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7 de set. de 2016

Nirvanaless

É engraçado como à medida que o tempo vai passando, a minha vontade de fazer coisas nessa realidade vai diminuindo.

É como se nada tivesse realmente o gostinho que eu esperaria ter, não sei se é devido à minha consciência de que a estadia aqui é passageira e, no final, nada que fizer vai servir pra algo ou se é pura e simples depressão.

O fato é que eu olho pra tudo e nada parece real. Será que, se existir outro lado, será assim também?

Lá, no fim de tudo, um dia vou descobrir. Ou não.

27 de out. de 2015

Amanhecer

Os raios de sol começam a aparecer.
A neblina noturna tornou-se o orvalho matinal.
A vida renasce, por debaixo da neve.

Tudo está imóvel, mas nada está morto.
A monotonia de cores domina o jardim.
O vento frio trespassa minha face.

Os raios de sol ficam mais fortes.
A neblina recua, diante do calor
Do pouco calor, neste mar de neve.
E volta, ao seu covil, a estepe.

Apesar do frio, crianças brincam.
O frio, nem um pouco, os incomoda.
Só pensam em brincar na neve.
Bonecos de neve, bolinhas de neve.

Neve.

Escrito em algum momento de 2001.

26 de out. de 2015

Crazyness

Sabe quando você percebe que você está ficando velho e que o mundo está passando cada vez mais rápido que quando você era mais novo?

Essa sensação que tenho de que o mundo não precisa ter sentido pra existir as vezes me pega para me deixar deprimido, como agora.

Não que eu queria que o mundo fizesse sentido, mas isso tornaria as coisas muito mais fáceis de lidar. Ninguém disse que uma vida de buscas iria exigir tanto da minha mente e da minha fé na minha capacidade de discernir e entender o significado do mundo.

Quando questionamos a realidade de todas as formas possíveis, você tende a se questionar também, pois a realidade é uma construção da sua mente. Ninguém garante que a forma como a realidade se apresenta a mim é a mesma que se apresenta para você.

No final, estou aqui depressivo querendo que tudo fosse só uma ilusão.

28 de jun. de 2015

Beetleheadness

Para quem ainda não entendeu, vou desenhar: Eu tinha colorido minha foto, mas daí vi algumas pessoas sendo desnecessárias com quem não tinha colorido (ainda mais com outras gays, como pode) e em protesto mudei a minha pra preto-e-branco pra mostrar que não devia existir essa coisa de "my way or the highway", afinal a bandeira tb representa diversidade de pensamentos...

1 de abr. de 2015

Diceless

Uma coisa eu tenho de admitir, boa parte das coisas que eu posto nesse blog acabam envolvendo sexo de alguma forma, né? Não nesse post! Esse post surgiu depois de uma discussão sobre "amigos de antigamente e que não são mais amigos" e de outra discussão sobre os "tempos da escola". O post trata de um momento muito único na trajetória das minhas amizades mais duradouras e de como eu me deixei levar por uma paixão adolescente.

Esse post faz parte da aclamada série "Fantasmas dos Verões Passados", com a diferença que esse mereceu um tratamento especial por ter durado tanto tempo na minha vida. Para quem quiser ler as histórias anteriores, os links estão no fim do post.

Separe a pipoca, a coca-cola e o sal pois é diversão garantida, para toda a família!

Amigos, outros "amigos" e o maior Fantasma de Todos os Verões Passados

WARNING: Any resemblance to persons living or dead should be plainly apparent to them and for those who know them, especially if the author has been kind enough to have provided their real names, which is not the case. All events described herein actually happened, though on occasion the author has taken certain, very (veeeeeeeeeery) small, liberties with chronology, because that is his right as a Human Being.

Tudo começou em um dia típico no interior de Goiás. O ano, 1998, segundo ano do ensino médio. Nessa época, eu estudava de manhã e estagiava no recém criado laboratório de informática.

Lá estava eu, perdido em buscas aleatórias na recém instalada internete quando chega esse kra que tinha ficado sabendo que eu tinha baixando um vídeo (via Napster) mixando várias versões de Final Fantasy com uma música de uma banda de metal melódico e veio me pedir uma cópia do mesmo. Eu disse que não tinha CD para gravar mas que se ele trouxesse, eu gravaria no computador da coordenação do laboratório. Ele era mais ou menos da minha estatura, gordinho, com uma cara de pitboy e usava roupas com estampas militares. Não preciso dizer que havia sido paixão à primeira vista né? Ele se chamava Mateus.

