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1 de mar. de 2014

Outros Fantasmas de Verões Passados

Há alguns anos saiu um post agendado no blog que quase abalou as estruturas da sociedade, se eu e meu marido não fôssemos tão bem felizes e completos um com o outro. Daí, por isso, pensei em completar essa linha do tempo até o momento que o conheci.

WARNING: Any resemblance to persons living or dead should be plainly apparent to them and for those who know them, especially if the author has been kind enough to have provided their real names, which is not the case. All events described herein actually happened, though on occasion the author has taken certain, very (veeeeeeeeeery) small, liberties with chronology, because that is his right as a Human Being.

Desde o último evento, narrado no post Fantasmas de Verões Passados (e concluído no post Triangle) ainda houveram algumas coisas que aconteceram antes da fatídica (e maravilhosa) noite da caipiroska (e outras que havia esquecido de citar na cronologia anterior).

A.C.

Homem da Mão Mágica

Olha, acho que nunca me senti tão assustado nessa vida quanto esse encontro que tive com essa pessoa em especial. Tudo ia extremamente bem entre a gente, até que ele começou a demonstrar seus dotes com as mãos, especificamente com os dedos. Olha, no começo estava muito interessante, até que no processo, ele achou o ponto XT615 (vulgarmente conhecido uma glândula exócrina tubuloalveolar situada na região inferior da bexiga de mamíferos machos) e fez uma massagem que gerou um aumento tão abrupto da intensidade de ocitocinas, dopaminas, feromônios e outros neuropeptídeos de fenda sináptica que eu fiquei com medo do que estava acontecendo. Só sei que depois disso eu fiquei vários dias pensando sobre o que havia acontecido ali. O cara realmente é bom no que faz.

D.C.

Homem de Deus do BP Uol

Foi muito interessante descobrir que ainda se podia achar pessoas dispostas a nada mais do que um papo inteligente (e sem pretensões) no Batepapo Uol. Na verdade rolou umas coisas MUUUITO interessantes depois mas a minha vibe e da dele eram diferentes. Eu não queria me envolver e ele estava interessado em encontrar alguém especial (não naquele momento, claro). Hoje somos amigos e o mesmo papo inteligente de antes se manteve.

Músico do Palco do Palmas Shopping (e de outros eventos Palmenses)

Na sinceridade, acho que nunca tinha visto um mix tão eclético de personalidades, e tão bem harmonizadas em uma mesma pessoa. Singelo, safado, carinhoso, fogoso, educado, dominador, preocupado, intenso. Me senti tendo tido 1239872 noites em uma só! E ainda, no outro dia, foi educado e ainda me convidou pra sair com seus amigos. E tudo isso funcionando dentro do acordo prévio de que era só uma "Night without Regrets". Ficou marcado como um dia memorável, até a segunda noite, que não foi mais tão legal (acho que ainda era eu e meu antigo comportamento "No máximo 2 saídas por pessoa"). Ainda sim, foi bem acima da qualidade média dos encontros que tive.

O Retorno de Jedi (ou Parte 3 do último evento de Fantasmas de Verões Passados)

Engraçado como as vezes a gente não percebe a outra pessoa, sabe? Não estou sendo ingrato, pelo contrário! Só que eu não soube ler os sinais até muito tempo depois (na verdade, tiveram de me contar). O caso é que depois de ter acontecido tudo o que aconteceu, eu tive a idéia de ir visitar esse amigo (A.K.A. Bob do post Triangle) depois que as coisas se acalmaram do lado dele. Marquei a viagem para o fim do ano para ver alguns amigos de São Paulo (e em especial para vê-lo). Algo havia de diferente mas eu não sabia o que era. Fomos para o reveillon eu, seu pai e o ex-noivo dele para a confraternização do Santo Daime, que ia acontecer na virada do ano. Até aí tudo bem, nada de muito estranho afinal a gente ainda não se conhecia muito bem. Uns dois dias depois nós dois saímos para dar uma volta na Paulista, o acompanhei para comprar roupas, enquanto eu estava com aquela sensação de que ele se defendia muito. Ok. Daí, outro dia chamei outro casal de ursos que eram muito meus amigos para sair para comer rodízio de japonês na Liberdade, e nesse intermeio eu convidei o rapaz, que infelizmente não apareceu. Seu pai foi então comigo e tivemos um dia excelente nós quatro. No retorno para a casa onde eu estava (que era na verdade a casa onde seu pai morava em São Paulo) deixei as minhas defesas caírem e eu entrei em uma depressão por conta de ter muita coisa na minha cabeça. Mas não se preocupem, eu melhorei depois disso pouco (bem pouco) tempo depois...

