20 de dez. de 2019
Voidless
O rio que corre os eventos de minha vida parece estar acelerando, cada vez mais, perto de chegar no oceano do desaparecimento (ou da próxima vida).
Isso me assusta mas ao mesmo tempo me deixa calmo, pois indica que o fim dessa história chegará mais rápido do que imagino, aquele momento em que a gente descobre se existe algo do outro lado ou não, aquele momento que a gente olha para trás, cumprimenta todos os observadores atentos e sai do palco.
19 de dez. de 2019
Après la lumière
12 de abr. de 2019
L'amour platonicien n'est pas compris
Basicamente, percebi recentemente que eu ainda sou uma pessoa mimada, que não sabe aceitar que nem tudo o que eu quero eu posso ter, e isso aliado ao fato de eu já ser um mau perdedor, só torna a situação um tanto depressiva.
Geralmente, esses sentimentos são fáceis de lidar e conciliar, mas todos os que envolvem desejo, raramente consigo achar soluções fáceis, como ansiedade por exemplo, que é meu grande mau.
Só estou escrevendo isso pq, como dá pra ver, existe essa coisa que eu quero muito ter mas não posso, por inúmeros motivos, mas minha cabeça continua querendo insistir em investir tempo (e energia) em algo que definitivamente não vai dar em lugar nenhum.
Enquanto isso, seguimos ouvindo músicas depressivas.
1 de abr. de 2019
Puppyness
Isso aconteceu há algum tempo. A pessoa? Um colega de trabalho bem próximo, que antes era de outra cidade. Tudo começou como uma atração física, aquela coisa de alguém lhe atrair por ser provavelmente uma das pessoas mais bonitas que você já tenha visto. Mas isso raramente é algo que me tira dos prumos.
O que realmente fez (e ainda hoje faz) a diferença é a pessoa por trás desse corpo. Esse colega, em especial, têm um quê de filhote que realmente me deixou fora dos prumos. É aquele tipo de pessoa que eu me via cuidando, fazendo carinho no rosto, no pescoço, fazendo massagem nos pés e nas mãos e falando "deita aqui no meu peito, esquece o mundo que agora eu estou aqui pra te proteger".
É claro que isso praticamente saiu do controle. Na verdade, tudo isso só acontecia na minha cabeça pois esse sou eu, fantasiando situações que na prática seriam impossíveis de acontecer. Afinal, o colega é casado, eu também sou casado, e uma situação desse tipo só se sustentaria se pelo menos eu fosse solteiro (como eu fazia à moda antiga), pois o problema maior é na minha cabeça.
O que venho fazendo ultimamente é lidar com a situação da maneira que melhor sei fazer: manter-me afastado enquanto essa tempestade não passa, ou que a situação se encaminhe para uma situação onde não me afete tanto.
Mas que queria muito deitar ele no meu colo, ficar acariciando bem de leve com as pontas dos dedos a sua barba, a linha do seu pescoço, sua nuca e seus cabelos, com os olhos fechados, imaginando que no mundo não existe mais nada além de nós dois, naquele momento, isso eu queria muito.
Pois eu sou assim. Isso me trás uma paz de espírito tão grande, saber que estou ali pra alguém, e esse alguém está precisando de um colo, um acalento, uma proteção, um quê de se sentir seguro, mesmo que seja só naquele momento.
Não deixo de pensar que esse post provavelmente e muito em breve será mais um da série fantasma de verões passados. Um que complementa os posts "fantasmas", "triangle" e "outros fantasmas" e, que atualmente, me afeta bastante.
5 de jan. de 2017
Selflessness
Muito já me peguei pensando nisso porque eu sou uma pessoa de opiniões fortes, que julgo cada pessoa que conheço mas que mantém isso em segredo em nome da boa convivência, pois assim eu aprendi desde cedo.
O ponto de tensão nem é esse, sabe, mas a reação ofensiva que a maioria têm quando descobrem as opiniões alheias (as vezes, sobre você até). Muitos inclusive ficam extremamente magoados por saber que a pessoa pensava daquela forma.
Eu realmente não entendo esse segundo comportamento apesar de ser complacente com o primeiro, sabe por quê? Porque todo mundo têm direito a ter opinião própria, e isso é uma coisa que não deveria nos afetar.
Eu levei bastante tempo para assimilar que a opinião alheia não me diz respeito, mesmo que seja um prejulgamento sobre mim mesmo. O máximo que podemos fazer com isso é tentar entender o que de nossas ações causou esse julgo na outra pessoa.
