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12 de abr. de 2019

L'amour platonicien n'est pas compris

A vida é uma coisa engraçada as vezes. A gente passa boa parte da vida achando que os problemas uma hora acabam e que você está finalmente lapidado e pronto pra próxima vida, até que uma questão boba aparece e vc se pega tão despreparado para lidar com aquilo que vc não sabe o que fazer.

Basicamente, percebi recentemente que eu ainda sou uma pessoa mimada, que não sabe aceitar que nem tudo o que eu quero eu posso ter, e isso aliado ao fato de eu já ser um mau perdedor, só torna a situação um tanto depressiva.

Geralmente, esses sentimentos são fáceis de lidar e conciliar, mas todos os que envolvem desejo, raramente consigo achar soluções fáceis, como ansiedade por exemplo, que é meu grande mau.

Só estou escrevendo isso pq, como dá pra ver, existe essa coisa que eu quero muito ter mas não posso, por inúmeros motivos, mas minha cabeça continua querendo insistir em investir tempo (e energia) em algo que definitivamente não vai dar em lugar nenhum.

Enquanto isso, seguimos ouvindo músicas depressivas.

1 de abr. de 2019

Puppyness

Uma coisa engraçada quando a gente se pega admirando outra pessoa. É uma coisa inebriante as vezes, que precisamos tomar muito cuidado para não tomar de conta de nós mesmos.

Isso aconteceu há algum tempo. A pessoa? Um colega de trabalho bem próximo, que antes era de outra cidade. Tudo começou como uma atração física, aquela coisa de alguém lhe atrair por ser provavelmente uma das pessoas mais bonitas que você já tenha visto. Mas isso raramente é algo que me tira dos prumos.

O que realmente fez (e ainda hoje faz) a diferença é a pessoa por trás desse corpo. Esse colega, em especial, têm um quê de filhote que realmente me deixou fora dos prumos. É aquele tipo de pessoa que eu me via cuidando, fazendo carinho no rosto, no pescoço, fazendo massagem nos pés e nas mãos e falando "deita aqui no meu peito, esquece o mundo que agora eu estou aqui pra te proteger".

É claro que isso praticamente saiu do controle. Na verdade, tudo isso só acontecia na minha cabeça pois esse sou eu, fantasiando situações que na prática seriam impossíveis de acontecer. Afinal, o colega é casado, eu também sou casado, e uma situação desse tipo só se sustentaria se pelo menos eu fosse solteiro (como eu fazia à moda antiga), pois o problema maior é na minha cabeça.

O que venho fazendo ultimamente é lidar com a situação da maneira que melhor sei fazer: manter-me afastado enquanto essa tempestade não passa, ou que a situação se encaminhe para uma situação onde não me afete tanto.

Mas que queria muito deitar ele no meu colo, ficar acariciando bem de leve com as pontas dos dedos a sua barba, a linha do seu pescoço, sua nuca e seus cabelos, com os olhos fechados, imaginando que no mundo não existe mais nada além de nós dois, naquele momento, isso eu queria muito.

Pois eu sou assim. Isso me trás uma paz de espírito tão grande, saber que estou ali pra alguém, e esse alguém está precisando de um colo, um acalento, uma proteção, um quê de se sentir seguro, mesmo que seja só naquele momento.

Não deixo de pensar que esse post provavelmente e muito em breve será mais um da série fantasma de verões passados. Um que complementa os posts "fantasmas", "triangle" e "outros fantasmas" e, que atualmente, me afeta bastante.

7 de set. de 2016

Nirvanaless

É engraçado como à medida que o tempo vai passando, a minha vontade de fazer coisas nessa realidade vai diminuindo.

É como se nada tivesse realmente o gostinho que eu esperaria ter, não sei se é devido à minha consciência de que a estadia aqui é passageira e, no final, nada que fizer vai servir pra algo ou se é pura e simples depressão.

O fato é que eu olho pra tudo e nada parece real. Será que, se existir outro lado, será assim também?

Lá, no fim de tudo, um dia vou descobrir. Ou não.

