Engraçado como as vezes a gente descobre pessoas incríveis ali, do nosso lado, pessoas que sempre existiram próximas, mas que nossas próprias barreiras cotidianas sempre nos impediram (e a eles) de nos entreolharmos, e enxergarmos aquilo que realmente nos faz humanos.
Tenho tido conversas tão incríveis com um conhecido recente de um grupo de amigos que faço parte que tenho me surpreendido com essa conexão. Parece que os sofrimentos mútuos de cada um, aquela visão sábia de que antes de vivermos, nós sobrevivemos, os assuntos em comum, a proximidade de gerações, tudo isso conta para que essas conversas sejam sempre inebriantes, como beber um licquor que vc sabe que está há muito tempo curtindo e esperando para ser consumido.
É difícil eu me encontrar nesse local de fala hoje, pois sempre fui uma pessoa muito isolada e mesmo meus amigos anteriores não eram tão amigos assim (o que é uma explicação superficial de pq eu apaguei todas as minhas redes sociais). Eu sempre sinto muita falta dessa identificação, de saber que não sou só eu quem passei por determinadas situações na vida, que olha para o futuro e para o passado e vê uma estrada sendo percorrida e não só os clubes ou as pedras no caminho.
Estou sendo dramático? Olha, se acharem uma única vez que eu não fui, me mostrem, porque olha...
Mas assim, eu fico feliz de descobrir essa conexão, eu me sinto menos solitário em meio ao meu grupo de amigos, pois estou sempre me perguntando se estou mesmo no lugar certo, com as pessoas certas, com as palavras certas, pq pra mim sempre parece que estou só sendo extremamente pedante e carente de atenção.
E é sobre isso a reflexão de hoje.