

O oculto é mente, surge do eu e se projeta como o um que existe dentro do eu. O homem que é deus de seu próprio um.

O que escapa ao eu real é. Real é aquilo que complementa o um. Pois ao homem não cabe entender que real não é aquilo que seus sentidos sentem. Pois o real não é realidade, realidade não existe sem um ponto de vista.

Micro e macro são percepções. O macro está contido no micro. O micro se torna macro, à percepção do eu.

Se eu sou um, quem são os outros? A realidade nos dá outros eus, cada um sendo parte do um, mas cada um é eu, cada eu um universo em si mesmo. Toda matéria interage e na interação não existem fortalezas, e o eu se divide em varias não-localidades chamadas intelectos. Cada fagulha, cada observador atrás do olho atento é entidade única. Mas o eu atento perguntará se ele não é eu, é aquele eu parte do real? Como a casa de espelhos, a resposta escapa ao entendimento do homem mas o sábio já encontrou a resposta e o louco a verbaliza.

O um é intangível fisicamente pelo eu. Não é possível saber os limites da casa na qual se está dentro. É possível, no entanto, mensurar a sala em que se vive, pois suas paredes são realidade aos sentidos.

A ciência é, para o bom observador, a mensuração da sala onde se vive. É adjeto e ferramenta do eu. Um sem o outro é função sem forma e forma sem função. O louco só se torna o sábio quando entende essa transitividade.

O um é atemporal. É o que aconteceu, o que acontecerá e o que nunca aconteceu ou acontecerá. O tempo é a expressão do real, permite o homem absorver é entender o um, um passo de cada vez.

O tempo é o gestor dos eventos e o orquestral da natureza. Tudo se dá através deste, até o entendimento supremo. O homem que entende o tempo finalmente se encontra em condições de ver a casa como ela é. Mas ver a casa o cega para as salas e ver a sala o cega para a casa. Não há informação absoluta no eu, só no um e para tal é preciso que o eu seja novamente o um.

A evolução é conhecimento. O eu ignorante se tornando o um onisciente. O homem é consciente da pedra, mesmo que a pedra não seja consciente de si. São diferentes níveis do eu, e só o eu pode dizer se é consciente de si mesmo, pois mesmo o homem é pedra ante o um que é o eu.

Essas são as palavras da lei que definem o eu.

Um é tudo e tudo é eu.
Eu não é tudo mas é um em si mesmo.

31 de dez. de 2013

Nih'anhel

No'ak ehnali atsuaki abh'onen. Ak'ratiaki yesh'ak amantianki en'shoen.

Absu'tei eklali uruako 'onen brahani'oje yunsihui nite'ak ishi'sheshuah tenaki ten.

Uoronoshi tsi'ji 2014 uhn etebatsu ukri'ankhi 2013 no'ak aben.

As'je aben nahai!

16 de jul. de 2012

A thousand deaths and no remembrance

... duas forças combatendo nos campos do norte. Uma pela dominação dos povos livres de Entalis. Outro pela libertação. O combate está equilibrado, até que o homem-dragão aparece. Com suas mãos de fogo e gelo ele rapidamente vira o combate para seu lado.

No entanto, nesse exato momento uma outra força chega para aumentar ainda mais o combate, e com eles encontra-se o Flagelo do Norte.

Ele olha para o campo de batalha, identifica seu alvo e parte em direção à luta. Aqueles que se encontravam com ele o seguem em direção à primeira batalha dos povos livres de Entalis.

Logo que o guerreiro adentra no campo de batalha, vários inimigos tentam atacá-lo, mas sem sucesso. O humano corre muito rápido e ataca com uma rapidez incrível aqueles que estão entre o draconiano. E com um ataque que parece um flash de luz, o guerreiro ataca o draconiano.

Como se esperasse o ataque, o draconiano repele o guerreiro com um único movimento de corpo e diz "Eu esperava mais de alguém com o ódio que você possui. Não aprendeu nada, 'discípulo'"?

Os dois então engajam em um combate corpo-à-corpo. Praticamente todos os lutadores do campo de batalha pararam para observar aquele combate, pois nunca tinham visto ninguém lutar com tamanha velocidade e poder.

