E não satisfeito em ter inúmeras crises por conta do boy colega de trabalho, aqui estamos escrevendo sobre ele, mais uma vez, não é mesmo?
DISCLAIMER: Definitivamente preciso dizer que esse post PRECISA ser lido ouvindo a playlist Teacherless Hits #1 listada abaixo:
Esse post, como tantos outros que vieram antes, fazem parte da aclamada série "Fantasmas dos Verões Passados", e esse merece uma citação especial pois foram 4 anos de sofrência! Essa história é uma conclusão de um arco narrativo que inclusive teve vários posts por aqui, e que no fim desse registro eu irei elencar as postagens relacionadas.
Aqui a diversão é tão garantida que recomendo trazer seu snack e refrigerante, pq não fazemos que nem o cinema que obriga vc a comprar a pipoca e a coca para consumo local, tá?
Chefinho e o Fantasma dos Verões Passados que realmente me alcançou lá no fundo!
WARNING: Any resemblance to persons living or dead should be plainly apparent to them and for those who know them, especially if the author has been kind enough to have provided their real names, which is not the case. All events described herein actually happened, though on occasion the author has taken certain, very (veeeeeeeeeery) small, liberties with chronology, because that is his right as a Human Being.
Essa história começou lá pelos idos de 2018, na cidade de Curitiba. Na verdade ela veio de algum tempo antes de conversas com colegas de trabalho. No meu trabalho existia esse carômetro onde haviam as fotos de todos os diretores gerais dos campi, e eu e algumas colegas de trabalho tínhamos o péssimo costume de ficar olhando o carômetro e dando notas para os presentes nesse carômetro. Eu pessoalmente lembro de uma dessas vezes a gente olhar para esse diretor que tinha lá, que era visivelmente mais novo que os outros, mas que era uma gracinha, e por umas 2 vezes eu soltei um "e para o colega Onicássio (que chamarei de Oni daqui em diante), nossa nota é 10, e ainda oferecemos um sacrifício em nome da sua beleza. Tomi Oni, sua oferenda (e eu oferecia um copinho de café, sob os risos das colegas de trabalho)".
Um tempo depois, vêm a notícia que esse diretor bonito que falávamos em nossas sessões diárias de almoço estava sendo indicado para ser diretor do setor onde eu trabalhava. Eu lembro de ficar "ohh, que massa, finalmente um homem bonito nesse lugar". Eu sei que a primeira coisa que me chamou a atenção nele é sua educação e atenciosidade. Lembro que nos primeiros dias eu tive vários pequenos surtos porque, puxa, que homem bonito!
Nas semanas seguintes, em que estávamos já mais aclimatados com sua presença no setor, eu lembro de começar a puxar assunto sobre assuntos em comum. Ele é um amante de motociclismo, e isso claro me chamou a atenção pois eu também me considero. Falávamos sobre lugares para visitar, lugares já visitados, tipos de motos, o que cada um gostava ou não gostava... Emfim, era muito gostoso conversar com ele.
Eu sei que a partir de algum momento aleatório no ano de 2019, eu comecei a sentir essa atração por ele, além dos meus dispositivos anti-surto. O homem era perfeito demais, e eu não estava sabendo tankar tudo isso, e os primeiros sentimentos começaram a surgir. Eu até tinha falado com o meu marido sobre esses sentimentos, e isso foi me ajudando a blindar tudo.
Até que em 2019 fizemos uma viagem juntos para Natal. Era uma viagem de trabalho, outras pessoas do trabalho juntas, e em um happy hour nosso, eu bebi além da conta (não foi além da conta, fiz de propósito mesmo) e peguei o celular e mandei uma mensagem toda acalorada para ele, que estava do outro lado da mesa, e eu vi que ele ficou visivelmente constrangido com a mensagem, e aí não conversamos mais até o fim da noite. Eu sei que a falta de resposta foi o motivador para eu parar de beber, pq tava visível que não haveria resposta naquele momento.
Nos outros dias da viagem, houve o dia que subimos, alguns colegas e ele, secretamente, para a piscina do hotel (que fechava após as 22h) e ficamos lá conversando sobre a vida, sobre os filhos dele, sobre o que eu passei na vida, e lá estamos nós de novo bebendo. Também teve o episódio de termos ido para o mar com a equipe e ter ficado pegando onda do lado dele por pelo menos algumas horas após o fim da tarde, curtindo o momento (e ele ali do lado) como se não houvesse amanhã. Isso tudo acontecendo depois da mensagem do primeiro dia, ok?