9 de mar. de 2014

Shards of Forgotten Past

Engraçado quando você se pega relembrando coisas do passado e percebe que elas aconteceram há vários anos e que, na realidade, você nem se sente conectado mais à essas lembranças, mesmo sabendo que em um momento da sua vida elas foram as coisas mais importantes do seu mundo.

É como se você tivesse lido um livro onde o personagem principal da história era você.

E tudo no final se resume a lembranças cinzentas de um passado distante.

14 de jun. de 2013

Foretimeness

Passado. Lembranças. Saudades. Vontade de ser o que já se foi um dia. No entanto, é no presente que vivemos. É na construção do hoje que podemos alcançar e superar a nós mesmos em nossas próprias vitórias passadas.

"Quando estiver com tudo
Lã, cetim, veludo
Espada e escudo
Sua consciência
Adormecerá!
E acordará no mesmo lugar
Do ar até o arterial
No mesmo lar, no mesmo quintal
Da alma ao corpo material"

Quando olho para o passado e vejo a quantidade de vitórias (e também derrotas) que tive, penso no hoje e me pergunto porque não sou daquele jeito mais. Aquele foi eu, não sou eu, portanto aquelas vitórias não são vitórias do meu eu de hoje, não são derrotas do meu eu de hoje. Cada uma delas serviu para um crescimento espiritual e moral específico, mas a dificuldade de me desgarrar delas ainda é grande.

As vezes eu queria ser só eu mesmo, sem me preocupar com as visões do passado, mas isso é realmente uma coisa que eu nunca consegui deixar para trás.

Para poder ser Eu, preciso deixar de ser Eu.

Om mani padme hum.

29 de dez. de 2012

State of Dream

Durante toda a minha adolescência eu tive esse sonho com lobos e pessoas que eu nunca entendi muito bem o que é. O sonho era, antes de mais nada, um pesadelo àquela época. Hoje, que não tenho mais esse sonho, eu fico pensando em todos os seus significados em minha vida. Mas vamos lá.

Existia esse lugar, perdido no tempo... Era uma montanha, coberta de pinheiros e carvalhos nas regiões mais baixas. Próximo haviam algumas pessoas vivendo do pastoreio de um gado estranho, de pelagem escura e grandes cabeças. E haviam lobos.

Desde o começo, eu estou sempre com a manada de lobos. Eu viajo frequentemente montanha abaixo, e me encontro próximo das áreas de pastagem dos animais dos humanos. Eu sou muito curioso com tudo o que acontece ali naquela vila. Por algum motivo, eu não entendo o que as pessoas dizem ou o significado de nada o que elas fazem por lá. E isso me atrai. Eu sempre estou mais próximo do que o limite seguro e os humanos, se me vissem ali, com certeza me caçariam, como já fizeram por diversas vezes.

Eu passo muito tempo próximo dessa vila. Vejo que inicialmente as pessoas ficam hostis com minha presença, mas eventualmente se acostumam comigo. Os lobos da matilha nunca enxergam isso com bons olhos. Eu estou sempre em conflito com os lobos mais velhos e por vezes me é negada a caça que todos caçamos juntos.

Isso dura muito tempo. Cada vez mais minha curiosidade pelos humanos e o desprezo da matilha por minha pessoa aumenta.

Um dia, eu consigo entrar na vila sem causar terror nas pessoas. As crianças e as mulheres não gostam da minha presença. Os homens mais novos me olham com um olhar agressivo, ao passo que um homem me olha com olhos diferentes de todos. Ele parece me entender, seus olhos parecem dizer alguma coisa. Ele fala algo para as pessoas e algumas delas vêem me ver. Obviamente eu não entendo o que dizem, mas eu fico um pouco lá, meio assustado com aquele fogo no meio da vila. Como eles faziam aquilo eu não podia entender.

Eu passo a frequentar mais a vila, e obviamente isso não agrada em nada a matilha. Com o tempo as coisas passam a ficar tão tensas por lá que eu passo a exercer cada vez menos atividades dentro do bando. Fico muito mais tempo na vila que na floresta. Algumas pessoas já consideravam chegar mais próximo de mim.

