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14 de abr. de 2019

Griefness

Negação

Impossível ele não estar a fim de mim. Olhe o jeito que olha, a forma que bota as mãos na virilha, o olhar profundo que diz mais que qualquer coisa. Não estou errado, impossível eu estar errado!

Raiva

Ele não reage às minhas investidas, por quê? Eu estou deixando bem claro o que quero, porque ele não retribui, que ódio! Preciso chamar mais ainda a atenção dele!

Negociação

Se ele beber o suficiente, vai se abrir. Se entrarmos juntos na piscina, algo vai acontecer. É só dar o tempo e as ferramentas certas que ele vai mostrar que está a fim, apesar de não investir.

Depressão

Estou cansado de gastar energias com ele. Tudo o que eu faço parece acentuar os sinais, mas nada acontece. Será que sou eu o problema?

Aceitação

Lá no fundo, eu sou uma pessoa mimada. Eu tendo a achar que o mundo têm de girar à minha volta e que as coisas devem acontecer porque eu quero. E não é bem assim. Eu acabo criando espectativas de muitas coisas e hora ou outra isso volta na minha cara.

Também tem o fato de eu ser mau perdedor, e ir guardando tudo, querendo que tudo seja como eu quero que seja, independente do que as outras pessoas sofrerão pra eu alcançar meus objetivos...

Mas essa crise aconteceu pq eu estava em um momento que não queria ser forte como sou todos os dias. Só queria colo, deitar, fechar os olhos e alguém me dizer que aquilo ia passar logo.

Não parece as vezes, mas eu sou uma pessoa extremamente emotiva e muito do que acontece a minha volta me afeta, eu só escondo isso com uma maestria incrível

Eu queria não criar expectativas de coisas que não estão lá, sabe, mas ao mesmo tempo não quero ficar regulando meu pensamento, pois a minha mente é o único lugar em que posso ficar verdadeiramente livre. E por causa disso, as vezes eu sofro as tempestades que se formam.

...

Triste, mas talvez mais um fantasma de verões passados deixado para trás, com um pé de melancolia pela forma como minha mente, meu emocional, realmente acharam que algo assim poderia dar certo. No final do dia, nada como uma catarse após a outra.

12 de abr. de 2019

L'amour platonicien n'est pas compris

A vida é uma coisa engraçada as vezes. A gente passa boa parte da vida achando que os problemas uma hora acabam e que você está finalmente lapidado e pronto pra próxima vida, até que uma questão boba aparece e vc se pega tão despreparado para lidar com aquilo que vc não sabe o que fazer.

Basicamente, percebi recentemente que eu ainda sou uma pessoa mimada, que não sabe aceitar que nem tudo o que eu quero eu posso ter, e isso aliado ao fato de eu já ser um mau perdedor, só torna a situação um tanto depressiva.

Geralmente, esses sentimentos são fáceis de lidar e conciliar, mas todos os que envolvem desejo, raramente consigo achar soluções fáceis, como ansiedade por exemplo, que é meu grande mau.

Só estou escrevendo isso pq, como dá pra ver, existe essa coisa que eu quero muito ter mas não posso, por inúmeros motivos, mas minha cabeça continua querendo insistir em investir tempo (e energia) em algo que definitivamente não vai dar em lugar nenhum.

Enquanto isso, seguimos ouvindo músicas depressivas.

1 de abr. de 2019

Puppyness

Uma coisa engraçada quando a gente se pega admirando outra pessoa. É uma coisa inebriante as vezes, que precisamos tomar muito cuidado para não tomar de conta de nós mesmos.

Isso aconteceu há algum tempo. A pessoa? Um colega de trabalho bem próximo, que antes era de outra cidade. Tudo começou como uma atração física, aquela coisa de alguém lhe atrair por ser provavelmente uma das pessoas mais bonitas que você já tenha visto. Mas isso raramente é algo que me tira dos prumos.

O que realmente fez (e ainda hoje faz) a diferença é a pessoa por trás desse corpo. Esse colega, em especial, têm um quê de filhote que realmente me deixou fora dos prumos. É aquele tipo de pessoa que eu me via cuidando, fazendo carinho no rosto, no pescoço, fazendo massagem nos pés e nas mãos e falando "deita aqui no meu peito, esquece o mundo que agora eu estou aqui pra te proteger".

É claro que isso praticamente saiu do controle. Na verdade, tudo isso só acontecia na minha cabeça pois esse sou eu, fantasiando situações que na prática seriam impossíveis de acontecer. Afinal, o colega é casado, eu também sou casado, e uma situação desse tipo só se sustentaria se pelo menos eu fosse solteiro (como eu fazia à moda antiga), pois o problema maior é na minha cabeça.

