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27 de out. de 2015

Amanhecer

Os raios de sol começam a aparecer.
A neblina noturna tornou-se o orvalho matinal.
A vida renasce, por debaixo da neve.

Tudo está imóvel, mas nada está morto.
A monotonia de cores domina o jardim.
O vento frio trespassa minha face.

Os raios de sol ficam mais fortes.
A neblina recua, diante do calor
Do pouco calor, neste mar de neve.
E volta, ao seu covil, a estepe.

Apesar do frio, crianças brincam.
O frio, nem um pouco, os incomoda.
Só pensam em brincar na neve.
Bonecos de neve, bolinhas de neve.

Neve.

Escrito em algum momento de 2001.

10 de mai. de 2014

Dreamless

Fazia tempo que não tinha um sonho de alto nível de realidade como o de hoje.

Nesse sonho, eu me vejo pegando um avião e viajando para um país estranho. Tinha muitas ilhas próximas (bem próximas mesmo) e eu estava meio que indo pra descansar. No entanto, eu e meus filhos (sic) estávamos saindo pra explorar as ilhas.

Eram ilhas bem pequenas com vegetação de árvores baixas. As árvores pareciam pés de manga, só que plantadas na areia.

Eu sei que andamos bastante de uma ilha pra outra, até que aconteceu alguma coisa que não sei o que era e tivemos que fugir. Nós fugimos pra uma ilha próxima, nadando e levando as malas de viagem e quando chegamos lá, era uma ilha que eu tenho certeza que já tinha visto em outros sonhos.

Daí, eu acordei.

Muito estranho esse sonho, pais muitos elementos desconhecidos e sensações que eu não tinha há muito tempo. Vamos ver o que eu descubro desse sonho mais pra frente...

30 de set. de 2013

Save yourself

Eu vejo algumas pessoas falando das religiões que elas acreditam e, inicialmente, criticava só pelo fato da pessoa ser de uma determinada religião.

Depois desse fim de semana, cheguei a uma conclusão à respeito desse assunto, de que existem dois tipos de pessoas religiosas nesse mundo, independente do seu credo (ou falta dele).

Primeiramente, existem aquelas pessoas que acreditam e seguem uma religião porque isso acrescenta um ponto de apoio e aprendizado para a pessoa alcançar o crescimento espiritual. Essas pessoas vêem a religião como forma de inspiração ao seu próprio caminho de desprendimento pessoal das ligações terrenas e dos desejos mais baixos.

Em segundo lugar, existem aquelas pessoas que acreditam e seguem uma religião porque isso lhes trás a tranquilidade de que no fim ela irá receber um prêmio por sua assiduidade para com sua fé. Essas pessoas vêem a religião como uma escada que leva ao paraíso tanto desejado pelo seu mais puro íntimo.

As pessoas que seguem o primeiro conceito são aquelas pessoas que reconhecem que toda forma de aprendizado e toda forma de credo é uma experiência válida para o engrandecimento espiritual e ao mesmo tempo sabem que os outros também se encontram no mesmo caminho. A caridade é um fator comum entre essas pessoas.

As pessoa que seguem o segundo conceito são na verdade guiadas pelo próprio medo. Medo de estarem erradas, medo do sofrimento, medo da perda, e vários outros medos e que fazem com que elas se segurem à religião da mesma forma que uma pessoa afogando se segura em um tronco de árvore em um rio caudaloso. As atitudes dogmáticas são um fator comum entre essas pessoas. São essas mesmas pessoas que criticam a escolha das outras, dizendo que elas estão erradas e que, por serem diferentes, vão ser lançadas ao sofrimento eterno pelas escolhas de vida e/ou espirituais que aquelas fizeram.

Eu já conheci evangélicos altamente espiritualizados e ao mesmo tempo já conheci universalistas tão amarrados a seus medos internos que eu pude então entender que, apesar de ter um forte peso, religião não é o fator único na determinação de quem se encaixa com uma das descrições que eu citei.

O importante é que não importa o caminho, todos eles levam ao mesmo lugar e em vez de criticarmos nossos amigos que se encontram em jornadas parecidas, nós devemos os ajudar em suas jornadas. E só podemos fazer isso ajudando a nós mesmos.

Estamos todos no mesmo rio, cada um com seu tronco, sua bóia ou seu barco. Não seria ótimo se todos se juntassem para acelerar a descida, já que todos vão chegar no mesmo lugar na foz?

