20 de out. de 2012
Repeating Eras
Hoje vendo uma foto recente de duas amigas e colegas de ensino médio me fez pensar em como tudo é sempre igual. Não totalmente igual, porque cada um têm suas próprias experiências pessoais e que jamais se repetem. No entanto, quando vamos nos afastando do nível pessoal começam a aparecer determinados padrões que se repetem em intervalos regulares na evolução da raça humana.
Ver essas duas amigas disparou em mim memórias da época que eu também estava no ensino médio, com meus 15/16/17 anos. Hoje estou com 30 e entendo cada vez mais todo aquele caminho que meus pais, tios e pessoas mais velhas passaram, os problemas que enfrentaram ...
Outra coisa que me intriga desde sempre é a forma como as pessoas lidam com isso. Eu tenho essa visão interior do mundo, um reflexo do que acontece no exterior e sempre me faz querer entender tudo e a todos. Também vejo que algumas pessoas raramente ou nunca tiveram questionamentos parecidos com os meus.
A mente (e porque não dizer, a alma) humana é algo que me fascina, pois apesar de toda essa repetição do padrão "nascer, crescer, reproduzir, envelhecer e morrer", dá a cada pessoa uma visão de mundo que é totalmente diferente de qualquer outra visão de mundo de qualquer outro ser senciente que já andou, que anda ou que algum dia andará por essas terras.
Por algum motivo, eu lembro de um sonho que tive há alguns meses, que intitulei de "Velhice" e que têm certa relação com isso tudo.
Afinal, nós morremos porque nascemos, mas nós não nascemos somente para morrer.
11 de out. de 2012
Caeryn
Como alguns de vocês sabem, eu tenho esse Mundo Interior chamado Entalis, que já existe há alguns anos em mim. E nesse mundo um personagem se destacou aos poucos e foi me motivando a escrever sobre ele, sobre tudo o que ele passava em sua vida pelo mundo.
Esse personagem sou eu. Mas não sou o Eu daqui, da Terra, desse mundo material que todos conhecemos. É o meu Eu como eu imagino que eu fui, que eu sou e que um dia eu serei. E eu tenho um apego muito grande por esse personagem, sabe? Eh como se ele fosse meu filho, minha criação maior e minha real ligação com o meu Mundo Interior.
O vislumbre que eu tive foi que, ouvindo a música Oraanu Pi, da banda E.S. Posthumus, eu soube que ele finalmente deixaria o mundo. Ele morreria.
Eu fui muito pego de surpresa, sabe? Eu não vou negar pra vocês que eu chorei muito quando isso aconteceu. Chorei de soluçar, e alguns amigos meus podem atestar isso pq eu liguei pra eles pra conversar, pra me sentir melhor, pra entender, pra aceitar. E no final eu aceitei isso e então entendi que era decisão dele, e que eu não poderia (e não queria) fazer nada para mudar isso.
Esse personagem, o Caeryn, passou por muita coisa na sua vida. Primeiro foi traído por seu melhor amigo, depois teve de passar vários anos convivendo com a maldição de ter de compartilhar sua mente com a do seu ex-amigo. Também foi usado como arma contra os povos livres de Entalis em sua raiva e quando finalmente se livrou de tudo, descobriu a pior das maldições, a de que ele viveria eternamente e não poderia ser morto por nenhuma força conhecida de Entalis.
No momento do vislumbre, Caeryn tinha por volta de 3 mil anos e estava descrente de tudo, já não mais vivia apesar de não morrer. E quando relembro a escolha dele por finalmente desfazer a maldição e morrer, ele tinha mais vida nos olhos que todos os outros anos que lentamente passaram por eles.
Hoje estou bem com isso, apesar que estou chorando agora ao falar isso para vocês, e acredito que vou chorar muito ainda reconstruindo a história toda que culmina nesse vislumbre do final.
Caeryn, te desejo toda a paz que você nunca teve em todos os seus anos anteriores.
Nai Kuntak Ameike, Caeryn Noriakun!
6 de ago. de 2012
Heart Things
22 de jul. de 2012
Friendliness
Eu tenho esse amigo, que não têm muito tempo que conheço. A gente se conheceu pelo twitter e inclusive esse amigo foi causa de uma discussão feia com fantasmas dos natais passados. Passei a fazer parte de um grupo de amigos convidado por esse amigo, que cada vez se tornava mais especial. A gente concordava em algumas coisas, discordava em outras e até ocasionalmente discutia à respeito de temas muito controversos (e em alguns casos, até affairs controversos também).