Um dia, eu estava participando de uma atividade de caça com a matilha. Eu tinha ficado responsável por vigiar para ver se humanos apareceriam pois só eu era reconhecido pelos da vila. Os outros lobos da matilha eram hostis e os humanos assim eram também com eles. Nesse dia, eu fiquei perto da vila e olhando para aquele fogo brilhando. Eu não vi quando um bando de humanos saiu em direção à floresta, bem na direção onde os lobos caçavam. Quando eu percebi por um uivado de morte, já era tarde demais. Os humanos estavam à caminho da matilha. O outro lobo era, assim como eu, um batedor e havia sido pego desprevenido.

Meu desespero foi às alturas e eu me voltei para a floresta correndo o máximo que podia. Logo alcancei o lobo que havia dado seu último uivo. Ele havia sido morto com uma ferpa de madeira com uma ponta brilhante. Eu continuei correndo mas sentia como se nunca fosse chegar lá. Eu passei por homens e lobos e fui até o lugar onde a matilha ficava. Lá encontrei o lobo-alfa e tentei lhe falar algo que não sei o que foi, mas sei que ele olhou para mim como se não me conhecesse, e me atacou. Eu só me lembro de ter caído no chão, como se estivesse em pé.

Fiquei desacordado por um tempo indefinido mas, quando acordei, eu estava em um lugar fechado. O mesmo senhor dos olhos significativos estava olhando para mim novamente, sentado do meu lado. Eu estava dentro de uma das suas moradas. Então, ele me diz para eu me acalmar. Eu entendo finalmente suas palavras. Então, ele me diz que eu fui encontrado no meio da mata, perto de vários lobos que haviam sido mortos. Eu estava desacordado e sem nenhuma vestimenta.

Ainda fiquei vários dias deitado, mas sentia que algo era diferente. Foi então que uma hora eu percebi que meu corpo estava diferente. Não havia mais patas, minha pele não tinha pêlos. Foi aí que eu percebi que havia me tornado um deles. Qual mágica era aquela eu não sabia dizer. Eu fiquei muito assustado e não sabia o que fazer.

E assim, acabava meu sonho. Por algum motivo, eu me identifico demais com essa pessoa do conto. Eu sinto o que ela passou e não consigo passar aqui para o blog todas as sensações que eu senti enquanto vivia sua vida. Esse post é só um resumo da história desse sonho. Ele frequentemente voltava à minha mente em noites que eu tinha dificuldade para dormir. Eu tive esse sonho dos meus 14 até meus 20 anos mais ou menos, que foi quando a história finalmente terminou. Não, o sonho nunca foi assim completo em todo o período. Demorou muito tempo pra eu conseguir viver o sonho por completo, e como vocês podem ver, eu não consegui viver além desse ponto que eu acordo.

Agora eu me pergunto. Esse sonho, será que é só um sonho mesmo?

27 de ago. de 2012

Occam's razor

Entia non sunt multiplicanda praeter necessitatem

Não sei explicar, mas nesses tempos tempestuosos as pessoas deviam conhecer mais sobre esse princípio lógico. Simplificaria tanto as coisas.

Então, vem Antonie de Saint-Exupéry e fala ...

"A perfeição é alcançada não quando não há mais nada para adicionar, mas quando não há mais nada que se possa retirar"

Aí vêm Einstein e me diz isso:

"Tudo deve ser feito da forma mais simples possível, mas não mais simples que isso"

Daí, é por isso que amo esses velhinhos!

23 de jul. de 2012

Façade/No Good Deed

Hoje eu estava pensando sobre todas as coisas que ocorreram nos últimos três anos, sabe? Fiquei pensando em uma coisa específica: Pq parece que eu destruo todas as coisas que se aproximam de mim? Pq as pessoas as vezes me olham com olhos estranhos depois de um certo tempo? Por quê?

Hoje eu cheguei a uma conclusão de que eu devo ser algum tipo de vilão da história, sabe? Aquele tipo de vilão que faz as coisas mas que aparentemente não se enxerga como tal. Hoje, eu me vi assim.