23 de jun. de 2013

Matter of Belief

Eu sempre estive dividido entre a crença e o ceticismo. Até que ponto o sutil é verdade, até que ponto é histeria coletiva e como diferenciar um do outro.

Eu simplesmente entendi que é um ato de fé. Não há certezas antes que os dados estejam na mesa, as cartas reveladas e as linhas traçadas.

Junto dessa divisão, a minha eterna dúvida: eu sou um ser místico ou só uma máquina? Sim, pois se não há outro lado, somos simplesmente um corpo mecânico executando software armazenado no nosso dna.

E assim, a criação e a criatura são só expressões da mesma coisa primordial.

A minha dúvida passou quando entendi que todos temos esse lado mundano e o místico. Somos máquinas executando software e quando pararmos de funcionar, o software se perderá. O que é diferente é a conexão com um ser maior, um eu divino, que já passou por vários hardwares e softwares diferentes, da mesma forma que passamos de um computador para outro.

E esse eu que me habita, é o software ou o operador? O que sobrevive do software no operador depois que a conexão é desfeita?

Digo que me sinto tranquilo por ser único em minhas existências e que parte de mim deixa de existir e essa parte mística divina continua, pois eu só sou eu quando existem essas três variáveis: hardware, software e operador.

E assim me mantenho divino e mundano, eterno e efêmero, encima e embaixo. Tudo e Um.

E a paz volta a reinar na minha mente corporal espiritual.

10 de jan. de 2013

Emptyness

Existe essa sensação ruim de que as coisas estão fugindo ao seu controle, como se fosse possível controlar cada aspecto da sua vida. Coisas dão errado e eu preciso aprender a lidar com elas sem me tornar um berserker no processo.

Eu penso isso pois em breve vai aparecer esse príncipe encantado na minha vida, e eu não quero que ele me veja tendo esses acessos de raiva. Eu tenho medo dessas reações e até certo ponto consigo controlá-las. O meu problema é o mecanismo de frustração, que faz com que a raiva exploda antes mesmo que eu possa pensar sobre o problema.

Tudo deriva do fato de eu me sentir sem alguém pra me ouvir de verdade. Isso mudou bastante com alguns amigos muito especiais, mas ainda falta alguém mais próximo pra eu poder realmente me abrir sobre um lado meu que aprendi, com os anos (e os ex namorados) a guardar fechado lá no fundo do baú.

Algo me diz que esse alguém está bem próximo (mais próximo do que imaginam) mas do meu estado atual até o estado em que vejo esse alguém explorando as fronteiras do oceano da minha mente há um vazio existencial muito grande.

Minha vontade de chorar é muito grande, mas eu prometi a mim mesmo que não faria agora. Eu preciso ser forte, ser frio, ser resistente e mesmo não sendo a pessoa mais corajosa do mundo, eu preciso fazer. A palavra do momento não é tentar. Tentar foi o que fiz a vida inteira. Agora é realizar. Realizar o que nunca consegui antes na minha vida, que foi ter o domínio completo dela, sem me preocupar em controlar cada aspecto, como se isso fosse fazer com que o caminho aparecesse para mim.

Eu queria pelo menos que esse vazio dentro de mim não fosse tão difícil de lidar. Todo o resto parece mais fácil sem ele. Tudo parece ficar mais difícil sem esse alguém.

6 de dez. de 2012

Deus Ex

Não importa se chamamos isso de Deus ou de Deuses, ou inspiração sublime, ou força divina, algo que não sabemos nem podemos entender, isso não importa em nada.

Está aqui. Simplesmente existe.

E nossos destinos estão entrelaçados nesta força.

Se isso fosse verdade, e isso é um grande "se"... como saber se esta força quer o melhor para nós? Como saber se Deus está do seu lado?

Eu não sei. Ninguém sabe, pois Deus não está no lado de ninguém.

Deus é uma força da natureza... muito além do bem e do mal.

Nós criamos o bem e o mal.

20 de ago. de 2012

typedef union pessoa;

Me perguntaram no twitter por que eu defini pessoa usando union e não struct, como é comum se fazer declaração em C. Bom, a declaração em questão é a seguinte:

typedef union humano {
  int razao;
  int emocao;
  int fe;
} pessoa;

Então, vamos aos detalhes técnicos. Em C, quando você declara algo como struct, você está criando uma estrutura onde todos os elementos lá dentro fazem parte de algo maior que engloba todos os elementos. Ou seja, você pode acessar qualquer membro da estrutura individualmente.