Engraçado que nessa época eu não admitia que eu sentia algo pelo Mateus, mas da visão que tenho de hoje, era isso que eu sentia. Para mim era pura e simples empolgação e até cheguei a negar pra mim mesmo que eu estava gostando dele (eu não lidava bem com meus sentimentos e conflitos, longa história).

No outro dia, ele apareceu para pegar o vídeo e veio com um outro amigo, o Alessandro, e aproveitou pra pegar algumas músicas que eu já tinha baixado. Enquanto eu gravava o CD nós ficamos conversando sobre aleatoriedades e no final da conversa, eles me chamaram para conhecer o grupo de reeducação postural global (o famoso RPG) que eles frequentavam.

Passado algum tempo, eu já me considerava do grupo. Eram várias pessoas que participavam dos encontros. Tinha o Hernán Cortez, muito gente boa; o Maurílio, ligado com os lances punks straight edge; o Denício, que era o kra do linux, na época que linux era uma coisa de nerds nível asiático; e o Nheengatu (que é um nome tupi e talz), irmão do Mateus e o integrante mais novo do grupo.

Era divertido sair com esse pessoal. Eu não era uma pessoa muito conhecida na escola, exceto pelo fato de ser o CDF número dois da minha sala (admito, a CDF número um era a Eva Aline, irmã do Alessandro e sempre achei ela mais inteligente que eu em matemática e física, as matérias que eu dominava de letra). A gente fazia umas loucuras tipo sair correndo e pular na cerca da escola, pular nos postes de sinalização e fazer poledance (inclusive em uma dessas ocasiões o Alessandro conseguiu arrancar o poste, no sempre presente azar de corpo fechado dele) e nos chamarmos por nomes e raças de livros como Senhor dos Anéis.

Eu sei que muita da minha motivação em estar perto deles era para estar perto do Mateus. Eu achava ele legal, engraçado, irônico mas ignorava sumariamente os seus defeitos, como a arrogância, o orgulho e o seu nítido senso de superioridade sobre as outras pessoas. Afinal, no fundo eu gostava dele, daí eu anulava esses "pequenos inconvenientes".

Passado algum tempo, o Maurílio e o Denício se afastaram do grupo. Na verdade, o grupo se dividiu por conta de alguma treta entre o Mateus, o Nheengatu e o Denício e eles acabaram por pular do barco. Eu e o Hernán continuamos no grupo, que depois dessa Cisma se tornou a Sociedade do Personagem Desbalanceado (ou SPD).

Nesse período, várias outras pessoas passaram pelo grupo e não ficaram muito tempo. Em especial o Ueide Filho, o Valdir, o Karl Marx, o Bilbo Bolseiro, o Rodrigo (que tinha esse nome pois seu derrière é enorme e tinha vida própria, segundo os contos mitológicos) e o Tonhão. Deles, só o Ueide Filho acabou continuando. Outro que passou pela SPD e saiu pouco tempo depois foi o Amarildo, que fez uma das melhores histórias de RPG que já joguei, toda cheia de zoeira e brincadeiras e que não agradou muito o refinado gosto da tríade (esse era o nome que eu dei para o Mateus, o Nheengatu e o Alessandro, por serem os principais e mais visíveis integrantes do nosso grupo de reeducação postural global).

Foi nessa época que eu comecei a sentir que ocasionalmente os meus amigos da SPD pareciam não me querer na sua companhia, já que as vezes saiam pra fazer as coisas e não me chamavam ou marcavam sessões de reeducação postural global secretas. Eu achava que era porque eu tinha começado a trabalhar no estágio e por isso tinha menos tempo pra poder dedicar a eles. Pra mim tudo bem, a gente passou a se ver mais à noite e nos fins de semana. Foi também nessa época que o grupo novamente teve um crescimento, quando o Lagartixa, o Danielzim (primos de Alessandro), o Petit Lait e a Micaela entraram no grupo (no entanto o Petit Lait e a Micaela também não ficaram muito tempo).

Uma coisa pelo menos salvava essa sensação de isolamento. Eu sempre andei à pé na cidade (Alessandro morava pra lá da baixa da égua) e muitas vezes o Lagartixa, o Alessandro e o próprio Danielzim me buscavam ou me levavam para os lugares onde estavam todos. Alessandro ainda era o único que eu ainda via se lembrando de me chamar para os eventos de grupo.