No entanto, alguma coisa aconteceu nessa virada de noite que esse meu amigo me falou algumas coisas que me deixaram intrigado. O que eu havia feito para deixá-lo assim? Não me recordava de ter feito nada que pudesse causar essa reação. Ah sim, eu não contei direito a história né? Esse meu amigo conheceu um kra que no início ele não curtia muito, mas que depois foi criando uma afeição cada vez maior por ele. Normal, isso acontece o tempo todo entre meus amigos (e por que não comigo)?
Só que essa reação de meu amigo, em relação à eu ter me aproximado do tal kra, me pegou de surpresa. Assim, eu sou safado, sou cachorro, sou sem vergonha, não valho uma nota de dois reais rasgada direito, mas em relação às pessoas com quem cultivo uma relação de amizade mais profunda, rola uma lealdade muito grande.
Já percebi nas relações com os fantasmas dos natais passados que minha lealdade sempre é posta em prova em vários momentos. Queria ser uma pessoa maior e não julgar as pessoas por me julgarem, mas eu não consigo. Eu estou muito surpreso com esse meu amigo, mas eu no final me dei por vencido em prol da nossa amizade. Eu sei que ele é um kra muito legal, um conselheiro incrível e uma pessoa que está sendo muito importante nessa minha fase de recuperação da minha última depressão, só que por motivos que não me vêem a cabeça agora, estamos tomando direções opostas. Ele me pede espaço, e eu vou dar espaço. Ele me pede pra entender ele e eu entendo. Ele me pede pra aceitar que pode ter sido uma decisão injusta e eu aceito, afinal ele sabe melhor do que eu o que se passa na sua cabeça, e no seu coração.
Eu me afasto, mas não me afasto incólume. Estou me sentindo tão mal por isso que amanheci com febre e minha garganta dói. Reações à minha famosa "qualidade" de interiorizar as coisas. Só que dessa vez não quero interiorizar. Não quero fingir que nada aconteceu. Essa vez vai ser diferente pq não quero ficar sofrendo com isso por mais tempo que o necessário. Meu amigo pode ou não estar com a razão e queria que ele soubesse o quanto eu estou sofrendo com isso. Mas eu vou sobreviver, sempre sobrevivo. E quero no final me encontrar com esse amigo em algum momento no futuro e rir disso tudo o que está acontecendo hoje, mas não nesse momento. Me afasto e mais uma vez eu visto a minha armadura de lobo solitário, só que dessa vez sem pretensão de tirá-la tão cedo.
E assim o mundo vai se mostrando cada vez mais para mim. E cada vez mais vou perdendo a fé na humanidade. Ainda tenho fé em mim, pois é a única coisa que eu posso realmente dizer que conheço, que controlo e que posso garantir existência. Para todo o resto eu não posso dizer o mesmo. Então vai me restando a fé, mas mesmo a fé pouco a pouco vai cedendo, e eu vou ficando cada vez mais isolado no mundo. Mas é uma decisão minha, afinal é a forma que eu tenho pra enfrentar a realidade.
E cada vez me resta menos e menos e cada vez mais e mais vai sobrando somente a mim. Parece que cada dia mais aquela visão de criança em que eu me via morando isolado numa casinha ao pé de alguma montanha esquecida se aproxima da minha pessoa. Não é algo que enxergo como ruim, mas como o ápice final do meu desprendimento desse mundo do qual tão pouco comungo e cada vez menos as coisas que me são comuns deixam de ser tão próximas.
4 de mai. de 2012
Moon
A lua inspira as pessoas a perceberem que a natureza também muda. Que evolui e que possui ciclos, e no final sempre volta para o seu ponto de partida.
Paraíso dos românticos, espetáculo para os astrônomos, significados ocultos por trás das previsões dos astrólogos.
Para sempre esse astro vai nos impregnar com a sua magia mística e magnética, ao mesmo tempo assustadora e carismática.