No entanto, quando você declara algo como union, você está criando uma estrutura onde todos os elementos na verdade usam o mesmo espaço de memória, ou seja, você nunca poderá usar mais de um dos elementos declarados ao mesmo tempo, pois ao usar um deles, o elemento usado ocupará toda a memória disponível.

Daí você se pergunta: "Mas o que isso têm a ver com a declaração acima?" É simples, e todas a maioria das pessoas seguem esse roteiro:

Se você usa a razão, a emoção e a são coisas irracionais;
Se você usa a emoção, a razão é fria e a cega;
Se você usa a , a razão é louca e a emoção manipulável.

Assim explico o motivo de usar union e não struct. Beijos e se não gostou, vai carpir um terreno que esse ódio passa.

24 de jul. de 2012

Defeitos e Qualidades

Eventos recentes me fizeram trazer à tona um assunto que sempre tento evitar de conversar com as pessoas, pq dessa forma eu acredito que consigo ter tudo sob controle. Esse assunto é comum à todas as pessoas: Defeitos.

Meus relacionamentos anteriores, cada um deles, serviu entre outras coisas para mostrar para mim um lado meu que eu não gosto de ver. Um por exageração, outro por hiper-exposição e esse último por reflexão posterior. A questão é que eu tenho esses defeitos, e eu não gosto que as pessoas vejam esses defeitos.

Voltando ao fato recente, eu finalmente vi à minha frente uma situação que trouxe à tona um lado meu que igualmente não gosto que as pessoas conheçam: Meu orgulho narcisista.

Falando assim até parece que sou um monstro, mas a questão é que eu sou uma pessoa muito orgulhosa da forma como eu guio as coisas na minha vida: tenho orgulho de ter minhas coisas todas em dia, de não dever nada pra ninguém, de depender minimamente das outras pessoas e principalmente, da lealdade que eu cultivo para com meus amigos mais próximos (e antigamente em relacionamentos, mas como isso não vai acontecer mais, então posso descartar como possibilidade).

Esse fato sozinho não causaria tanto estrago se não fosse acompanhado daquela minha incrível habilidade de ser cabeça dura e de não aceitar as coisas sem uma prévia inspeção por minha parte antes. E quando essas duas coisas se juntam, não dá uma merda muito boa.

Mas, estamos aqui para entender um pouco esse meu lado egoísta, não é mesmo? Então ... Como alguns amigos meus já devem estar cansados de saber, eu sou uma pessoa um pouco generosa com recursos financeiros. Não que eu tenha dinheiro saindo pela torneira de casa, mas que eu gosto da sensação de estar ajudando de alguma forma. Pizzas, almoços, e mais uma miríade de coisas que eu faço quase que o tempo todo para aqueles que são mais próximos. E há o outro lado também: eu me sinto MUITO incomodado quando alguém paga pra mim, a ponto de eu preferir não comer ou sair por eu não poder arcar com as despesas. E isso é num nível épico, não um nível normal do tipo "ah ok, então está bom eu aceito".

Há também um outro quesito que esse eu considero o maior de todos e é também a maior fonte desse orgulho, que é minha lealdade para com as pessoas. Raramente eu serei visto quebrando alguma regra (ok, já fiz e já fui multado por isso) ou sendo desleal com alguém com quem me importo (há um caso, mas ele merece um post só pelas implicações que ele têm nos dois últimos relacionamentos). Eu me orgulho muito dessa minha qualidade "ordeira" apesar de eu querer parecer uma pessoa caótica e despreocupada com a vida e as implicações dos meus atos. No entanto, eu digo: eu não faço nada sem pensar nas implicações que isso têm. Eu sempre vou pesar e avaliar as minhas atitudes, as vezes cedo as vezes tarde demais. Mas sempre irei avaliar e, mais importante, sempre irei me criticar à respeito daquela decisão.

Outro ponto bastante complexo da minha pessoa é que eu demoro muito à decidir sobre um determinado assunto, quanto mais complexo e mais implicações ele possui. Eu demoro sim, eu fico indeciso, eu evito pensar nisso, mas no momento que eu tomo uma decisão e escolho um caminho, aquela decisão se torna final. E decidido, a possibilidade de eu voltar atrás é muito pequena, pois uma coisa que eu aprendi é sempre ter orgulho das minhas decisões. Em meu caso em especial que essas decisões são muito pensadas e muito pesadas, meu orgulho pessoal não me deixa voltar atrás.

