A vida é uma coisa engraçada as vezes. A gente passa boa parte da vida achando que os problemas uma hora acabam e que você está finalmente lapidado e pronto pra próxima vida, até que uma questão boba aparece e vc se pega tão despreparado para lidar com aquilo que vc não sabe o que fazer.
Basicamente, percebi recentemente que eu ainda sou uma pessoa mimada, que não sabe aceitar que nem tudo o que eu quero eu posso ter, e isso aliado ao fato de eu já ser um mau perdedor, só torna a situação um tanto depressiva.
Geralmente, esses sentimentos são fáceis de lidar e conciliar, mas todos os que envolvem desejo, raramente consigo achar soluções fáceis, como ansiedade por exemplo, que é meu grande mau.
Só estou escrevendo isso pq, como dá pra ver, existe essa coisa que eu quero muito ter mas não posso, por inúmeros motivos, mas minha cabeça continua querendo insistir em investir tempo (e energia) em algo que definitivamente não vai dar em lugar nenhum.
Enquanto isso, seguimos ouvindo músicas depressivas.
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12 de abr. de 2019
1 de abr. de 2019
Puppyness
Uma coisa engraçada quando a gente se pega admirando outra pessoa. É uma coisa inebriante as vezes, que precisamos tomar muito cuidado para não tomar de conta de nós mesmos.
Isso aconteceu há algum tempo. A pessoa? Um colega de trabalho bem próximo, que antes era de outra cidade. Tudo começou como uma atração física, aquela coisa de alguém lhe atrair por ser provavelmente uma das pessoas mais bonitas que você já tenha visto. Mas isso raramente é algo que me tira dos prumos.
O que realmente fez (e ainda hoje faz) a diferença é a pessoa por trás desse corpo. Esse colega, em especial, têm um quê de filhote que realmente me deixou fora dos prumos. É aquele tipo de pessoa que eu me via cuidando, fazendo carinho no rosto, no pescoço, fazendo massagem nos pés e nas mãos e falando "deita aqui no meu peito, esquece o mundo que agora eu estou aqui pra te proteger".
É claro que isso praticamente saiu do controle. Na verdade, tudo isso só acontecia na minha cabeça pois esse sou eu, fantasiando situações que na prática seriam impossíveis de acontecer. Afinal, o colega é casado, eu também sou casado, e uma situação desse tipo só se sustentaria se pelo menos eu fosse solteiro (como eu fazia à moda antiga), pois o problema maior é na minha cabeça.
O que venho fazendo ultimamente é lidar com a situação da maneira que melhor sei fazer: manter-me afastado enquanto essa tempestade não passa, ou que a situação se encaminhe para uma situação onde não me afete tanto.
Mas que queria muito deitar ele no meu colo, ficar acariciando bem de leve com as pontas dos dedos a sua barba, a linha do seu pescoço, sua nuca e seus cabelos, com os olhos fechados, imaginando que no mundo não existe mais nada além de nós dois, naquele momento, isso eu queria muito.
Pois eu sou assim. Isso me trás uma paz de espírito tão grande, saber que estou ali pra alguém, e esse alguém está precisando de um colo, um acalento, uma proteção, um quê de se sentir seguro, mesmo que seja só naquele momento.
Não deixo de pensar que esse post provavelmente e muito em breve será mais um da série fantasma de verões passados. Um que complementa os posts "fantasmas", "triangle" e "outros fantasmas" e, que atualmente, me afeta bastante.
Isso aconteceu há algum tempo. A pessoa? Um colega de trabalho bem próximo, que antes era de outra cidade. Tudo começou como uma atração física, aquela coisa de alguém lhe atrair por ser provavelmente uma das pessoas mais bonitas que você já tenha visto. Mas isso raramente é algo que me tira dos prumos.
O que realmente fez (e ainda hoje faz) a diferença é a pessoa por trás desse corpo. Esse colega, em especial, têm um quê de filhote que realmente me deixou fora dos prumos. É aquele tipo de pessoa que eu me via cuidando, fazendo carinho no rosto, no pescoço, fazendo massagem nos pés e nas mãos e falando "deita aqui no meu peito, esquece o mundo que agora eu estou aqui pra te proteger".
É claro que isso praticamente saiu do controle. Na verdade, tudo isso só acontecia na minha cabeça pois esse sou eu, fantasiando situações que na prática seriam impossíveis de acontecer. Afinal, o colega é casado, eu também sou casado, e uma situação desse tipo só se sustentaria se pelo menos eu fosse solteiro (como eu fazia à moda antiga), pois o problema maior é na minha cabeça.
O que venho fazendo ultimamente é lidar com a situação da maneira que melhor sei fazer: manter-me afastado enquanto essa tempestade não passa, ou que a situação se encaminhe para uma situação onde não me afete tanto.
Mas que queria muito deitar ele no meu colo, ficar acariciando bem de leve com as pontas dos dedos a sua barba, a linha do seu pescoço, sua nuca e seus cabelos, com os olhos fechados, imaginando que no mundo não existe mais nada além de nós dois, naquele momento, isso eu queria muito.
Pois eu sou assim. Isso me trás uma paz de espírito tão grande, saber que estou ali pra alguém, e esse alguém está precisando de um colo, um acalento, uma proteção, um quê de se sentir seguro, mesmo que seja só naquele momento.
Não deixo de pensar que esse post provavelmente e muito em breve será mais um da série fantasma de verões passados. Um que complementa os posts "fantasmas", "triangle" e "outros fantasmas" e, que atualmente, me afeta bastante.
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