Eu tenho pensado muito hoje em dia na pessoa que eu deixo as pessoas conhecerem nos temos atuais. Assim como em todas as ocasiões, elas na verdade só conhecerem uma máscara que eu criei, uma pessoalidade construída pra esconder quem eu sou de verdade, até de mim mesmo.
Eu sempre considerei minha vida uma vida comum, mediana, até patética, e eu sempre quis ser diferente, ter um superpoder ou algo do gênero. Hoje em dia eu acredito que essa minha habilidade de me camuflar entre as pessoas meu grande superpoder.
Ele já foi uma doença antes, que afetava as pessoas à minha volta e, principalmente, a mim mesmo. No entanto eu entendi seu papel em minha vida, como minha grande defensora. Eu devo muito a essa habilidade de me blindar e, dependendo do caso, de me anestesiar do mundo à minha volta, com um personagem que consegue lidar (ou ignorar) as situações à minha volta.
Por que esse assunto agora? Não sei, ele veio à mente, nesse domingo, em que estou ouvindo "Never be the same again" (Mel. C) e o marido está jogando videogame.
Sei que estou muito pessimista nos últimos dias, cansado de tudo, como se nada tivesse a mesma cor de sempre. São poucas as coisas que me alegram ultimamente, e elas vem diminuindo a cada dia. Pelo menos para compensar eu tenho essa máscara de pessoa extremamente confiante, que uso no dia-a-dia, pra me sentir vivo, sei lá.
Acho que é mais uma fase ruim da minha habitual variação monumental de humor. Ou são os 35 anos que fiz há duas semanas. Ou é a falta da moto e de poder dirigir pela cidade sem pensar em nada.
No fim, sempre passa. E menos um dia de espera até o fim, o descanso final, seja lá como ele for.