Infelizmente no meu último relacionamento meu affair conheceu esse meu lado. Esse processo de decisão é complexo e por envolver meu orgulho do começo até o final, não permito que ninguém me influencie.

Há uma coisa que preciso falar à respeito disso tudo que eu falei, e que na verdade é onde eu queria chegar com esse post. Eu sou uma pessoa extremamente orgulhosa, cabeça-dura e indecisa, como pode ser visto acima. Mas isso é algo com que eu convivo, desde que determinados limites não sejam ultrapassados.

Eu sou uma pessoa que não me importo de maneira nenhuma com piadas e coisas do gênero que busquem me denegrir ou me deprimir. Sabe pq? Pq eu sou uma pessoa extremamente crítica e estou sempre avaliando as pessoas, e quase sempre as pessoas que fazem tais brincadeiras de mau gosto comigo gozam de igual privilégio nas minhas avaliações. Simplesmente considero "lixo" tudo o que dizem, por isso não sou afetado por essas pessoas. Da mesma forma, eu não sou ciumento com praticamente nada porque no fundo eu acredito que se a pessoa está comigo ela não irá procurar nada fora. Mas se procurar também não faz diferença. Eu prezo muito a minha individualidade e isso é convertido na minha habilidade em não me preocupar com o que o outro está fazendo, afinal ele têm o livre-arbítrio dele e eu o meu, e tanto ele quanto eu fazemos o que queremos com o tal.

No entanto, existem coisas que me afetam sim, e me afetam muito. Eu as chamo de minhas "Maldições Imperdoáveis", em referência à mitologia de Harry Potter. E da mesma forma que no livro, são três. Para eu perder o respeito (e a fé, dependendo do nível de proximidade)  em uma pessoa, é só fazer isso comigo.

Imperio

A primeira das Maldições Imperdoáveis é tentar influenciar minhas decisões. Não decisões quaisquer, mas me manipular de forma que eu passe a acreditar em algo que não seria natural eu acreditar ou desacreditar. Não é algo difícil de ser feito, realmente eu sou influenciável de acordo com o nível de intimidade da pessoa que está tentando me manipular. Quando eu percebo que isso está acontecendo, o ódio pela pessoa surge instantaneamente.

Crucio

A segunda das Maldições Imperdoáveis é tentar me coagir a fazer algo contra minha vontade. Eu realmente me sinto muito mal quando sou levado a fazer algo que eu não concordo. Você pode ser perguntar "como eu faria algo contra minha vontade?" e eu respondo "quando eu percebo que não há solução, e a melhor forma de evitar conflito é sendo conivente". Não é algo fácil de acontecer comigo. Só pessoas muito mas muito próximas gozam dessa "habilidade". E fazer isso comigo é plantar uma semente que lentamente vai criando raízes e minando minha confiança e fé na pessoa que fez isso. No final, eu tomo uma decisão de não mais aceitar isso e rompo com o ciclo.

Avada Kedavra

E a terceira das Maldições Imperdoáveis é duvidar da minha lealdade e fé na relação com outras pessoas (tanto de amizade quanto de namoro). Eu não sou uma pessoa muito transparente ao que eu sinto e à forma como eu penso, talvez por isso as pessoas possam se equivocar em seus julgamentos, mas infelizmente não há outro jeito. Quando minha lealdade é posta em prova, eu vou tentar defendê-la em um primeiro momento, nem que eu tenha de ajoelhar e explicar que nariz de porco não é tomada. Depois, vêm a fase da depressão, em que eu me sinto mal por duvidarem da minha pessoa e entro em um processo de "morte" ... Meu orgulho morre por um momento e então ele começa a renascer maior e mais resistente que o anterior. O que realmente deixa de existir à partir daquele momento é aquela fé anterior que eu possuía na pessoa que iniciou o processo. É triste quando isso acontece, mas é minha defesa contra um estado depressivo que poderia se estender por tempo indefinido.

Um efeito colateral é o ódio. O ódio é um subproduto que pode aparecer (exceto no primeiro caso, em que o ódio à pessoa é o principal produto da ação) dependendo da gravidade da ação que foi tomada comigo.