O que venho fazendo ultimamente é lidar com a situação da maneira que melhor sei fazer: manter-me afastado enquanto essa tempestade não passa, ou que a situação se encaminhe para uma situação onde não me afete tanto.

Mas que queria muito deitar ele no meu colo, ficar acariciando bem de leve com as pontas dos dedos a sua barba, a linha do seu pescoço, sua nuca e seus cabelos, com os olhos fechados, imaginando que no mundo não existe mais nada além de nós dois, naquele momento, isso eu queria muito.

Pois eu sou assim. Isso me trás uma paz de espírito tão grande, saber que estou ali pra alguém, e esse alguém está precisando de um colo, um acalento, uma proteção, um quê de se sentir seguro, mesmo que seja só naquele momento.

Não deixo de pensar que esse post provavelmente e muito em breve será mais um da série fantasma de verões passados. Um que complementa os posts "fantasmas", "triangle" e "outros fantasmas" e, que atualmente, me afeta bastante.

12 de out. de 2017

Black Heart

Como é difícil escrever sobre algo no dia de hoje! Minha vontade hoje era de destilar meu rancor às pessoas gratuitamente, pois estou em um daqueles dias que me irrita ver as pessoas felizes e comemorando qualquer coisa nesse dia.

Acho que estou me tornando uma pessoa rabugenta com o passar dos anos, sabe?

Sério, acho que nesse processo de ignorar as pessoas à minha volta, me afeta muito o fato de elas fazerem coisas sem que eu esteja envolvido. Como sempre, meu ego falando mais alto em querer me tornar mais importante que eu sou.

No final, são só resquícios de frustrações acumuladas com o passar dos anos.

5 de jan. de 2017

Selflessness

Você já parou para pensar em quantos segredos você guarda sobre as outras pessoas, opiniões sobre eventos e julgamentos de pessoas que se as outras pessoas da sua convivência soubessem disso, te considerariam ingrato, para não falar coisa pior?

Muito já me peguei pensando nisso porque eu sou uma pessoa de opiniões fortes, que julgo cada pessoa que conheço mas que mantém isso em segredo em nome da boa convivência, pois assim eu aprendi desde cedo.

O ponto de tensão nem é esse, sabe, mas a reação ofensiva que a maioria têm quando descobrem as opiniões alheias (as vezes, sobre você até). Muitos inclusive ficam extremamente magoados por saber que a pessoa pensava daquela forma.

Eu realmente não entendo esse segundo comportamento apesar de ser complacente com o primeiro, sabe por quê? Porque todo mundo têm direito a ter opinião própria, e isso é uma coisa que não deveria nos afetar.

Eu levei bastante tempo para assimilar que a opinião alheia não me diz respeito, mesmo que seja um prejulgamento sobre mim mesmo. O máximo que podemos fazer com isso é tentar entender o que de nossas ações causou esse julgo na outra pessoa.

O dia que entendermos isso, talvez acabe a necessidade de termos de manter segredo sobre tantas coisas pois não será mais necessário manter uma disparidade entre o que pensamos e o que externalizamos.

9 de fev. de 2016

Hearingness

Engraçado que muitas pessoas não conseguem enxergar em mim a pessoa que eu costumo projetar aqui no blog ou nas redes sociais. É como se eu fosse duas pessoas diferentes. Isso, no entanto, é uma inverdade.

Quem me conhece me enxerga como uma pessoa paciente, que parece ouvir a opinião alheia e até mesmo me sensibilizar por suas causas, sejam elas irrelevantes ou não. Na realidade, o que ocorre é que na maior parte do tempo, esse comportamento é simulado de forma a tornar minha pessoa mais "convivível" no meio social. Assim, eu sempre vou parecer interessado, animado, alegre, bem disposto, e por aí vai. No entanto, ainda existe certa autenticidade em alguns de meus comportamentos. É até fácil distinguir quando estou sendo dissimulado de quando estou sendo autêntico, só não vê quem não consegue.

No entanto, quem me conhece de verdade sabe que eu não sou bem assim. Eu sou uma pessoa bastante nervosa e que se irrita facilmente com opiniões alheias, principalmente quando os transeuntes sequer conseguem defender seus argumentos com proposições lógicas. Eu amo a discussão lógica e filosófica, me atrai discutir minhas opiniões (que quase sempre são bem fortes) com outras pessoas com opiniões e sentimentos diferentes. No entanto, me irrita profundamente quando a pessoa usa o próprio ego ou idiossincrasias próprias para defender o próprio ponto de vista como correto, para todas as circunstâncias.

