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29 de jan. de 2020

Casse-toi

Na verdade, que se foda todo mundo nessa m*rda, cansei de ser sociável com às pessoas à minha volta, pra mim só importa a mim e às pessoas que realmente me fazem diferença, ou que me entendem DE VERDADE.

Ao resto da humanidade, acho que vou deixar de ser educado pois ser educado com a maioria é quase que igual a jogar pérolas aos porcos.

Pronto falei!

Je m'en bats les couilles

Nada de mais pra dizer, só que as vezes a gente se pega sentindo determinadas emoções e vira um turbilhão de coisas tristes, alegres, raivosas, possessivas, que a gente tem dificuldade de controlar para não se tornar visível às outras pessoas pois, primeiro isso não é para as outras pessoas, por mais que quiséssemos externalizar para sermos vistos, e segundo, isso nada mais seria do que ser inseguro e imaturo.

Não que não seja, pelo contrário, mas me sinto muito mais avançado na escadinha do autocontrole que muitas pessoas que conheço, ao não tornar isso uma catarse de grandes dimensões.

Eu queria, no entanto, ser mais verdadeiro com meu pilar moral, as vezes acho que me deixo levar pelas falar alheias e caras bonitas e, quando vejo, estou eu lá lutando por causas que não são minhas ou desejando coisas que literalmente estão inacessíveis a mim.

Isso me fere muito, e só vem a acrescentar à miríade de sentimentos girando em minha cabeça, até o copo encher em algum momento aleatório futuro.

28 de jan. de 2020

Bon sang

As vezes eu me esqueço que as pessoas não sabem que eu sou uma pessoa toda cheia de maneirismos e problemas bem complexos de lidar, acho que pelo fato de eu ser uma pessoa tão adaptável, quase volátil, no sentido de me adaptar a basicamente qualquer situação social.

E pior, eu só lembro disso quando alguém me lembra da estranheza de alguns de meus comportamentos, como o imenso controle emocional que eu uso o tempo inteiro, minha obstinação por seguir e impor regras, fazer diários e anotações de coisas pessoais, além uma obsessão insana por simetrias, padrões e repetições em basicamente tudo o que eu faço.

Eu posso parecer uma pessoa normal por fora, mas como já disse antes, é um comportamento que eu desenvolvi como uma defesa, e é por isso que as vezes quero ficar sozinho, pois é só sozinho que consigo de verdade repor minhas energias.

14 de abr. de 2019

Griefness

Negação

Impossível ele não estar a fim de mim. Olhe o jeito que olha, a forma que bota as mãos na virilha, o olhar profundo que diz mais que qualquer coisa. Não estou errado, impossível eu estar errado!

Raiva

Ele não reage às minhas investidas, por quê? Eu estou deixando bem claro o que quero, porque ele não retribui, que ódio! Preciso chamar mais ainda a atenção dele!

Negociação

Se ele beber o suficiente, vai se abrir. Se entrarmos juntos na piscina, algo vai acontecer. É só dar o tempo e as ferramentas certas que ele vai mostrar que está a fim, apesar de não investir.

Depressão

Estou cansado de gastar energias com ele. Tudo o que eu faço parece acentuar os sinais, mas nada acontece. Será que sou eu o problema?

Aceitação

Lá no fundo, eu sou uma pessoa mimada. Eu tendo a achar que o mundo têm de girar à minha volta e que as coisas devem acontecer porque eu quero. E não é bem assim. Eu acabo criando espectativas de muitas coisas e hora ou outra isso volta na minha cara.

Também tem o fato de eu ser mau perdedor, e ir guardando tudo, querendo que tudo seja como eu quero que seja, independente do que as outras pessoas sofrerão pra eu alcançar meus objetivos...

Mas essa crise aconteceu pq eu estava em um momento que não queria ser forte como sou todos os dias. Só queria colo, deitar, fechar os olhos e alguém me dizer que aquilo ia passar logo.

Não parece as vezes, mas eu sou uma pessoa extremamente emotiva e muito do que acontece a minha volta me afeta, eu só escondo isso com uma maestria incrível

Eu queria não criar expectativas de coisas que não estão lá, sabe, mas ao mesmo tempo não quero ficar regulando meu pensamento, pois a minha mente é o único lugar em que posso ficar verdadeiramente livre. E por causa disso, as vezes eu sofro as tempestades que se formam.