Concluindo, eu não me sinto bem dizendo isso. Esse é um lado meu que eu raramente gosto que as pessoas conheçam. Esse é meu demônio, minha sombra, desnudada para todos verem (e lerem). Por algum motivo (relacionado aos eventos recentes) eu achei de bom tom falar sobre isso. Acho que é porque por estar tão à flor da pele e exigindo tanto pensamento por minha parte, e por meu nível de sinceridade estar aumentando gradativamente, que eu achei por bem falar disso aqui.

Eu só queria reiterar que essas três Maldições Imperdoáveis não são algo para se brincar. Brincar com isso é querer ver todo o meu ódio e agressividade sendo direcionados para um único objetivo: causar o maior estrago possível em quem brincou com coisa séria.

De novo, eu estou falando isso porque eu sinto que preciso ser mais transparente. Preciso colocar esses fantasmas para fora com o intuito de que, de alguma forma, eu possa entendê-los e controlá-los melhor. Eu tenho consciência de que nunca estarei livre disso tudo que falei, pois esses "defeitos e qualidades" estão muito enraizados com a minha forma de lidar com a realidade. No entanto, acredito que aos poucos conseguirei neutralizar alguns algoritmos mais nocivos, como já venho conseguindo fazer nesses últimos três anos.

22 de jul. de 2012

Friendliness

Sabe quando você está feliz e de bem com a vida e com todas as coisas da humanidade e parece que nada mais no mundo é capaz de lhe afetar além de um determinado nível? Pois é, é assim que me sentia até ontem.

Eu tenho esse amigo, que não têm muito tempo que conheço. A gente se conheceu pelo twitter e inclusive esse amigo foi causa de uma discussão feia com fantasmas dos natais passados. Passei a fazer parte de um grupo de amigos convidado por esse amigo, que cada vez se tornava mais especial. A gente concordava em algumas coisas, discordava em outras e até ocasionalmente discutia à respeito de temas muito controversos (e em alguns casos, até affairs controversos também).

No entanto, alguma coisa aconteceu nessa virada de noite que esse meu amigo me falou algumas coisas que me deixaram intrigado. O que eu havia feito para deixá-lo assim? Não me recordava de ter feito nada que pudesse causar essa reação. Ah sim, eu não contei direito a história né? Esse meu amigo conheceu um kra que no início ele não curtia muito, mas que depois foi criando uma afeição cada vez maior por ele. Normal, isso acontece o tempo todo entre meus amigos (e por que não comigo)?

Só que essa reação de meu amigo, em relação à eu ter me aproximado do tal kra, me pegou de surpresa. Assim, eu sou safado, sou cachorro, sou sem vergonha, não valho uma nota de dois reais rasgada direito, mas em relação às pessoas com quem cultivo uma relação de amizade mais profunda, rola uma lealdade muito grande.

Já percebi nas relações com os fantasmas dos natais passados que minha lealdade sempre é posta em prova em vários momentos. Queria ser uma pessoa maior e não julgar as pessoas por me julgarem, mas eu não consigo. Eu estou muito surpreso com esse meu amigo, mas eu no final me dei por vencido em prol da nossa amizade. Eu sei que ele é um kra muito legal, um conselheiro incrível e uma pessoa que está sendo muito importante nessa minha fase de recuperação da minha última depressão, só que por motivos que não me vêem a cabeça agora, estamos tomando direções opostas. Ele me pede espaço, e eu vou dar espaço. Ele me pede pra entender ele e eu entendo. Ele me pede pra aceitar que pode ter sido uma decisão injusta e eu aceito, afinal ele sabe melhor do que eu o que se passa na sua cabeça, e no seu coração.

Eu me afasto, mas não me afasto incólume. Estou me sentindo tão mal por isso que amanheci com febre e minha garganta dói. Reações à minha famosa "qualidade" de interiorizar as coisas. Só que dessa vez não quero interiorizar. Não quero fingir que nada aconteceu. Essa vez vai ser diferente pq não quero ficar sofrendo com isso por mais tempo que o necessário. Meu amigo pode ou não estar com a razão e queria que ele soubesse o quanto eu estou sofrendo com isso. Mas eu vou sobreviver, sempre sobrevivo. E quero no final me encontrar com esse amigo em algum momento no futuro e rir disso tudo o que está acontecendo hoje, mas não nesse momento. Me afasto e mais uma vez eu visto a minha armadura de lobo solitário, só que dessa vez sem pretensão de tirá-la tão cedo.

