16 de jan. de 2025
Sprechen ist silbern
29 de jan. de 2017
The virtue of selfishness
"I'm bad, and that's good. I will never be good, and that's not bad. There's no one I'd rather be than me", Detona Ralph.
As vezes a gente para pra pensar sobre algumas coisas de nossas próprias vidas e nos perguntamos: "será que somos bons com as outras pessoas?" ou "será que somos confiáveis?" e isso tede a ficar martelando a cada vez que você se encontra em uma situação em que você precisa tomar uma decisão difícil.
As vezes só o que temos para poder decidir algo é nossa própria consciência, e nesse ponto se não estamos bem conosco, isso só tende a obscurecer nossa capacidade de julgamento.
Veja bem que falei de consciência, e por consciência digo saber quem nós somos e o que queremos dessa experiência de vida. E isso quer dizer decepcionar pessoas pelo caminho, pois nem todos enxergamos a vida pela mesma ótica e nem esperamos as mesmas coisas dessa experiência.
Por isso, as vezes as pessoas podem nos enxergar como pessoas más, as vezes até nós podemos nos ver assim, mas se isso é uma coisa que nós somos, é essa coisa realmente ruim?
Penso sempre que o mais importante nessa vida é ter constância na forma com que vivo a experiência mundana, e tento manter essa constância na forma com que minhas ações são projetadas.
Dessa forma, não tenho nenhum medo de admitir que não sou uma pessoa boa, mas também não me considero uma pessoa má. Na verdade a única característica que ultimamente coloco como parte da minha personalidade é meu senso de justiça e lealdade. E é através desse senso para com meus próprios objetivos de vida, com as coisas que acredito e que me guiam, que canalizo minhas energias para ajudar alguém ou pra retribuir uma ingratidão, caso veja como necessário ou pertinente.
Eu tenho várias características negativas, assim como também tenho várias características positivas, e conheço todas, pois tive todos esses anos de introspecção e meditação comigo mesmo para conhecer cada pedacinho de cada aspecto da minha personalidade mais aparente, e vários de características mais latentes, mais escondidos atrás de tantas muralhas criadas por mim mesmo para me proteger do mundo, das pessoas, da vida. Algumas dessas características uso rotineiramente e com bastante desenvoltura, outras aparecem ocasionalmente em determinadas situações (stress, felicidade), outras ainda raramente aparecem mas tendem a ser reflexo das minhas defesas internas. E também existem aquelas características que nunca foram postas à prova, mas eu sei que existem, pois eu já criei cenários mentais em que essas características foram, de alguma forma, testadas.
Isso pode parecer errático para as outras pessoas, mas para mim não é. Eu sempre sei o porquê de estar fazendo as coisas, dentro do que conheço à respeito do que estou fazendo. À partir do momento que passei a não mais julgar se algo que estou fazendo foi bom ou ruim para alguém e sim julgar se aquilo merece ser feito ou não segundo o que acredito, eu passei a fazê-lo com mais consistência, com menos dúvidas e, principalmente, com mais fé em mim mesmo.
Saber que fui consistente nessa vida é muito mais importante do que ouvir que fiz o bem para outras pessoas, pois o que os outros pensam sobre mim reflete quem eles são não quem sou eu.
23 de jul. de 2016
Fifteenless
15 coisas que eu falaria pro Eduardo de 15 anos atrás (leia ouvindo Nickelback - Photograph):
1: Fura logo essa orelha.
2: Tente ser menos esforçado, você só quer que as pessoas te notem.
3: Sabe o Toy, o Poodle, ele só quer atenção, como você. Vocês se odeiam porque vocês são muito parecidos um com o outro. Leve ele pra passear também, ele vai gostar.
4: Sabe os poucos amigos que você tem? Olhe em volta deles e você vai ver que seus verdadeiros amigos são aqueles que você ignorou todo o ensino médio.
5: Bixa, não tem nada de mal em gostar de meninos em vez de meninas viu! Esquece aquele episódio homofóbico que você presenciou na quinta série! E vou te dizer, é ótimo ser viado tá!
6: Não tenha medo de assumir que você não acredita mais em religião nenhuma! Isso vai lhe poupar muita dor de cabeça futura. Divirta-se mais pois você já sabe, lá no fundo, que a única certeza que temos nessa vida é de que temos essa vida para viver. Todo o resto é especulação.
7: Saia da biblioteca um pouquinho só, na hora do intervalo da aula. Socializar é algo que só assusta no começo. Outra coisa, brincar sozinho é legal, mas tente brincar mais com outras pessoas. No final você vai ver que você se diverte muito mais.
8: Bee, a senhora já é uma mentirosa profissional (por esconder que é gay, ateu e que joga fliperama escondido quando sai mais cedo da aula)! O que custa fingir que está gostando das festividades em família? Ninguém vai perceber! Só sorria e acene.
9: Escreva um diário. Não é coisa de menina não e você se agradecerá por anos a fio por poder olhar pra si mesmo no passado e ver como você mudou.
10: Seus professores não são carrascos, eles vêem em você o potencial que você tem e tentam te mostrar exatamente isso. Lutar contra eles, tentando provar que eles podem errar, não facilita muito as coisas viu! Todo mundo erra, até você (tapa na cara)!
11: Sabe o professor de Karatê? Não demore 2 anos pra dar pra ele. Vocês dois já sabem o que querem e esses treinos extras só são pra um ficar sozinho com o outro, admita pra si mesmo!
12: Você sente falta do seu avô, não é mesmo? Porque você não vai lá e fala com sua avó sobre isso, ela também sente muita falta dele e, assim como você, ela não admite se mostrar frágil para o mundo.
13: Sua mãe te ama como ninguém nesse mundo. Ela precisa ouvir de você que você a ama como ninguém nesse mundo, pois a decisão que ela tomou de te deixar com seus avós é como uma navalha no coração dela, mas foi para que você tivesse o melhor desse mundo! E você tem!
14: Aproveita que você gosta tanto de andar de bicicleta e vá conhecer as cachoeiras ocultas de Jataí. Você gosta de se aventurar que eu sei, e tem vários lugares secretos lindos perto da sua casa que você não teve a chance de conhecer.
