Nesse quase solstício de verão, acabei de me dar conta que ultimamente as semanas têm passado como folhas secas no vento.
O rio que corre os eventos de minha vida parece estar acelerando, cada vez mais, perto de chegar no oceano do desaparecimento (ou da próxima vida).
Isso me assusta mas ao mesmo tempo me deixa calmo, pois indica que o fim dessa história chegará mais rápido do que imagino, aquele momento em que a gente descobre se existe algo do outro lado ou não, aquele momento que a gente olha para trás, cumprimenta todos os observadores atentos e sai do palco.