Um dia, o Valdir e o pai dele abriram uma Cafeteria com Acesso à Internet e o Alessandro pouco tempo depois começou a trabalhar por lá. A gente meio que passou a se encontrar com frequência na cafeteria, que acabou se tornando meio que nossa sede de operações. Nesse período, eu tinha "terminado" o meu curso técnico e estava fazendo faculdade e tinha muito tempo à tarde para ficar por lá. Apesar de conversar muito com Mateus, Nheengatu e principalmente com Alessandro (que à essa altura era meu melhor amigo à época), sempre ficava sentindo que algo estava errado. Mas novamente, eu ignorava porque eu gostava de Mateus e nessa época eu queria ficar perto. Eu já tinha percebido que eu tinha essa atração pelo boy, mas não tinha coragem de chegar e falar pois ele frequentemente afirmava sua aparente heterossexualidade para todos que estavam próximos (não que eu achasse que ele fosse guei, mas era tremenda a semelhança do seu comportamento com o meu processo de esconder dos outros a minha pessoa).

Eu sei que esse período da cafeteria foi muito bom para expandir meu círculo de amizades, que nunca foi muito grande. Jogando Warcraft III com o Diogo e seu irmão, Adriano e jogando Command & Conquer Generals com a minha amiga Max Caulfield, passei a me integrar em outras turmas e a começar a perceber a dicotomia entre estes grupos e o até então meu único grupo de amizades. Foi assim que eu conheci melhor várias das pessoas que passaram pela SPD e que acabaram não ficando no grupo.

Nessa época, tínhamos sessões de reeducação postural global todos os finais de semana e ficávamos horas revisando nossas posturas, escritas em fichas de personagens. Eu frequentemente levava lanches ou dividíamos entre todos o valor das coisas. Eu sei que foi nessa época que o Hernán saiu do grupo. Ele já não vinha aparecendo com muita frequência pois era frequentemente alvo de bullying por parte de Nheengatu e um dia ele não engoliu a zuação e resgatou sua dignidade de volta. Estava livre da "zoação educada" do grupo, que todos apoiavam, desde que não fossem com Mateus e Nheengatu. Foi também concomitante a esse período que eu comecei a frequentar a casa do Diogo e do Adriano e a ficar horas conversando besteira ou vendo os dois jogarem videogame (nunca fui muito fã de jogar, mas sempre gostei de assistir os outros jogarem, vai entender) e enchendo o saco do Rodrigo ou desafinando o violão do Diogo.

Foi mais ou menos por volta dessa época que algumas coisas começaram a mudar na sociedade. Nheengatu, Mateus e Ueide Filho começaram a frequentar academia e a usar aqueles produtos saudáveis que servem para melhorar o desempenho físico (e que fazem com que o homem possa ter a experiência da TPM feminina) e aquela imagem que eu tinha do Mateus começou a ruir. Eu achava ele bonito pelo que ele era, e o que ele estava se tornando (fisica e psicologicamente) meio que estava quebrando o encanto da coisa toda, sabe como é.

Também foi essa a época que passamos a frequentar uma sorveteria no centro da cidade e que os primeiros casais começaram a se formar. Lagartixa tinha sua namorada, Alessandro e Nheengatu saíram da faixa virgem da nerdisse, Ueide Filho começou a chamar a atenção das meninas e Danielzim se transformava no José Meyer de Jataí. Enquanto isso, Mateus se mantinha impassível, e ninguém sabia dizer se ele tinha namorada ou não.

Eu sei que algum tempo depois o grupo começou a se separar, já que tirando eu que já estava na minha faculdade de mexedor de videocassetes, microondas e celulares sistemas de informação, os outros estavam fazendo vestibular e passando para os cursos das suas paixões. Alessandro foi fazer seu curso de design de interiores arquitetura em Goiânia, Mateus foi fazer alquimia em Black Small River e Nheengatu ficou na cidade pois agora era papai. Lagartixa e Danielzim também foram embora, fazer odontologia. Daí, com a sociedade dividida, deixei de fazer reeducação postural global e comecei a dar mais atenção para meus outros amigos, sempre deixados de lado até então.

A coisa engraçada é que a sensação de que eu era sempre deixado de lado simplesmente desapareceu. Eu sempre estive acostumado a correr atrás dos meus amigos, tentando alcançá-los em uma corrida que eu não entendia qual era. Quando ocasionalmente a sociedade se juntava, nas férias, a gente se juntava para botar o papo em dia, para tentar fazer nossas fichas de reeducação postural e divertir, mas eu não sentia realmente me divertindo. Eu meio que me sentia deslocado, cada vez que um feriado se aproximava e a turma se juntava novamente.