Nota do autor: Ele estava na defensiva pois não havia muito tempo que ele tinha conhecido uma pessoa de São Paulo mesmo e que estava gostando muito dela. Eu não sabia disso, por isso fiquei me sentindo largado na medina. Mas quando fiquei sabendo dessa parte da história eu fiquei bastante feliz por eles dois, pois ainda tinha um carinho pelo primeiro e tão importante quanto, a pessoa que ele estava gostando também era alguém que eu conhecia e por quem eu tenho até hoje uma admiração muito grande!

Contiua no próximo episódio...

P.S.2:

B.C. a.k.a Before Closet.
A.C. means After Closet.

P.S.3: Da aclamada série "Posts do Passado Distante". Agendado no Carnaval de 2014.

19 de fev. de 2014

Fantasmas de Verões Passados

Todos possuem verões passados que gostariam de não mais lembrar. Todos possuem verões passados que gostariam de ter vivido mais. Todos possuem verões passados. Todos possuem. Todos.

WARNING: Any resemblance to persons living or dead should be plainly apparent to them and for those who know them, especially if the author has been kind enough to have provided their real names, which is not the case. All events described herein actually happened, though on occasion the author has taken certain, very (veeeeeeeeeery) small, liberties with chronology, because that is his right as a Human Being.

B.C.

Homem de Deus

Só queria dizer que perdôo você. Perdôo no sentido de que hoje entendo as suas frustrações e sua sina. O que as pessoas acham que você fez é bem diferente do que você realmente fez. Só fique em paz. Sério.

Servidor da Limpeza Pública

Olha, não sei o que dizer sobre você. Rolou uma química legal, mas sua paranóia de ir na minha casa todos os dias e bater na janela dizendo que queria me ver aquela hora me fez realmente me afastar de você! Me desculpe, mas é verdade.

Professor de Karatê

Foram tempos bons, viu? Tudo bem que foi uma vez só e depois tanto eu quanto você ficamos só na defensiva e no final você acabou se mudando pra Rio Verde, e eu saí da turma de Karatê. Aprendi algumas coisas interessantes nessa época.

Colega de Faculdade

Foi tudo tão rápido, tão intenso, tão arriscado! Até hoje me arrependo de ter mentido pra você pra não sairmos mais uma vez. Nessa época, eu raramente saía com alguém mais de duas vezes. E com você, foram três!

Advogado do UOL

Aquele seu escritório com chão de carpete na garagem da casa da sua mãe me faz pensar, hoje, em quão esquisito você é! Naquela época eu não vi nada disso, só o carpete no chão mesmo.

Veterinário

Lindo, engraçado, cheiroso, charmoso (pra um peão - o que eu adoro). No entanto amigo, você foi a coisa mais fria e mais frígida que já encontrei na vida. E você perguntar por que eu não fiquei "túrgido" na hora contribuiu para a sua total falta de tato para a coisa. Ahh é, era sua primeira vez. Não era a minha. Mea culpa.

Homem da Bermuda Azul

Chegar em Palmas e dar de cara com você no banheiro da rodoviária foi pobre. Mas, né? Quem nunca fez loucuras nessa vida? Ainda mais com alguém de botinas e uma bermuda azul de jogar pelada na terra. O importante é que você serviu como base para, muitos anos depois, eu cunhar a expressão "Maranhense-Magya®".

Deputado Fazendeiro

Só uma coisa: ir pra sua fazenda depois de te conhecer foi muito bom. Mas perguntar meu nome uma vez e ainda errar depois da segunda vez foi difícil de aceitar. E assim, nem todo mundo gosta de fazer 128731687 vezes durante o fim de semana em todas as partes da fazenda. Eu pelo menos não (a quantidade e não os lugares, pois são lindos)!

Tio do UOL

Olha, raridade você viu! Admito que você quase foi meu primeiro namorado, se um dia você não tivesse aparecido no shopping com sua esposa e seus três filhos. Não que me importasse com o fato de você ter uma esposa (pois isso nunca me impediu de ter rapidinhas) mas eu realmente achei que ia rolar algo ali. Depois disso, acho que foram só mais umas duas vezes e nunca mais nos vimos. Mas pelo menos o livro de gramática indígena eu gostei de ler, apesar de não entender muito dele.

A.C.

Rapaz do Primeiro Beijo

Eu minto pra todo mundo falando que você foi a primeira pessoa que beijei na vida. Não, não é mas você está no top 3 primeiros beijos. O professor de karatê foi o primeiro e o tio da uol foi o segundo. Mas sabe como é, foi o primeiro beijo depois de eu sair do armário, debaixo da marquise do ponto de ônibus da avenida Teotônio Segurado. E você até ganhou um poema (creeeeeeepy). Só me desculpe por ter sido meio stalker, não queria ter assustado você.