O dia que entendermos isso, talvez acabe a necessidade de termos de manter segredo sobre tantas coisas pois não será mais necessário manter uma disparidade entre o que pensamos e o que externalizamos.
12 de dez. de 2015
A Lei do Eu, por Eduardo Rolim
Tudo é um
Não existe encima e embaixo, só existe o eu, e o que fora dele está.
Essa é a lei, tudo deriva do um e volta para o um.
Eu é deus, deus é um. Deus e eu partilham da mesma essência, tendo nomes diferentes para o entendimento do homem. Deus é o estado transitivo do homem, entre o eu e o um. Homem é deus, sábio e louco.
Eu é um, para o homem que alcançou a iluminação. Cabe ao homem investigador e observador entender que o eu e o um são a mesma entidade.
O sábio e o louco sabem a verdade. Um pelo eu, outro pelo um.
Universo é matéria. As forças primordiais definem a lei do físico, é do físico que emana o eu, contido no um, contido no eu.
O oculto é mente, surge do eu e se projeta como o um que existe dentro do eu. O homem que é deus de seu próprio um.
O que escapa ao eu real é. Real é aquilo que complementa o um. Pois ao homem não cabe entender que real não é aquilo que seus sentidos sentem. Pois o real não é realidade, realidade não existe sem um ponto de vista.
Micro e macro são percepções. O macro está contido no micro. O micro se torna macro, à percepção do eu.
Se eu sou um, quem são os outros? A realidade nos dá outros eus, cada um sendo parte do um, mas cada um é eu, cada eu um universo em si mesmo. Toda matéria interage e na interação não existem fortalezas, e o eu se divide em varias não-localidades chamadas intelectos. Cada fagulha, cada observador atrás do olho atento é entidade única. Mas o eu atento perguntará se ele não é eu, é aquele eu parte do real? Como a casa de espelhos, a resposta escapa ao entendimento do homem mas o sábio já encontrou a resposta e o louco a verbaliza.
O um é intangível fisicamente pelo eu. Não é possível saber os limites da casa na qual se está dentro. É possível, no entanto, mensurar a sala em que se vive, pois suas paredes são realidade aos sentidos.
A ciência é, para o bom observador, a mensuração da sala onde se vive. É adjeto e ferramenta do eu. Um sem o outro é função sem forma e forma sem função. O louco só se torna o sábio quando entende essa transitividade.
O um é atemporal. É o que aconteceu, o que acontecerá e o que nunca aconteceu ou acontecerá. O tempo é a expressão do real, permite o homem absorver é entender o um, um passo de cada vez.
O tempo é o gestor dos eventos e o orquestral da natureza. Tudo se dá através deste, até o entendimento supremo. O homem que entende o tempo finalmente se encontra em condições de ver a casa como ela é. Mas ver a casa o cega para as salas e ver a sala o cega para a casa. Não há informação absoluta no eu, só no um e para tal é preciso que o eu seja novamente o um.
A evolução é conhecimento. O eu ignorante se tornando o um onisciente. O homem é consciente da pedra, mesmo que a pedra não seja consciente de si. São diferentes níveis do eu, e só o eu pode dizer se é consciente de si mesmo, pois mesmo o homem é pedra ante o um que é o eu.
Essas são as palavras da lei que definem o eu.
Um é tudo e tudo é eu.
Eu não é tudo mas é um em si mesmo.
8 de mai. de 2014
Natureless
"Esta frase é falsa" possui uma essência e é na sua essência que se descobre a verdade da não-essência.
12 de jun. de 2013
Datingness
10 de jan. de 2013
Emptyness
Eu penso isso pois em breve vai aparecer esse príncipe encantado na minha vida, e eu não quero que ele me veja tendo esses acessos de raiva. Eu tenho medo dessas reações e até certo ponto consigo controlá-las. O meu problema é o mecanismo de frustração, que faz com que a raiva exploda antes mesmo que eu possa pensar sobre o problema.
Tudo deriva do fato de eu me sentir sem alguém pra me ouvir de verdade. Isso mudou bastante com alguns amigos muito especiais, mas ainda falta alguém mais próximo pra eu poder realmente me abrir sobre um lado meu que aprendi, com os anos (e os ex namorados) a guardar fechado lá no fundo do baú.
