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22 de dez. de 2015

Provenanceness

Eu tenho um questionamento a fazer a todos, e queria que quem respondesse, o fizesse com muita sinceridade e pensando bastante no questionamento levantado.

TLDR;

Imagine que um dia você descobre que você não é um ser humano, mas uma máquina. Sua vida até agora era real, ninguém lhe controlava ou programava para se comportar de uma maneira especifica; as suas capacidades físicas e mentais são idênticas às de um ser humano orgânico. Mas você foi criado em um laboratório.

Ninguém, exceto você sabe sobre isso. Sua família seus amigos, todos eles acham que você é um ser humano normal como eles. Se você não contasse a ninguém, você poderia continuar a viver a sua vida da maneira que você viveu até agora e nada mudaria.

Como você reagiria?

Preste atenção específica a estas perguntas:

a) Será que o seu conceito de si mesmo mudaria? Você continuaria sendo a mesma pessoa que pensou que você era?
b) A sua compreensão do próprio mundo mudaria?
c) Você revelaria as informações a terceiros ou você guardaria para si? Por quê?

Respostas

R. Almeida: Negaria e fingiria que nada aconteceu.

J. Nascimento: O conceito de mim mesmo mudaria, ficaria uma dúvida se não havia nada digamos que programado pra ser assim.
Haveria uma mudança no ponto de vista sobre o mundo, provavelmente olharia mais friamente. Quanto a revelar para terceiros, creio que as pessoas têm certo medo/receio/preconceito a coisas novas/diferentes então revelaria para pessoas específicas.

R. Fortalesa: A: Viveria uma constante crise existencial, se já não estivesse vivendo. Procuraria saber se existe meios de me aprimorar, desenvolver habilidades novas. Faria uma jornada em busca de informações sobre meu passado e minhas origens. B: Não necessariamente. Atualmente sou ateu e já me vejo como uma máquina biológica. C: Eu confiaria essa informação apenas a pessoas de confiança. Talvez na esperança de encontrar outros como eu.

I. Lopes: Meu conceito mudaria, mas eu tentaria continuar sendo o mesmo...

E. Costa: Certamente meu conceito de mesma mudaria, consequentemente a compreensão do mundo. E, claro, não contaria a ninguém!

M. Mendes: Fingiria que nada aconteceu. Por que eu gostaria de saber quem me criou e fingir que nada aconteceu seria mais fácil.

M. Cruz: Ficaria paranóica tentando descobrir quem me criou.

Eu: Descobrir que sou uma máquina responderia alguns questionamentos meus sobre origem, forma e função mas criaria outros como motivação e objetivos da minha existência. Eu já vivo uma catarse existencial onde meu objetivo é entender a mim mesmo e aos processos envolvendo a vida.

Meu conceito de mim mesmo mudaria? Acredito que não, pois independente da forma com que me manifesto, ainda existe esse observador atrás dos meus sentidos, que precisa ser explicado, posto à luz da razão.

Minha compreensão de mundo mudaria, de forma a abarcar essa nova faceta de conhecimento sobre mim mesmo.

E por último, nao não contaria a ninguém, pois usaria esse novo conhecimento pra explorar ainda mais o conceito interativo humano, ou até achar um igual a mim, a quem me abriria sobre esse segredo.

15 de dez. de 2015

Friendliness

Hoje foi o dia da divagação e um monte de coisa rolou nesse self-brainstorming. Uma delas foi sobre amigos. Sabe uma coisa que tenho percebido esses últimos tempos? Eu acho que tenho dado pouco valor para alguns amigos que tenho. Em uma amizade dou muito valor à sinceridade com que as pessoas me dizem as coisas. Não precisa ser 100% franco, no entanto espero um nível de franqueza pra pelo me dizer "amigo, você está errado por isso, isso e aquilo".

Sabe por que gosto disso? Porque eu gosto de discutir, gosto de botar minhas opiniões e conhecimentos à prova. Isso acrescenta muito à relação de amizade.

Não significa que quem não discute comigo tem menos valor. No entanto, o que não gosto é quando o amigo não está a fim de uma discussão direta (seja ideológica, seja de conhecimento) mas fica de indireta porque não concorda com minhas opiniões. Isso me mostra quem é a pessoa e isso me deprime, principalmente porque a pessoa é amiga e tem o canal aberto pra falar abertamente comigo.

Eu solto indiretas? Eu solto indiretas, sou o especialista das indiretas, principalmente no Twitter. Mas se eu preciso falar eu falo. Se eu não me sinto confortável, eu me afasto. Se eu me sinto ofendido ou percebo que não sou desejado no círculo, eu saio de perto. Eu dou todos os sinais de como eu estou me sentindo em relação às minhas amizades.

No entanto, ultimamente não estou sabendo lidar com algumas personalidades de alguns amigos. Não sei se é minha tolerância que tem diminuído ou se são as atitudes intolerantes deles têm aumentado. Só sei que no final, estou preferindo me afastar. Já passei por isso antes e na época quem eu achava que era meu amigo, no final não era, e não foi fácil superar isso. Por isso, desde então, me prometi que não deixaria isso acontecer comigo novamente.