"Tudo aqui pra mim é mundano. Tudo é irrelevante. A humanidade é irrelevante pra mim. Exceto algumas coisas e pessoas realmente especiais, como natureza, ou amigos." (Angerness, 2013)

Nesses casos, eu tendo a parecer ceder em meus argumentos, quando na verdade estou sentindo profunda pena da pessoa por ser tão mente pequena, a ponto de achar que uma discussão deve ser sempre um conflito ou uma competição pra saber quem está certo de verdade. Eu paro de discutir pelo simples fato de entender que com pessoas como essas, continuar discutindo é equivalente a falar com uma parede. E nesses casos, eu escolho conservar essa energia para coisas realmente úteis, como ficar no facebook stalkeando os amigos.

As pessoas podem achar horrível ler algo sobre mim mesmo escrito dessa forma, mas é assim que eu sou. Eu sou bastante altruísta com o que merece meu altruísmo. No entanto, quanto mais passa o tempo, menos paciência eu tenho para lidar com as próprias inseguranças das pessoas à minha volta. Eu estou (quase) sempre disposto a ajudar, mas também não vou desviar do meu caminho para acalentar alguém que urge por ajuda mas não se entende a si próprio e torna isso em agressão com as pessoas próximas. Nesse sentido, prefiro me afastar.

Já fui muito mais agressivo no passado. Hoje, sigo o preceito filosófico de um ex, chamado de "O Princípio do Cagaísmo". Estou cagando para essas opiniões alheias que nada me acrescentam. Quer ter uma discussão comigo? Por favor, faça, eu adoro, mesmo! Mas não torne isso uma luta, como se houvesse a necessidade de sair um vencedor ou um perdedor. Pois se houver, eu vou ligar o "caguei" para você, e à partir daí, a tendência é só ir te ignorando cada vez mais até que eu julgue que não há motivos para continuarmos conectados à mesma rede social. Podemos nos manter amigos no mundo real, mas no mundo virtual, onde eu adoro desenvolver discussões sobre quaisquer temas, não vou fazer muita questão de ter você por perto, mais ainda se você for do tipo que problematiza as coisas sem ter bases para defender nem mesmo suas idéias/ideologias.

Olha que é até bem difícil fazer com que eu chegue a esse nível que eu citei nesse post, e se de fato você está lendo isso, significa que de alguma forma nossa relação significa alguma coisa, e muito provavelmente eu respeito isso. Apesar da exageração inerente desse texto, eu sou uma pessoa muito fácil de conviver, altamente adaptável às opiniões alheias. Só não tenho mais muita paciência com egos inflados. Acho que, no final, estou ficando mais velho muito mais rápido do que eu imaginava. Isso é um bom sinal para mim, eu acho.

O que está dito está dito. Quem sabe mais pra frente eu não destile melhor isso, mas não é esse o momento. Caso queira discutir comigo, estou sempre disponível.

P.S.: Os links do post são importantes para alguns entendimentos. Se você chegou até aqui, recomendo as leituras.

14 de jul. de 2014

Foda-se o potencial

Sabe de uma coisa? Eu estou fodendo para o meu potencial. Me irrita imensamente ver as pessoas olhando pra mim e me falando "nossa, você têm um potencial muito grande, devia trabalhar isso"...

Em primeiro lugar, eu sei bem qual é meu potencial e pode crer, ele está MUUUITO além do que você acredita que ele é. Segundo, o potencial é meu e eu faço com ele o que eu quiser. Ou não faço.

Agora, se você têm um problema com o fato de que você não possui um potencial como o meu e queria ter tido a mesma "sorte" que eu, uma dica: tenha amor próprio. Foram suas decisões que lhe levaram a ter esse sentimento de que seu próprio potencial não foi explorado e tentar fazer com que eu "explore corretamente" meu potencial não vai fazer com que a sua situação se reverta.

Ou seja, se eu vou explorar ou não meu potencial, é uma decisão somente minha e eu tenho pleno conhecimento e consciência das implicações da mesma. Não preciso de sua opinião, como se para esse assunto em particular eu realmente me importasse com ela.

18 de mai. de 2014

Your faith is flawless, only not

De todos os acólitos de religiões do mundo, os que mais utilizam discursos de ódio contra outras religiões e que ao mesmo tempo se fazem de coitadinhos quando são atacados são os neo-pentecostais. Sim, pois nem dá pra dizer que são cristãos, pois estes parecem se preocupar mais com as ações do demônio nas suas vidas que com sua própria retidão em seguir os ensinamentos de amor que seu deus e avatar tentam (aparentemente em vão) ensinar...