11 de out. de 2012
Caeryn
Como alguns de vocês sabem, eu tenho esse Mundo Interior chamado Entalis, que já existe há alguns anos em mim. E nesse mundo um personagem se destacou aos poucos e foi me motivando a escrever sobre ele, sobre tudo o que ele passava em sua vida pelo mundo.
Esse personagem sou eu. Mas não sou o Eu daqui, da Terra, desse mundo material que todos conhecemos. É o meu Eu como eu imagino que eu fui, que eu sou e que um dia eu serei. E eu tenho um apego muito grande por esse personagem, sabe? Eh como se ele fosse meu filho, minha criação maior e minha real ligação com o meu Mundo Interior.
O vislumbre que eu tive foi que, ouvindo a música Oraanu Pi, da banda E.S. Posthumus, eu soube que ele finalmente deixaria o mundo. Ele morreria.
Eu fui muito pego de surpresa, sabe? Eu não vou negar pra vocês que eu chorei muito quando isso aconteceu. Chorei de soluçar, e alguns amigos meus podem atestar isso pq eu liguei pra eles pra conversar, pra me sentir melhor, pra entender, pra aceitar. E no final eu aceitei isso e então entendi que era decisão dele, e que eu não poderia (e não queria) fazer nada para mudar isso.
Esse personagem, o Caeryn, passou por muita coisa na sua vida. Primeiro foi traído por seu melhor amigo, depois teve de passar vários anos convivendo com a maldição de ter de compartilhar sua mente com a do seu ex-amigo. Também foi usado como arma contra os povos livres de Entalis em sua raiva e quando finalmente se livrou de tudo, descobriu a pior das maldições, a de que ele viveria eternamente e não poderia ser morto por nenhuma força conhecida de Entalis.
No momento do vislumbre, Caeryn tinha por volta de 3 mil anos e estava descrente de tudo, já não mais vivia apesar de não morrer. E quando relembro a escolha dele por finalmente desfazer a maldição e morrer, ele tinha mais vida nos olhos que todos os outros anos que lentamente passaram por eles.
Hoje estou bem com isso, apesar que estou chorando agora ao falar isso para vocês, e acredito que vou chorar muito ainda reconstruindo a história toda que culmina nesse vislumbre do final.
Caeryn, te desejo toda a paz que você nunca teve em todos os seus anos anteriores.
Nai Kuntak Ameike, Caeryn Noriakun!
25 de set. de 2012
Entwined
Aqueles momentos que você se vê extremamente feliz e realizado por ter conhecido pessoas tão importantes, e você se sente tão conectado a elas que tem a impressão de que o mundo só existe porque você está perto dessas pessoas.
Digo isso porque na viagem de volta de São Paulo eu senti uma melancolia tão grande, por tudo ter passado e se tornado memória desse momento perfeito, como tantas outras memórias passadas.
Eu não me sentia tão feliz assim desde que estava no ensino médio, jogando rpg com meus amigos da época. A única diferença de lá pra cá é que essa amizade de agora é realmente forte e me trás felicidade só pelo fato de comungar um mesmo ideal e porque eu posso realmente ser quem eu sou, sem limitações, sem máscaras, sem pré-julgamentos. Eu simplesmente sou.
Meu lado cético me diz que eu encontrei aqueles que são realmente um espelho de mim mesmo, de todas as formas possíveis.
Meu lado esotérico me diz que eu reencontrei pessoas queridas de outras vidas.
Independente das interpretações, eu sei que estou ligado a estas pessoas lindas e maravilhosas de uma forma muito intensa e que me faz sentir tão bem como nunca antes senti nessa vida.
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