15: (Tapa na cara) Lembre-se: NINGUÉM SE IMPORTA! Ninguém se importa com quem você é! Ninguém se importa com o que você acredita! Ninguém se importa com o que você gosta! Algumas pessoas sim, mas elas estão tentando te ensinar exatamente isso que estou te falando (outro tapa na cara)! Então, seja menos auto-crítico de si mesmo e você vai ver como isso simplifica tudo, de verdade!
...
Obrigado Danuta Duarte pelo número que você me deu, deu vários nós na garganta escrever isso daqui.
22 de mai. de 2016
Rediceless
Queria eu estar no lugar dela? Sim. Mas esses são outros tempos e essas águas já passaram há muito tempo.
Dentre as lembranças que tive desse crush, me peguei lembrando de conversas animadas com ele em seu quarto, falando de rpg ou de qualquer outro assunto tão empolgante quanto.
Bom, que seja muito feliz em seu casamento, de verdade.
Pra quem quer conhecer a história toda, pode ver o post Diceless.
Adendo: Segundo a Notação Internacional de Crush, ele possui as características Bonito, Sexy, Inteligente e Engraçado, totalizando um total de todas as características crushescas conhecidas.
15 de fev. de 2016
Eagerness
Antigamente, eu não conseguia fazer outra coisa senão ficar olhando todos os reviews de celulares, ou de jogos, ou de qualquer coisa que eu julgasse extremamente importante para minha satisfação pessoal naquele momento.
Hoje, eu olho para coisas que eu desejo e, por um momento, sinto um forte desejo de possuir essas coisas mas, depois de pouco tempo esse desejo passa, sem deixar nenhum sentimento de frustração, como ocorria antigamente.
Não que o desejo tenha desaparecido, mas atualmente ele não parece ser tão importante na minha vida e, como qualquer mecanismo mental, é passível de adaptação, eu acho.
Penso que, ante a efemeridade da vida humana, essas coisas passam a não fazer tanto sentido, no que tange às experiências que vamos tendo durante nossas vidas. Afinal, a única coisa que podemos dizer que é nossa de verdade são as experiências, e nem sempre esses desejos se compõem em experiências que iremos nos lembrar.
Dado isso, acho que é parte do processo de desconexão do mundo, esse processo de não ver mais graça nas coisas que não estão dentro da minha mente. Afinal, isso é a única coisa que posso falar que é meu, "et veritas" e, independente do desfecho que a vida nos dá, representa quem somos de verdade: um mundo imenso de experiências se inter-relacionando.
11 de jan. de 2016
Título
15 de dez. de 2015
Friendliness
Sabe por que gosto disso? Porque eu gosto de discutir, gosto de botar minhas opiniões e conhecimentos à prova. Isso acrescenta muito à relação de amizade.
Não significa que quem não discute comigo tem menos valor. No entanto, o que não gosto é quando o amigo não está a fim de uma discussão direta (seja ideológica, seja de conhecimento) mas fica de indireta porque não concorda com minhas opiniões. Isso me mostra quem é a pessoa e isso me deprime, principalmente porque a pessoa é amiga e tem o canal aberto pra falar abertamente comigo.
Eu solto indiretas? Eu solto indiretas, sou o especialista das indiretas, principalmente no Twitter. Mas se eu preciso falar eu falo. Se eu não me sinto confortável, eu me afasto. Se eu me sinto ofendido ou percebo que não sou desejado no círculo, eu saio de perto. Eu dou todos os sinais de como eu estou me sentindo em relação às minhas amizades.
No entanto, ultimamente não estou sabendo lidar com algumas personalidades de alguns amigos. Não sei se é minha tolerância que tem diminuído ou se são as atitudes intolerantes deles têm aumentado. Só sei que no final, estou preferindo me afastar. Já passei por isso antes e na época quem eu achava que era meu amigo, no final não era, e não foi fácil superar isso. Por isso, desde então, me prometi que não deixaria isso acontecer comigo novamente.
Isso é uma indireta? Com toda certeza do mundo! Mas diferentemente das indiretas ofensivas, essa é mais uma indireta desabafo. Queria que quem visse esse post e se identificasse, soubesse que é assim que estou me sentindo em relação a alguns de vocês.
P.S.: Post do passado não tão distante.
28 de out. de 2015
Valedictionless
Eu não sou uma pessoa muito boa em despedidas, mas é preciso escrever!
Como alguns de vocês já sabem, esses são meus últimos dias de IFTO. Na próxima semana devo estar embarcando para Curitiba, para o IFPR. Foram nove anos de experiências maravilhosas que tive aqui no IFTO e de todas as coisas que me aconteceram aqui, as melhores foram as pessoas com quem eu convivi e que se tornaram muito minhas amigas (e algumas até confidentes e companheiras de fofocas e padrinhos de casamento).
Várias pessoas vieram e se foram nesse período, e agora é minha vez de ir embora. Vou ficar com muitas saudades de todo mundo, pois aqui nos tornamos uma família! E como família, é necessário as vezes partirmos para novos rumos, novos desafios e, porque não, novas aventuras, pois da mesma forma que eu vim - na aventura - eu me vou. Será que é o melhor lugar do mundo? Será que é melhor que Palmas? Eu não sei, mas só através dessa experiência poderei dizer. Mas posso afirmar com certeza que vir para o Tocantins foi uma experiência e um aprendizado incrível na minha vida, que vou levar para sempre comigo, junto com todos os colegas queridos com quem interagi nesse tempo todo!
Fora do trabalho, também conheci muitas pessoas em Palmas. São vários amigos que fizeram com que minha convivência aqui na cidade fosse um pouco menos solitária. Fiz muitos amigos que vou carregar para a vida e que quero ver novamente em um futuro próximo!
E pra dar uma contextualizada, vou citar meu querido Bilbo Bolseiro, na sua festa de aniversário e de despedida:
"Primeiramente, para dizer a vocês que gosto imensamente de todos, e que onzenta e um anos é um tempo curto demais para viver entre hobbits tão excelentes e admiráveisSenhor dos Anéis - A Sociedade do Anel. TOLKIEN J.R.R.
...
Eu não conheço metade de vocês como gostaria e gosto de menos da metade de vocês a metade do que vocês merecem"
Como aluno e como servidor do IFTO, eu me sinto orgulhoso de ter contribuído para o crescimento desse campus, de Palmas, do Tocantins (e por que não, do Brasil). Vou sentir muita saudade de muitas pessoas aqui!
E pra finalizar, mais uma citação do meu escritor preferido! Eu vou embora com aquela sensação de felicidade, de ter feito a minha parte para o bem maior e na espectativa da estrada nova que começa embaixo dos meus pés!
