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21 de jun. de 2026

Animae Carcer

 As vezes fico pensando em como essa vida é uma prisão... Sobre como tudo parece ser feito para que passemos por algum tipo de provação, como se fosse nosso objetivo sofrer nesse mundo.

Eu quero acreditar que não há nada no fim, mas algo também me diz que têm. Não tenho uma perspectiva boa sobre isso, mas eu fico pensando... E se...

E se existir mesmo o outro lado? E se a gente está aqui por um motivo? Qual esse motivo? O que faz a gente realmente querer vir pra cá? Será que a gente é mandado pra cá pra "aprender uma lição" ou a gente escolheu vir?

Nada disso faz sentido. Mas ao mesmo tempo faz, pq me deixa com raiva. Se eu fui trazido ou se escolhi vir, eu sei que vou sair daqui com mais raiva no espírito que provavelmente antes de vir pra cá. Ou não, não sei como era antes tbm né?

Mas sei lá. São divagações. Eu sei que no fim, o dia que estiver à porta da saída, é o dia que vou me sentir aliviado. Com medo, claro, pq ninguém quer morrer assim, mas aliviado pq tá acabando. Só esperar a consciência se dissolver e pronto. Vou para o vazio, ou para esse "nosso lar" hipotético que dizem existir.

Uma coisa é certa: não quero voltar pra cá de novo. Não é algo que quero reviver. Ponto. 

4 de nov. de 2015

Beliefness

fui católico, mas descobri que confiar cegamente em algo é muito perigoso.

Já fui satanista, mas descobri que negar algo com todas as forças ainda é adorar esse algo.

Já fui druida, mas descobri que não sou mais um ser em comunhão com a natureza.

Já fui Wicca, e descobri que rituais em excesso só atrapalham minha concentração.

Já fui khaos, mas descobri que misturar diferentes vertentes de conhecimento sem saber o que estou fazendo atrapalha tanto quanto rituais.

Já fui ateu, mas descobri que viver sem ter um pouco de fé no oculto faz tão mal quanto ter fé demais.

...

Hoje sou agnóstico, pois aprendi que culturalmente não importa se um livro está errado, ele representa a história e os costumes de um povo e de uma época.

Hoje sou agnóstico, pois aprendi que a negação de algo não é necessariamente o inverso daquilo.

Hoje sou agnóstico, pois aprendi que ser um com a natureza é estar em sintonia comigo mesmo.

Hoje sou agnóstico, pois entendi que rituais passam uma mensagem tão importante quanto a linguagem escrita ou falada.

Hoje sou agnóstico, pois entendi que  todo o misticismo e religiosidade deriva da mesma necessidade de entender o desconhecido, e a nós mesmos.

Hoje sou agnóstico, pois acredito que tudo precisa ter um propósito e um sentido, mesmo que esse sentido seja não não existir propósito.

1 de nov. de 2015

Hallowness

Voltando ao tema atualmente em voga no Facebook, intitulado "Não vou na festa de halloween pois sou Cristão", cabe lembrar que o "Dia de Todos os Santos" e o dia de "Finados" são construções sincretizadas da festa pagã aos mortos de Samhain onde, resumidamente, os mortos vêm à nossa realidade para rever os vivos e os vivos poderem se lembrar, celebrar e homenagear seus entes que já morreram.

24 de abr. de 2015

Worldless

Existe uma teoria de que "O dia que algum ser humano descobrir o sentido da vida, o mundo desaparecerá e no lugar surgirá algo muito mais estranho e bizarro".

Alguns acreditam que isso já aconteceu.

Eu acredito que já aconteceu, algumas vezes.

24 de nov. de 2014

Histórias da Bíblia, versão resumida

Era uma vez, um livro mágico escrito pelos deuses ... opa, por um deus só ... opa de novo, escrito por homens inspirados por deus. Esse livro é enorme (quase tão grande e complexo quanto outro livro mágico, escrito por George Martin) e por isso estou aqui trazendo um resumo da história para vocês.

GENESIS

Deus: Ok, tudo criado! Hey, vocês dois, não façam oba oba! Fora isso, divirtam-se.
Adão e Eva: Ok.
Satanás: Vocês deveriam fazer oba oba.
Adão e Eva: Ok.
Deus: O que aconteceu?
Adão e Eva: Nós fizemos a tal oba oba.
Deus: PORRA VÉIO!

