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2 de set. de 2025

Les piliers de l'écrasement

Pensando aqui que devo escrever sobre os 5 pilares do crush (a saber, os pilares são: bonito, sexy, inteligente, engraçado, carinhoso e, recentemente adicionado o pilar fofinho).

Ainda me falta emoção, mas quem sabe em breve...

27 de fev. de 2025

L'Écho de la Tempête

Às vezes a gente só precisa de um horizonte sem marionetes que puxam invisíveis cordas, tentando nos fazer dançar conforme melodias desafinadas que não escolhemos.

Quando o vento sopra suas palavras sutis, deixo que passem. Reconheço a tempestade no copo d'água, mas não me afogo nela. Há certos jogos em que a única vitória é não jogar.

12 de jan. de 2025

Druz'ya i zabveniye

Ontem estava divagando com um amigo sobre como as nossas vidas mudam e coisas importantes em um momento se tornam totalmente esquecíveis em pontos futuros de nossas vidas. 

Estávamos falando sobre um post em que eu cito a importância de uma pessoa, que não falo o nome naquele momento, para mim, em relação à tantas pessoas indiferentes e idiotas no meu entorno, na cidade antiga onde morava. No entanto, hoje eu não consigo lembrar quem era essa pessoa, e achei esse fato bem curioso.

As vezes a gente pára para pensar em como a gente muda como o passar dos anos e nem percebe, só percebemos por exemplo quando vemos uma foto nossa antiga, um texto, ou revemos amigos de outros momentos, e percebemos que aquela pessoa que fomos, por mais que seja nós mesmos, é um completo estranho para nós hoje, mesmo ela sendo parte do motivo pelo qual estamos onde estamos hoje, pelo que somos hoje. 

Uma outra memória que me vem à mente é a do meu melhor amigo de quando eu tinha, tipo, uns 8 ou 10 anos de idade. O meu melhor amigo da época do ensino fundamental, eu lembro da casa dele, eu lembro da gente brincando com as coisas dele, com os hamsters que ele tinha, mas eu não consigo lembrar o nome dele, e nem o rosto dele mais. Eu lembro da importância que ele tinha pra mim, mas eu não consigo nem mais lembrar quem ele é.

Nesse sentido, eu do futuro, talvez isso daqui em uns 10 anos seja só um "reclame aqui" digital de um momento de crise. Talvez não, e talvez eu me lembre desse momento futuro. Ou não. Mas aqui fica mais um tijolo amarelo, para compor essa grande estrada que leva pra algum lugar, só não sei para onde.

Afinal... No one mouns the wicked... No one lays a lilly on their grave...

27 de nov. de 2022

The Last Goodbye

Escrito em 25/11/2022 em meio a uma crise emocional por finalmente cair a ficha de que o chefe que tenho um crush há 4 anos vai entregar a direção e voltar para sua cidade natal. Ainda não mostrei pra ele e tenho um receio de que provavelmente nunca irei mostrar...

Bom dia chefinho, tudo bom?

Vim escrever isso pq hoje caiu a ficha de que vc tá indo embora de vez pra [redacted]. Eu passei a noite sonhando em como eu iria me despedir de vc e fiquei pensando hoje de manhã em como iria conversar com vc, se eu queria mesmo falar sobre isso ou só sofrer em silêncio. Eu tou bem surpreso em como seu retorno à sua cidade me afetou no nível emocional. Antes de mais nada, queria dizer que eu tenho completa consciência de quem é vc nesse cenário (vc já reforçou isso várias vezes hehe) e onde eu estou com isso (já peguei há muito tempo que é algo platônico mesmo, e o problema é meu que segui com a FIC né). Mas, com a sua partida definitiva pra Ivaiporã, de repente eu senti que só precisava falar sobre isso, e que talvez não conseguiria falar ao vivo conversando com vc, por medo de como vc reagiria, ou por medo de te deixar desconfortável com essa conversa toda. Então, preferi escrever, pq eu sei que consigo me expressar melhor escrevendo, e tb sem ter de fato o seu feedback de tudo isso. Então vamos lá...