Será que para as outras pessoas eu sou essa pessoa má? Será que é por isso que a melhor amiga de um dos meus ex-namorados não gostava de mim? Será que é por isso que quando terminei com meu último ex os amigos dele automaticamente me excluíram do Facebook, como se só me seguissem em respeito ao dito?

É o que venho pensado sabe? Será que eu me tornei o vilão dessa história? No meu seriado não seria eu o herói, mas sim o vilão? Admito que depois dos acontecimentos de hoje (narrados no post anterior) eu me senti assim, sabe?

Isso me fez lembrar uma música do musical Jekyll & Hyde, cujo nome é Façade. A parte em questão que me fez lembrar a música é a seguinte:

Every day
People, in their own sweet way,
Like to add a coat of paint,
And be what they ain't!

That's how our little
Game is played,
Livin' like a masquerade
Actin' a bizarre charade
While playing the saint!

Eu não jogo o jogo que as outras pessoas jogam (ou pelo menos não acredito jogar, ou não faço o jogo conscientemente). Será que é por isso que eu sou o vilão? Que por não fazer parte do jogo, eu sou imprevisível? Que não sou confiável? Eu não entendo, as pessoas cobram de mim transparência, cobram de mim sinceridade, mas raramente vejo a mesma coisa partindo delas sabe?

Eu sei que tenho enormes dificuldades de me abrir pras pessoas, por isso tão poucas pessoas me conheçam um pouco mais do que a média. Meu lado mau raramente aparece, e mesmo ele só causa mau a mim mesmo, raramente infringindo dano em outras pessoas. Será que é por causa disso que as pessoas me afetam? Pq eu sou aparentemente inofensivo?

Eu juro que queria entender essas questões. Eu queria entender meus amigos. Eu queria entender meus ex-namorados. Queria entender meus amigos com problemas de relacionamento. Eu queria entender o mundo, eu queria ...

Mas não posso ter tudo. Posso no máximo ter a mim mesmo, não é mesmo? Mas e se eu não for quem eu acredito que sou, quem eu sou afinal? Alguém me dá uma luz pq eu estou agachado, com medo, dessa sala escura em que acabei de me encontrar.

Quando estava terminando de escrever esse post eu percebi o quanto me identifiquei com uma personagem de um musical, não por menos, o musical que mais gosto de todos: Wicked. Parando pra pensar, eu estou me sentindo que nem a personagem Elphaba, a Bruxa Má do Oeste (The Wicked Witch of the West). E em especial a letra da música No Good Deed representa bem o que estou sentindo agora. Mas, vou deixar aqui no blog um trecho dessa música, para reflexão:

One question haunts and hurts
Too much, too much to mention:
Was I really seeking good
Or just seeking attention?
Is that all good deeds are
When looked at with an ice-cold eye?
If that's all good deeds are
Maybe that's the reason why

No good deed goes unpunished
All helpful urges should be circumvented
No good deed goes unpunished
Sure, I meant well -
Well, look at what well-meant did:
All right, enough - so be it
So be it, then:
Let all Oz be agreed
I'm wicked through and through
Since I can not succeed
Fiyero, saving you
I promise no good deed
Will I attempt to do again
Ever again
No good deed
Will I do again!

24 de mai. de 2012

Raise of Violence

Daquele momento que você sente que a raiva, o ódio, sua habilidade de ser destrutivo se ativa, e você passa a ter de controlar seu humor de forma muito cuidadosa pois qualquer coisa pode desencadear uma reação agressiva e muito difícil de controlar.

Minha vontade agora era pegar alguma coisa, e quebrar, cortar, desmembrar, rachar e destruir essa coisa, pra ver se essa frustração que se torna cólera furiosa se dissipasse em algo que não possa causar danos à nenhuma pessoa próxima, em cansaço, em conformação com essa situação que me aflige.

Só o que posso fazer no momento é controlar o que inevitavelmente irá explodir. Só espero que não exploda em nenhuma pessoa próxima. Espero. Esse dia vai ser longo pelo visto.