Um dia foi a minha vez de me mudar de Jataí. No meu caso eu passei em um concurso lá na casa da peste, vulgo Palmas, e acabei me afastando de todo mundo por um tempo. No entanto, sempre ia pra Jataí nos feriados longos (afinal, eu gastava 15 horas de viagem, não dava pra ir todo fim de semana) e combinava de visitar todo mundo pra rever as amizades. Foi nessa época também que eu saí de meu casulo e virei uma linda borboleta, oops história errada... Foi nessa época que eu saí do armário e assumi para o mundo que eu sou guei. Alguns amigos me deram uma força enorme, em especial o Diogo e o Rodrigo (e todos os frequentantes da casa do Diogo). Eu me senti muito à vontade de me abrir a eles e essa experiência positiva me deu forças para expandir o nível da saída do armário.

Foi quando contei para os membros da SPD que o nível de deslocamento cresceu a níveis estratosféricos. Lagartixa e Danielzim ficaram sem saber como reagir, mas isso é normal (e aconteceu com todo mundo) e tempos depois ficaram sussa. Alessandro aproveitou o momento e fez umas piadinhas (mas esse era o Alessandro) e pra mim foi tipo "Massa mano, vamo jogar", Nheengatu achou engraçado e meio que não fez diferença na vida dele, mas o mais estranho foi saber que Mateus tinha tido uma reação bem tensa ao saber da informação. Eu fiquei chateado com ele (um pouco porque eu tinha tido essa paixão adolescente por ele) e isso fez cair por definitivo toda a mágica em torno dele. Foi nessa época que eu comecei também a reavaliar todas as minhas amizades e a ver quem era cada um na visão de antes e na visão de agora.

Vou dizer que eu acabei descobrindo tarde demais que os meus amigos mais amigos e mais verdadeiros e mais preocupados comigo (da mesma forma com que eu me preocupo com eles) eram aqueles que eu passei uma vida ignorando, pelo fato de eu ter essa paixão platônica pelo Mateus e por isso me induzir a fazer parte de um grupo de amigos que não eram todos tão meus amigos assim (exceto o Lagartixa, o Danielzim e o Ueide Filho e o Alessandro, que eram as exceções à essa regra).

A mensagem que quero passar com esse post é: não seja amigo de alguém só porquê você têm um amor platônico pelo boy. De um jeito ou de outro você vai acabar se fodendo (e nem sempre pelo boy).

...

Ironias à parte, escolhi o dia de hoje para postar pois sabe com é né? Primeiro de Abril, ótimo pra contar sinceridades como se fossem mentiras e para contar mentirinhas como se fossem coisas verdadeiras. Daí, deixo a vocês decidir se a história é verdadeira ou se é zoeira. É muito bom ser mau, né?

Mentira, é tudo verdade! MUAWAWAWAWAWAWAWW!

No começo do post eu citei outros textos e só se você tiver coragem e paz de espírito suficiente que eu recomendaria a leitura. Mas vai lá, lê, é legal, não têm porn: "Fantasmas de Verões Passados" e "Outros Fantasmas de Verões Passados"

29 de set. de 2014

Nothing about yourself

Sei que as vezes pareço pedante falando só sobre mim, mas é algo que infelizmente sei fazer de melhor. E não seria um blog de auto-entendimento interior se eu não gastasse esse tempo falando sobre mim mesmo.

As vezes fico pensando em quem sou hoje e em quem as pessoas são. Eu tenho uma vida diferente, eu penso diferente, eu reajo diferente. No entanto, sempre têm aquele sentimento de que eu queria ser outra pessoa, queria ter sido alguém que eu acreditei que eu seria, muitos anos atrás.

7 de mai. de 2014

Sobre Passados, Presentes e Futuros

Acho que de todas as idiossincrasias que eu me disponho a seguir, a mais importante é a de querer sempre resolver assuntos que possam ter ficado mal resolvidos no decorrer da passagem do tempo e das experiências. Eu objeto resolver todos os problemas, mas sou pragmático o suficiente pra saber que alguns assuntos não podem ser mais resolvidos, sob o risco de se tornarem ainda mais negativos, para alguma ou ambas as partes.