29 de fev. de 2012
Minhas Músicas de Fossa
Syd Matters - Obstacles
Shane Mack - More Than This
30 Seconds To Mars - A Beautiful Lie
Avenged Sevenfold - So Far Away
3 Doors Down - Here Without You
Abba - The Winner Takes It All
Adele - Someone Like You
Alanis Morissette - Not as We
Alanis Morissette - Uninvited
Alanis Morissette - Your House
Alter Bridge - Watch Over You
Bon Jovi - Always
Bruno Mars - It Will Rain
Celine Dion - All By Myself
Dream Theater - Beneath the Surface
Extreme - More Than Words
Goo Goo Dolls - Iris
Helloween - Forever and One
Joan Osborne - One of Us
Joss Stone - Right to Be Wrong
Mariah Carey - Without You
Nickelback - Photograph
No Doubt - Don't Speak
Oasis - Don't Go Away
Phantom Planet - California (The O.C.)
R.E.M. - Everybody Hurts
Radiohead - Fake Plastic Trees
Radiohead - No Surprises
Red Hot Chili Peppers - Otherside
System Of A Down - Lonely Day
Robie William and Gary Barlow - Shame
Roxete - Spending My Time
Savage Garden - Truly Madly Deeply
Scorpions - Still Loving You
Sia - Breath Me
Silverchair - Ana's Song (Open Fire)
Silverchair - Miss You Love
Simon and Garfunkel - Song of Silence
The Calling - Wherever You Will Go
The Cranberries - Linger
Syd Matters - To All of You
Bill Ferguson - Goin' Home
Shane Mack - I Like That
Shane Mack - Take the long way home
Shane Mack - Lie to Me
19 de fev. de 2012
Loveness
Daqueles momentos que você vê dois amigos se pegando no amor infinito e você fica naquela sensação de euforia, felicidade, depressão, excitação, tudo de uma vez só.
Mas não é por eles, mas porque tanta coisa aconteceu comigo nesses dois anos, querer namorar, trair, namorar de novo e perceber que não era bem aquilo que eu queria, que eu percebi que não é fácil manter aquela diretiva que eu defini daqui em diante para essa pessoa.
Para aqueles que não conhecem essa diretiva, eu a chamei de Diretiva 1. Ela não é complexa. Ela simplesmente postula que eu posso sim ser feliz solteiro, sem precisar de alguém do meu lado para me sentir feliz.
Na maioria das atividades dessa pessoa que vos escreve, a Diretiva 1 funciona perfeitamente, eliminando aquela sensação de vazio que existia dentro de mim mesmo por estar sozinho. Eu me lembro nessas horas que há amigos pra isso, e também que há coisas que eu posso fazer sozinho que me deixam da mesma forma feliz.
No entanto, há situações que não posso fazer nada. Quando essas coisas acontecem, a depressão* vem e se instala. Ver meus amigos namorando felizes me deixa deprimido, sabia? Como disse no segundo parágrafo, não é nada com eles. Eu ainda não sei como lidar com essa coisa da felicidade de ter alguém do meu lado dividindo todos os momentos da minha vida com ela. E é aí que a Diretiva deveria funcionar porque eu percebi que não quero compartilhar todos os momentos da minha vida com outra pessoa. Quero ter meu espaço que é inacessível à todos. Meu mundo seguro, minhas caixas de memórias todas organizadas dentro da minha cabeça, e que ninguém a não ser eu mesmo pode tocar.
E segundo o senso comum dos meus ex-namorados, esse espaço não combina com a cumplicidade do namoro.
Então, eu decidi mostrar a mim mesmo que ser solteiro não é algo ruim. Não têm gente que abdica comer carne? Eu abdiquei de ter relacionamentos afetivos. Alguém pode argumentar que isso é algo infantil e errado, mas e daí que é ou não, pelo menos isso só afeta a mim mesmo.
Uma coisa pelo menos eu faço. Já aviso com antecedência a pessoa que quiser se aventurar comigo a não esperar nada de mim. A pessoa sabe com o que estará lidando e só irá sair comigo ciente disso.
Assim pelo menos eu não causo ferimentos emocionais em ninguém e nem me deprimo* no processo.
E esse é o ponto fraco de tudo. Ver meus amigos felizes me deixa um pouquinho triste, mas não porque eu estou solteiro, mas porque eu sei que não vou mais compartilhar minha vida dessa forma. Mas esse sou eu, né? Para sempre o Coiote Solitário das Terras Ermas.
* estou pouco me lixando se você achar que a palavra depressão significa somente a doença. Pra mim também significa estar de baixo astral ou baixa auto estima. Tantas palavras no português têm vários sentidos, porque justo essa não teria? Então, beeeeeeeejo!
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