Nota mental: Usar o iPod o dia todo.

Sorrowness

Faz tempo que eu não sentia tal sensação ruim, tal aperto na garganta, tal agonia consumindo minhas forças como faz o fogo quando se espalha no milharal pronto para ser colhido.

É mais ou menos assim que me sinto sobre o dia de ontem. Aparentemente um dia normal. Mas, parece que justo no final as coisas começaram a sair dos seus eixos.

A primeira delas foi conversando com um amigo, em que ele está dando uma super força para outra pessoa, e eu solto uma daquelas infames piadinhas que só eu sei soltar, mas a piada dá margem à outras interpretações. Quando percebi que tinha falado merda, já era tarde.

A segunda, foi o desaparecimento da Sansa essa noite. Tudo bem, ela pode ter saído pra se aventurar por aí, mas mesmo assim, não deixa de me dar um aperto saber que essa é a primeira noite que ela dormiu fora de ksa. Com o John eu não senti isso que tou sentindo com ela.

Terceira, a dor de cabeça que senti hj cedo. Daquelas que os remédios não ajudam muito, cefaléia, ou algo do gênero.

Quarta, a minha grande quantidade de mau humor com que acordei. Acho que consequência dos dois fatos ocorridos.

Só sei que hj tou triste. E o pior, estou facilmente irritável. Nessas condições que estou hj, eu preferiria evitar contato humano, pois é a última coisa que eu quero agora é ver algum ser pseudo-inteligente querer me falar alguma mereda. Exceto meus amigos mais próximos, que pelo menos me conhecem um pouco. Esses eu mesmo estou falando como estou me sentindo.

Bom, é esse o desabafo de hoje. Começando mais um arco agressivo/depressivo na minha temporada 2012.

14 de mai. de 2012

Egoweakness

Aquele desejo de aparecer, ser reconhecido. Força latente de uma personalidade ávida por impressionar seus pares. Um jogo de truques de teatro, cujo unico objetivo é esconder a tão frequente baixa-estima quando conversando com pessoas realmente impressionantes.

O que mostrar de produtivo quando você não tem nada a mostrar? Vão te aceitar sendo tão limitado em recursos de conhecimento da área? Será que ser engraçado ajuda?

As vezes ser um jack of all trades é bom. Me permite ter o conhecimento que eu julgo melhor pra mim, que me dá aquilo que gosto e me deixa feliz. Mas a parte do "and master of none" é que me deixa empertigado, quando tantas pessoas à minha volta se especializam em terreno desconhecido, e eu fico aqui, me aventurando nas terras já lavradas por pessoas mais corajosas do que eu.

Afinal, foi o que escolhi para mim. Nada mais justo. Mas podia doer menos no meu ego super-inflado e cabeça-dura.

27 de abr. de 2012

Velhice

Essa noite tive um sonho interessante. Eu sonhava que estava velho e que uma moça bem simpática estava me dando sopa na boca, pois eu não tinha dentes e mal tinha forças pra conseguir segurar o garfo nas mãos. Ela me dizia que gostava de ouvir as histórias que eu tinha pra contar, reais ou imaginárias. Eu não me sentia sozinho, apesar de no sonho eu não ter nenhum familiar próximo há mais de uns 20 anos. Pelas minhas mãos, rosto e pela declaração anterior, eu devia ter algo em torno dos 90 anos.

Eu me sentia bem no sonho. Realizado, como se feliz por relembrar tudo aquilo que eu tinha passado todos os anos anteriores. Eu contava histórias para essa moça que cuidava de mim. Eu acho que eu estava em algum asilo ou algo do tipo. Era estranho, mas eu naquele momento específico não sentia o peso da idade nos meus processos cognitivos. Eu senti esse sonho mais como uma conexão com algum ponto futuro, como se de repente minha mente voasse anos à frente e se encontrasse, por um curto espaço de tempo, naquele corpo idoso.