Primeiramente, em todos esses anos eu aprendi muito a admirar você pela personalidade incrível que vc têm, e de fato vc pra mim é o crush completo (a saber, os pilares são: bonito, sexy, inteligente, engraçado e carinhoso) e não tinha como eu não me sentir da forma que eu me senti em relação a vc. Se o mundo fosse diferente, talvez as coisas fossem diferentes, mas eu sei que tudo é como deve ser, então quanto a isso eu fico em paz. Só queria dizer que vc me afetou e me conquistou de formas que nunca esperava que uma pessoa me conquistaria, e sem esforço nenhum. É muito raro alguém hétero causar toda essa comoção dramática em mim, pq eu geralmente me protejo insanamente nessas questões emocionais. Mas é isso. Eu fico ao mesmo tempo muito triste com isso e tb aliviado, pq sei que vai ser uma conclusão de um assunto que circula minha cabeça têm, o quê, 4 anos já né?

Em segundo lugar queria dizer que me deixa feliz que sua decisão vai tirar essa nuvem de angústia que vc têm sentido dentro do seu peito com relação a tudo o que têm acontecido com o [redacted], ainda mais nessa fase que ele e o irmão mais do que precisam do pai por perto. É sua família e sei o quanto vc se dedica a ela, e isso torna vc ainda mais perfeito. Eu por várias vezes já me peguei inclusive sentindo inveja da [redacted] por tudo o que ela têm (e julgando pesadamente ela por não aproveitar tudo isso da forma que, se fosse eu, faria).

Em resumo (pq isso aqui já tá muito extenso e por deveras piegas) te admiro demais, e digo que definitivamente vc vai fazer muita falta aqui. Eu pelo menos sei que estou bastante afetado emocionalmente com tudo isso. Antes de vc ir embora só queria pedir uma coisa, se não for pedir muito. Queria te dar um abraço de despedida. Só um abraço mesmo. Pra agradecer pelo tempo de convívio antes de vc ir embora em definitivo e eu pegar, selar e guardar tudo isso em uma caixinha no fundo da minha cabeça.

14 de nov. de 2021

Fine temporum litterae

Eu demorei muito tempo pra fazer isso. A me desprender. A deixar essa memória no passado. Esse é o primeiro ato de "deixar para lá" uma coisa que por muito tempo definiu minha forma de pensar e de como abordar determinadas ações na minha vida.

Então decidi tirar você da minha carteira, e colocar aqui, nesse repositório de memórias, de "eus" passados. Para que eu possa ler novamente no futuro, mas com uma visão diferente da que me fez carregar por tantos anos essa carta dentro da minha carteira.

Não é algo que eu considero fácil de fazer, mas existem ações que precisam ser feitas se queremos um fechamento para determinadas histórias.

Como diz um ditado que ouvi, nunca se atravessa um rio duas vezes, pois a água da travessia seguiu seu caminho, assim como a pessoa que atravessou o rio.

...

Finis rerum

Não sei como começar isso a não ser pelo começo. Se você está lendo isso, eu só queria dizer que eu estou em paz comigo mesmo. Esse tempo todo que passou em que me escondi das pessoas, menti para pessoas próximas, afastei quem eu na verdade queria perto, tudo teve um motivo. É o mesmo motivo pelo qual estou escrevendo essa carta. É a única saída que eu tenho a seguir, e que me deixa em paz comigo mesmo. É o término da existência, dos problemas, das preocupações, das angústias, das decepções e frustrações. Eu decidi por um fim nesse ciclo, pois independente de se agora ou daqui muitos anos, o local é o mesmo. É o fim. Por isso, não quero que esse seja um momento de tristeza, mas sim um momento de paz. É o momento de paz final, antes do desaparecimento atrás da cortina da morte. E eu escolhi me sentir em paz.

29 de jan. de 2020

Casse-toi

Na verdade, que se foda todo mundo nessa m*rda, cansei de ser sociável com às pessoas à minha volta, pra mim só importa a mim e às pessoas que realmente me fazem diferença, ou que me entendem DE VERDADE.

Ao resto da humanidade, acho que vou deixar de ser educado pois ser educado com a maioria é quase que igual a jogar pérolas aos porcos.

Pronto falei!