A Estrada em frente vai seguindoSenhor dos Anéis - A Sociedade do Anel. TOLKIEN J.R.R.
Deixando a porta onde começa.
Agora longe já vai indo,
Devo seguir, nada me impeça;
Em seu encalço vão meus pés,
Até a junção com a grande estrada,
De muitas sendas através.
Que vem depois? Não sei mais nada.
Meu muito obrigado a todos! Nossa caminhada juntos se encerra aqui, mas nem eu nem vocês deixarão de caminhar em direção às sendas que todos nós escolhemos para nós mesmos, para alcançarmos a iluminação, e buscarmos o significado da vida, do universo e tudo mais!
Obrigado por tudo IFTO!
28 de jun. de 2015
Beetleheadness
27 de jun. de 2015
Self choose Prideness
Cada um devia poder decidir o que fazer e o que mostrar, já que é na pluralidade que vivemos, e não em um mundo preto-e-branco. Não é à toa que a bandeira LGBT é multicor. Pensem nisso.
"O dever é uma coisa muito pessoal; decorre da necessidade de se entrar em ação, e não da necessidade de insistir com os outros para que façam qualquer coisa." Madre Teresa de Calcutá
Segundamente, estou vendo todos muito felizes com a decisão dos EUA no que tange a definição, a nível territorial, do casamento igualitário e todas as mídias mostrando e comemorando essa luta.
Eu achei extremamente válida a comemoração, mas lembro de ter visto ninguém comemorando dessa forma quando os Países Baixos aprovaram, em 2001, ou a Bélgica (que se tornou o segundo país a fazê-lo) em 2003. Ou da França, em 2013.
Até o da Irlanda, país onde até pouco tempo a Igreja Católica tinha peso na política, teve um referendo que modificou sua constituição duas vezes, para deixar de considerar homossexualidade como crime e a aprovar o casamento igualitário, e eu não vi tamanha comoção.
Gente, são só os EUA.
O motivo desse TL;DR é pelo fato de que ainda, em nosso país, há uma luta pela frente.
O casamento igualitário no Brasil ainda não é amparado pela Constituição Federal e pelo Código Civil, sendo somente permitidos por meio da Ação Direta de Constitucionalidade nº 4277 e da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental nº 132 do Supremo Tribunal Federal, julgadas em 2011, que estenderam o conceito de unidade familiar, deram direito erga omnes àqueles que queriam se unir civilmente e, posteriormente pela Resolução do CNJ que obrigou os cartórios a celebrar o casamento e a conversão da união estável em casamento civil.
Os que já se casaram sob essa chancela estão protegidos pelo direito adquirido, mas pode a qualquer momento ser revogado pelos mesmos órgãos que se fizeram julgados, impedindo que novas celebrações possam ser feitas.
Então, com o mesmo afinco que comemoramos a decisão da Suprema Corte dos EUA, vamos trabalhar na nossa própria Constituição e mostrar que esse símbolo que todos estão usando seja instrumento para a melhoria do nosso país, que tanto têm sofrido nas mãos daqueles que estão no poder.
E, por último, "This way or the highway" não deveria ser uma filosofia de vida. Só acho.
1 de abr. de 2015
Diceless
Esse post faz parte da aclamada série "Fantasmas dos Verões Passados", com a diferença que esse mereceu um tratamento especial por ter durado tanto tempo na minha vida. Para quem quiser ler as histórias anteriores, os links estão no fim do post.
Separe a pipoca, a coca-cola e o sal pois é diversão garantida, para toda a família!
Amigos, outros "amigos" e o maior Fantasma de Todos os Verões Passados
WARNING: Any resemblance to persons living or dead should be plainly apparent to them and for those who know them, especially if the author has been kind enough to have provided their real names, which is not the case. All events described herein actually happened, though on occasion the author has taken certain, very (veeeeeeeeeery) small, liberties with chronology, because that is his right as a Human Being.
Tudo começou em um dia típico no interior de Goiás. O ano, 1998, segundo ano do ensino médio. Nessa época, eu estudava de manhã e estagiava no recém criado laboratório de informática.
Lá estava eu, perdido em buscas aleatórias na recém instalada internete quando chega esse kra que tinha ficado sabendo que eu tinha baixando um vídeo (via Napster) mixando várias versões de Final Fantasy com uma música de uma banda de metal melódico e veio me pedir uma cópia do mesmo. Eu disse que não tinha CD para gravar mas que se ele trouxesse, eu gravaria no computador da coordenação do laboratório. Ele era mais ou menos da minha estatura, gordinho, com uma cara de pitboy e usava roupas com estampas militares. Não preciso dizer que havia sido paixão à primeira vista né? Ele se chamava Mateus.
Engraçado que nessa época eu não admitia que eu sentia algo pelo Mateus, mas da visão que tenho de hoje, era isso que eu sentia. Para mim era pura e simples empolgação e até cheguei a negar pra mim mesmo que eu estava gostando dele (eu não lidava bem com meus sentimentos e conflitos, longa história).
No outro dia, ele apareceu para pegar o vídeo e veio com um outro amigo, o Alessandro, e aproveitou pra pegar algumas músicas que eu já tinha baixado. Enquanto eu gravava o CD nós ficamos conversando sobre aleatoriedades e no final da conversa, eles me chamaram para conhecer o grupo de reeducação postural global (o famoso RPG) que eles frequentavam.
Passado algum tempo, eu já me considerava do grupo. Eram várias pessoas que participavam dos encontros. Tinha o Hernán Cortez, muito gente boa; o Maurílio, ligado com os lances punks straight edge; o Denício, que era o kra do linux, na época que linux era uma coisa de nerds nível asiático; e o Nheengatu (que é um nome tupi e talz), irmão do Mateus e o integrante mais novo do grupo.
Era divertido sair com esse pessoal. Eu não era uma pessoa muito conhecida na escola, exceto pelo fato de ser o CDF número dois da minha sala (admito, a CDF número um era a Eva Aline, irmã do Alessandro e sempre achei ela mais inteligente que eu em matemática e física, as matérias que eu dominava de letra). A gente fazia umas loucuras tipo sair correndo e pular na cerca da escola, pular nos postes de sinalização e fazer poledance (inclusive em uma dessas ocasiões o Alessandro conseguiu arrancar o poste, no sempre presente azar de corpo fechado dele) e nos chamarmos por nomes e raças de livros como Senhor dos Anéis.