Preciso dizer que nesse momento eu já tinha certeza de que o que eu sentia era platônico. A FIC na minha cabeça já tinha se desenvolvido a ponto de eu frequentemente me pegar sonhando ou divagando com a gente morando junto, cuidando do cachorro, assando carne e curtindo piscina... Inclusive não foram poucos os episódios em que eu prestei homenagem à sua memória ou mesmo, em momentos íntimos, trazer sua imagem à minha mente para alcançar o ápice do momento. Inclusive ficava morrendo de medo de soltar seu nome no meio do processo, mas olha, não foram poucas as vezes.
Daí, no fim de 2019, eu chamei ele para irmos comer em um restaurante que eu gostava demais. Era um restaurante japonês tradicional e de família, e era tão bom ir lá que eu convidei ele para ir junto. Para me ajudar nessa tarefa, eu chamei uma colega (que na época era uma das minhas melhores amigas de trabalho) para acompanhar a gente, e ela ia só tirar o clima de "date". No entanto, no fim deu tudo totalmente ao contrário. Ele ficou conversando com ela o tempo todo, e eu fiquei lá me sentindo a vela da história. Teve até um momento de chuva, que ficamos os três molhados, e teria sido incrível se eu não tivesse ficado de lado no retorno, enquanto os dois conversavam animadamente na frente do carro. Me lembro bem de ter ficado encostado no vidro olhando a chuva, até que eles perceberam e perguntaram se eu tava bem. Respondi que sim mas não estava bem. Só queria logo que aquele dia acabasse logo.
Eu fiquei sabendo tempos depois que ele e essa amiga tinham ficado após esse acontecimento. Ela, muito tempo depois que se mudou do nosso escritório para outro estado, me contou que tinha ficado com ele, e deu detalhes sobre como ele era carinhoso no ato, deu detalhes de como ele era sem roupa, entre outras coisas, e na hora não senti nada, só fiquei maravilhado com os detalhes. Só sei que quando a ficha realmente caiu eu fiquei bem deprimido com tudo isso, pq ela sabia que eu estava tentando algo, e ela foi lá e conseguiu o que eu nunca conseguiria. Eu nunca mais consegui conversar com essa pessoa novamente, pq o sentimento que estava sentindo era muito forte. Eu posso dizer que foi a primeira vez na minha vida que eu tinha sentindo ciúmes de alguém, e era nítido que era isso que estava sentindo naquele momento. Tempos depois foi ele quem me contou que tinha ficado com ela, e eu perguntei detalhes, e ele com vergonha, não me deu nenhum.
No entanto, a reputação dele continuava ilibada pra mim. Ainda sentia o que sentia por ele e ainda bem que na época eu tirei férias, pois precisava tirar tudo isso da cabeça um pouco. Eu prometi a mim mesmo que não ia me jogar nessa FIC quando voltasse, o que eu falhei miseravelmente em cumprir, claro.
Foram várias saídas de carro com ele para almoçar em shopping, ir em mercado, ajudar a comprar alguma coisa ou eu comprar algo, e eu estava lá, fazendo companhia, curtindo cada migalha de atenção que ele deixava no caminho para que eu cuidadosamente e meticulosamente pegasse. Ele só ficava em Curitiba 3 dias por semana, e sempre voltava para sua cidade na quarta-feira, e voltava só na próxima segunda. Foi assim pelos 4 anos que ele ficou por aqui.
Pouco tempo depois, com o retorno das férias no meio de uma pandemia de COVID, eu conversava com ele na base diária via WhatsApp e as vezes via Videoconferência, e depois dos assuntos do trabalho, eu sempre tocava em assuntos da sua vida pessoal, querendo saber mais sobre cada coisa, pq eu realmente estava viciado nele. Inclusive foi mais ou menos nessa época, mais próxima do fim da pandemia, que voltamos a conviver de novo no ambiente profissional, que eu já não escondia mais e vivia fazendo piadinhas sobre sua beleza, fofura, inteligência, carisma, para outras pessoas no meu trabalho, inclusive com ele presente nesses momentos, realçando que eu estava gentilmente o cortejando para as outras pessoas verem.
Eu só sei que o aparente fato de ele aceitar que eu gostava dele e ele me manter à uma distância, dita, segura, me matava por dentro, um minuto por dia. Não foram poucas as vezes que tive surtos emotivos que disfarçava de raiva por conta de coisas que eu não conseguia dizer não para ele, pq ele tinha um poder incrível em relação à minha pessoa.
