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25 de dez. de 2012

Triangle

Em algum lugar da minha linha temporal existem Eu, John e Bob.

Eu conheci John, ficamos amigos e trocamos "intimidades" via internet. John pediu sigilo à respeito das nossas "intimidades". Eu descubro mais para frente que John é casado. Com Bob, que aliás não conheço à essa época. Um belo dia de semana, John e Bob terminam seu casamento. John e Bob vão viver suas vidas separados. Tempos depois, eu conheci Bob. Eu avisei John que eu estava conhecendo Bob e John disse que não tinha problemas, afinal eles não estavam mais juntos. Depois de conhecer Bob, eu e ele ficamos amigos, ficamos mais próximos e passamos a nos gostar bastante, mas sem ainda termos trocado "intimidades". Um dia, eventualmente, trocamos "intimidades" mas num nível bem diferente do que eu e John trocamos.

Um dia, John descobre que Eu e Bob estamos conversando. John simplesmente fica extremamente chateado comigo e diz que eu traí a confiança dele. John me conta coisas sobre Bob. Dada a proximidade que eu tenho com John, aquilo que ele me conta me deixa perdido. Quem está certo? Quem está errado? Eu não sei. No final, eu sigo minha fé em Bob e escolho seu lado. Confronto Bob sobre essas coisas que me foram ditas por John. Eu pergunto "Me diga, você teve com outras pessoas conversa no mesmo tom que você teve comigo?" mesmo sabendo que a resposta seria indiferente, apesar de que os cursos de ação seriam diferentes. Bob responde Não. Eu conto pra Bob tudo o que aconteceu entre eu e John.

Bob decide então confrontar John à respeito do falado pra mim. Eu discordo, penso que por mais que John tenha feito isso, ele deveria ser deixado em paz. Bob usa o que eu disse que John me disse pra acuar John. John, acuado, para de fugir e começa a atacar. Eu estou no meio de um fogo cruzado de John e Bob. Bob me usa como espada e John me usa como escudo.

Eu quero morrer.

Bob me diz que John está chorando. John me acusa de ter destruído a vida dele. Eu me sinto a pessoa mais horrível do mundo. Quero me afastar mas não posso, pois gosto de Bob. Assumo minha parte na história e tento pelo menos subir a moral de John, o que falho miseravelmente. Deixo John para lá. Deixo Bob um pouco para lá.

Paro para respirar. Vou dormir com dor de cabeça e com a sensação de ser o vilão na história. Quem eu sou nesse momento? Quem é John? Quem é Bob? Eu não sei. Não tenho perspectiva para enxergar a situação como um todo, afinal, estou 2500 km longe.

A situação pode ter sido resolvida ou não. Eu não sei desse ponto do tempo que escrevi isso, afinal eu decidi enterrar tudo. Não totalmente, afinal esse post existe. Como um aviso para mim. Como um aviso para todos que forem ler esse post.

24 de jul. de 2012

Defeitos e Qualidades

Eventos recentes me fizeram trazer à tona um assunto que sempre tento evitar de conversar com as pessoas, pq dessa forma eu acredito que consigo ter tudo sob controle. Esse assunto é comum à todas as pessoas: Defeitos.

Meus relacionamentos anteriores, cada um deles, serviu entre outras coisas para mostrar para mim um lado meu que eu não gosto de ver. Um por exageração, outro por hiper-exposição e esse último por reflexão posterior. A questão é que eu tenho esses defeitos, e eu não gosto que as pessoas vejam esses defeitos.

Voltando ao fato recente, eu finalmente vi à minha frente uma situação que trouxe à tona um lado meu que igualmente não gosto que as pessoas conheçam: Meu orgulho narcisista.

Falando assim até parece que sou um monstro, mas a questão é que eu sou uma pessoa muito orgulhosa da forma como eu guio as coisas na minha vida: tenho orgulho de ter minhas coisas todas em dia, de não dever nada pra ninguém, de depender minimamente das outras pessoas e principalmente, da lealdade que eu cultivo para com meus amigos mais próximos (e antigamente em relacionamentos, mas como isso não vai acontecer mais, então posso descartar como possibilidade).

