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25 de mai. de 2025

Virtualness

A vida é um resort all-inclusive…
mas você nunca sabe quanto tempo dura a diária.

Às vezes tá na piscina tomando caipirinha…
e de repente alguém aparece: “Senhor Dudu, o check-out é ao meio-dia.”

“OXI, MAS EU NEM COMI A SOBREMESA AINDA!”

22 de out. de 2015

Changeless

Esse negócio de mudar de cidade não é fácil. Estou querendo voltar a escrever aqui no blog sobre esses sentimentos, mas eu me sinto meio desconectado dos mesmos, pra evitar o impacto da ansiedade nesse processo, mas não têm tido muito sucesso. Ontem eu fui parar na enfermaria e hoje tive uma crise depressiva, que se não fosse meu amigo Talles e meu marido Tiw Brás, eu não teria melhorado.

O que percebi é que preciso voltar a me conectar comigo mesmo, lembrar as coisas que eu sou bom em fazer e tomar cuidado com as coisas que eu não sou bom. Essa mudança de cidade é, acima de tudo, uma mudança na forma como eu venho lidando com o mundo. Quero acreditar que vou deixar de ser essa pessoa reativa e começar a ser mais produtiva, mesmo que isso não signifique nada pra mim, afinal não tenho essas baboseiras de precisar deixar um sinal meu no mundo.

O que eu realmente quero (Mário Alberto) é conhecer o mundo, é descobrir o significado de todas as coisas e chegar no final da minha vida e olhar pra tudo o que eu aprendi, e desaparecer feliz sabendo que eu fiz o possível para entender cada partícula existente.

21 de fev. de 2014

Nightswatchness

Esses dias contei a quantidade de vezes que eu virei a noite acordado e vi o sol nascer. Não foram muitas e resolvi citar as mesmas aqui, hoje.

  • Jogando RPG na casa do Danilim;
  • Fazendo trabalho da faculdade na casa do Adelir;
  • Corujão na Lan house do Valdinei (2 vezes);
  • Na praça da 605 Sul com Milla, May e cia;
  • Num luau com o povo do Twitter de Palmas;
  • Na casa da Mel, bebendo e assistindo filmes;
  • Na casa da Mel com o irmão dela deitado no outro sofá, só de cueca, bêbado, se insinuando pra mim (como dormir assim);
  • Em São Paulo, jogando Magic: The Gathering com Wagner, Dudu e Thiago;
  • Em São Paulo, jogando jogos de Wii com Wagner, Dudu e Thiago;
  • No aeroporto, por causa de um surto psicótico que me fez ir pra lá 10h antes do vôo;
  • Quando o pessoal da Woof Brasil se encontrou pela primeira vez em São Paulo, e ficamos comemorando na casa do Tiw (morr) até o amanhecer; (Bem lembrado morr)
  • Sentado na praia, em Florianópolis, enquanto eu, Andrew e a Novinha passamos a noite tomando banho de mar e estávamos esperando o sol nascer (foi lindo, mas ninguém bateu palmas).

Essas foram as vezes que me lembro de ter virado a noite acordado. Se esqueci de alguma, sintam-se à vontade de registrar em comentário!

14 de jun. de 2013

Foretimeness

Passado. Lembranças. Saudades. Vontade de ser o que já se foi um dia. No entanto, é no presente que vivemos. É na construção do hoje que podemos alcançar e superar a nós mesmos em nossas próprias vitórias passadas.

"Quando estiver com tudo
Lã, cetim, veludo
Espada e escudo
Sua consciência
Adormecerá!
E acordará no mesmo lugar
Do ar até o arterial
No mesmo lar, no mesmo quintal
Da alma ao corpo material"

Quando olho para o passado e vejo a quantidade de vitórias (e também derrotas) que tive, penso no hoje e me pergunto porque não sou daquele jeito mais. Aquele foi eu, não sou eu, portanto aquelas vitórias não são vitórias do meu eu de hoje, não são derrotas do meu eu de hoje. Cada uma delas serviu para um crescimento espiritual e moral específico, mas a dificuldade de me desgarrar delas ainda é grande.

As vezes eu queria ser só eu mesmo, sem me preocupar com as visões do passado, mas isso é realmente uma coisa que eu nunca consegui deixar para trás.

Para poder ser Eu, preciso deixar de ser Eu.

Om mani padme hum.

20 de out. de 2012

Repeating Eras

É engraçado como tudo sempre acontece praticamente da mesma maneira na vidas pessoas, já perceberam?

Hoje vendo uma foto recente de duas amigas e colegas de ensino médio me fez pensar em como tudo é sempre igual. Não totalmente igual, porque cada um têm suas próprias experiências pessoais e que jamais se repetem. No entanto, quando vamos nos afastando do nível pessoal começam a aparecer determinados padrões que se repetem em intervalos regulares na evolução da raça humana.

Ver essas duas amigas disparou em mim memórias da época que eu também estava no ensino médio, com meus 15/16/17 anos. Hoje estou com 30 e entendo cada vez mais todo aquele caminho que meus pais, tios e pessoas mais velhas passaram, os problemas que enfrentaram ...

Outra coisa que me intriga desde sempre é a forma como as pessoas lidam com isso. Eu tenho essa visão interior do mundo, um reflexo do que acontece no exterior e sempre me faz querer entender tudo e a todos. Também vejo que algumas pessoas raramente ou nunca tiveram questionamentos parecidos com os meus.

A mente (e porque não dizer, a alma) humana é algo que me fascina, pois apesar de toda essa repetição do padrão "nascer, crescer, reproduzir, envelhecer e morrer", dá a cada pessoa uma visão de mundo que é totalmente diferente de qualquer outra visão de mundo de qualquer outro ser senciente que já andou, que anda ou que algum dia andará por essas terras.

Por algum motivo, eu lembro de um sonho que tive há alguns meses, que intitulei de "Velhice" e que têm certa relação com isso tudo.

Afinal, nós morremos porque nascemos, mas nós não nascemos somente para morrer.

25 de set. de 2012

Cumulus Nimbus

Gotas de serenidade se formam no ar ingélido da atmosfera superior.

Ventos caudalosos de proeza magistral agitam a espontaneidade do momento em que a cútis azul do céu se torna em formosos algodões algozes cheios de dinamismo incerto.

Batalhões desses elementos trazem umidade a terras há muito tempo deslavadas e destruição para aqueles que desnudam o solo de sua pele verde-amarronzada.

A serenidade se torna um quintilhão de pequenas faíscas serelepes rasgando o ar até encontrar o chão, ou qualquer outra coisa no seu caminho.

A medida que a serenidade se esvai, gritos profundos e barítonos ecoam no céu como sinal de que ali um gigante se desfaz em minúsculas partículas portadoras de vida, mas que juntas podem trazer também a morte aqueles que não ouvem os avisos do senhor das tempestades.