...

Triste, mas talvez mais um fantasma de verões passados deixado para trás, com um pé de melancolia pela forma como minha mente, meu emocional, realmente acharam que algo assim poderia dar certo. No final do dia, nada como uma catarse após a outra.

12 de out. de 2017

Black Heart

Como é difícil escrever sobre algo no dia de hoje! Minha vontade hoje era de destilar meu rancor às pessoas gratuitamente, pois estou em um daqueles dias que me irrita ver as pessoas felizes e comemorando qualquer coisa nesse dia.

Acho que estou me tornando uma pessoa rabugenta com o passar dos anos, sabe?

Sério, acho que nesse processo de ignorar as pessoas à minha volta, me afeta muito o fato de elas fazerem coisas sem que eu esteja envolvido. Como sempre, meu ego falando mais alto em querer me tornar mais importante que eu sou.

No final, são só resquícios de frustrações acumuladas com o passar dos anos.

22 de mai. de 2016

Rediceless

Então você vê nas fotos do instagram dos amigos que o maior crush da sua vida dos 16 aos 23 acabou de casar e os dois estavam lindos.

Queria eu estar no lugar dela? Sim. Mas esses são outros tempos e essas águas já passaram há muito tempo.

Dentre as lembranças que tive desse crush, me peguei lembrando de conversas animadas com ele em seu quarto, falando de rpg ou de qualquer outro assunto tão empolgante quanto.

Bom, que seja muito feliz em seu casamento, de verdade.

Pra quem quer conhecer a história toda, pode ver o post Diceless.

Adendo: Segundo a Notação Internacional de Crush, ele possui as características Bonito, Sexy, Inteligente e Engraçado, totalizando um total de todas as características crushescas conhecidas.

29 de fev. de 2016

Heartless

Aquele momento que você não sabe o que escrever porque tem sentimentos conflitantes sobre o assunto, mas vamos lá, pois é preciso externalizar isso de alguns forma.

Primeiramente, eu queria entender porque sinto esse conflito em relação a meu pai. O fantasma sempre aparece quando vejo fotos do meu pai se divertindo com o neto, áudios no grupo da família, etc...

Sempre reclamei da sua ausência secretamente e de certa forma sempre tive essa sensação, que só consigo descrever no momento com a palavra em inglês "upset". Mas ultimamente eu tenho visto ele cuidando do neto como eu esperaria que ele tivesse cuidado de mim, e isso têm uma capacidade incrível de me desarmar por completo!

Eu sou ciente de minhas emoções o suficiente para entender as raizes desse sentimento conflitante, mas nada disso me tira o peso dessa sensação de que eu queria que tivesse sido comigo. Eu tive meu avô e minha avó e pelos anos em que vivemos juntos, eu me senti conectado a algo. Mas depois que meu avô se foi, eu me senti compelido a enterrar esse sentimento, que passei a considerar supérfluo, pois agora eu tinha que cuidar da minha avó, e esse sentimento perdura até hoje.

Admito que ver meu pai consertando com o neto o que não é mais possível reparar entre a gente me deixa feliz por ele. Ele está se redimindo consigo mesmo e isso é notório na felicidade que ele vem transparecendo ultimamente. Infelizmente não acredito que seja possível, para mim, me reconectar a esse sentimento, pois exige de mim abrir mão da proteção que criei pra suportar a ausência.

Não estou pronto para deixar cair a ultima defesa, o nemesis da minha existência, pois é esse nêmesis que me protegeu no começo e que hoje me faz forte, que me faz racional, e principalmente, quem mantém minhas emoções sob controle.

A resposta pra isso é simples ao extremo: É puro e simples ciúme, por alguém ter o que eu não tive, por ter o que desejei ter por anos a fio e que, no fim, foi enterrado por questões de sobrevivência.

Não espero que isso mude com o tempo, pois eu não quero mais que mude. O tempo que passou, passou e não volta mais. Só me resta recuperar ocasionalmente pedaços de sentimentos perdidos no passado e trazer à tona, pra entender quem eu sou, quem eu me tornei e quem eu irei ser no futuro.