Professor Loucura

Na boua, que química louca essa que rolou né? Só que seu surto psicótico super sayajin (IT'S OVER NINE THOUSAAAAAND) depois de só um único encontro e por conta de eu não ter ligado durante a viagem do coral e depois ter decidido não ir de encontro a você (por estar cansado e querer cama) realmente me assustou cara (e a meus amigos mais ainda)!

Moço da Ubanda

Meu primeiro namorado! Bem, foi meio aos trancos e barrancos né? Mas funcionou por alguns meses. Tudo bem que ambos eram pâmelas e que eu tinha esquecido de te convidar pra um sabbath (na época era wiccano) e que segundo você eu me vestia melhor pra ir pro coven que pra sair com você e ... Tá ok, não funcionou. Só preciso dizer mais uma coisa: A logo que você fez pra mim, eu realmente não gostei, achei com detalhes demais.

Dentista Dotado

Olha, não tenho nada a comentar exceto o fato de que nunca tinha visto algo com calibre suficiente pra minha mão nem fechar em volta. Se eu surtei? Claro, fiquei com medo! Eu gosto de pequenos, não de grandes. Um amigo de São Paulo, se soubesse de você, teria vindo de teleporte pra conhecer você!

Tio Importante de Algum Órgão do Estado que eu não posso dizer qual é

Acho que foi a pessoa com quem mais me relacionei (mesmo você sendo casado e a gente tendo um acordo de que era algo sem sentimentos) até hoje. Foram anos de encontros às escondidas. Foi divertido enquanto durou.

Professor Loucura Parte 2

Sabe como é a vida né? O mundo deu voltas e voltei a ficar com você. Dessa vez, a gente começou a namorar e talz mas convenhamos, nunca deu certo nem daria. Sabe por quê? No fundo, mesmo gostando de você, conviver com sua personalidade era extremamente cansativo. Eu sempre me sentia pisando em ovos, já que você se ofendia facilmente. E sua melhor amiga não ajudava muito, mesmo você fazendo o possível pra evitar isso. Internamente eu contei os dias até sua viagem e, como você já sabe, eu fiquei com o tio importante ainda no mesmo dia, pra poder conversar com alguém sobre isso. Se de perto não dava certo, de longe daria menos ainda. Eu só aceitei a sua proposição, lá no aeroporto, pois eu era fraco pra dizer não. Tivera eu dito não no aeroporto e evitado os problemas que vieram a seguir. Pelo menos uma coisa de boa tirei dessa história: consegui acabar com a minha compulsão patológica por mentir.

Astrólogo de São Paulo

Você sabe, tudo começou online e tudo terminou online. Teve o episódio do término com o Professor Loucura por telefone que ele queria que eu passasse o telefone pra você e eu não deixei e nos divertimos bastante nesse fim de semana que você esteve aqui. As inúmeras viagens a São Paulo que me fizeram apaixonar pela cidade e seus amigos, que passaram a ser meus também (nem todos, BTW). Pena que eu ainda tinha alguns problemas com compulsão e a primeira mentira que eu inventei ao acaso para você (pra não parecer que eu era um loser que ficou em ksa numa sexta à noite) foi a ferida que nunca tinha cicatrizado. Sei que relacionamentos se constroem em cima de confiança, mas eu ainda não tinha tanta confiança em mim mesmo. Mas teve também o fato de nosso amigo em comum ter terminado com outro amigo em comum, que gerou uma confusão muito grande. Afinal, dava certo? Até dava, desde que não houvessem influências externas (o que haviam, por parte de vários de seus amigos que não eram comuns e amigos meus que não eram comuns também).

DJ de São Paulo

Agradeço a sua disposição em me oferecer apoio e suporte desde antes do fim do namoro com o Astrólogo de São Paulo. Claro que depois rolou uma coisa legal entre a gente, mas nunca te contei que eu sentia de verdade pois você tinha passado por situação parecida. Hoje somos amigos mas acho que você nem imagina que eu tive sentimentos por você àquela época né? Então, é isso!

Ariano Psicótico (não confundir com Ariano Fortalezense)

Foram momentos intensos viu! A gente se conheceu, teve momentos de conversas muito fodas, trocamos fotos, skypeamos, brigamos feio um com o outro, tivemos nossa primeira DR, brigamos de novo e então tivemos nossa segunda DR e finalmente terminamos. Seria algo completamente plausível se isso não tivesse acontecido no intervalo de 3 dias né? Você conseguiu ser mais neurótico que o Professor Loucura! Na boa, tudo bem que dizem que arianos são apressados, mas isso fugiu às raias do absurdo! Acho que só aconteceu assim pois você é (era) o kra mais bonito do meu círculo de pessoas que eu conhecia na época e eu desliguei um monte de mecanismos anti-surto.

Conclusões

Verões passados, verões passados. Não estão todos, mas estão os mais importantes. É bom relembrar dos verões passados! A gente percebe que viveu lembrando dessas coisas, de cada momento que passamos na nossa vida! E por que estou escrevendo isso? Eh por que estou provavelmente pra entrar na próxima furada da minha vida. Vou resumir a história pra vocês ...