Eu sei que muita da minha motivação em estar perto deles era para estar perto do Mateus. Eu achava ele legal, engraçado, irônico mas ignorava sumariamente os seus defeitos, como a arrogância, o orgulho e o seu nítido senso de superioridade sobre as outras pessoas. Afinal, no fundo eu gostava dele, daí eu anulava esses "pequenos inconvenientes".
Passado algum tempo, o Maurílio e o Denício se afastaram do grupo. Na verdade, o grupo se dividiu por conta de alguma treta entre o Mateus, o Nheengatu e o Denício e eles acabaram por pular do barco. Eu e o Hernán continuamos no grupo, que depois dessa Cisma se tornou a Sociedade do Personagem Desbalanceado (ou SPD).
Nesse período, várias outras pessoas passaram pelo grupo e não ficaram muito tempo. Em especial o Ueide Filho, o Valdir, o Karl Marx, o Bilbo Bolseiro, o Rodrigo (que tinha esse nome pois seu derrière é enorme e tinha vida própria, segundo os contos mitológicos) e o Tonhão. Deles, só o Ueide Filho acabou continuando. Outro que passou pela SPD e saiu pouco tempo depois foi o Amarildo, que fez uma das melhores histórias de RPG que já joguei, toda cheia de zoeira e brincadeiras e que não agradou muito o refinado gosto da tríade (esse era o nome que eu dei para o Mateus, o Nheengatu e o Alessandro, por serem os principais e mais visíveis integrantes do nosso grupo de reeducação postural global).
Foi nessa época que eu comecei a sentir que ocasionalmente os meus amigos da SPD pareciam não me querer na sua companhia, já que as vezes saiam pra fazer as coisas e não me chamavam ou marcavam sessões de reeducação postural global secretas. Eu achava que era porque eu tinha começado a trabalhar no estágio e por isso tinha menos tempo pra poder dedicar a eles. Pra mim tudo bem, a gente passou a se ver mais à noite e nos fins de semana. Foi também nessa época que o grupo novamente teve um crescimento, quando o Lagartixa, o Danielzim (primos de Alessandro), o Petit Lait e a Micaela entraram no grupo (no entanto o Petit Lait e a Micaela também não ficaram muito tempo).
Uma coisa pelo menos salvava essa sensação de isolamento. Eu sempre andei à pé na cidade (Alessandro morava pra lá da baixa da égua) e muitas vezes o Lagartixa, o Alessandro e o próprio Danielzim me buscavam ou me levavam para os lugares onde estavam todos. Alessandro ainda era o único que eu ainda via se lembrando de me chamar para os eventos de grupo.
Um dia, o Valdir e o pai dele abriram uma Cafeteria com Acesso à Internet e o Alessandro pouco tempo depois começou a trabalhar por lá. A gente meio que passou a se encontrar com frequência na cafeteria, que acabou se tornando meio que nossa sede de operações. Nesse período, eu tinha "terminado" o meu curso técnico e estava fazendo faculdade e tinha muito tempo à tarde para ficar por lá. Apesar de conversar muito com Mateus, Nheengatu e principalmente com Alessandro (que à essa altura era meu melhor amigo à época), sempre ficava sentindo que algo estava errado. Mas novamente, eu ignorava porque eu gostava de Mateus e nessa época eu queria ficar perto. Eu já tinha percebido que eu tinha essa atração pelo boy, mas não tinha coragem de chegar e falar pois ele frequentemente afirmava sua aparente heterossexualidade para todos que estavam próximos (não que eu achasse que ele fosse guei, mas era tremenda a semelhança do seu comportamento com o meu processo de esconder dos outros a minha pessoa).
Eu sei que esse período da cafeteria foi muito bom para expandir meu círculo de amizades, que nunca foi muito grande. Jogando Warcraft III com o Diogo e seu irmão, Adriano e jogando Command & Conquer Generals com a minha amiga Max Caulfield, passei a me integrar em outras turmas e a começar a perceber a dicotomia entre estes grupos e o até então meu único grupo de amizades. Foi assim que eu conheci melhor várias das pessoas que passaram pela SPD e que acabaram não ficando no grupo.
Nessa época, tínhamos sessões de reeducação postural global todos os finais de semana e ficávamos horas revisando nossas posturas, escritas em fichas de personagens. Eu frequentemente levava lanches ou dividíamos entre todos o valor das coisas. Eu sei que foi nessa época que o Hernán saiu do grupo. Ele já não vinha aparecendo com muita frequência pois era frequentemente alvo de bullying por parte de Nheengatu e um dia ele não engoliu a zuação e resgatou sua dignidade de volta. Estava livre da "zoação educada" do grupo, que todos apoiavam, desde que não fossem com Mateus e Nheengatu. Foi também concomitante a esse período que eu comecei a frequentar a casa do Diogo e do Adriano e a ficar horas conversando besteira ou vendo os dois jogarem videogame (nunca fui muito fã de jogar, mas sempre gostei de assistir os outros jogarem, vai entender) e enchendo o saco do Rodrigo ou desafinando o violão do Diogo.
Foi mais ou menos por volta dessa época que algumas coisas começaram a mudar na sociedade. Nheengatu, Mateus e Ueide Filho começaram a frequentar academia e a usar aqueles produtos saudáveis que servem para melhorar o desempenho físico (e que fazem com que o homem possa ter a experiência da TPM feminina) e aquela imagem que eu tinha do Mateus começou a ruir. Eu achava ele bonito pelo que ele era, e o que ele estava se tornando (fisica e psicologicamente) meio que estava quebrando o encanto da coisa toda, sabe como é.
Também foi essa a época que passamos a frequentar uma sorveteria no centro da cidade e que os primeiros casais começaram a se formar. Lagartixa tinha sua namorada, Alessandro e Nheengatu saíram da faixa virgem da nerdisse, Ueide Filho começou a chamar a atenção das meninas e Danielzim se transformava no José Meyer de Jataí. Enquanto isso, Mateus se mantinha impassível, e ninguém sabia dizer se ele tinha namorada ou não.