O RESTO DO ANTIGO TESTAMENTO

Deus: Vocês são meu povo, e vocês não deveriam fazer oba oba.
Povo: Nós não faremos mais oba oba.
Deus: Bom! Senão mato todo mundo!
Povo: Nós fizemos oba oba!
Deus: PORRA VÉIO!

EVANGELHOS

Jesus: Eu sou o Filho de Deus, e mesmo que vocês tenham feito oba oba, o Pai e Eu ainda os amamos e queremos que vocês vivam. Só não façam oba oba novamente.
Pessoas curadas: Ok! Obrigado Jesus!
Outras pessoas: Nós nunca o vimos fazer oba oba, mas ele provavelmente deve fazê-las quando ninguém está olhando!
Jesus: Eu nunca fiz oba oba!
Outras pessoas: Nós vamos lhe colocar em julgamento por ter feito oba oba!
Pilates: Você fez oba oba?
Jesus: Não.
Pilates: Ele não fez oba oba.
Outras pessoas: Mate-o mesmo assim, e soltem aquele outro ali!
Pilates: Ok.
Jesus: PORRA VÉIO!

CARTAS DE PAULO

Pessoas: Nós fizemos oba oba!
Paulo: Jesus ainda ama vocês, e por que vocês amam Ele, vocês devem parar de fazer oba oba.
Povo: Ok!

CARTAS DE PAULO, PARTE 2

Pessoas: Nós fizemos oba oba de novo.
Paulo: PORRA VÉIO!

APOCALIPSE

João: Quando Jesus voltar, não haverão mais pessoas que fazem oba oba. Até lá, PAREM DE FAZER OBA OBA!

FIM

Esse post é uma tradução do post The histories of the bible in TL;DR form que apareceu a primeira vez no Reddit.

6 de jul. de 2014

Disbeliefs (ou como me tornei agnóstico)

Post do Passado Distante: 6 de julho de 2011.

Em algum ponto da vida você percebe que "tudo o que lhe foi contado na vida é uma mentira, e seu lugar no mundo é errado". E o que me fez chegar a essa conclusão?

Para mim, aconteceu quando eu tinha uns 12 anos. E não foi algo fácil desde então.

Eu cresci em uma familia conservadora da Igreja Católica Apostólica Romana, em uma cidade do interior de Goiás. Me foi ensinado desde cedo a ter medo de ateístas, de pessoas espiritistas e de qualquer coisa não relacionada à religião. Eu deduzi que elas eram pessoas infelizes cruéis com desprezo pela moralidade e ódio pela vida.

Essas pessoas eram como as vilãs das histórias que eu gostava na época. Eu achava meio difícil acreditar que esse tipo de pessoa existia. Me ensinaram que assassinos como Stalin eram ateus e que as pessoas boas um dia se tornavam santas, heróis da igreja.

As coisas começaram a mudar quando, um dia, perguntei se a alma da minha cadela (que tinha morrido) iria para o céu e me responderam que animais não possuíam alma. Eu não acreditava nisso. Me disseram, ainda, que eles estavam aqui só para satisfação Divina.

Durante um tempo, esse pensamento ficou dormente na minha cabeça, mas ele já havia me feito pensar muito sobre o que era certo e errado. Eu ficava paranóico por ter pensamentos "errados" pois Deus via tudo. Isso me levou a desenvolver um comportamento onde minha mente ocasionalmente disparava uma miríade de pensamentos depravados, quanto mais eu tentasse controlar esses pensamentos. Eu ficava imaginando Deus olhando pra mim em desaprovação. Imaginava que minhas orações não eram atendidas porque eu tinha tais pensamentos. Tive pesadelos quase constantes durante vários anos. Eu não contava a ninguém sobre isso, com medo de também ser desaprovado pela família.

Perdido, sem chão, desesperado, eu me voltei para a única coisa que sempre tinha sido estável na minha vida: minha mente. Pela primeira vez na vida, eu comecei a questionar o que me havia sido ensinado. Levei um tempo para dar mais espaço para a minha mente, descobrindo que minha razão e meu intelecto eram tudo o que eu precisava para entender o mundo, para entender o que era verdade e o que era mito.

Pela primeira vez na vida, li a bíblia do começo ao fim. E durante a leitura, fui vendo o que não via antes: várias partes contraditórias entre si. Não era um livro sagrado, mas várias histórias de várias épocas e vários grupos, nem mesmo necessariamente interligados.