Casal de São Paulo

Eu conheci esse kra, que é fascinado pelas pessoas que trabalham num blog que eu participo. Começamos a interagir e esse kra começou a puxar um papo meio estranho pro meu lado. Ok, passou pelos mecanismos anti-surto. No entanto eu descobri, depois de uma sessão de fotos mais "interessante" que ele era casado. Novamente, não tenho problemas com isso, afinal quem têm de se garantir é ele, não eu. Tempos depois, descobri que esse marido dele era um amigo que recentemente adicionei. Conversa vai, conversa vem, papos em comum e de repente estou gostando do rapaz pois ele é muito fofo! A história agora é a seguinte: Eu conto pro primeiro que estou gostando do segundo, ou conto pro segundo que eu já chifrei ele via internet com o primeiro?

Dilemas. Aguardem os próximos capítulos!

UPDATE 1: Conclusão do Capítulo "Casal de São Paulo", postado em Dezembro de 2012.

UPDATE 2: Outros Fantasmas de Verões Passados.

P.S.:

B.C. a.k.a Before Closet.
A.C. means After Closet.

P.S.2: Da aclamada série "Posts do Passado Distante". Agendado em Agosto de 2012.

18 de set. de 2013

Relacionamentos

Sempre fui uma pessoa solitária nesse mundo, e por solitário não entenda como deprimido. Eu era solitário e feliz. Hoje estou namorando e feliz. Mas há algo que eu preciso dizer, que poucas pessoas conseguem entender. Sempre acho que namoro, casamento, romance, e até mesmo a solidão tem começo, meio e fim. Aliás, como tudo na vida.

Detesto quando escuto aquela conversa:
- Ah, terminei o namoro...
- Nossa, estavam juntos há tanto tempo...
- Cinco anos.... que pena... acabou...
- é... não deu certo...

Claro que deu certo! Deu certo durante cinco anos, só que acabou. E o bom da vida, é que você pode ter vários amores.

Não acredito em pessoas que se complementam. Acredito em pessoas que se somam. Às vezes você não consegue nem dar cem por cento de você para você mesmo, como cobrar cem por cento do outro? E não temos essa coisa completa.

Às vezes ela é fiel, mas é devagar na cama.
Às vezes ele é carinhoso, mas não é fiel.
Às vezes ele é atencioso, mas não é trabalhador.
Às vezes ela é muito bonita, mas não é sensível.
Tudo junto, não vamos encontrar.

Perceba qual o aspecto mais importante para você e invista nele. Pele é um bicho traiçoeiro. Quando você tem pele com alguém, pode ser o papai com mamãe mais básico que é uma delícia.

E às vezes você tem aquele sexo acrobata, mas que não te impressiona...

Acho que o beijo é importante... e se o beijo bate... se joga... se não bate... mais um Cosmopolitan, por favor... e vá dar uma volta.

Se ele ou ela não te quer mais, não force a barra. O outro tem o direito de não te querer.

Não brigue, não ligue, não dê pití. Se a pessoa tá com dúvidas, problema dela, cabe a você esperar... ou não.

Existe gente que precisa da ausência para querer a presença. O ser humano não é absoluto.

Ele titubeia, tem dúvidas e medos, mas se a pessoa REALMENTE gostar, ela volta. Nada de drama. Que graça tem alguém do seu lado sob pressão?

O legal é alguém que está com você, só por você. E vice-versa. Não fique com alguém por pena. Ou por medo da solidão. Nascemos sós. Morremos sós.

Nosso pensamento é nosso, não é compartilhado. E quando você acorda, a primeira impressão é sempre sua, seu olhar, seu pensamento.

Tem gente que pula de um romance para o outro. Que medo é este de se ver só, na sua própria companhia?

Gostar dói. Muitas vezes você vai sentir raiva, ciúmes, ódio, frustração... Faz parte. Você convive com outro ser, um outro mundo, um outro universo, e nem sempre as coisas são como você gostaria que fosse. A pior coisa é gente que tem medo de se envolver.

Se alguém vier com este papo, corra, afinal você não é terapeuta. Se não quer se envolver, namore uma planta. E mesmo ela não é tão previsível.

Na vida e no amor, não temos garantias. Nem toda pessoa que te convida para sair é para casar. Nem todo beijo é para romancear e nem todo sexo bom é para descartar... ou se apaixonar... ou se culpar...

Enfim, quem disse que ser adulto é fácil?

P.S.: Post vindo das entranhas do passado. Por que eu postei agora? Porque estava agendado. Não se acostumaram ainda com meus posts sem ordem cronológica? Achei que tinham se adaptado ao Nosenseless, desculpa aí!