Isso é uma indireta? Com toda certeza do mundo! Mas diferentemente das indiretas ofensivas, essa é mais uma indireta desabafo. Queria que quem visse esse post e se identificasse, soubesse que é assim que estou me sentindo em relação a alguns de vocês.

P.S.: Post do passado não tão distante.

28 de out. de 2015

Valedictionless

Bom dia pessoal,

Eu não sou uma pessoa muito boa em despedidas, mas é preciso escrever!

Como alguns de vocês já sabem, esses são meus últimos dias de IFTO. Na próxima semana devo estar embarcando para Curitiba, para o IFPR. Foram nove anos de experiências maravilhosas que tive aqui no IFTO e de todas as coisas que me aconteceram aqui, as melhores foram as pessoas com quem eu convivi e que se tornaram muito minhas amigas (e algumas até confidentes e companheiras de fofocas e padrinhos de casamento).

Várias pessoas vieram e se foram nesse período, e agora é minha vez de ir embora. Vou ficar com muitas saudades de todo mundo, pois aqui nos tornamos uma família! E como família, é necessário as vezes partirmos para novos rumos, novos desafios e, porque não, novas aventuras, pois da mesma forma que eu vim - na aventura - eu me vou. Será que é o melhor lugar do mundo? Será que é melhor que Palmas? Eu não sei, mas só através dessa experiência poderei dizer. Mas posso afirmar com certeza que vir para o Tocantins foi uma experiência e um aprendizado incrível na minha vida, que vou levar para sempre comigo, junto com todos os colegas queridos com quem interagi nesse tempo todo!

Fora do trabalho, também conheci muitas pessoas em Palmas. São vários amigos que fizeram com que minha convivência aqui na cidade fosse um pouco menos solitária. Fiz muitos amigos que vou carregar para a vida e que quero ver novamente em um futuro próximo!

E pra dar uma contextualizada, vou citar meu querido Bilbo Bolseiro, na sua festa de aniversário e de despedida:

"Primeiramente, para dizer a vocês que gosto imensamente de todos, e que onzenta e um anos é um tempo curto demais para viver entre hobbits tão excelentes e admiráveis
...
Eu não conheço metade de vocês como gostaria e gosto de menos da metade de vocês a metade do que vocês merecem"
Senhor dos Anéis - A Sociedade do Anel. TOLKIEN J.R.R.

Como aluno e como servidor do IFTO, eu me sinto orgulhoso de ter contribuído para o crescimento desse campus, de Palmas, do Tocantins (e por que não, do Brasil). Vou sentir muita saudade de muitas pessoas aqui!

E pra finalizar, mais uma citação do meu escritor preferido! Eu vou embora com aquela sensação de felicidade, de ter feito a minha parte para o bem maior e na espectativa da estrada nova que começa embaixo dos meus pés!

A Estrada em frente vai seguindo
Deixando a porta onde começa.
Agora longe já vai indo,
Devo seguir, nada me impeça;
Em seu encalço vão meus pés,
Até a junção com a grande estrada,
De muitas sendas através.
Que vem depois? Não sei mais nada.
Senhor dos Anéis - A Sociedade do Anel. TOLKIEN J.R.R.

Meu muito obrigado a todos! Nossa caminhada juntos se encerra aqui, mas nem eu nem vocês deixarão de caminhar em direção às sendas que todos nós escolhemos para nós mesmos, para alcançarmos a iluminação, e buscarmos o significado da vida, do universo e tudo mais!

Obrigado por tudo IFTO!

22 de out. de 2015

Changeless

Esse negócio de mudar de cidade não é fácil. Estou querendo voltar a escrever aqui no blog sobre esses sentimentos, mas eu me sinto meio desconectado dos mesmos, pra evitar o impacto da ansiedade nesse processo, mas não têm tido muito sucesso. Ontem eu fui parar na enfermaria e hoje tive uma crise depressiva, que se não fosse meu amigo Talles e meu marido Tiw Brás, eu não teria melhorado.

O que percebi é que preciso voltar a me conectar comigo mesmo, lembrar as coisas que eu sou bom em fazer e tomar cuidado com as coisas que eu não sou bom. Essa mudança de cidade é, acima de tudo, uma mudança na forma como eu venho lidando com o mundo. Quero acreditar que vou deixar de ser essa pessoa reativa e começar a ser mais produtiva, mesmo que isso não signifique nada pra mim, afinal não tenho essas baboseiras de precisar deixar um sinal meu no mundo.

O que eu realmente quero (Mário Alberto) é conhecer o mundo, é descobrir o significado de todas as coisas e chegar no final da minha vida e olhar pra tudo o que eu aprendi, e desaparecer feliz sabendo que eu fiz o possível para entender cada partícula existente.

18 de jan. de 2015

Irrationalityness

Eu pensei a primeira vez em colocar um alargador na minha orelha com 16 anos e coloquei quando tinha 32.

Daí a pessoa chega, me vê de alargador na orelha e, se achando no direito, fala que essa foi uma decisão feita sem pensar.

Não pensei duas vezes: unfriend + block pois as vezes, faço coisas sem pensar nas consequências.