Je m'en bats les couilles

Nada de mais pra dizer, só que as vezes a gente se pega sentindo determinadas emoções e vira um turbilhão de coisas tristes, alegres, raivosas, possessivas, que a gente tem dificuldade de controlar para não se tornar visível às outras pessoas pois, primeiro isso não é para as outras pessoas, por mais que quiséssemos externalizar para sermos vistos, e segundo, isso nada mais seria do que ser inseguro e imaturo.

Não que não seja, pelo contrário, mas me sinto muito mais avançado na escadinha do autocontrole que muitas pessoas que conheço, ao não tornar isso uma catarse de grandes dimensões.

Eu queria, no entanto, ser mais verdadeiro com meu pilar moral, as vezes acho que me deixo levar pelas falar alheias e caras bonitas e, quando vejo, estou eu lá lutando por causas que não são minhas ou desejando coisas que literalmente estão inacessíveis a mim.

Isso me fere muito, e só vem a acrescentar à miríade de sentimentos girando em minha cabeça, até o copo encher em algum momento aleatório futuro.

28 de jan. de 2020

Bon sang

As vezes eu me esqueço que as pessoas não sabem que eu sou uma pessoa toda cheia de maneirismos e problemas bem complexos de lidar, acho que pelo fato de eu ser uma pessoa tão adaptável, quase volátil, no sentido de me adaptar a basicamente qualquer situação social.

E pior, eu só lembro disso quando alguém me lembra da estranheza de alguns de meus comportamentos, como o imenso controle emocional que eu uso o tempo inteiro, minha obstinação por seguir e impor regras, fazer diários e anotações de coisas pessoais, além uma obsessão insana por simetrias, padrões e repetições em basicamente tudo o que eu faço.

Eu posso parecer uma pessoa normal por fora, mas como já disse antes, é um comportamento que eu desenvolvi como uma defesa, e é por isso que as vezes quero ficar sozinho, pois é só sozinho que consigo de verdade repor minhas energias.

19 de dez. de 2019

Câlins affectueux manquent

Eu só quero um colo. Nada mais. Apenas que você aceitasse dar um abraço carinhoso em uma pessoa que é frequentemente carente exatamente disso.

Nada mais.

Mas vamos vivendo.

E reclamando.

E fazendo drama da vida.

14 de abr. de 2019

Griefness

Negação

Impossível ele não estar a fim de mim. Olhe o jeito que olha, a forma que bota as mãos na virilha, o olhar profundo que diz mais que qualquer coisa. Não estou errado, impossível eu estar errado!

Raiva

Ele não reage às minhas investidas, por quê? Eu estou deixando bem claro o que quero, porque ele não retribui, que ódio! Preciso chamar mais ainda a atenção dele!

Negociação

Se ele beber o suficiente, vai se abrir. Se entrarmos juntos na piscina, algo vai acontecer. É só dar o tempo e as ferramentas certas que ele vai mostrar que está a fim, apesar de não investir.

Depressão

Estou cansado de gastar energias com ele. Tudo o que eu faço parece acentuar os sinais, mas nada acontece. Será que sou eu o problema?

Aceitação

Lá no fundo, eu sou uma pessoa mimada. Eu tendo a achar que o mundo têm de girar à minha volta e que as coisas devem acontecer porque eu quero. E não é bem assim. Eu acabo criando espectativas de muitas coisas e hora ou outra isso volta na minha cara.

Também tem o fato de eu ser mau perdedor, e ir guardando tudo, querendo que tudo seja como eu quero que seja, independente do que as outras pessoas sofrerão pra eu alcançar meus objetivos...

Mas essa crise aconteceu pq eu estava em um momento que não queria ser forte como sou todos os dias. Só queria colo, deitar, fechar os olhos e alguém me dizer que aquilo ia passar logo.

Não parece as vezes, mas eu sou uma pessoa extremamente emotiva e muito do que acontece a minha volta me afeta, eu só escondo isso com uma maestria incrível

Eu queria não criar expectativas de coisas que não estão lá, sabe, mas ao mesmo tempo não quero ficar regulando meu pensamento, pois a minha mente é o único lugar em que posso ficar verdadeiramente livre. E por causa disso, as vezes eu sofro as tempestades que se formam.