12 de jun. de 2013

Datingness

Roses are red, violets are blue. Faces like yours belongs the zoo, don't be mad I'll be there too, not in the cage but waving at you!

10 de abr. de 2013

Fantasmas

Você está lá, todo feliz com sua vida formada, com a pessoa que você ama, fazendo tudo direito e achando que finalmente você zerou a vida e agora é só calmaria.

Então, um fantasma aparece. Ele não é mais ninguém para você, mas por algum motivo ele ainda mexe com seus sentimentos e torna um dia calmo em uma tarde de tormentas psicológicas.

O problema nem é ver o fantasma, afinal ele ficou para trás. O problema maior é lidar com todos os sentimentos e sensações e "eu te amo"s ditos naquela época que hoje não significam nada mais.

Na verdade significam. Eu amei infinitamente essa pessoa no intervalo em que estivemos juntos. E então, acabou. Me dói pensar assim, mas é assim que acontece, infelizmente.

Isso acontece com cada um que passou ou que passar em minha vida. Jamais os "fantasmas" deixarão de existir em mim pois, deixar eles desvanecerem é negar algo que fez parte da minha história, em determinado tempo da minha vida.

Parodiando Antoine de Saint-Exupéry, fantasmas sempre aparecerão, sejam ex-amigos ou ex-amores. Eles sempre deixam um pouco de si e levam um pouco de mim.

Cabe a mim honrar essas memórias, afinal eu sou todas as minhas lembranças e experiências, mesmo que isso rasgue meu coração em milhares de pedaços. [Drama Mode OFF]

P.s.: Post do Passado Distante.

13 de fev. de 2013

Touch of Skin

Sabe aquele momento que você está assistindo um episódio de uma série que você gosta e vê uma cena de um beijo romântico e totalmente inesperado e sente seu corpo se arrepiar, por você mesmo ter vivido algo assim?

O toque da sua pele sob minhas mãos, seus lábios fortes e seus olhos profundos (e não são cinzas e quentes, pfvr), me fazem toda noite fechar meus próprios olhos e relembrar cada momento do curto tempo que tivemos até agora.

O que me faz sentir tão bem e tão especial com isso não é beleza, não é inteligência, não é conhecimento. É carinho. É saber que alguém está me correspondendo. Está disposto a receber meu carinho e da mesma forma, eu disposto a recebê-lo.

É tudo muito bonito, mas é fato. Não é por causa do mundo que eu deixo de pensar nessas coisas. O mundo continua existindo, continua nos maltratando, nos impondo dificuldades atrás de dificuldades, mas ainda sim é possível ver em cada um desses obstáculos o caminho que é preciso percorrer para alcançar a plenitude.

E no final disso tudo, eu não estarei somente fechando meus olhos e imaginando o toque suave de seu corpo ou aquele beijo quente e ao mesmo tempo despertador de sensações, que eu já não acreditava mais possíveis de serem despertadas. No final disso tudo, estarei fechando os olhos porque estarei simplesmente sentindo sua barba em meu rosto e seus cabelos sob minhas mãos, suas pernas entre as minhas e seu corpo deitado placidamente em cima do meu.

21 de jan. de 2013

Devilness

No final das contas, todos temos nossos fantasmas, nossos demônios, nossas sombras e nossos nêmesis bem ali, há poucos passos do consciente.

25 de dez. de 2012

Triangle

Em algum lugar da minha linha temporal existem Eu, John e Bob.

Eu conheci John, ficamos amigos e trocamos "intimidades" via internet. John pediu sigilo à respeito das nossas "intimidades". Eu descubro mais para frente que John é casado. Com Bob, que aliás não conheço à essa época. Um belo dia de semana, John e Bob terminam seu casamento. John e Bob vão viver suas vidas separados. Tempos depois, eu conheci Bob. Eu avisei John que eu estava conhecendo Bob e John disse que não tinha problemas, afinal eles não estavam mais juntos. Depois de conhecer Bob, eu e ele ficamos amigos, ficamos mais próximos e passamos a nos gostar bastante, mas sem ainda termos trocado "intimidades". Um dia, eventualmente, trocamos "intimidades" mas num nível bem diferente do que eu e John trocamos.

Um dia, John descobre que Eu e Bob estamos conversando. John simplesmente fica extremamente chateado comigo e diz que eu traí a confiança dele. John me conta coisas sobre Bob. Dada a proximidade que eu tenho com John, aquilo que ele me conta me deixa perdido. Quem está certo? Quem está errado? Eu não sei. No final, eu sigo minha fé em Bob e escolho seu lado. Confronto Bob sobre essas coisas que me foram ditas por John. Eu pergunto "Me diga, você teve com outras pessoas conversa no mesmo tom que você teve comigo?" mesmo sabendo que a resposta seria indiferente, apesar de que os cursos de ação seriam diferentes. Bob responde Não. Eu conto pra Bob tudo o que aconteceu entre eu e John.