Então vieram as férias dele. Ele ia fazer uma viagem pela américa do sul com a esposa, e eles tiraram fotos em lugares lindos de morrer! Ele me mandou algumas de lugares realmente muito bonitos, e eu não conseguia olhar para os lugares, só ficava imaginando a FIC de eu, ele e aquele lugar, e a gente conversando sobre a vida, e lá estava eu de novo em mais uma mini-crise emocional. No fim era em média uma crise a cada 15 ou 20 dias, que aí eu ficava com raiva da situação e eu ia para o próximo ciclo, até estourar tudo novamente.
Por último, após o retorno das férias dele, veio a notícia de que ele ia deixar a direção e voltar para sua cidade em definitivo. Na hora eu tankei a emoção mas no outro dia eu estava em prantos. Foram muitas horas de música e stories de whatsapp para aplacar esse sentimento, e tb teve o fato de que semanas depois iríamos viajar para São Paulo, então na minha mente de FIC, íamos ter um tempo extra pra curtir antes da derradeira viagem.
E assim o foi. Foram 5 dias dormindo em barraca em São Paulo e posso dizer que apesar de não ter havido nenhum encontro íntimo, pq ele não ia dar esse espaço, eu considero como 5 dias incríveis de estar perto dele. Tomar café, almoçar, participar de eventos, passar horas conversando sobre assuntos aleatórios, ficar secretamente olhando ele de bermudinha e chinelos, jogar joguinhos ou ver ele jogar joguinhos. Foi incrível.
Duas semanas atrás, eu até criei coragem eu escrevi uma carta e mandei pra ele, e dei de presente pra ele um chaveirinho escrito "melhor prof. do mundo". Sim, é o mesmo que está na imagem da playlist que espero que vocês estejam ouvindo enquanto estão lendo isso. Após ele ler, pra mim eram visíveis as lágrimas contidas no seu rosto, afinal na minha concepção de tudo ele não podia demonstrar nada ali, mas pra mim parecia ter algo ali. E ele me deu o abraço que eu pedi na cartinha. Um abraço forte, protetor, e que durou enquanto eu me mantive abraçando, e não vi reação dele em tentar terminar o abraço. No fim fui eu quem terminou o abraço pq eu senti que ia me perder em algo que não ia acontecer e não queria sentir aquilo naquele momento, então interrompi o mesmo pouco após o abraço. Pq eu sabia que aquilo seria o mais próximo que eu chegaria da minha FIC.
E agora, aqui estou, escrevendo esse post, 24 horas após o último encontro com ele. Sua viagem final foi ontem, e admito que ontem eu estava totalmente destruído emocionalmente, pq eu sabia que era tudo na minha cabeça, mas eu sempre quis mais, e ele sempre soube, mas nunca deu nada além do que vazio, que na minha mente altamente distorcida e enviesada eu considerava com falsas espectativas de que pudesse acontecer algo, que era só eu achar o jeito certo de chegar nele.
Eu só sei que esse homem me afetou de um jeito que eu nunca imaginei que eu pudesse ser afetado. Nunca antes na história dessa pessoa alguém alugou um terreno tão grande na minha mente. E eu sei que toda essa história está difícil de guardar em uma caixinha, pq eu não tenho nenhuma caixinha grande o suficiente para pegar tudo isso, guardar e colocar no meu esquecimento pessoal. Esse homem vai ficar um bom tempo sendo um fantasma nos meus pensamentos e sonhos, assim como ele já é nos meus momentos de procurar videozinhos educativos na internet, e sempre caio nos mesmos vídeos, pq os caras se parecem com ele ou se comportam como ele (geralmente os dois).
E é isso. Essa é a história resumida desse Fantasma de Verões Passados, provavelmente o maior fantasma que deva passar na minha vida (até o próximo aparecer e me deixar do mesmo jeito pois eu não aprendo com meus erros).
Como disse lá no começo, eu vou listar todos os posts que eu escrevi sobre esse homem, pq em 4 anos, foram muitas crises.
Segue a lista:
- After the Last Goodbye (a história da lembrancinha)
- The Last Goodbye (a cartinha)
- Après la lumière
- Câlins affectueux manquent
- Merci de vous arrêter ici
- Griefness
- L'amour platonicien n'est pas compris
- Puppyness