...

Triste, mas talvez mais um fantasma de verões passados deixado para trás, com um pé de melancolia pela forma como minha mente, meu emocional, realmente acharam que algo assim poderia dar certo. No final do dia, nada como uma catarse após a outra.

13 de set. de 2018

Eleiçõeszes

Hoje passei só pra lembrar vcs de que quando seu amiguinho têm uma opinião diferente da sua, pode ser de qualquer espécie, tipo crença, religião, POLÍTICA, gostos pessoais ou memes de internet, isso não é motivo para terminar unilateralmente a amizade com ele, tá?

Afinal, pessoas maduras discutem suas opiniões divergentes, levantam pontos sobre suas convicções, questionam tanto os pontos levantados quanto as próprias opiniões, reservado o fato de serem questionamentos com alguma base lógica, claro!

Afinal, vivemos em uma democracia, não em um estado de "minha opinião é certa, pau no koo de quem não concorda".

Ahh, em algum momento eu disse AMIGOS DE VERDADE não se afastam uns dos outros só porque suas visões e experiências são diferentes e/ou dissonantes?

Só queria deixar esse pensamento de carinho, com nenhum pingo de ódio no corassaum, nem rancor, pq a gente acredita DE VERDADE que pessoas assim só existem em histórias de livros, livros ruins diga-se de passagem.

Parando para pensar, é até bom isso acontecer, sabe? Afinal, de pessoas tóxicas o mundo está cheio, e se puder ficar longe delas, melhor ainda!

Não é à toa que quem é meu amigo de verdade, é amigo até hoje, ri dos mesmos memes até hoje, dá like nas minhas bobeiras até hoje, não importa se estão longe ou se, provavelmente, não se verão mais nessa vida devido a inúmeros fatores, principalmente geográficos.

Beijo no coraçãozinho de pedra de vcs! #IndiretasDoBem

Ahh sim, esqueci de mencionar que esse é um textão da série #PostDeUmPassadoDistante tá?

12 de out. de 2017

Black Heart

Como é difícil escrever sobre algo no dia de hoje! Minha vontade hoje era de destilar meu rancor às pessoas gratuitamente, pois estou em um daqueles dias que me irrita ver as pessoas felizes e comemorando qualquer coisa nesse dia.

Acho que estou me tornando uma pessoa rabugenta com o passar dos anos, sabe?

Sério, acho que nesse processo de ignorar as pessoas à minha volta, me afeta muito o fato de elas fazerem coisas sem que eu esteja envolvido. Como sempre, meu ego falando mais alto em querer me tornar mais importante que eu sou.

No final, são só resquícios de frustrações acumuladas com o passar dos anos.

29 de jan. de 2017

The virtue of selfishness

"I'm bad, and that's good. I will never be good, and that's not bad. There's no one I'd rather be than me", Detona Ralph.

As vezes a gente para pra pensar sobre algumas coisas de nossas próprias vidas e nos perguntamos: "será que somos bons com as outras pessoas?" ou "será que somos confiáveis?" e isso tede a ficar martelando a cada vez que você se encontra em uma situação em que você precisa tomar uma decisão difícil.

As vezes só o que temos para poder decidir algo é nossa própria consciência, e nesse ponto se não estamos bem conosco, isso só tende a obscurecer nossa capacidade de julgamento.

Veja bem que falei de consciência, e por consciência digo saber quem nós somos e o que queremos dessa experiência de vida. E isso quer dizer decepcionar pessoas pelo caminho, pois nem todos enxergamos a vida pela mesma ótica e nem esperamos as mesmas coisas dessa experiência.

Por isso, as vezes as pessoas podem nos enxergar como pessoas más, as vezes até nós podemos nos ver assim, mas se isso é uma coisa que nós somos, é essa coisa realmente ruim?

Penso sempre que o mais importante nessa vida é ter constância na forma com que vivo a experiência mundana, e tento manter essa constância na forma com que minhas ações são projetadas.