Bob decide então confrontar John à respeito do falado pra mim. Eu discordo, penso que por mais que John tenha feito isso, ele deveria ser deixado em paz. Bob usa o que eu disse que John me disse pra acuar John. John, acuado, para de fugir e começa a atacar. Eu estou no meio de um fogo cruzado de John e Bob. Bob me usa como espada e John me usa como escudo.

Eu quero morrer.

Bob me diz que John está chorando. John me acusa de ter destruído a vida dele. Eu me sinto a pessoa mais horrível do mundo. Quero me afastar mas não posso, pois gosto de Bob. Assumo minha parte na história e tento pelo menos subir a moral de John, o que falho miseravelmente. Deixo John para lá. Deixo Bob um pouco para lá.

Paro para respirar. Vou dormir com dor de cabeça e com a sensação de ser o vilão na história. Quem eu sou nesse momento? Quem é John? Quem é Bob? Eu não sei. Não tenho perspectiva para enxergar a situação como um todo, afinal, estou 2500 km longe.

A situação pode ter sido resolvida ou não. Eu não sei desse ponto do tempo que escrevi isso, afinal eu decidi enterrar tudo. Não totalmente, afinal esse post existe. Como um aviso para mim. Como um aviso para todos que forem ler esse post.

12 de dez. de 2012

Sobre Relacionamentos

Namoro virtual é uma coisa que tem um começo, email e fim.

8 de out. de 2012

Presentes e Simbolismos

Hoje estava conversando com uma amiga a respeito dos meus ursinhos de pelúcia.

Uma hora falei que eu tinha dado um deles para uma creche e ela achou ruim, não pelo fato de doar, mas pelo fato de ter sido presente.

Tudo bem, foi presente de alguém que um dia eu amei e tal, mas aquilo não mais me pertence, pretende às minhas memórias e eu preferi não ter aquilo me lembrando o tempo todo principalmente do que eu havia feito.

Ehh doloroso, e eu não curto sentir dor. Então deu pra alguém que se sentiria feliz com ele, e não teria nenhuma ligação emocional com o bichinho.

Só o Simba que eu não dei. Ele é muito lindo pra eu me desfazer dele, sem contar que eu amo o filme!

6 de out. de 2012

Sobre fantasmas de natais passados

Uma coisa eh certa: Uma hora eles passam. E ficam lá junto com todas as outras memórias...

No passado...

30 de set. de 2012

Pessoas são como Torres

Um amigo escreveu algo hoje num chat que eu participo que resumiu muito o que eu penso da maior parte do ato de caça atualmente.

Hoje vejo ursos como eu vejo torres... Eu olho, acho muito bonito e penso, nossa, a vista la de cima deve ser maravilhosa... Mas ai eu lembro que tem uma escadaria toda pra chegar ate la em cima, me da preguiça e eu desanimo e me contento em admirar so...

Eu não faço de verdade atualmente. Como esse amigo disse, eu mais lato que mordo.

28 de ago. de 2012

Sobre sentimentos

Todos querem ser santos. Ninguém quer ser vilão. Mas no fundo, todos se portam como palhaços.

27 de ago. de 2012

Occam's razor

Entia non sunt multiplicanda praeter necessitatem

Não sei explicar, mas nesses tempos tempestuosos as pessoas deviam conhecer mais sobre esse princípio lógico. Simplificaria tanto as coisas.

Então, vem Antonie de Saint-Exupéry e fala ...

"A perfeição é alcançada não quando não há mais nada para adicionar, mas quando não há mais nada que se possa retirar"

Aí vêm Einstein e me diz isso:

"Tudo deve ser feito da forma mais simples possível, mas não mais simples que isso"

Daí, é por isso que amo esses velhinhos!

19 de ago. de 2012

Reflowering

E desperta em mim novamente aquilo que eu tinha prometido a mim mesmo que eu não deixaria acontecer de novo.

Mas, são coisas que a gente não controla. Elas acontecem e cabe a nós saber fazer o que é certo com o tempo que nos é dado.

Portanto, que venha esse sentimento e me preencha até o último pedaço do meu ser.

18 de ago. de 2012

Seriado da minha vida (2)

Sabe, as vezes você fica tão querendo que aquilo que você acredita seja verdade que as vezes você se esquece que eh na verdade só uma convenção definida por você para sofrer menos.

Isso até aparecer alguém.

Então, apareceu essa pessoa na minha vida, sabe? Eu ainda estou pasmo com a semelhança entre a gente, à despeito da nossa diferença de idade e de morarmos tão longe um do outro.

Eu digo que essa pessoa me afetou pq eu conheço meus processos mentais e posso afirmar disso. Uma dessas comprovações é quando meu interesse por pessoas externas e zecsso ocasional desaparecem.