Por isso, se eu tenho a oportunidade de me redimir de assuntos diretos ou indiretos que um dia fui responsável ou de alguma forma tive de lidar ou tomar uma decisão, e esses assuntos não são impossíveis/improváveis de serem resolvidos, o fato de resolvê-los vai me deixar bastante feliz pois mais um fantasma terei tirado daquele grande poço (estilo O Chamado) que possuo no fundo da minha mente.

Sei que para muitas pessoas, esses assuntos as vezes são triviais ou nem mesmo são problemas, mas eu não gosto de deixar essas coisas não resolvidas. Pra mim, isso mostra que eu dou valor às pessoas envolvidas.

8 de mar. de 2014

Desintoxication

A partir do momento que separamos o "Eu preciso" do "Eu quero" e passamos a entender o significado de cada uma das partes, todas as compulsões passam a não fazer mais sentido.

27 de fev. de 2014

Headpumpkin

Tempo de aflições e chamadas inesperadas no frio envolvente da noite metropolitana.

O domo está escuro, talvez para que os técnicos tenham tempo de corrigir as imperfeições no plasvidro que cobre a cidade.

Uma transmissão de uma base lunar chega até a matrix, e encontra seu destinatário. Um garoto de 10 anos, que já possui o plugue nevrálgico.

A esperança de que o mundo prospere está nas mãos daquele que possuir o poder de controlar o corpo através da mente, e o mundo das sensações irá se tornar o lar daqueles que são só mente, diz a mensagem.

Entediado, o garoto guarda a mensagem, e volta a vasculhar a Matrix, em busca de fortalezas de dados, das quais pode extrair informações, para ganhar dinheiro para ajudar seu pai, desempregado, e comprar algumas roupas pouco usadas.

21 de fev. de 2014

Nightswatchness

Esses dias contei a quantidade de vezes que eu virei a noite acordado e vi o sol nascer. Não foram muitas e resolvi citar as mesmas aqui, hoje.

  • Jogando RPG na casa do Danilim;
  • Fazendo trabalho da faculdade na casa do Adelir;
  • Corujão na Lan house do Valdinei (2 vezes);
  • Na praça da 605 Sul com Milla, May e cia;
  • Num luau com o povo do Twitter de Palmas;
  • Na casa da Mel, bebendo e assistindo filmes;
  • Na casa da Mel com o irmão dela deitado no outro sofá, só de cueca, bêbado, se insinuando pra mim (como dormir assim);
  • Em São Paulo, jogando Magic: The Gathering com Wagner, Dudu e Thiago;
  • Em São Paulo, jogando jogos de Wii com Wagner, Dudu e Thiago;
  • No aeroporto, por causa de um surto psicótico que me fez ir pra lá 10h antes do vôo;
  • Quando o pessoal da Woof Brasil se encontrou pela primeira vez em São Paulo, e ficamos comemorando na casa do Tiw (morr) até o amanhecer; (Bem lembrado morr)
  • Sentado na praia, em Florianópolis, enquanto eu, Andrew e a Novinha passamos a noite tomando banho de mar e estávamos esperando o sol nascer (foi lindo, mas ninguém bateu palmas).

Essas foram as vezes que me lembro de ter virado a noite acordado. Se esqueci de alguma, sintam-se à vontade de registrar em comentário!

7 de jun. de 2013

Belief is a tool

Belief is a tool. Don't you believe? Read this!

10 de jan. de 2013

Emptyness

Existe essa sensação ruim de que as coisas estão fugindo ao seu controle, como se fosse possível controlar cada aspecto da sua vida. Coisas dão errado e eu preciso aprender a lidar com elas sem me tornar um berserker no processo.

Eu penso isso pois em breve vai aparecer esse príncipe encantado na minha vida, e eu não quero que ele me veja tendo esses acessos de raiva. Eu tenho medo dessas reações e até certo ponto consigo controlá-las. O meu problema é o mecanismo de frustração, que faz com que a raiva exploda antes mesmo que eu possa pensar sobre o problema.

Tudo deriva do fato de eu me sentir sem alguém pra me ouvir de verdade. Isso mudou bastante com alguns amigos muito especiais, mas ainda falta alguém mais próximo pra eu poder realmente me abrir sobre um lado meu que aprendi, com os anos (e os ex namorados) a guardar fechado lá no fundo do baú.

Algo me diz que esse alguém está bem próximo (mais próximo do que imaginam) mas do meu estado atual até o estado em que vejo esse alguém explorando as fronteiras do oceano da minha mente há um vazio existencial muito grande.

