15 de fev. de 2016

Eagerness

Uma coisa que tenho percebido que têm acontecido com o passar dos anos é a minha diminuição por desejar algo de forma compulsiva.

Antigamente, eu não conseguia fazer outra coisa senão ficar olhando todos os reviews de celulares, ou de jogos, ou de qualquer coisa que eu julgasse extremamente importante para minha satisfação pessoal naquele momento.

Hoje, eu olho para coisas que eu desejo e, por um momento, sinto um forte desejo de possuir essas coisas mas, depois de pouco tempo esse desejo passa, sem deixar nenhum sentimento de frustração, como ocorria antigamente.

Não que o desejo tenha desaparecido, mas atualmente ele não parece ser tão importante na minha vida e, como qualquer mecanismo mental, é passível de adaptação, eu acho.

Penso que, ante a efemeridade da vida humana, essas coisas passam a não fazer tanto sentido, no que tange às experiências que vamos tendo durante nossas vidas. Afinal, a única coisa que podemos dizer que é nossa de verdade são as experiências, e nem sempre esses desejos se compõem em experiências que iremos nos lembrar.

Dado isso, acho que é parte do processo de desconexão do mundo, esse processo de não ver mais graça nas coisas que não estão dentro da minha mente. Afinal, isso é a única coisa que posso falar que é meu, "et veritas" e, independente do desfecho que a vida nos dá, representa quem somos de verdade: um mundo imenso de experiências se inter-relacionando.