Nessa hora lembro somente da frase das escrituras de Pítia em Battlestar Galactica, que dizem o seguinte:

"All this is happened before, all this will happen again."

Não posso deixar de notar que meu processo de construir confiança está iniciado e que eu estou me sentindo pouco a pouco mais ligado com essa pessoa.

Eu só fico chateado eh com uma coisa, por que as pessoas legais moram tão longe?

Será que é por que eu procuro só longe? Ehh ...

Agora não posso fazer nada a não ser deixar que o tempo faça o que ele têm sempre de fazer: resolver tudo.

"So say we all"

6 de ago. de 2012

Heart Things

Não adianta, por mais que eu queira, meu coração pensa diferente da minha cabeça. Mas de certo modo ele está certo em assuntos que minha cabeça não deveria se meter.

13 de jul. de 2012

Datingless

Esse é um assunto que vem me assombrando já têm alguns dias.

Namorar.

Eu não sei explicar o porquê dessa coisa toda, mas como meu objetivo aqui é falar sobre o que me aflige e ser transparente, vamos lá.

Então, tudo começou com uma conversa com um amigo sobre amizade colorida. O tal de fazer carinho, fazer sexo gostoso, assistir filme junto, mas tudo isso sem o peso emocional e as cobranças de um relacionamento sério. Eu acredito que isso possa existir. Esse meu amigo não.

Mas antes que vocês achem que é uma indireta, não é. Eu conversei sobre esse assunto com vários amigos diferentes, em Palmas e na internet, então se vc não se lembra disso, não eh pra vc ok?

Prosseguindo, eu e esse amigo começamos a discutir sobre esse negócio de relação à dois. Para ele, ou é 8 ou 80. Se não for pra namorar, não quer saber de nada disso. Amigo é amigo e namorado é namorado, sem meio termo. Claro que eu discordei dessa posição intransigente, porque eu atualmente consigo ser tudo aquilo que citei lá em cima sem necessitar de uma muleta emocional.

E aqui vamos para o centro da questão. Pra mim relacionamento é isso. Não, eu não tenho uma opinião que eu tomei como verdade de algum pseudo-filósofo de Facebook, eu vivi isso em vários graus diferentes com diferentes pessoas.

Hoje eu enxergo um relacionamento como uma ligação emocional muito intensa e, na minha opinião, perigosa. É se abrir além daquele nível de segurança que todos nós temos. É se doar por inteiro.

Eu não sou dessas pessoas. Eu tenho dificuldade de me abrir. Eu tenho medos e pensamentos que não quero partilhar com ninguém. Eu tenho segredos que não quero que ninguém saiba. E isso, mais do que tudo foi a ruína em todos os meus relacionamentos.

Eu não sou misterioso. Eu tenho uma defesa mental muito grande, vinda dos meus tempos de terror familiar. Era uma guerra fria de desinformação e de aparências e nesse cenário eu forjei boa parte do meu ferramental defensivo. Eu sou até bem aberto aos meus problemas para com alguns amigos bem próximos. O problema é que a grande cobrança era em querer extrair de mim coisas que eu não quero dizer ou não tenho certeza se devo dizer.

Isso é motivado, na verdade, pela frustração. Meus relacionamentos sempre começaram uma maravilha. Até que eu falava algo e era repreendido. Ou outra coisa era irritante. Ou não podia dizer algo porque iria ofender. Eu não me eximo de culpa por não saber lidar com frustrações. Meu modo de funcionamento é: "se eu me frustro com algo, evito fazer com que aconteça de novo".

Claro que isso foi se tornando frequente. Não podia conversar com fulana ou ciclano porque não eram pessoas confiáveis, ou porque o parceiro não conversa mais com tal pessoa e eu para evitar a discussão, tomava o caminho menos doloroso para mim.

Acho que o fato de fazer isso talvez fosse uma forma de egoísmo minha, sabe? Querer evitar conflito. No entanto ele sempre acontece. E nesses casos, vem aquele caminhão de coisa guardada.

Sim, sou dessas pessoas que interioriza as coisas e lá na frente tudo derrama de uma vez só. Como esse post.

Essas cobranças, essas posses, tudo isso na minha visão de relacionamento nada mais é do que querer certezas, ou diminuir inseguranças. Me desculpe, mas quando você faz isso, fere mais ainda a pessoa do outro lado.

Meus relacionamentos sempre se basearam na fé que eu tinha na pessoa. A única coisa que queria era estar junto, partilhar momentos agradáveis, ser companheiro, mas sem perder a minha identidade e individualidade. Vários amigos me disseram que namorar sempre vai ter isso, essa complexidade, essa necessidade de se ter certeza de algo que é a expressão mais subjetiva e incerta do emocional humano.
Hoje eu perdi a fé em relacionamentos. Em parte porque eu perdi várias vezes a fé em meus companheiros, pelos mais diversos motivos. E uma ferida aberta sempre vai deixar uma cicatriz. Eu com certeza deixei uma cicatriz tão profunda quanto as que recebi, não tenho dúvida disso, mas elas estão aqui - algumas bem fundas, e na boa, eu não quero mais feridas não.