Algo me diz que esse alguém está bem próximo (mais próximo do que imaginam) mas do meu estado atual até o estado em que vejo esse alguém explorando as fronteiras do oceano da minha mente há um vazio existencial muito grande.
Minha vontade de chorar é muito grande, mas eu prometi a mim mesmo que não faria agora. Eu preciso ser forte, ser frio, ser resistente e mesmo não sendo a pessoa mais corajosa do mundo, eu preciso fazer. A palavra do momento não é tentar. Tentar foi o que fiz a vida inteira. Agora é realizar. Realizar o que nunca consegui antes na minha vida, que foi ter o domínio completo dela, sem me preocupar em controlar cada aspecto, como se isso fosse fazer com que o caminho aparecesse para mim.
Eu queria pelo menos que esse vazio dentro de mim não fosse tão difícil de lidar. Todo o resto parece mais fácil sem ele. Tudo parece ficar mais difícil sem esse alguém.
27 de ago. de 2012
Mind
Eu sou minha mente. Eu sou meu corpo. Eu sou sentimento, eu sou idéia, eu sou sensações.
Perceber isso as vezes é difícil. Entender, mais ainda. Mas não existe dentro da sua cabeça um você, que recebe estímulos sensitivos, processa, e reage. Existe você.
Acredite, isso faz diferença.
27 de jun. de 2012
Heaven and Hell
Céu é onde ...
a polícia é britânica,
os cozinheiros italianos,
os mecânicos alemães,
os amantes brasileiros,
e é tudo organizado pelos suíços.
Inferno é onde ...
os cozinheiros são britânicos,
os mecânicos brasileiros,
os amantes suíços,
a polícia é alemã,
e é tudo organizado pelos italianos.
24 de mai. de 2012
Sorrowness
É mais ou menos assim que me sinto sobre o dia de ontem. Aparentemente um dia normal. Mas, parece que justo no final as coisas começaram a sair dos seus eixos.
A primeira delas foi conversando com um amigo, em que ele está dando uma super força para outra pessoa, e eu solto uma daquelas infames piadinhas que só eu sei soltar, mas a piada dá margem à outras interpretações. Quando percebi que tinha falado merda, já era tarde.
A segunda, foi o desaparecimento da Sansa essa noite. Tudo bem, ela pode ter saído pra se aventurar por aí, mas mesmo assim, não deixa de me dar um aperto saber que essa é a primeira noite que ela dormiu fora de ksa. Com o John eu não senti isso que tou sentindo com ela.
Terceira, a dor de cabeça que senti hj cedo. Daquelas que os remédios não ajudam muito, cefaléia, ou algo do gênero.
Quarta, a minha grande quantidade de mau humor com que acordei. Acho que consequência dos dois fatos ocorridos.
Só sei que hj tou triste. E o pior, estou facilmente irritável. Nessas condições que estou hj, eu preferiria evitar contato humano, pois é a última coisa que eu quero agora é ver algum ser pseudo-inteligente querer me falar alguma mereda. Exceto meus amigos mais próximos, que pelo menos me conhecem um pouco. Esses eu mesmo estou falando como estou me sentindo.
Bom, é esse o desabafo de hoje. Começando mais um arco agressivo/depressivo na minha temporada 2012.
28 de fev. de 2012
Friendiness
E no processo, eu começo a me afastar, me isolar, e no final lá estou eu de novo, sozinho como um lobo solitário a olhar para o céu estrelado à espera da próxima lua cheia ...
10 de fev. de 2012
Trustworthyless
By doing so, you'll always know the person you are dealing, and never have, about me, false hopes nor expectations that are exaggerated.
3 de fev. de 2012
Simple Emotions (2)
Então vc acorda, e percebe que não pode fazer. Não assim, naquele lugar. Não pode se dar o luxo de cair na tentação e nos braços e pernas torneadas e naquele corpo bronzeado de alguém que já viveu mais verões que você, e que sabe o que quer, e que naquele momento só quer saber de você.
Então, no súbito da noite, as coisas rolam como deveriam rolar, e vc é deixado em sua casa. Vocês tiveram uma excelente noite, exceto pelo sexo. Não por ter sido ruim. Só que pela minha própria decisão de não querer me envolver, por um tempo.
Repetindo a frase de uma amiga, "Eu estou fechado para balanço, até que me balancem novamente". Mas, no meu caso, a segunda parte é descartável. Ser solteiro. Ser livre, desimpedido. Como é bom!
