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27 de out. de 2015

Amanhecer

Os raios de sol começam a aparecer.
A neblina noturna tornou-se o orvalho matinal.
A vida renasce, por debaixo da neve.

Tudo está imóvel, mas nada está morto.
A monotonia de cores domina o jardim.
O vento frio trespassa minha face.

Os raios de sol ficam mais fortes.
A neblina recua, diante do calor
Do pouco calor, neste mar de neve.
E volta, ao seu covil, a estepe.

Apesar do frio, crianças brincam.
O frio, nem um pouco, os incomoda.
Só pensam em brincar na neve.
Bonecos de neve, bolinhas de neve.

Neve.

Escrito em algum momento de 2001.