É o eterno dilema do barco de Teseu, que movimentou inúmeros filosofos, de Aristóteles a Leibniz, de Heráclito a John Locke, passando por Thomas Hobbes, que se forma mais uma vez frente à minha definição de unidade versus a soma das partes infinitesimais, integralizadas em uma pseudo-realidade objetiva/subjetiva, ora definida pelas intenções e estados internos, ora definida pelas ações e reações externas.
O que posso dizer é que nenhum momento se passa na minha vida atual sem que eu reavalie cada situação, cada memória, cada lembrança, cada decisão, cada indecisão que eu tenho. É como se eu tentasse medir o tamanho da casa estando dentro dela. Ou melhor, como se estivesse tentando resolver o meu dilema do barco sendo eu mesmo o barco nesse momento.