O guerreiro desferia golpes com uma força e velocidade muito grandes, o ódio saltava seus olhos, mas o draconiano simplesmente se defendia ou se esquivava, como se não se incomodasse com a presença de tal ameaça à sua frente.

"Você ainda não domina seu ódio, deixa ele o dominar, e essa será sua ruína e a ruína de todos os povos livres de Entalis"!

E nesse momento, em um golpe tão rápido que ninguém conseguiu ver, o draconiano desarma o guerreiro, o agarra pelo pescoço e diz "Seu ódio é sua força, não é mesmo Caeryn? O que aconteceria se o ódio fosse tirado de você"?

Dizendo isso, o draconiano joga o guerreiro no chão e pronuncia palavras em Dracônico, e seus olhos brilham em um azul brilhante. Em seguida, os olhos do guerreiro começam a brilhar em vermelho, mas o vermelho vai se diluindo até que fica um azul profundo. E os olhos do draconiano agora estão brilhando em vermelho intenso.

O guerreiro, então, cai desmaiado enquanto o draconiano e o resto do seu exército termina de dizimar os últimos resquícios da resistência dos povos livres de Entalis.

...

Vários anos depois, um homem acorda em uma cabana próxima da cidade de Cristália, antes uma linda capital toda construída em cristal Manticoriano. O homem não se lembra de nada e pergunta por que está ali, e a pessoa que cuidou dele diz que ele estava dormindo há 22 anos...

1 de nov. de 2011

Combate


...o aluno cai no chão ainda desnorteado pelo golpe que levara de seu mestre em um combate real. Apesar do aviso no começo da luta que o combate seria assim, o aluno não o levara em consideração. Agora, um pouco recuperado do golpe anterior, o aluno novamente se prepara. Com alguns movimentos de corpo, ele tenta esquivar dos velozes golpes do seu mestre, raramente conseguindo.

Então o mestre, entre um golpe e outro, diz ao aluno: "Não pense no combate como simplesmente uma sucessão de golpes. Não pense na forma que seu oponente luta. Não pense nas fraquezas do seu estilo. Pense no combate como uma dança, onde você precisa somente se mover, sem precisar se preocupar com os passos. Quando você fizer isso, você não precisará mais se preocupar com seu oponente, pois você sempre irá ditar o ritmo da dança".

Intrigado com a velocidade com que o professor luta, o aluno tenta todas as suas técnicas de combate e nada obtêm resultado. É como se o mestre sempre soubesse onde o aluno iria atacar.

Então, na sua mente lhe vem o seguinte pensamento. "Seja como o desfiladeiro que guia, parado, o vento apressado através de suas sendas"

Depois de refletir rapidamente sobre a frase (e levar uma rasteira pelo momento de desatenção) o aluno volta novamente ao combate, e pensa nas palavras do mestre e as palavras de sua cabeça, e então simplesmente deixa sua mente esvaziar dos problemas, fazendo com que ele consiga ao menos se defender dos rápidos golpes. Pela primeira vez o aluno conseguia algum progresso em relação a seu mestre, e o mestre percebia tudo com um olhar cuidadoso, mas nada falava.

Então, em determinado momento, logo antes de um golpe de seu mestre que provavelmente o derrubaria, o aluno têm uma visão rápida do futuro golpe. Em seguida, o aluno dá um breve passo para o lado, toca levemente o braço atacante do mestre, e o conduz para longe de seu corpo, desviando o golpe usando quase nenhuma força corporal.

O mestre, realizado com a proeza do aluno, pára o combate e chama o aluno para mais uma aula sobre o combate que acabara de encerrar...

28 de out. de 2011

Sobre as forças naturais de Entalis


"... e ele tentou de todas as formas fazer com que o irmão entrasse na luta. Ele só não entendeu que o irmão já estava lá, só não ia fazer parte da sua raiva. E todos os ataques mágicos disparados se desfaziam tão logo se aproximavam dele, como se se comungassem da placidez daquele homem parado ali e esquecessem da guerra a que foram abjurados.

Pois a verdade este não sabia, que na paz de espírito do irmão estava a maior habilidade para enfrentar o mago. A capacidade de desdobrar o que foi dobrado."

O Livro do Vácuo, Segundo Aeon de Entalis.