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12 de abr. de 2019

L'amour platonicien n'est pas compris

A vida é uma coisa engraçada as vezes. A gente passa boa parte da vida achando que os problemas uma hora acabam e que você está finalmente lapidado e pronto pra próxima vida, até que uma questão boba aparece e vc se pega tão despreparado para lidar com aquilo que vc não sabe o que fazer.

Basicamente, percebi recentemente que eu ainda sou uma pessoa mimada, que não sabe aceitar que nem tudo o que eu quero eu posso ter, e isso aliado ao fato de eu já ser um mau perdedor, só torna a situação um tanto depressiva.

Geralmente, esses sentimentos são fáceis de lidar e conciliar, mas todos os que envolvem desejo, raramente consigo achar soluções fáceis, como ansiedade por exemplo, que é meu grande mau.

Só estou escrevendo isso pq, como dá pra ver, existe essa coisa que eu quero muito ter mas não posso, por inúmeros motivos, mas minha cabeça continua querendo insistir em investir tempo (e energia) em algo que definitivamente não vai dar em lugar nenhum.

Enquanto isso, seguimos ouvindo músicas depressivas.

1 de abr. de 2019

Puppyness

Uma coisa engraçada quando a gente se pega admirando outra pessoa. É uma coisa inebriante as vezes, que precisamos tomar muito cuidado para não tomar de conta de nós mesmos.

Isso aconteceu há algum tempo. A pessoa? Um colega de trabalho bem próximo, que antes era de outra cidade. Tudo começou como uma atração física, aquela coisa de alguém lhe atrair por ser provavelmente uma das pessoas mais bonitas que você já tenha visto. Mas isso raramente é algo que me tira dos prumos.

O que realmente fez (e ainda hoje faz) a diferença é a pessoa por trás desse corpo. Esse colega, em especial, têm um quê de filhote que realmente me deixou fora dos prumos. É aquele tipo de pessoa que eu me via cuidando, fazendo carinho no rosto, no pescoço, fazendo massagem nos pés e nas mãos e falando "deita aqui no meu peito, esquece o mundo que agora eu estou aqui pra te proteger".

É claro que isso praticamente saiu do controle. Na verdade, tudo isso só acontecia na minha cabeça pois esse sou eu, fantasiando situações que na prática seriam impossíveis de acontecer. Afinal, o colega é casado, eu também sou casado, e uma situação desse tipo só se sustentaria se pelo menos eu fosse solteiro (como eu fazia à moda antiga), pois o problema maior é na minha cabeça.

O que venho fazendo ultimamente é lidar com a situação da maneira que melhor sei fazer: manter-me afastado enquanto essa tempestade não passa, ou que a situação se encaminhe para uma situação onde não me afete tanto.

Mas que queria muito deitar ele no meu colo, ficar acariciando bem de leve com as pontas dos dedos a sua barba, a linha do seu pescoço, sua nuca e seus cabelos, com os olhos fechados, imaginando que no mundo não existe mais nada além de nós dois, naquele momento, isso eu queria muito.

Pois eu sou assim. Isso me trás uma paz de espírito tão grande, saber que estou ali pra alguém, e esse alguém está precisando de um colo, um acalento, uma proteção, um quê de se sentir seguro, mesmo que seja só naquele momento.

Não deixo de pensar que esse post provavelmente e muito em breve será mais um da série fantasma de verões passados. Um que complementa os posts "fantasmas", "triangle" e "outros fantasmas" e, que atualmente, me afeta bastante.

1 de jan. de 2016

Yearless

Mais um ano civil se passou, mais uma semana de vida para acumular as minhas já 1737 semanas. E pela primeira vez em 10 anos, a rotina será diferente. Moro em uma cidade nova, trabalhando em um trabalho diferente, convivendo com outras pessoas e literalmente começando uma nova vida do zero (só não é do zero pois tem o meu marido comigo pra positivar essa contagem).

O que sei é que esse novo período não começa fácil. São novos dilemas pessoais e profissionais que não sei se estou completamente pronto para enfrentar. Não espero nada de 2016 que não tivesse esperado de 2015 ou dos anos anteriores. Eu só espero alcançar mais entendimento do mundo e de mim mesmo, mais desconexão do mundo e mais ligação com meu mundo interior e, entre outras coisas, fico cada vez mais ansioso por chegar naquele momento que as pessoas tanto têm medo, uma das únicas certezas na vida.

Sim, voltando ao assunto, eu quero alcançar um fim, não quero viver para sempre em qualquer forma extraplanar que possa (ou não) existir. "Tudo que têm um começo, têm um fim" e é assim que acredito que o ciclo de tudo funciona. Sair pela esquerda no fim e abrir espaço para novos atores no mundo.

Afinal, isso nunca mudou em mim: não importa se eu deixei algo para o mundo ou não. O que importa é que em determinado momento da história do universo, eu existi e eu tive plena consciência disso. Isso já é o suficiente pra mim.

Ohm.

25 de set. de 2015

Mega sonho lúcido da noite de hoje

Bom dia povo!

Faz tempo que não posto sobre sonhos lúcidos aqui no Nosenseless, e na realidade não tenho tido muitos ultimamente por falta de prática. No entanto, essa noite aconteceu um que me surpreendeu muito pelo nível de realidade e pela duração do mesmo.

Vamos ao relato. Primeiramente, eu estava no sonho em uma cidade (que é sempre recorrente em meus sonhos) andando por uma região suburbana. Não sei o que me fez fazer o check de realidade, mas tive um estalo de que aquilo poderia ser um sonho. Fiz o check e voilà, ce que nous devons faire.

Como já disse outras vezes, quando eu fico consciente de que estou dentro de um sonho, eu passo a controlar quaisquer aspectos do mesmo, como aparições de objetos e pessoas, como vou interagir com elas, crio habilidades sobrenaturais para mim como voar, afastar as pessoas e mover as coisas com "a mente".

Nesse sonho, quando fiquei consciente, a primeira coisa que fiz foi voar e observar a cidade de cima. Era a cidade que frequentemente aparece em sonhos que eu tenho. Percebido isso, foi explorar a cidade. Não havia ninguém exceto eu na cidade. Sabendo disso eu só pensei "as pessoas podiam sair de suas casas" e então de repente tinha aquela multidão de pessoas. Achei estranho que o sonho não ameaçou colapsar em nenhum momento, como frequentemente acontece quando você altera demais um sonho seu.

O engraçado é que eu fiquei interagindo com o sonho por muito tempo. E fui ficando. Quando vi, eu já tinha passado alguns anos dentro do mesmo e o pior é que eu conseguia lembrar de detalhes que aconteceram durante os quase 40 anos de tempo de sonho.

O que mais me assustou foi que quando eu "cansei" de ficar dentro do sonho, eu comecei a acordar. O problema é que quando eu acordei, eu não me lembrava quem eu era e de onde eu estava. Não reconheci o morr e fiquei olhando em volta e depois de quase uns 30 minutos, as lembranças começaram a voltar e comecei a me acalmar. Depois disso tomei banho, vim trabalhar e agora estou aqui escrevendo sobre essa experiência.

Sei que foi uma das experiências mais intrigantes que já tive em relação a sonhos lúcidos.

24 de mai. de 2015

Loneliness

A essência do ser humano é transmitir aquilo que existe dentro da sua mente para outras almas, de forma a transformar a solidão inerente de existir dentro de um substrato em uma convivência entre entidades que juntas podem ser mais do que um só jamais sonhou em ser.