... no entanto, aqueles olhos ainda me perseguem durante a noite. Minha mente não deixa de ser seduzida pelas suas palavras doces, escolhidas a dedo como a caneta de um poeta. Aqueles olhos sedentos por você. Aqueles olhos que desejam seu corpo, apesar de suas palavras terem dito outras coisas.
Meu instinto está à mil, mas minha razão disse. Não. Não agora.
E assim foi feito. E aqui estou, novamente, jogando videogame e cuidando dos meus gatos enquanto eles me arranham até o fim dos tempos. Mas pelo menos deles eu espero o mais profundo amor sincero. Contanto que eles não falem.
Sou um cafajeste? Sim, sou, com certeza. Mas não hoje.
31 de jan. de 2012
Simple Emotions
Realmente, não há o que discutir!
21 de dez. de 2011
17 de dez. de 2011
Lone Wolf of Northen Stepes
Estava aqui pensando em algo que um amigo me falou há alguns dias. Ele havia me dito o seguinte:
"Não entendo, Du, por que você não deixa as pessoas chegarem perto de ti. Há sempre essa aura de mistério em torno de você que nos impede de entendê-lo e, por conseguinte, nos aproximar. Por que você faz isso?"
Claro, ele não usou essas palavras exatas, mas essa é a sua mensagem para mim e estou vindo aqui pra responder, ou pelo menos tentar.
Quem nunca notou a minha aura de mistério? Como não perceber que, no fundo, eu sou distante e as vezes nem ali estou?
O fato é que a tanto tempo me acostumei a contar sempre (e as vezes somente) comigo mesmo, que eu fico meio assim. Me sinto mais livre se pensar que eu posso tudo sozinho.
Claro, tenho meus amigos e vou ser sempre leal a eles no que me couber, mas eu não sou o tipo de pessoa que está sempre por perto. Sinto que as vezes isso incomoda, mas eu gosto muito desses momentos sozinho.
Não sei explicar bem a sensação, mas as vezes penso como um grande amigo me disse uma vez. Quando vc não espera, não se decepciona. Queria que isso não fosse verdade, mas é, pelo menos para mim.
Talvez por isso não deixe as pessoas chegarem perto. Não quero me decepcionar com elas. Também não quero que se decepcionem comigo. E por mais que as vezes eu diga que a opinião dos outros não importa, o fato é que sempre escuto e guardo o que me dizem.
Dizem que isso não é uma atitude "saudável", mas isso me trás conforto, mesmo que as vezes eu não confie nem em mim mesmo.
No final das contas, sou apenas mais um lobo solitário das estepes do norte. Aquele que está sempre olhando além do que seus olhos podem ver, mas não enxerga o próprio chão onde trilha suas sendas.
15 de dez. de 2011
26 de nov. de 2011
Eyewash
A mente eh o melhor computador que existe, não porque processa dados mais rápido, o que é uma grande mentira, mas porque é capaz de indexar e encontrar informações e cruzá-las de infinitas maneiras e ainda gerar novo conhecimento, e se realimentar com isso.
Nós sonhamos direto com coisas que poderíamos fazer, como voar, viajar no espaço, cruzar dimensões e até sermos deuses de nossos próprios mundos. Não as fazemos porque nosso corpo é limitado, ao contrário da mente, que escaramuça o mais profundo do humano e projeta no universo das possibilidades, idéias.
Criar um mundo artificial de sensações, ligadas a uma máquina é um dos grandes sonhos do homem. Assim seus sonhos se tornariam realidade. Simulada.
Resolveria o problema das drogas, mas criaria o dos que se recusam a acordar para o mundo real.
Real ou simulado, no fim das contas, tudo são sinais que são interpretados por uma consciência fantasma que se esconde atrás de um emaranhado de sinapses e que busca desesperadamente o nirvana através das sensações.
P.S.: Achei que o cliente do Blogger no Android (não oficial) que eu usava tinha apagado esse post sem postar. Fiquei puto mas arranquei ele de dentro do seu banco de dados bugado. Heavy user é assim ...
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Há alguns anos saiu um post agendado no blog que quase abalou as estruturas da sociedade, se eu e meu marido não fôssemos tão bem felizes ...
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As vezes fico pensando em como essa vida é uma prisão... Sobre como tudo parece ser feito para que passemos por algum tipo de provação, com...
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