Esse fato sozinho não causaria tanto estrago se não fosse acompanhado daquela minha incrível habilidade de ser cabeça dura e de não aceitar as coisas sem uma prévia inspeção por minha parte antes. E quando essas duas coisas se juntam, não dá uma merda muito boa.

Mas, estamos aqui para entender um pouco esse meu lado egoísta, não é mesmo? Então ... Como alguns amigos meus já devem estar cansados de saber, eu sou uma pessoa um pouco generosa com recursos financeiros. Não que eu tenha dinheiro saindo pela torneira de casa, mas que eu gosto da sensação de estar ajudando de alguma forma. Pizzas, almoços, e mais uma miríade de coisas que eu faço quase que o tempo todo para aqueles que são mais próximos. E há o outro lado também: eu me sinto MUITO incomodado quando alguém paga pra mim, a ponto de eu preferir não comer ou sair por eu não poder arcar com as despesas. E isso é num nível épico, não um nível normal do tipo "ah ok, então está bom eu aceito".

Há também um outro quesito que esse eu considero o maior de todos e é também a maior fonte desse orgulho, que é minha lealdade para com as pessoas. Raramente eu serei visto quebrando alguma regra (ok, já fiz e já fui multado por isso) ou sendo desleal com alguém com quem me importo (há um caso, mas ele merece um post só pelas implicações que ele têm nos dois últimos relacionamentos). Eu me orgulho muito dessa minha qualidade "ordeira" apesar de eu querer parecer uma pessoa caótica e despreocupada com a vida e as implicações dos meus atos. No entanto, eu digo: eu não faço nada sem pensar nas implicações que isso têm. Eu sempre vou pesar e avaliar as minhas atitudes, as vezes cedo as vezes tarde demais. Mas sempre irei avaliar e, mais importante, sempre irei me criticar à respeito daquela decisão.

Outro ponto bastante complexo da minha pessoa é que eu demoro muito à decidir sobre um determinado assunto, quanto mais complexo e mais implicações ele possui. Eu demoro sim, eu fico indeciso, eu evito pensar nisso, mas no momento que eu tomo uma decisão e escolho um caminho, aquela decisão se torna final. E decidido, a possibilidade de eu voltar atrás é muito pequena, pois uma coisa que eu aprendi é sempre ter orgulho das minhas decisões. Em meu caso em especial que essas decisões são muito pensadas e muito pesadas, meu orgulho pessoal não me deixa voltar atrás.

Infelizmente no meu último relacionamento meu affair conheceu esse meu lado. Esse processo de decisão é complexo e por envolver meu orgulho do começo até o final, não permito que ninguém me influencie.

Há uma coisa que preciso falar à respeito disso tudo que eu falei, e que na verdade é onde eu queria chegar com esse post. Eu sou uma pessoa extremamente orgulhosa, cabeça-dura e indecisa, como pode ser visto acima. Mas isso é algo com que eu convivo, desde que determinados limites não sejam ultrapassados.

Eu sou uma pessoa que não me importo de maneira nenhuma com piadas e coisas do gênero que busquem me denegrir ou me deprimir. Sabe pq? Pq eu sou uma pessoa extremamente crítica e estou sempre avaliando as pessoas, e quase sempre as pessoas que fazem tais brincadeiras de mau gosto comigo gozam de igual privilégio nas minhas avaliações. Simplesmente considero "lixo" tudo o que dizem, por isso não sou afetado por essas pessoas. Da mesma forma, eu não sou ciumento com praticamente nada porque no fundo eu acredito que se a pessoa está comigo ela não irá procurar nada fora. Mas se procurar também não faz diferença. Eu prezo muito a minha individualidade e isso é convertido na minha habilidade em não me preocupar com o que o outro está fazendo, afinal ele têm o livre-arbítrio dele e eu o meu, e tanto ele quanto eu fazemos o que queremos com o tal.

No entanto, existem coisas que me afetam sim, e me afetam muito. Eu as chamo de minhas "Maldições Imperdoáveis", em referência à mitologia de Harry Potter. E da mesma forma que no livro, são três. Para eu perder o respeito (e a fé, dependendo do nível de proximidade)  em uma pessoa, é só fazer isso comigo.