É engraçado que nem sempre eu pensei muito na minha velhice. No máximo eu me imaginava com uns 60 anos contando historinhas pra crianças sobre coisas que não aconteceram comigo, uma forma de me sentir importante e dar uma imagem heróica. Nunca tinha parado pra sentir a sensação de velhice no corpo, como esse sonho proporcionou. Mas é engraçado, eu estava diferente. Meu pensamento era outro. E eu sabia qual era o motivo.

Eu estava morrendo no sonho. Aqueles eram meus últimos momentos de lucidez, aquele momento onde você têm um último contato com o mundo real da maneira como você o enxergava, antes daquele mergulho em direção ao desconhecido.

Eu só me lembro que nesse momento, eu disse à moça que cuidava de mim "Obrigado por tudo" antes de acordar do sonho enquanto eu desfalecia. Eu sabia que aquela frase não era só para ela, era para o mundo. Eu sei disso pois essa é uma das coisas que eu mais acredito.

Eu me lembro de quando minha tia-avó faleceu. Não me recordo de quem falou com ela, mas suas últimas palavras foram "Eu não quero morrer". Aquele momento, aquela fala, me acordaram bem cedo para o fato de que não somos eternos, que não duramos para sempre. E foi a primeira vez também que eu parei para me enxergar e pensar "Como vai ser na minha vez"?

Viver aqui é uma experiência incrível, e não importa o momento da partida, eu sempre vou estar feliz por ter tido tantas experiências. Quando eu digo a frase "Qualquer coisa depois dos 40 anos é lucro pra mim" não estou querendo dizer que eu não quero viver além dessa idade. É uma forma irônica de dizer que minha maior felicidade é fazer tudo isso que eu faço e que, independente do momento que ocorra essa transição, eu sempre estarei feliz e dignificado por ter tido esse tempo junto com todos vocês.

E então, eu saio pela esquerda e vou pra coxia, esperar todos voltarem (como no final de Titanic) ou não. Se o outro lado existe ou não, eu não me importo, pois se você viver essa vida de forma a sempre se orgulhar dela, o vazio pode ser uma coisa suportável. Ou se sentir bem na outra vida por saber que você viveu de verdade por aqui! Daí, cada um tira a sua interpretação.

11 de abr. de 2012

Till the World Ends, only NOT

Meu dia foi especial. Só me lembro hoje cedo de falar com o @leitecruz no skype todo feliz, e ele me perguntando por que eu estava feliz e eu respondendo "naomsei, estou felisssssss". Não imaginava que esse fosse se tornar um dos melhores dias do ano até agora!

Primeiramente, conheci esse kra, interessantíssimo, papo bem legal, bem bonito e talz. Estava pensando de chamá-lo para sair quando minha amiga @lylavieira (Lyla) me chamou (devo colocar de outra forma: convocou imperativamente) para sair. Ok, eu fui.

Buscamos a @pseudocoisa (Mel) no Sebrae e lá vamos nós pra Adega da 21. Juro que nunca tinha sequer imaginado que aquele lugar era ali.

Então entramos. Primeiro momento awkward da noite: uma mulher a cara da Martha. Ok, olhei de novo e ... ufa. A mel e a lyla não viram. Então nos sentamos e eu, a lyla e a mel pedimos um Dry Martini, um Blood Mary e uma Margarita, respectivamente, mais um delicioso petisco de linguiça de cordeiro com molho agridoce (que jogamos pimenta chipotle pra ficar gostosinho)

Enquanto esperávamos, eu reconheci o barman. Eu me lembrava de ter ficado com ele já há bastante tempo, whatever. Conversamos horrores, e então na hora de pagar, o barman estava no caixa e disse "E aih, gostou do dry martini?". Sim, deu vontade de falar "Sim, vem cá seu lindo!". E ele não falou nada pra mel nem pra lyla, o que reforçou meu feeling. Detalhe que eu já estava alto, COM UM DRINK!

Na saída, ainda tomei uma olhada indiscreta de alguém que estava entrando.

Depois disso, passamos em vários lugares, que estavam vazios e, indignados, fomos para a Confraria da Carne. Chegando lá, eu e lyla fizemos nossos pedidos carnívoros e o pedido comunitário de queijo provolone. A Mel, depois de insistência nossa pediu, tipo, todos os corações de frango do universo para nós três comermos.