9 de fev. de 2016

Hearingness

Engraçado que muitas pessoas não conseguem enxergar em mim a pessoa que eu costumo projetar aqui no blog ou nas redes sociais. É como se eu fosse duas pessoas diferentes. Isso, no entanto, é uma inverdade.

Quem me conhece me enxerga como uma pessoa paciente, que parece ouvir a opinião alheia e até mesmo me sensibilizar por suas causas, sejam elas irrelevantes ou não. Na realidade, o que ocorre é que na maior parte do tempo, esse comportamento é simulado de forma a tornar minha pessoa mais "convivível" no meio social. Assim, eu sempre vou parecer interessado, animado, alegre, bem disposto, e por aí vai. No entanto, ainda existe certa autenticidade em alguns de meus comportamentos. É até fácil distinguir quando estou sendo dissimulado de quando estou sendo autêntico, só não vê quem não consegue.

No entanto, quem me conhece de verdade sabe que eu não sou bem assim. Eu sou uma pessoa bastante nervosa e que se irrita facilmente com opiniões alheias, principalmente quando os transeuntes sequer conseguem defender seus argumentos com proposições lógicas. Eu amo a discussão lógica e filosófica, me atrai discutir minhas opiniões (que quase sempre são bem fortes) com outras pessoas com opiniões e sentimentos diferentes. No entanto, me irrita profundamente quando a pessoa usa o próprio ego ou idiossincrasias próprias para defender o próprio ponto de vista como correto, para todas as circunstâncias.

"Tudo aqui pra mim é mundano. Tudo é irrelevante. A humanidade é irrelevante pra mim. Exceto algumas coisas e pessoas realmente especiais, como natureza, ou amigos." (Angerness, 2013)

Nesses casos, eu tendo a parecer ceder em meus argumentos, quando na verdade estou sentindo profunda pena da pessoa por ser tão mente pequena, a ponto de achar que uma discussão deve ser sempre um conflito ou uma competição pra saber quem está certo de verdade. Eu paro de discutir pelo simples fato de entender que com pessoas como essas, continuar discutindo é equivalente a falar com uma parede. E nesses casos, eu escolho conservar essa energia para coisas realmente úteis, como ficar no facebook stalkeando os amigos.

As pessoas podem achar horrível ler algo sobre mim mesmo escrito dessa forma, mas é assim que eu sou. Eu sou bastante altruísta com o que merece meu altruísmo. No entanto, quanto mais passa o tempo, menos paciência eu tenho para lidar com as próprias inseguranças das pessoas à minha volta. Eu estou (quase) sempre disposto a ajudar, mas também não vou desviar do meu caminho para acalentar alguém que urge por ajuda mas não se entende a si próprio e torna isso em agressão com as pessoas próximas. Nesse sentido, prefiro me afastar.

Já fui muito mais agressivo no passado. Hoje, sigo o preceito filosófico de um ex, chamado de "O Princípio do Cagaísmo". Estou cagando para essas opiniões alheias que nada me acrescentam. Quer ter uma discussão comigo? Por favor, faça, eu adoro, mesmo! Mas não torne isso uma luta, como se houvesse a necessidade de sair um vencedor ou um perdedor. Pois se houver, eu vou ligar o "caguei" para você, e à partir daí, a tendência é só ir te ignorando cada vez mais até que eu julgue que não há motivos para continuarmos conectados à mesma rede social. Podemos nos manter amigos no mundo real, mas no mundo virtual, onde eu adoro desenvolver discussões sobre quaisquer temas, não vou fazer muita questão de ter você por perto, mais ainda se você for do tipo que problematiza as coisas sem ter bases para defender nem mesmo suas idéias/ideologias.

Olha que é até bem difícil fazer com que eu chegue a esse nível que eu citei nesse post, e se de fato você está lendo isso, significa que de alguma forma nossa relação significa alguma coisa, e muito provavelmente eu respeito isso. Apesar da exageração inerente desse texto, eu sou uma pessoa muito fácil de conviver, altamente adaptável às opiniões alheias. Só não tenho mais muita paciência com egos inflados. Acho que, no final, estou ficando mais velho muito mais rápido do que eu imaginava. Isso é um bom sinal para mim, eu acho.