Eu sei que algum tempo depois o grupo começou a se separar, já que tirando eu que já estava na minha faculdade de
A coisa engraçada é que a sensação de que eu era sempre deixado de lado simplesmente desapareceu. Eu sempre estive acostumado a correr atrás dos meus amigos, tentando alcançá-los em uma corrida que eu não entendia qual era. Quando ocasionalmente a sociedade se juntava, nas férias, a gente se juntava para botar o papo em dia, para tentar fazer nossas fichas de reeducação postural e divertir, mas eu não sentia realmente me divertindo. Eu meio que me sentia deslocado, cada vez que um feriado se aproximava e a turma se juntava novamente.
Um dia foi a minha vez de me mudar de Jataí. No meu caso eu passei em um concurso lá na casa da peste, vulgo Palmas, e acabei me afastando de todo mundo por um tempo. No entanto, sempre ia pra Jataí nos feriados longos (afinal, eu gastava 15 horas de viagem, não dava pra ir todo fim de semana) e combinava de visitar todo mundo pra rever as amizades. Foi nessa época também que eu saí de meu casulo e virei uma linda borboleta, oops história errada... Foi nessa época que eu saí do armário e assumi para o mundo que eu sou guei. Alguns amigos me deram uma força enorme, em especial o Diogo e o Rodrigo (e todos os frequentantes da casa do Diogo). Eu me senti muito à vontade de me abrir a eles e essa experiência positiva me deu forças para expandir o nível da saída do armário.
Foi quando contei para os membros da SPD que o nível de deslocamento cresceu a níveis estratosféricos. Lagartixa e Danielzim ficaram sem saber como reagir, mas isso é normal (e aconteceu com todo mundo) e tempos depois ficaram sussa. Alessandro aproveitou o momento e fez umas piadinhas (mas esse era o Alessandro) e pra mim foi tipo "Massa mano, vamo jogar", Nheengatu achou engraçado e meio que não fez diferença na vida dele, mas o mais estranho foi saber que Mateus tinha tido uma reação bem tensa ao saber da informação. Eu fiquei chateado com ele (um pouco porque eu tinha tido essa paixão adolescente por ele) e isso fez cair por definitivo toda a mágica em torno dele. Foi nessa época que eu comecei também a reavaliar todas as minhas amizades e a ver quem era cada um na visão de antes e na visão de agora.
Vou dizer que eu acabei descobrindo tarde demais que os meus amigos mais amigos e mais verdadeiros e mais preocupados comigo (da mesma forma com que eu me preocupo com eles) eram aqueles que eu passei uma vida ignorando, pelo fato de eu ter essa paixão platônica pelo Mateus e por isso me induzir a fazer parte de um grupo de amigos que não eram todos tão meus amigos assim (exceto o Lagartixa, o Danielzim e o Ueide Filho e o Alessandro, que eram as exceções à essa regra).
A mensagem que quero passar com esse post é: não seja amigo de alguém só porquê você têm um amor platônico pelo boy. De um jeito ou de outro você vai acabar se fodendo (e nem sempre pelo boy).
...
Ironias à parte, escolhi o dia de hoje para postar pois sabe com é né? Primeiro de Abril, ótimo pra contar sinceridades como se fossem mentiras e para contar mentirinhas como se fossem coisas verdadeiras. Daí, deixo a vocês decidir se a história é verdadeira ou se é zoeira. É muito bom ser mau, né?
Mentira, é tudo verdade! MUAWAWAWAWAWAWAWW!
No começo do post eu citei outros textos e só se você tiver coragem e paz de espírito suficiente que eu recomendaria a leitura. Mas vai lá, lê, é legal, não têm porn: "Fantasmas de Verões Passados" e "Outros Fantasmas de Verões Passados"
29 de set. de 2014
Nothing about yourself
As vezes fico pensando em quem sou hoje e em quem as pessoas são. Eu tenho uma vida diferente, eu penso diferente, eu reajo diferente. No entanto, sempre têm aquele sentimento de que eu queria ser outra pessoa, queria ter sido alguém que eu acreditei que eu seria, muitos anos atrás.
19 de jul. de 2014
Expectationless
9 de jul. de 2014
Adiós
7 de mai. de 2014
Sobre Passados, Presentes e Futuros
Por isso, se eu tenho a oportunidade de me redimir de assuntos diretos ou indiretos que um dia fui responsável ou de alguma forma tive de lidar ou tomar uma decisão, e esses assuntos não são impossíveis/improváveis de serem resolvidos, o fato de resolvê-los vai me deixar bastante feliz pois mais um fantasma terei tirado daquele grande poço (estilo O Chamado) que possuo no fundo da minha mente.
Sei que para muitas pessoas, esses assuntos as vezes são triviais ou nem mesmo são problemas, mas eu não gosto de deixar essas coisas não resolvidas. Pra mim, isso mostra que eu dou valor às pessoas envolvidas.
16 de abr. de 2014
Sobre Spoilers, Murais e Conversas Intimistas
Em toda comunicação entre duas (ou mais pessoas) existem quatro componentes principais: Emissor, Receptor, Mensagem e Meio. E a forma como a comunicação é feita depende principalmente do Meio, que define métodos e protocolos de comunicação, a fim de estabelecer que a mensagem emitida seja recebida (ou descartada). Diversas teorias foram desenvolvidas para tentar explicar essa relação dos agentes comunicativos, mas isso não vem ao caso. O que importa de verdade é a característica intrínseca dos meios de comunicação, e isso têm total impacto na forma como a comunicação se dá.
Primeiramente, existe o que podemos chamar de comunicação bidirecional. Na comunicação bidirecional, tanto receptores quanto transmissores interagem uns com os outros no processo comunicativo, podendo haver interrupções ou troca de papéis entre os elementos participantes. Isso é o que podemos definir como "comunicação intimista".
Neste tipo de comunicação, todas as pessoas envolvidas sabem aproximadamente qual o estado das outras em relação à conversa, interagindo diretamente com os outros participantes, permitindo um dinamismo na forma como a mesma é conduzida.
Em segundo lugar, existe a comunicação unidirecional. Na comunicação unidirecional, os transmissores e os receptores não interagem entre si durante o processo comunicativo. Os transmissores simplesmente transmitem a mensagem ao passo que os receptores só podem receber a mensagem ou descartá-la. Isso é o que podemos definir como "comunicação de mural".
Nesse tipo de comunicação, normalmente as pessoas que estão enviando a mensagem não têm como saber o estado atual das pessoas que irão receber a mensagem, dado o fato que não existe uma ligação entre receptor e transmissor, exceto através do meio comunicativo, que pode definir ou não protocolos de interação. Quem fala não têm como saber se foi ouvido e se quem ouviu tinha conhecimento ou não do conteúdo da mensagem.