Minha vontade de chorar é muito grande, mas eu prometi a mim mesmo que não faria agora. Eu preciso ser forte, ser frio, ser resistente e mesmo não sendo a pessoa mais corajosa do mundo, eu preciso fazer. A palavra do momento não é tentar. Tentar foi o que fiz a vida inteira. Agora é realizar. Realizar o que nunca consegui antes na minha vida, que foi ter o domínio completo dela, sem me preocupar em controlar cada aspecto, como se isso fosse fazer com que o caminho aparecesse para mim.

Eu queria pelo menos que esse vazio dentro de mim não fosse tão difícil de lidar. Todo o resto parece mais fácil sem ele. Tudo parece ficar mais difícil sem esse alguém.

27 de ago. de 2012

Occam's razor

Entia non sunt multiplicanda praeter necessitatem

Não sei explicar, mas nesses tempos tempestuosos as pessoas deviam conhecer mais sobre esse princípio lógico. Simplificaria tanto as coisas.

Então, vem Antonie de Saint-Exupéry e fala ...

"A perfeição é alcançada não quando não há mais nada para adicionar, mas quando não há mais nada que se possa retirar"

Aí vêm Einstein e me diz isso:

"Tudo deve ser feito da forma mais simples possível, mas não mais simples que isso"

Daí, é por isso que amo esses velhinhos!

20 de ago. de 2012

typedef union pessoa;

Me perguntaram no twitter por que eu defini pessoa usando union e não struct, como é comum se fazer declaração em C. Bom, a declaração em questão é a seguinte:

typedef union humano {
  int razao;
  int emocao;
  int fe;
} pessoa;

Então, vamos aos detalhes técnicos. Em C, quando você declara algo como struct, você está criando uma estrutura onde todos os elementos lá dentro fazem parte de algo maior que engloba todos os elementos. Ou seja, você pode acessar qualquer membro da estrutura individualmente.

No entanto, quando você declara algo como union, você está criando uma estrutura onde todos os elementos na verdade usam o mesmo espaço de memória, ou seja, você nunca poderá usar mais de um dos elementos declarados ao mesmo tempo, pois ao usar um deles, o elemento usado ocupará toda a memória disponível.

Daí você se pergunta: "Mas o que isso têm a ver com a declaração acima?" É simples, e todas a maioria das pessoas seguem esse roteiro:

Se você usa a razão, a emoção e a são coisas irracionais;
Se você usa a emoção, a razão é fria e a cega;
Se você usa a , a razão é louca e a emoção manipulável.

Assim explico o motivo de usar union e não struct. Beijos e se não gostou, vai carpir um terreno que esse ódio passa.

7 de ago. de 2012

RichSquare


Jorge Paulo Lemann just ousted Eike Batista as the Brazil's Richest Man on #forbes!

Jorge Paulo Lemann just unlocked the "Man of Power" badge on #forbes for become the richest person in the country!

6 de ago. de 2012

Heart Things

Não adianta, por mais que eu queira, meu coração pensa diferente da minha cabeça. Mas de certo modo ele está certo em assuntos que minha cabeça não deveria se meter.

26 de jun. de 2012

Boring

Um daqueles dias que eu queria que não existissem pq tá terrivelmente entediante!

Cadê emoção, cadê adrenalina, cadê dignidade?

5 de jun. de 2012

Metacognição, ou pensar sobre o pensamento

Hoje estava folheando à esmo um liveo de uma das minhas séries de livros técnicos preferidos, chamado "Use a cabeça!". Engraçado que nunca tinha parado para ler os capítulos iniciais, que falam sobre como utilizar o conteúdo daquele livro e talz ... O engraçado é que existe um capítulo nesses livros sobre metacognição e lendo sobre o assunto, parei pra pensar ...

Mais da metade dos posts desse blog eu estou discutindo sobre minha forma de pensar, de ver as coisas, já repararam? Eu estou sempre discutindo como eu vejo algo, como eu sinto algo, como meu raciocínio resolve um problema ou como eu entro em loopings de comportamento impulsivo/depressivo ...

Mas o objetivo desse post nem é isso. É que eu parei pra pensar na forma como eu estou parando para pensar, e em como isso está criando um looping cognitivo que está me deixando cada vez mais curioso sobre o processo! Eu diria que estar ciente de que você está ciente é uma ciência estranha.

Ainda bem que os animais não têm esse tipo de comportamento cognitivo. Já pensou?

Penso, logo existo. Se penso que penso, logo penso que existo ou ... whatever...