Imperio

A primeira das Maldições Imperdoáveis é tentar influenciar minhas decisões. Não decisões quaisquer, mas me manipular de forma que eu passe a acreditar em algo que não seria natural eu acreditar ou desacreditar. Não é algo difícil de ser feito, realmente eu sou influenciável de acordo com o nível de intimidade da pessoa que está tentando me manipular. Quando eu percebo que isso está acontecendo, o ódio pela pessoa surge instantaneamente.

Crucio

A segunda das Maldições Imperdoáveis é tentar me coagir a fazer algo contra minha vontade. Eu realmente me sinto muito mal quando sou levado a fazer algo que eu não concordo. Você pode ser perguntar "como eu faria algo contra minha vontade?" e eu respondo "quando eu percebo que não há solução, e a melhor forma de evitar conflito é sendo conivente". Não é algo fácil de acontecer comigo. Só pessoas muito mas muito próximas gozam dessa "habilidade". E fazer isso comigo é plantar uma semente que lentamente vai criando raízes e minando minha confiança e fé na pessoa que fez isso. No final, eu tomo uma decisão de não mais aceitar isso e rompo com o ciclo.

Avada Kedavra

E a terceira das Maldições Imperdoáveis é duvidar da minha lealdade e fé na relação com outras pessoas (tanto de amizade quanto de namoro). Eu não sou uma pessoa muito transparente ao que eu sinto e à forma como eu penso, talvez por isso as pessoas possam se equivocar em seus julgamentos, mas infelizmente não há outro jeito. Quando minha lealdade é posta em prova, eu vou tentar defendê-la em um primeiro momento, nem que eu tenha de ajoelhar e explicar que nariz de porco não é tomada. Depois, vêm a fase da depressão, em que eu me sinto mal por duvidarem da minha pessoa e entro em um processo de "morte" ... Meu orgulho morre por um momento e então ele começa a renascer maior e mais resistente que o anterior. O que realmente deixa de existir à partir daquele momento é aquela fé anterior que eu possuía na pessoa que iniciou o processo. É triste quando isso acontece, mas é minha defesa contra um estado depressivo que poderia se estender por tempo indefinido.

Um efeito colateral é o ódio. O ódio é um subproduto que pode aparecer (exceto no primeiro caso, em que o ódio à pessoa é o principal produto da ação) dependendo da gravidade da ação que foi tomada comigo.

Concluindo, eu não me sinto bem dizendo isso. Esse é um lado meu que eu raramente gosto que as pessoas conheçam. Esse é meu demônio, minha sombra, desnudada para todos verem (e lerem). Por algum motivo (relacionado aos eventos recentes) eu achei de bom tom falar sobre isso. Acho que é porque por estar tão à flor da pele e exigindo tanto pensamento por minha parte, e por meu nível de sinceridade estar aumentando gradativamente, que eu achei por bem falar disso aqui.

Eu só queria reiterar que essas três Maldições Imperdoáveis não são algo para se brincar. Brincar com isso é querer ver todo o meu ódio e agressividade sendo direcionados para um único objetivo: causar o maior estrago possível em quem brincou com coisa séria.

De novo, eu estou falando isso porque eu sinto que preciso ser mais transparente. Preciso colocar esses fantasmas para fora com o intuito de que, de alguma forma, eu possa entendê-los e controlá-los melhor. Eu tenho consciência de que nunca estarei livre disso tudo que falei, pois esses "defeitos e qualidades" estão muito enraizados com a minha forma de lidar com a realidade. No entanto, acredito que aos poucos conseguirei neutralizar alguns algoritmos mais nocivos, como já venho conseguindo fazer nesses últimos três anos.

1 de mar. de 2012

Auto reconnaissanceless

Daquele momento que vc assiste um dos seus seriados do momento, vê a protagonista sendo a maior BITCH do universo e não conseguir sentir raiva dela porque, no lugar dela, você faria a mesma coisa.