Twitter, Facebook e os Murais Sociais
A maioria das pessoas que vejo por aí usando redes sociais têm uma visão estranha da forma como as informações fluem na rede. Essas pessoas se esquecem que os transmissores são quase sempre ignorantes ao conhecimento prévio dos receptores. Isso está relacionado à característica unidirecional da rede e do fato de que as redes se comportam como murais onde as pessoas botam coisas que lhes interessam para que outras pessoas possam ler (ou não).
Voltando ao contexto dos spoilers, existe toda uma nebulosidade em torno desse assunto, já que ele está relacionado ao estado específico em que o transmissor sabe de algo que o receptor não sabe, e transmite uma mensagem com o conhecimento relacionado.
Na minha visão, as opiniões de ambos os lados são totalmente irrelevantes, pelo fato de as redes sociais provirem meios de evitar que tais problemas aconteçam. Pessoas que reclamam de spoilers podem simplesmente remover a assinatura de posts de uma determinada pessoa / grupo e da mesma forma transmissores podem selecionar quais são as pessoas / grupos que irão receber suas mensagens.
Minha Conclusão
Se a pessoa realmente considera que toda a experiência midiática é destruída ao ler um spoiler de um qualquer no Facebook ou no Twitter, deveria evitar seguir as publicações de pessoas que têm propensão a soltar spoiler na timeline. A maioria das pessoas que soltam spoilers NÃO ESTÃO FAZENDO ISSO pelo sarcasmo de ver as pessoas ficando irritadas por ler um spoiler (o que não é meu caso hehehe) mas pela possibilidade de exprimir suas experiências com outras pessoas, que é o intuito primário das redes sociais na minha visão sociopolítico-econômica das coisas.
1 de mar. de 2014
Outros Fantasmas de Verões Passados
WARNING: Any resemblance to persons living or dead should be plainly apparent to them and for those who know them, especially if the author has been kind enough to have provided their real names, which is not the case. All events described herein actually happened, though on occasion the author has taken certain, very (veeeeeeeeeery) small, liberties with chronology, because that is his right as a Human Being.
Desde o último evento, narrado no post Fantasmas de Verões Passados (e concluído no post Triangle) ainda houveram algumas coisas que aconteceram antes da fatídica (e maravilhosa) noite da caipiroska (e outras que havia esquecido de citar na cronologia anterior).
A.C.
Homem da Mão Mágica
Olha, acho que nunca me senti tão assustado nessa vida quanto esse encontro que tive com essa pessoa em especial. Tudo ia extremamente bem entre a gente, até que ele começou a demonstrar seus dotes com as mãos, especificamente com os dedos. Olha, no começo estava muito interessante, até que no processo, ele achou o ponto XT615 (vulgarmente conhecido uma glândula exócrina tubuloalveolar situada na região inferior da bexiga de mamíferos machos) e fez uma massagem que gerou um aumento tão abrupto da intensidade de ocitocinas, dopaminas, feromônios e outros neuropeptídeos de fenda sináptica que eu fiquei com medo do que estava acontecendo. Só sei que depois disso eu fiquei vários dias pensando sobre o que havia acontecido ali. O cara realmente é bom no que faz.
D.C.
Homem de Deus do BP Uol
Foi muito interessante descobrir que ainda se podia achar pessoas dispostas a nada mais do que um papo inteligente (e sem pretensões) no Batepapo Uol. Na verdade rolou umas coisas MUUUITO interessantes depois mas a minha vibe e da dele eram diferentes. Eu não queria me envolver e ele estava interessado em encontrar alguém especial (não naquele momento, claro). Hoje somos amigos e o mesmo papo inteligente de antes se manteve.
Músico do Palco do Palmas Shopping (e de outros eventos Palmenses)
Na sinceridade, acho que nunca tinha visto um mix tão eclético de personalidades, e tão bem harmonizadas em uma mesma pessoa. Singelo, safado, carinhoso, fogoso, educado, dominador, preocupado, intenso. Me senti tendo tido 1239872 noites em uma só! E ainda, no outro dia, foi educado e ainda me convidou pra sair com seus amigos. E tudo isso funcionando dentro do acordo prévio de que era só uma "Night without Regrets". Ficou marcado como um dia memorável, até a segunda noite, que não foi mais tão legal (acho que ainda era eu e meu antigo comportamento "No máximo 2 saídas por pessoa"). Ainda sim, foi bem acima da qualidade média dos encontros que tive.
O Retorno de Jedi (ou Parte 3 do último evento de Fantasmas de Verões Passados)
Engraçado como as vezes a gente não percebe a outra pessoa, sabe? Não estou sendo ingrato, pelo contrário! Só que eu não soube ler os sinais até muito tempo depois (na verdade, tiveram de me contar). O caso é que depois de ter acontecido tudo o que aconteceu, eu tive a idéia de ir visitar esse amigo (A.K.A. Bob do post Triangle) depois que as coisas se acalmaram do lado dele. Marquei a viagem para o fim do ano para ver alguns amigos de São Paulo (e em especial para vê-lo). Algo havia de diferente mas eu não sabia o que era. Fomos para o reveillon eu, seu pai e o ex-noivo dele para a confraternização do Santo Daime, que ia acontecer na virada do ano. Até aí tudo bem, nada de muito estranho afinal a gente ainda não se conhecia muito bem. Uns dois dias depois nós dois saímos para dar uma volta na Paulista, o acompanhei para comprar roupas, enquanto eu estava com aquela sensação de que ele se defendia muito. Ok. Daí, outro dia chamei outro casal de ursos que eram muito meus amigos para sair para comer rodízio de japonês na Liberdade, e nesse intermeio eu convidei o rapaz, que infelizmente não apareceu. Seu pai foi então comigo e tivemos um dia excelente nós quatro. No retorno para a casa onde eu estava (que era na verdade a casa onde seu pai morava em São Paulo) deixei as minhas defesas caírem e eu entrei em uma depressão por conta de ter muita coisa na minha cabeça. Mas não se preocupem, eu melhorei depois disso pouco (bem pouco) tempo depois...