O que está dito está dito. Quem sabe mais pra frente eu não destile melhor isso, mas não é esse o momento. Caso queira discutir comigo, estou sempre disponível.

P.S.: Os links do post são importantes para alguns entendimentos. Se você chegou até aqui, recomendo as leituras.

4 de nov. de 2015

Beliefness

fui católico, mas descobri que confiar cegamente em algo é muito perigoso.

Já fui satanista, mas descobri que negar algo com todas as forças ainda é adorar esse algo.

Já fui druida, mas descobri que não sou mais um ser em comunhão com a natureza.

Já fui Wicca, e descobri que rituais em excesso só atrapalham minha concentração.

Já fui khaos, mas descobri que misturar diferentes vertentes de conhecimento sem saber o que estou fazendo atrapalha tanto quanto rituais.

Já fui ateu, mas descobri que viver sem ter um pouco de fé no oculto faz tão mal quanto ter fé demais.

...

Hoje sou agnóstico, pois aprendi que culturalmente não importa se um livro está errado, ele representa a história e os costumes de um povo e de uma época.

Hoje sou agnóstico, pois aprendi que a negação de algo não é necessariamente o inverso daquilo.

Hoje sou agnóstico, pois aprendi que ser um com a natureza é estar em sintonia comigo mesmo.

Hoje sou agnóstico, pois entendi que rituais passam uma mensagem tão importante quanto a linguagem escrita ou falada.

Hoje sou agnóstico, pois entendi que  todo o misticismo e religiosidade deriva da mesma necessidade de entender o desconhecido, e a nós mesmos.

Hoje sou agnóstico, pois acredito que tudo precisa ter um propósito e um sentido, mesmo que esse sentido seja não não existir propósito.

27 de abr. de 2015

Mindless

Sabe quando você pensa tanto mas tanto em algo que uma pessoa lhe disse, e que você sabe que ela tem razão, que você chega a ter dores de cabeça e não consegue focar no trabalho?

Pois é...

20 de jul. de 2014

Recalques

Eu realmente devia parar com essa atual compulsão de querer entender os comportamentos das pessoas. Quando paro pra me enxergar no processo, me sinto extremamente trabalhado no recalque e esse realmente não sou eu.

Introspeção sempre foi a palavra de ordem dos meus processos cognitivos e essa recente onda de análise das outras pessoas é, nesse contexto introspetivo, irrelevante pois não há nada que essas análises possam fazer para alterar qualquer coisa que não seja modelos mentais concebidos para tentar compreender e, por tabela, prever as reações das pessoas.

19 de jul. de 2014

Stages

Agora eu consigo entender aquela sensação que algumas pessoas sentem quando terminam de escrever seu TCC. Finalmente terminei de escrever (a primeira versão, sem a revisão do orientador) e me sinto estranhamente satisfeito.

Ainda falta muita coisa: revisar o artigo, publicar em algum evento, apresentar para a banca... Mas mesmo assim, sinto que finalmente esse ciclo está terminando.

Também pudera, são 14 anos para conseguir a graduação. Não que não fosse difícil, mas minha força de vontade e o fato de que eu sempre considerei graduação como só mais um papel pra carregar fizeram com que eu demorasse tanto tempo para alcançar esse estágio.

Próximos planos? Mudar pro Canadá... Fazer um mestrado... Passar em um concurso pra ganhar pelo menos 7mil dinheiros... Só o futuro vai dizer qual dessas opções irá se realizar.

Uma coisa é certa: Não teria chegado aqui sem meus amigos e principalmente sem meu marido Tiw que me apoia desde sempre pra eu concluir esse passo. Acho que não teria chegado nesse ponto sem vocês, seus lindos.

14 de jul. de 2014

Foda-se o potencial

Sabe de uma coisa? Eu estou fodendo para o meu potencial. Me irrita imensamente ver as pessoas olhando pra mim e me falando "nossa, você têm um potencial muito grande, devia trabalhar isso"...

Em primeiro lugar, eu sei bem qual é meu potencial e pode crer, ele está MUUUITO além do que você acredita que ele é. Segundo, o potencial é meu e eu faço com ele o que eu quiser. Ou não faço.