Dessa forma, não tenho nenhum medo de admitir que não sou uma pessoa boa, mas também não me considero uma pessoa má. Na verdade a única característica que ultimamente coloco como parte da minha personalidade é meu senso de justiça e lealdade. E é através desse senso para com meus próprios objetivos de vida, com as coisas que acredito e que me guiam, que canalizo minhas energias para ajudar alguém ou pra retribuir uma ingratidão, caso veja como necessário ou pertinente.

Eu tenho várias características negativas, assim como também tenho várias características positivas, e conheço todas, pois tive todos esses anos de introspecção e meditação comigo mesmo para conhecer cada pedacinho de cada aspecto da minha personalidade mais aparente, e vários de características mais latentes, mais escondidos atrás de tantas muralhas criadas por mim mesmo para me proteger do mundo, das pessoas, da vida. Algumas dessas características uso rotineiramente e com bastante desenvoltura, outras aparecem ocasionalmente em determinadas situações (stress, felicidade), outras ainda raramente aparecem mas tendem a ser reflexo das minhas defesas internas. E também existem aquelas características que nunca foram postas à prova, mas eu sei que existem, pois eu já criei cenários mentais em que essas características foram, de alguma forma, testadas.

Isso pode parecer errático para as outras pessoas, mas para mim não é. Eu sempre sei o porquê de estar fazendo as coisas, dentro do que conheço à respeito do que estou fazendo. À partir do momento que passei a não mais julgar se algo que estou fazendo foi bom ou ruim para alguém e sim julgar se aquilo merece ser feito ou não segundo o que acredito, eu passei a fazê-lo com mais consistência, com menos dúvidas e, principalmente, com mais fé em mim mesmo.

Saber que fui consistente nessa vida é muito mais importante do que ouvir que fiz o bem para outras pessoas, pois o que os outros pensam sobre mim reflete quem eles são não quem sou eu.

5 de jan. de 2017

Selflessness

Você já parou para pensar em quantos segredos você guarda sobre as outras pessoas, opiniões sobre eventos e julgamentos de pessoas que se as outras pessoas da sua convivência soubessem disso, te considerariam ingrato, para não falar coisa pior?

Muito já me peguei pensando nisso porque eu sou uma pessoa de opiniões fortes, que julgo cada pessoa que conheço mas que mantém isso em segredo em nome da boa convivência, pois assim eu aprendi desde cedo.

O ponto de tensão nem é esse, sabe, mas a reação ofensiva que a maioria têm quando descobrem as opiniões alheias (as vezes, sobre você até). Muitos inclusive ficam extremamente magoados por saber que a pessoa pensava daquela forma.

Eu realmente não entendo esse segundo comportamento apesar de ser complacente com o primeiro, sabe por quê? Porque todo mundo têm direito a ter opinião própria, e isso é uma coisa que não deveria nos afetar.

Eu levei bastante tempo para assimilar que a opinião alheia não me diz respeito, mesmo que seja um prejulgamento sobre mim mesmo. O máximo que podemos fazer com isso é tentar entender o que de nossas ações causou esse julgo na outra pessoa.

O dia que entendermos isso, talvez acabe a necessidade de termos de manter segredo sobre tantas coisas pois não será mais necessário manter uma disparidade entre o que pensamos e o que externalizamos.

7 de set. de 2016

Nirvanaless

É engraçado como à medida que o tempo vai passando, a minha vontade de fazer coisas nessa realidade vai diminuindo.

É como se nada tivesse realmente o gostinho que eu esperaria ter, não sei se é devido à minha consciência de que a estadia aqui é passageira e, no final, nada que fizer vai servir pra algo ou se é pura e simples depressão.

O fato é que eu olho pra tudo e nada parece real. Será que, se existir outro lado, será assim também?

Lá, no fim de tudo, um dia vou descobrir. Ou não.

9 de fev. de 2016

Hearingness

Engraçado que muitas pessoas não conseguem enxergar em mim a pessoa que eu costumo projetar aqui no blog ou nas redes sociais. É como se eu fosse duas pessoas diferentes. Isso, no entanto, é uma inverdade.