Nota do autor: Ele estava na defensiva pois não havia muito tempo que ele tinha conhecido uma pessoa de São Paulo mesmo e que estava gostando muito dela. Eu não sabia disso, por isso fiquei me sentindo largado na medina. Mas quando fiquei sabendo dessa parte da história eu fiquei bastante feliz por eles dois, pois ainda tinha um carinho pelo primeiro e tão importante quanto, a pessoa que ele estava gostando também era alguém que eu conhecia e por quem eu tenho até hoje uma admiração muito grande!
Contiua no próximo episódio...
P.S.2:
B.C. a.k.a Before Closet.
A.C. means After Closet.
P.S.3: Da aclamada série "Posts do Passado Distante". Agendado no Carnaval de 2014.
21 de fev. de 2014
Nightswatchness
- Jogando RPG na casa do Danilim;
- Fazendo trabalho da faculdade na casa do Adelir;
- Corujão na Lan house do Valdinei (2 vezes);
- Na praça da 605 Sul com Milla, May e cia;
- Num luau com o povo do Twitter de Palmas;
- Na casa da Mel, bebendo e assistindo filmes;
- Na casa da Mel com o irmão dela deitado no outro sofá, só de cueca, bêbado, se insinuando pra mim (como dormir assim);
- Em São Paulo, jogando Magic: The Gathering com Wagner, Dudu e Thiago;
- Em São Paulo, jogando jogos de Wii com Wagner, Dudu e Thiago;
- No aeroporto, por causa de um surto psicótico que me fez ir pra lá 10h antes do vôo;
- Quando o pessoal da Woof Brasil se encontrou pela primeira vez em São Paulo, e ficamos comemorando na casa do Tiw (morr) até o amanhecer; (Bem lembrado morr)
- Sentado na praia, em Florianópolis, enquanto eu, Andrew e a Novinha passamos a noite tomando banho de mar e estávamos esperando o sol nascer (foi lindo, mas ninguém bateu palmas).
Essas foram as vezes que me lembro de ter virado a noite acordado. Se esqueci de alguma, sintam-se à vontade de registrar em comentário!
19 de fev. de 2014
Fantasmas de Verões Passados
WARNING: Any resemblance to persons living or dead should be plainly apparent to them and for those who know them, especially if the author has been kind enough to have provided their real names, which is not the case. All events described herein actually happened, though on occasion the author has taken certain, very (veeeeeeeeeery) small, liberties with chronology, because that is his right as a Human Being.
B.C.
Homem de Deus
Só queria dizer que perdôo você. Perdôo no sentido de que hoje entendo as suas frustrações e sua sina. O que as pessoas acham que você fez é bem diferente do que você realmente fez. Só fique em paz. Sério.
Servidor da Limpeza Pública
Olha, não sei o que dizer sobre você. Rolou uma química legal, mas sua paranóia de ir na minha casa todos os dias e bater na janela dizendo que queria me ver aquela hora me fez realmente me afastar de você! Me desculpe, mas é verdade.
Professor de Karatê
Foram tempos bons, viu? Tudo bem que foi uma vez só e depois tanto eu quanto você ficamos só na defensiva e no final você acabou se mudando pra Rio Verde, e eu saí da turma de Karatê. Aprendi algumas coisas interessantes nessa época.
Colega de Faculdade
Foi tudo tão rápido, tão intenso, tão arriscado! Até hoje me arrependo de ter mentido pra você pra não sairmos mais uma vez. Nessa época, eu raramente saía com alguém mais de duas vezes. E com você, foram três!
Advogado do UOL
Aquele seu escritório com chão de carpete na garagem da casa da sua mãe me faz pensar, hoje, em quão esquisito você é! Naquela época eu não vi nada disso, só o carpete no chão mesmo.
Veterinário
Lindo, engraçado, cheiroso, charmoso (pra um peão - o que eu adoro). No entanto amigo, você foi a coisa mais fria e mais frígida que já encontrei na vida. E você perguntar por que eu não fiquei "túrgido" na hora contribuiu para a sua total falta de tato para a coisa. Ahh é, era sua primeira vez. Não era a minha. Mea culpa.
Homem da Bermuda Azul
Chegar em Palmas e dar de cara com você no banheiro da rodoviária foi pobre. Mas, né? Quem nunca fez loucuras nessa vida? Ainda mais com alguém de botinas e uma bermuda azul de jogar pelada na terra. O importante é que você serviu como base para, muitos anos depois, eu cunhar a expressão "Maranhense-Magya®".
Deputado Fazendeiro
Só uma coisa: ir pra sua fazenda depois de te conhecer foi muito bom. Mas perguntar meu nome uma vez e ainda errar depois da segunda vez foi difícil de aceitar. E assim, nem todo mundo gosta de fazer 128731687 vezes durante o fim de semana em todas as partes da fazenda. Eu pelo menos não (a quantidade e não os lugares, pois são lindos)!
Tio do UOL
Olha, raridade você viu! Admito que você quase foi meu primeiro namorado, se um dia você não tivesse aparecido no shopping com sua esposa e seus três filhos. Não que me importasse com o fato de você ter uma esposa (pois isso nunca me impediu de ter rapidinhas) mas eu realmente achei que ia rolar algo ali. Depois disso, acho que foram só mais umas duas vezes e nunca mais nos vimos. Mas pelo menos o livro de gramática indígena eu gostei de ler, apesar de não entender muito dele.
A.C.
Rapaz do Primeiro Beijo
Eu minto pra todo mundo falando que você foi a primeira pessoa que beijei na vida. Não, não é mas você está no top 3 primeiros beijos. O professor de karatê foi o primeiro e o tio da uol foi o segundo. Mas sabe como é, foi o primeiro beijo depois de eu sair do armário, debaixo da marquise do ponto de ônibus da avenida Teotônio Segurado. E você até ganhou um poema (creeeeeeepy). Só me desculpe por ter sido meio stalker, não queria ter assustado você.
Professor Loucura
Na boua, que química louca essa que rolou né? Só que seu surto psicótico super sayajin (IT'S OVER NINE THOUSAAAAAND) depois de só um único encontro e por conta de eu não ter ligado durante a viagem do coral e depois ter decidido não ir de encontro a você (por estar cansado e querer cama) realmente me assustou cara (e a meus amigos mais ainda)!