Ai, como odeio me identificar com os construtos de personalidade das outras pessoas!

3 de fev. de 2012

Simple Emotions (2)

... aquele momento que vc troca olhares com a pessoa, e percebe que o instinto caçador dele é maior do que o seu, e vc se sente seduzido pelo seu olhar magnético, com vontade de ir ao encontro do seu predador.

Então vc acorda, e percebe que não pode fazer. Não assim, naquele lugar. Não pode se dar o luxo de cair na tentação e nos braços e pernas torneadas e naquele corpo bronzeado de alguém que já viveu mais verões que você, e que sabe o que quer, e que naquele momento só quer saber de você.

Então, no súbito da noite, as coisas rolam como deveriam rolar, e vc é deixado em sua casa. Vocês tiveram uma excelente noite, exceto pelo sexo. Não por ter sido ruim. Só que pela minha própria decisão de não querer me envolver, por um tempo.

Repetindo a frase de uma amiga, "Eu estou fechado para balanço, até que me balancem novamente". Mas, no meu caso, a segunda parte é descartável. Ser solteiro. Ser livre, desimpedido. Como é bom!

... no entanto, aqueles olhos ainda me perseguem durante a noite. Minha mente não deixa de ser seduzida pelas suas palavras doces, escolhidas a dedo como a caneta de um poeta. Aqueles olhos sedentos por você. Aqueles olhos que desejam seu corpo, apesar de suas palavras terem dito outras coisas.

Meu instinto está à mil, mas minha razão disse. Não. Não agora.

E assim foi feito. E aqui estou, novamente, jogando videogame e cuidando dos meus gatos enquanto eles me arranham até o fim dos tempos. Mas pelo menos deles eu espero o mais profundo amor sincero. Contanto que eles não falem.

Sou um cafajeste? Sim, sou, com certeza. Mas não hoje.

31 de jan. de 2012

Os gatos e a nova casinha deles

Olha, eu vou lhe dizer, não foi minha intenção! Nunca quis que acontecesse isso com eles! Mas eu preciso falar!

Tudo aconteceu quando eu resolvi fazer um agrado pros gatinhos! Eu fui, dei uma pesquisada na internet e descobri as coisas que eles mais gostam nesse mundo.

Então, eu peguei duas caixas de monitor LCD ainda com os isopores dentro, prendi alguns plásticos e deixei algumas sacolas rasgadas de supermercado dentro, furei umas portinhas nas áreas onde não tinham isopor e coloquei na sala.

Me arrependo disso. Nunca mais vi meus gatos. Eles ficam tão entretidos com as caixas que não comem, não vão mais pra caixa de areia, não deitam comigo no colchão, não miam fazendo mimimi. Eu acho que os perdi para sempre para aquela caixa de papelão com isopor que um dia eu quis fazer, para que eles se divertissem um pouco quando eu estivesse trabalhando.

Um dia tenho esperança de que eu vá vê-los do lado de fora da caixa. Algum dia!

9 de out. de 2011

Maratona Senhor dos Anéis


09/10/11:10:54 - 00:38: Senhor dos Anéis, versão extendida, pela 8ª vez em 10 anos! #MaratonaSdA

Hoje fiz mais uma vez minha maratona de assistir Senhor dos Anéis.

Pra mim eh sempre uma experiência incrível e à despeito do q outras pessoas pensam, Senhor dos Anéis me define como pessoa. Muito do que acredito como ideais eu encontro ali. Força para enfrentar o mundo real e determinação para seguir em frente.

Porque ainda acredito em coisas como bondade pura, coragem, valor, honra, amizade e tb por causa da lição mais importante dessa história, é a de que até as menores pessoas podem mudar o destino do mundo.

10:54 - 14:25: Senhor dos Anéis - A Sociedade do Anel, versão extendida. #MaratonaSdA

15:03 - 18:50: Senhor dos Anéis - As Duas Torres, versão extendida. #MaratonaSdA

19:31 - 00:38: Senhor dos Anéis - O Retorno do Rei, versão extendida. #MaratonaSdA

Location : Alameda Cinco, Palmas - TO,
Postado do Galaxy S II