E assim o mundo vai se mostrando cada vez mais para mim. E cada vez mais vou perdendo a fé na humanidade. Ainda tenho fé em mim, pois é a única coisa que eu posso realmente dizer que conheço, que controlo e que posso garantir existência. Para todo o resto eu não posso dizer o mesmo. Então vai me restando a fé, mas mesmo a fé pouco a pouco vai cedendo, e eu vou ficando cada vez mais isolado no mundo. Mas é uma decisão minha, afinal é a forma que eu tenho pra enfrentar a realidade.

E cada vez me resta menos e menos e cada vez mais e mais vai sobrando somente a mim. Parece que cada dia mais aquela visão de criança em que eu me via morando isolado numa casinha ao pé de alguma montanha esquecida se aproxima da minha pessoa. Não é algo que enxergo como ruim, mas como o ápice final do meu desprendimento desse mundo do qual tão pouco comungo e cada vez menos as coisas que me são comuns deixam de ser tão próximas.

5 de jun. de 2012

Metacognição, ou pensar sobre o pensamento

Hoje estava folheando à esmo um liveo de uma das minhas séries de livros técnicos preferidos, chamado "Use a cabeça!". Engraçado que nunca tinha parado para ler os capítulos iniciais, que falam sobre como utilizar o conteúdo daquele livro e talz ... O engraçado é que existe um capítulo nesses livros sobre metacognição e lendo sobre o assunto, parei pra pensar ...

Mais da metade dos posts desse blog eu estou discutindo sobre minha forma de pensar, de ver as coisas, já repararam? Eu estou sempre discutindo como eu vejo algo, como eu sinto algo, como meu raciocínio resolve um problema ou como eu entro em loopings de comportamento impulsivo/depressivo ...

Mas o objetivo desse post nem é isso. É que eu parei pra pensar na forma como eu estou parando para pensar, e em como isso está criando um looping cognitivo que está me deixando cada vez mais curioso sobre o processo! Eu diria que estar ciente de que você está ciente é uma ciência estranha.

Ainda bem que os animais não têm esse tipo de comportamento cognitivo. Já pensou?

Penso, logo existo. Se penso que penso, logo penso que existo ou ... whatever...

17 de mai. de 2012

26 de mar. de 2012

Sol em oposição à lua natal

O período que se segue entre os dias 26/03 (Hoje) e 12/04 poderá ser sentido por você como uma fase de uma certa incoerência e contradição, Eduardo. Sabe aqueles dias em que a gente tem a impressão que quer fazer uma coisa, mas as nossas atitudes apontam para caminhos contrários? Ou quando a gente diz que vai fazer uma coisa, mas faz do avesso? Pois é, este é o período, mas não tende a ser algo particularmente ruim, basta ter consciência da tendência para saber controlar-se melhor.

Obrigado por dizer o óbvio hehehehe

1 de mar. de 2012

Auto reconnaissanceless

Daquele momento que vc assiste um dos seus seriados do momento, vê a protagonista sendo a maior BITCH do universo e não conseguir sentir raiva dela porque, no lugar dela, você faria a mesma coisa.

Ai, como odeio me identificar com os construtos de personalidade das outras pessoas!

5 de nov. de 2011

Vendetta


"Remember, remember, the 5th of November

The gunpowder, treason and plot;

I know of no reason, why the gunpowder treason

Should ever be forgot."

Guy Fawkes Day


31 de out. de 2011

[Mineirês/Goianês]

Sapassado era sessetembro, taveu na cunzinha tomando uma pincumel e cunzinhando um kidicarne cumastumate pra fazer uma macarronada cum galinhada, quascai de susto quanduvi um baruí vinde dentuforno parecenum tidiguerra.

Eu agritei Inhorrensga sô! Que diacho dibarui foi esse sô!

A receita mandopô midipipoca denda galinha prassá. O forno isquentô,o místorô e o fiofó da galinhispludiu! Nossenhora! Fiquei branco quineín um lidileite. Foi um trem doídímaís!

Quascaí dendapía! Fiqueí sensabê, doncovím, noncotô, proncovô. Ópcevê quilocura!!

Grassadeus nínguém semaxucô!

24 de out. de 2011

23 de out. de 2011

Snarl


... drifting away ... loosing my faith ...

... drifting away ... looking away ...

... drifting away ... trying to stay ...