Moço da Ubanda
Meu primeiro namorado! Bem, foi meio aos trancos e barrancos né? Mas funcionou por alguns meses. Tudo bem que ambos eram pâmelas e que eu tinha esquecido de te convidar pra um sabbath (na época era wiccano) e que segundo você eu me vestia melhor pra ir pro coven que pra sair com você e ... Tá ok, não funcionou. Só preciso dizer mais uma coisa: A logo que você fez pra mim, eu realmente não gostei, achei com detalhes demais.
Dentista Dotado
Olha, não tenho nada a comentar exceto o fato de que nunca tinha visto algo com calibre suficiente pra minha mão nem fechar em volta. Se eu surtei? Claro, fiquei com medo! Eu gosto de pequenos, não de grandes. Um amigo de São Paulo, se soubesse de você, teria vindo de teleporte pra conhecer você!
Tio Importante de Algum Órgão do Estado que eu não posso dizer qual é
Acho que foi a pessoa com quem mais me relacionei (mesmo você sendo casado e a gente tendo um acordo de que era algo sem sentimentos) até hoje. Foram anos de encontros às escondidas. Foi divertido enquanto durou.
Professor Loucura Parte 2
Sabe como é a vida né? O mundo deu voltas e voltei a ficar com você. Dessa vez, a gente começou a namorar e talz mas convenhamos, nunca deu certo nem daria. Sabe por quê? No fundo, mesmo gostando de você, conviver com sua personalidade era extremamente cansativo. Eu sempre me sentia pisando em ovos, já que você se ofendia facilmente. E sua melhor amiga não ajudava muito, mesmo você fazendo o possível pra evitar isso. Internamente eu contei os dias até sua viagem e, como você já sabe, eu fiquei com o tio importante ainda no mesmo dia, pra poder conversar com alguém sobre isso. Se de perto não dava certo, de longe daria menos ainda. Eu só aceitei a sua proposição, lá no aeroporto, pois eu era fraco pra dizer não. Tivera eu dito não no aeroporto e evitado os problemas que vieram a seguir. Pelo menos uma coisa de boa tirei dessa história: consegui acabar com a minha compulsão patológica por mentir.
Astrólogo de São Paulo
Você sabe, tudo começou online e tudo terminou online. Teve o episódio do término com o Professor Loucura por telefone que ele queria que eu passasse o telefone pra você e eu não deixei e nos divertimos bastante nesse fim de semana que você esteve aqui. As inúmeras viagens a São Paulo que me fizeram apaixonar pela cidade e seus amigos, que passaram a ser meus também (nem todos, BTW). Pena que eu ainda tinha alguns problemas com compulsão e a primeira mentira que eu inventei ao acaso para você (pra não parecer que eu era um loser que ficou em ksa numa sexta à noite) foi a ferida que nunca tinha cicatrizado. Sei que relacionamentos se constroem em cima de confiança, mas eu ainda não tinha tanta confiança em mim mesmo. Mas teve também o fato de nosso amigo em comum ter terminado com outro amigo em comum, que gerou uma confusão muito grande. Afinal, dava certo? Até dava, desde que não houvessem influências externas (o que haviam, por parte de vários de seus amigos que não eram comuns e amigos meus que não eram comuns também).
DJ de São Paulo
Agradeço a sua disposição em me oferecer apoio e suporte desde antes do fim do namoro com o Astrólogo de São Paulo. Claro que depois rolou uma coisa legal entre a gente, mas nunca te contei que eu sentia de verdade pois você tinha passado por situação parecida. Hoje somos amigos mas acho que você nem imagina que eu tive sentimentos por você àquela época né? Então, é isso!
Ariano Psicótico (não confundir com Ariano Fortalezense)
Foram momentos intensos viu! A gente se conheceu, teve momentos de conversas muito fodas, trocamos fotos, skypeamos, brigamos feio um com o outro, tivemos nossa primeira DR, brigamos de novo e então tivemos nossa segunda DR e finalmente terminamos. Seria algo completamente plausível se isso não tivesse acontecido no intervalo de 3 dias né? Você conseguiu ser mais neurótico que o Professor Loucura! Na boa, tudo bem que dizem que arianos são apressados, mas isso fugiu às raias do absurdo! Acho que só aconteceu assim pois você é (era) o kra mais bonito do meu círculo de pessoas que eu conhecia na época e eu desliguei um monte de mecanismos anti-surto.
Conclusões
Verões passados, verões passados. Não estão todos, mas estão os mais importantes. É bom relembrar dos verões passados! A gente percebe que viveu lembrando dessas coisas, de cada momento que passamos na nossa vida! E por que estou escrevendo isso? Eh por que estou provavelmente pra entrar na próxima furada da minha vida. Vou resumir a história pra vocês ...
Casal de São Paulo
Eu conheci esse kra, que é fascinado pelas pessoas que trabalham num blog que eu participo. Começamos a interagir e esse kra começou a puxar um papo meio estranho pro meu lado. Ok, passou pelos mecanismos anti-surto. No entanto eu descobri, depois de uma sessão de fotos mais "interessante" que ele era casado. Novamente, não tenho problemas com isso, afinal quem têm de se garantir é ele, não eu. Tempos depois, descobri que esse marido dele era um amigo que recentemente adicionei. Conversa vai, conversa vem, papos em comum e de repente estou gostando do rapaz pois ele é muito fofo! A história agora é a seguinte: Eu conto pro primeiro que estou gostando do segundo, ou conto pro segundo que eu já chifrei ele via internet com o primeiro?
Dilemas. Aguardem os próximos capítulos!
UPDATE 1: Conclusão do Capítulo "Casal de São Paulo", postado em Dezembro de 2012.
UPDATE 2: Outros Fantasmas de Verões Passados.
P.S.:
B.C. a.k.a Before Closet.
A.C. means After Closet.
P.S.2: Da aclamada série "Posts do Passado Distante". Agendado em Agosto de 2012.
29 de jan. de 2013
Beautifulness
E no resto do tempo? R: Não sei, nunca parei pra pensar nisso ...
-
E não satisfeito em ter inúmeras crises por conta do boy colega de trabalho, aqui estamos escrevendo sobre ele, mais uma vez, não é mesmo? D...
-
Uma coisa eu tenho de admitir, boa parte das coisas que eu posto nesse blog acabam envolvendo sexo de alguma forma, né? Não nesse post! Esse...
-
Pensando aqui que devo escrever sobre os 5 pilares do crush (a saber, os pilares são: bonito, sexy, inteligente, engraçado, carinhoso e, re...