Quem me conhece me enxerga como uma pessoa paciente, que parece ouvir a opinião alheia e até mesmo me sensibilizar por suas causas, sejam elas irrelevantes ou não. Na realidade, o que ocorre é que na maior parte do tempo, esse comportamento é simulado de forma a tornar minha pessoa mais "convivível" no meio social. Assim, eu sempre vou parecer interessado, animado, alegre, bem disposto, e por aí vai. No entanto, ainda existe certa autenticidade em alguns de meus comportamentos. É até fácil distinguir quando estou sendo dissimulado de quando estou sendo autêntico, só não vê quem não consegue.

No entanto, quem me conhece de verdade sabe que eu não sou bem assim. Eu sou uma pessoa bastante nervosa e que se irrita facilmente com opiniões alheias, principalmente quando os transeuntes sequer conseguem defender seus argumentos com proposições lógicas. Eu amo a discussão lógica e filosófica, me atrai discutir minhas opiniões (que quase sempre são bem fortes) com outras pessoas com opiniões e sentimentos diferentes. No entanto, me irrita profundamente quando a pessoa usa o próprio ego ou idiossincrasias próprias para defender o próprio ponto de vista como correto, para todas as circunstâncias.

"Tudo aqui pra mim é mundano. Tudo é irrelevante. A humanidade é irrelevante pra mim. Exceto algumas coisas e pessoas realmente especiais, como natureza, ou amigos." (Angerness, 2013)

Nesses casos, eu tendo a parecer ceder em meus argumentos, quando na verdade estou sentindo profunda pena da pessoa por ser tão mente pequena, a ponto de achar que uma discussão deve ser sempre um conflito ou uma competição pra saber quem está certo de verdade. Eu paro de discutir pelo simples fato de entender que com pessoas como essas, continuar discutindo é equivalente a falar com uma parede. E nesses casos, eu escolho conservar essa energia para coisas realmente úteis, como ficar no facebook stalkeando os amigos.

As pessoas podem achar horrível ler algo sobre mim mesmo escrito dessa forma, mas é assim que eu sou. Eu sou bastante altruísta com o que merece meu altruísmo. No entanto, quanto mais passa o tempo, menos paciência eu tenho para lidar com as próprias inseguranças das pessoas à minha volta. Eu estou (quase) sempre disposto a ajudar, mas também não vou desviar do meu caminho para acalentar alguém que urge por ajuda mas não se entende a si próprio e torna isso em agressão com as pessoas próximas. Nesse sentido, prefiro me afastar.

Já fui muito mais agressivo no passado. Hoje, sigo o preceito filosófico de um ex, chamado de "O Princípio do Cagaísmo". Estou cagando para essas opiniões alheias que nada me acrescentam. Quer ter uma discussão comigo? Por favor, faça, eu adoro, mesmo! Mas não torne isso uma luta, como se houvesse a necessidade de sair um vencedor ou um perdedor. Pois se houver, eu vou ligar o "caguei" para você, e à partir daí, a tendência é só ir te ignorando cada vez mais até que eu julgue que não há motivos para continuarmos conectados à mesma rede social. Podemos nos manter amigos no mundo real, mas no mundo virtual, onde eu adoro desenvolver discussões sobre quaisquer temas, não vou fazer muita questão de ter você por perto, mais ainda se você for do tipo que problematiza as coisas sem ter bases para defender nem mesmo suas idéias/ideologias.

Olha que é até bem difícil fazer com que eu chegue a esse nível que eu citei nesse post, e se de fato você está lendo isso, significa que de alguma forma nossa relação significa alguma coisa, e muito provavelmente eu respeito isso. Apesar da exageração inerente desse texto, eu sou uma pessoa muito fácil de conviver, altamente adaptável às opiniões alheias. Só não tenho mais muita paciência com egos inflados. Acho que, no final, estou ficando mais velho muito mais rápido do que eu imaginava. Isso é um bom sinal para mim, eu acho.

O que está dito está dito. Quem sabe mais pra frente eu não destile melhor isso, mas não é esse o momento. Caso queira discutir comigo, estou sempre disponível.

P.S.: Os links do post são importantes para alguns entendimentos. Se você chegou até aqui, recomendo as leituras.