E então, começa a melhor cena da noite. Dois rapazes lindos (e de barba) chegam na confraria e nós três olhamos. Não deixamos de comentar sobre quem eu e a mel pegaríamos dos dois, porque um era mais magro e o outro mais gordinho. Daí, eles se sentaram longe da gente, mas eu pelo menos estava toda hora dando uma "conferida", até que a mel disse (ou a lyla sugeriu, não sei) pra lyla ir lá e dizer pra eles que ela estava interessada. Eu, depois de relutar (e ganhar um drink à minha escolha da mel) aceitei entrar na brincadeira, e a lyla foi lá pra dizer que eu e a mel estávamos interessados. Falou alguma coisa com eles e eu fiquei de cá fazendo a super análise de expressões corporais dos três, e então ela voltou com um sorriso, e disse que tinha falado que na hora ficou com vergonha e não falou que estávamos interessados, mas que eles estavam convidados à passar na nossa mesa depois.

O mais absurdo de tudo foi que um deles passou lá depois. Assim, ele conversava com uns olhos penetrantes como poucos que eu já vi. Eu notei que especialmente pra mim ele deu duas olhadas que me deixaram nu ali na mesa. Claro que não consegui reagir, é meu procedimento padrão: situação inesperada = unreacted. Então, isso aconteceu enquanto nós conversávamos, e então ele disse que era agrônomo mas não praticava, e trabalhava na empresa X. A Mel disse que tinha ligado lá e ele disse "Maiara, da empresaY?" e ela respondeu com uma pergunta: "Lucas, da empresa X? Você não me mandou o e-mail com a proposta ainda ohh". E a situação mais awkward foi nós três lá conversando. Ele falando com a mel e uma vez ou outra dando umas olhadas pra mim, como que dizendo "e aih, vc não vai falar nada?" e conversando sobre essa coincidência incrível! Eu estava no modo pinguim de Madagascar: "Sorria e acene. Sorria e acene"!

Na hora de sair, ainda demos um tchauzinho pra eles e eu fiquei falando pra mel que "se ele sequer citar sobre mim, era pra vc passar o meu telefone pra ele". E enquanto estávamos à caminho de casa, eu pedi a bag de cds da lyla e coloquei o CD Femme Fatale, da Britney Spears, pra tocar. Claro, que a música "'Till The World Ends" era exatamente o que eu queria naquela hora:

I can't take it, take it, take no more
Never felt like, felt like this before
Come on, get me, get me on the floor
DJ, what you, what you waiting for?

E no caminho de volta para casa, a gente decidiu passar no Mercatto. Lá, a gente discutiu sobre essa noite fantástica e chamamos a mãe da mel pra vir também. Aconteceram outras coisas, mas nada tão impactante quanto o que havia acontecido anteriormente. Exceto pela Steinhäger que eu bebi para finalizar a noite.

Então, com isso, nós três combinamos de cada um escrever um post sobre essa coisa maluca! A lyla no balbuciar, a mel no pseudocoisa e eu aqui. Mas, não contávamos que meu final de noite seria tão bom. Chegando em ksa, eu dei reinício às minhas conversações interrompidas quando a lyla me chamou pra sair e talz. Foi bem legal, gostei do kra e então ... então vcs não precisam saber dessa parte pq já contei muito sobre o dia de hoje. Só precisam saber que eu não consegui fazer o post a tempo de postar antes de dormir hehehee.

Essa noite foi a mais EPIC! Quero fazer de novo até o fim dos tempos!

3 de abr. de 2012

O sonho mais estranho

Esse foi o sonho mais estranho que já tive. E curto também.

Eu estava deitado em uma cama, e então uma mulher chega e me mostra um pente de memória DIMM com alguns conectores escuros e ela me diz que minha sorologia pra HIV deu positiva.

Só isso o sonho. Juro, fiquei apavorado e depois desse sonho nao voltei a dormir...