Agora, se você têm um problema com o fato de que você não possui um potencial como o meu e queria ter tido a mesma "sorte" que eu, uma dica: tenha amor próprio. Foram suas decisões que lhe levaram a ter esse sentimento de que seu próprio potencial não foi explorado e tentar fazer com que eu "explore corretamente" meu potencial não vai fazer com que a sua situação se reverta.

Ou seja, se eu vou explorar ou não meu potencial, é uma decisão somente minha e eu tenho pleno conhecimento e consciência das implicações da mesma. Não preciso de sua opinião, como se para esse assunto em particular eu realmente me importasse com ela.

18 de mai. de 2014

Your faith is flawless, only not

De todos os acólitos de religiões do mundo, os que mais utilizam discursos de ódio contra outras religiões e que ao mesmo tempo se fazem de coitadinhos quando são atacados são os neo-pentecostais. Sim, pois nem dá pra dizer que são cristãos, pois estes parecem se preocupar mais com as ações do demônio nas suas vidas que com sua própria retidão em seguir os ensinamentos de amor que seu deus e avatar tentam (aparentemente em vão) ensinar...

1 de mai. de 2013

Verdadinhas

Meu koo pra vocês! Vão rasgar o koo com o garfo de churrascaria e passar pimenta com álcool isopropílico pra ver se passa esse fogo nas ventas, diacho de capeta do inferno!

Série "Posts do passado Distante"

10 de abr. de 2013

Fantasmas

Você está lá, todo feliz com sua vida formada, com a pessoa que você ama, fazendo tudo direito e achando que finalmente você zerou a vida e agora é só calmaria.

Então, um fantasma aparece. Ele não é mais ninguém para você, mas por algum motivo ele ainda mexe com seus sentimentos e torna um dia calmo em uma tarde de tormentas psicológicas.

O problema nem é ver o fantasma, afinal ele ficou para trás. O problema maior é lidar com todos os sentimentos e sensações e "eu te amo"s ditos naquela época que hoje não significam nada mais.

Na verdade significam. Eu amei infinitamente essa pessoa no intervalo em que estivemos juntos. E então, acabou. Me dói pensar assim, mas é assim que acontece, infelizmente.

Isso acontece com cada um que passou ou que passar em minha vida. Jamais os "fantasmas" deixarão de existir em mim pois, deixar eles desvanecerem é negar algo que fez parte da minha história, em determinado tempo da minha vida.

Parodiando Antoine de Saint-Exupéry, fantasmas sempre aparecerão, sejam ex-amigos ou ex-amores. Eles sempre deixam um pouco de si e levam um pouco de mim.

Cabe a mim honrar essas memórias, afinal eu sou todas as minhas lembranças e experiências, mesmo que isso rasgue meu coração em milhares de pedaços. [Drama Mode OFF]

P.s.: Post do Passado Distante.

8 de mar. de 2013

Angerness

Hoje terminei de assistir mais um seriado. Dessa vez foi Star Trek Deep Space 9. Esse foi um seriado que me decepcionou no começo mas que me conquistou e me prendeu até o último episódio, que eu assisti hoje. Eu não gosto de assistir (nem ler) finais das coisas. Não porque "Tudo que têm um começo, têm um fim" (Oráculo, Matrix) mas porque eu não gosto de me sentir voltando daquele mundo fantástico e retornando a essa realidade imunda e desprezível que nós vivemos.

Eu tenho muito disso, sabe? As pessoas me chamam de inocente ou de fútil, ou mesmo de coisas piores, pelo fato de eu me doar tanto emocionalmente pra coisas tão "insípidas". Eu sou do tipo que chora em filme (Rei Leão e Titanic são os recordistas atuais), que se revolta com vilões, que comemora uma vitória, como se eu mesmo estivesse lá dentro dos filmes ou livros.