Minha visão pode ser deturpada, mas é a visão do que eu vivi nesses últimos 6 anos em que me assumi e passei a investir em descobrir mais o meu lado emocional. Hoje me conheço melhor, mudei muito e me sinto um pouco menos confuso que quando me abri pra esse mundo. Só que infelizmente, é como eu aprendi a enxergar as coisas. E é algo que só mudará quando alguém aparecer com uma proposta diferente. Com um conceito diferente.

Só que eu não estou mais disposto a tentar encontrar essa agulha de ouro no meio do feno. Em algum momento pode aparecer alguém querendo fazer a diferença, mas na minha cabeça será somente mais do mesmo. E é por isso que eu criei mais uma camada de proteção à minha volta. Uma blindagem que me permite ser carinhoso, carente, atencioso, mas sem que com isso eu me sinta compelido a querer desenvolver uma relação mais séria com a pessoa.

É incongruente? Sim, com certeza. Mas uma incongruência que tem funcionado muito bem e que não tem me causado nenhuma ferida desde então.

Você pode argumentar que desse jeito nunca vou ter um grande amor. Provavelmente é verdade! Mas pelo menos eu não me privo de algo que você só quer desenvolver se estiver em uma relação séria.

Eu não tenho problema em manifestar carinho pra uma pessoa que nem sei se vai estar aqui na próxima semana. Essas coisas deviam ser feitas sem esperar que haja algo em troca. Por isso me sinto bem fazendo isso sem um relacionamento. Pq não preciso de um contrato de "eu te dou carinho mas você também precisa me dar".

Está dito. Meu desabafo saiu. Muitos não vão concordar com minha opinião e visão disso mas, e daí, não são vocês que viveram a minha vida, não sabem o que eu passei. Eu espero de vocês pelo menos o tato de perceber que nada do que vocês falarem vai mudar tudo isso que eu disse. Claro que eu enxergo exceções por todos os lados. Tenho vários amigos cujos relacionamentos são lindos. Mas com eles deu certo. Comigo não. Cada experiência é única para cada casal. Infelizmente comigo não dei sorte. Ou foi eu quem estragou tudo. Ou foram eles, BTW. Não interessa. EU SEI QUE COMIGO FOI ASSIM!

No final, sempre fui um lobo solitário. E assim será até o fim, e hoje me sinto feliz assim.

13 de jun. de 2012

Sou um kra legal, não estou te dando mole

Queria deixar muito claro isso aqui no meu blog, sabe? Eu sei que a pessoa não vai ler isso, e que a indireta vai ter um alcance muito maior do que eu inicialmente estou esperando, mas preciso falar sobre isso, para que entendam de uma vez.

Amigo, eu estou conversando com vc no gtalk/facechat/outros e estou sendo carente, querendo colo, sendo fofo e tudo, mas isso não significa que estou querendo uma relação, ok?

Meus amigos já aprenderam isso, várias pessoas que tenho conhecido nesses tempos já sacaram isso, mas alguns de vocês realmente estão misturando as coisas!

Achar vocês fofos, lindos, ter vontade de abraçar, de levar pra passear, de ir pro cinema, de sair pra jantar significa simplesmente que estou adorando sua companhia, não que estou me apaixonando.

Apaixonar pra mim é uma coisa complexa de acontecer, e quando acontece, eu sou muito aberto e falo diretamente saka? Eu já disse em posts anteriores que eu tenho asco do "Jogo", que ele não ajuda em nada, a não ser criar falsas esperanças em pessoas que não estão a fim de mim.

Eu prefiro arriscar levar um fora sendo sincero que ficar fazendo jogo de sedução e me apaixonar por algo fora do meu alcance.

Pode parecer egoísmo, mas não é. Egoísmo é vc achar que eu estou querendo algo que aparentemente só existe dentro da sua cabeça, saka?

Inclusive, se vcs fossem sinceros e dissessem diretamente (como alguns queridos fazem xD) eu responderia diretamente às suas demandas.

Agora, se nao for assim, uma hora vcs acharão esse post e ficarão se perguntando se o tiro foi pra vcs ou não. E eu digo, se vc se sentiu identificado com esse post, pode crer que sim, viu?

19 de abr. de 2012

Delusioness

Daquela coisa que a pessoa tem de procurar (e criticar) nas outras pessoas aquilo que ela têm de pior em si mesma, com medo de que aquela pessoa seja igual à ela e, no fundo, ela não aprova.