27 de jun. de 2015

Self choose Prideness

Primeiramente, queria dizer que me cansa ver que tudo ultimamente nas redes sociais do momento acaba virando uma guerrinha de opiniões e, por esse motivo, eu mudei minha foto, para representar o preto-no-branco que parece permear as opiniões nesses dias de conflitos, não importando se os temas são importantes ou se são supérfluos.

Cada um devia poder decidir o que fazer e o que mostrar, já que é na pluralidade que vivemos, e não em um mundo preto-e-branco. Não é à toa que a bandeira LGBT é multicor. Pensem nisso.

"O dever é uma coisa muito pessoal; decorre da necessidade de se entrar em ação, e não da necessidade de insistir com os outros para que façam qualquer coisa." Madre Teresa de Calcutá

Segundamente, estou vendo todos muito felizes com a decisão dos EUA no que tange a definição, a nível territorial, do casamento igualitário e todas as mídias mostrando e comemorando essa luta.

Eu achei extremamente válida a comemoração, mas lembro de ter visto ninguém comemorando dessa forma quando os Países Baixos aprovaram, em 2001, ou a Bélgica (que se tornou o segundo país a fazê-lo) em 2003. Ou da França, em 2013.

Até o da Irlanda, país onde até pouco tempo a Igreja Católica tinha peso na política, teve um referendo que modificou sua constituição duas vezes, para deixar de considerar homossexualidade como crime e a aprovar o casamento igualitário, e eu não vi tamanha comoção.

Gente, são só os EUA.

O motivo desse TL;DR é pelo fato de que ainda, em nosso país, há uma luta pela frente.

O casamento igualitário no Brasil ainda não é amparado pela Constituição Federal e pelo Código Civil, sendo somente permitidos por meio da Ação Direta de Constitucionalidade nº 4277 e da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental nº 132 do Supremo Tribunal Federal, julgadas em 2011, que estenderam o conceito de unidade familiar, deram direito erga omnes àqueles que queriam se unir civilmente e, posteriormente pela Resolução do CNJ que obrigou os cartórios a celebrar o casamento e a conversão da união estável em casamento civil.

Os que já se casaram sob essa chancela estão protegidos pelo direito adquirido, mas pode a qualquer momento ser revogado pelos mesmos órgãos que se fizeram julgados, impedindo que novas celebrações possam ser feitas.

Então, com o mesmo afinco que comemoramos a decisão da Suprema Corte dos EUA, vamos trabalhar na nossa própria Constituição e mostrar que esse símbolo que todos estão usando seja instrumento para a melhoria do nosso país, que tanto têm sofrido nas mãos daqueles que estão no poder.

E, por último, "This way or the highway" não deveria ser uma filosofia de vida. Só acho.

16 de mar. de 2015

Opinionless

Não tenho nada contra a opinião de ninguém, afinal cada um tem o direito de ter a sua própria e tem o direito tb de expressá-la livremente.

O que me deixa triste é ver as pessoas imbuírem de ódio as suas opiniões, sob a forma de agressividade contra o que pensa (ou pelo que é) diferente de si.

Vamos ter opinião mas vamos nos divertir com o outro e não marcá-lo como inimigo babaca que precisa ser salvo das trevas da desinformação.

7 de out. de 2013

Not an easy life

Daqueles momentos que você pensa que sua atual identidade está cheia de meandros e de pedaços de coisas que ficaram pra trás e que você só queria esquecer que elas existiam em sua vida passada.

Uma nova identidade seria legal, mas daí você se lembra que existem muitas coisas e pessoas que valem à pena serem lembradas, e então você aceita que pelas coisas boas vale a pena enfrentar os fantasmas e devolvê-los àquele lugar profundo, escuro e esquecido do seu subconsciente.

E assim mais uma micro-crise se resolve tão rápido quanto começou.

#passadodistante

15 de jun. de 2013

Disappearance

Todo mundo me pergunta em algum momento da minha vida por que eu estou sumido, por que eu não respondo os chats ou as vezes nem isso, só reclamam que eu sumi e pronto.

Só queria dizer que se eu sumi é porque você também sumiu. Eu estou sempre no mesmo lugar (agora casado) e adoro ver meus amigos. Eu não sumo, quem some é quem não me procura mais ou que se esquece de me procurar.

Só isso.