Isso também leva a outro ponto relacionado aos meus gostos: Eu gosto de muitas literaturas e filmes que a maioria das pessoas acha ridículo, imperfeito, moralista, e por aí vai, só pelo fato de que muitas vezes o diálogo e a progressão psicológica dos personagens me prende e me fascina tremendamente. Um exemplo é Eragon. Eu adoro esse livro. Realmente vejo nele um cara lutando contra sua própria incapacidade de fazer as coisas do jeito certo e ao mesmo tempo, tendo de fazer o papel de líder da resistência e a única esperança do povo sob sua tutela. Pra muita gente, é uma série de livros mal escritos. Pra mim, é um compêndio de impressões psicológicas enorme! Outro livro é Jogos Vorazes. Quantas pessoas criticaram o filme por mostrar uma ficção fantástica sobre dominação e povos dominados, que raramente conseguiria ser complexo politicamente. Sinceramente, não ligo. O que me importa (e me cativa) é ver a Katniss ter de lidar com o fato de que ela pode morrer e que várias outras pessoas estão desejando a morte dela para eles próprios continuarem vivendo.

Pra mim o livro ou o filme não é bom pelo que está escrito ou mostrado ali, mas pela miríade de sensações que eles me causam. Pela imersão que eles me proporcionam. Pela possibilidade de, por algumas páginas ou por algumas horas, me permitir fugir desse mundo e existir em um lugar diferente, onde tudo poderia ser diferente.

Tudo aqui pra mim é mundano. Tudo é irrelevante. A humanidade é irrelevante pra mim. Exceto algumas coisas e pessoas realmente especiais, como natureza, ou amigos. Eu me revolto com muitas coisas, mas no fundo eu sou uma pessoa que nunca soube o que é passar fome, ficar sem emprego, ser assaltado ou ter a vida em risco. Alguns podem argumentar que eu não tenho direito de reclamar tendo uma vida tão "boa".

VÁ A MERDA! PEGUEM ESSE SEU ARGUMENTO E ENFIEM NO SEU CU ATÉ SAIR PELA ORELHA, SEU FILHO DE UMA RAMPEIRA RUMINANTE! VOCÊ SÓ EXISTE PORQUÊ DEUS DEVE TER UM ENORME SENSO DE HUMOR, SEU IDIOTA IGNORANTE DE MERDA!

Eu sozinho já me revolto com isso, com o fato de eu não ter vivido essas experiências, mas isso não me tira a propriedade em eu falar como me sinto à respeito de determinados assuntos. E ao mesmo tempo não dá direito a nenhum de vocês de dizer o que eu posso ou não fazer, ou sentir, ou acreditar.

Da mesma forma eu tenho esse pensamento para aquelas pessoas que adoram ditar regras por aí. "Não pode twittar piada de humor negro", "Fulano morreu, daqui a pouco começam as ofensas", "Quem usa hashtag no Facebook é retardado", "Em vez de postar foto de comida no Instagram, deveria gastar esse tempo comendo a mesma".

A minha vontade era, para cada comentário ignóbil que alguém faz para mim, sacar um taser e disparar uma carga por uns 10 minutos no meio do seu saco (ou peitos) só pra me sentir melhor.

Mas, no final das contas, me conformo em ficar calado e deixar que essas pessoas caiam no abismo da minha ignorância da existência desses pedaços de carne, com intestinos no lugar do cérebro, pois só assim pra explicar tanta verborragia dissonante que ouço por aí.

Hoje estou furioso. Furioso principalmente comigo. E quem quiser falar qualquer coisa, vai dar meia hora de bunda pro diabo porque eu não estou a fim de escutar ninguém hoje!

23 de fev. de 2013

Good is Evil. Is Evil Good?

As vezes eu me pergunto por que tudo nesse mundo tem de ser dividido em bom ou mau?

Eu paro pra pensar sobre isso frequentemente. O ser humano é especialista em dar rótulos a todas as pessoas, consciente ou inconscientemente. No entanto, desde sempre rola esse papo de bom, mau, altruísta, egoísta, entre outros. Parece que ninguém consegue pensar em outra coisa que não seja isso.

Eu acredito que as coisas poderiam ser melhores, mas penso que pra maioria das pessoas, eh preciso o rótulo. Eh como se tudo fosse preto no branco, quando tudo na verdade são tons de cinza.

Não existem medalhas douradas na realidade em que vivemos.

21 de jan. de 2013

Devilness

No final das contas, todos temos nossos fantasmas, nossos demônios, nossas sombras e nossos nêmesis bem ali, há poucos passos do consciente.

18 de jan. de 2013

#$@&*$+!?

Aqueles momentos que você odeia com todas as forças a distância imposta pelo mundo.