Minha razão foi se fortalecendo aos poucos e eu comecei a questionar a pedra fundamental do meu sistema de crenças: a fé. Por que a fé é uma virtude? Por que Deus se importava tanto com o fato de eu acreditar nele? Por que ele não gostava da razão, se tinha criado a gente com cérebros capazes de usá-la?

No mesmo período, eu estava no rito cristão chamado Crisma. É um momento onde você reforça os votos que você fez na Primeira Comunhão. Na época da primeira comunhão eu era alguém que acreditava em um Deus bonito, bondoso e que "cuidava" dos seus filhos. Na época que eu crismei (mais por seguir protocolo familiar) eu me questionava sobre "Quem era esse Deus vingativo e que joga as pessoas umas contra as outras e toma partido de forma arbitrária?"

O que restou de mim como uma pessoa crente em um Deus estava atordoado com os pensamentos que eu vinha tendo. As histórias que me contavam sobre ateístas, "pessoas que secretamente suspeitavam da existência de Deus mas que negavam sua existência com objetivos nefastos", começaram a parecer nada mais nada menos do que uma arrogância besta por parte das pessoas crentes. Na verdade, tudo o que os católicos (e crentes em geral) brandavam como características negativas dos ateístas eram, na verdade projeções de seus próprios medos e pensamentos negativos. Comecei a perceber que os meus problemas de infância eram os mesmos dos deles, mas eles exteriorizavam isso em pessoas totalmente inocentes, e isso de alguma forma os trazia paz de espírito.

Com o tempo, passei a analisar a própria existência do Deus cristão através da razão, para desespero das migalhas do meu sistema de crenças anterior. Como podia esperar que Deus fosse justo quando ele condenava alguém ao sofrimento eterno só porque não acreditava nele? Especialmente quando a razão era a melhor forma de se discernir entre a verdade e a não-verdade?

Pouco tempo depois, ouvi falar da palavra "agnóstico" e comecei a me perguntar sobre o que tudo isso significava. Minha depressão (que poucas pessoas tiveram a chance de presenciar pois era escondida em várias camadas de personalidades artificiais que eu desenvolvia na época, para tratar de outros assuntos tão complexos quanto) era bastante entrelaçada com a minha confusão religiosa. Até então, eu só tinha duas opções: Ou acreditava em Deus ou não acreditava nele. Ponto final. Fim da linha.

Mas, e se eu pudesse acreditar em algo, mas ao mesmo tempo pudesse manter minha razão e intelecto em busca das respostas ao invés de acreditar cegamente em algo? Foi aí que entendi o significado da palavra recém descoberta. De repente o mundo tinha se tornado extremamente fascinante para que eu ficasse deprimido. Deus não era só um. Deus nem mesmo era mais uma Entidade Divina, mas a maravilhosa representação da projeção coletiva humana! E eram vários, em várias religiões diferentes. E eu queria conhecer todos eles, saber quem eles eram, quais as suas histórias, o que fizeram pelo mundo! De repente, as coisas começaram a fazer sentido novamente!

Eu não acreditava mais em fé, apesar de ter desenvolvido tempos depois algo que pode ser considerado como tal: Eu tinha "fé" de que poderia responder todas as questões do mundo com base nas minha habilidades racionais e intelectuais. Eu diferenciava dos religiosos pois não acreditava cegamente em nada, mas ao mesmo tempo eu não era cético ao ponto de achar que tudo precisa de provas reais e factuais para existir. Eu não era nem ateu nem crente. Eu passei a acreditar desacreditando. Passei a questionar o inquestionável e me perguntar se o místico podia ser real.

Se Deus (ou Deuses) existem ou não, não cabia a mim decidir. Meu objetivo à partir de então era buscar entendimento sobre o mundo e sobre eles. Buscar os indícios de que o mundo sutil existe. Responder aquela pergunta que eu me fiz desde o momento que minha cadela morreu: O que acontece no momento da morte? Passamos pra outra vida? Deixamos de existir por completo?

Minha fé é a de que até o fim da minha vida terrena eu conseguirei responder essas perguntas. Elas me guiam como religião. Elas me permitem viajar entre o mundo científico e o mundo místico. E mais, me permitiram transcender essas coisas e entender que o mundo é Gestalt.

Muitas das pessoas religiosas que passaram pela minha vida não me entenderiam nesse momento. Minha família provavelmente me veria com decepção por não mais acreditar no Deus católico. Minhas crenças transcenderam o mundano e eu finalmente aprendi a lidar com todos os monstros e pesadelos e pensamentos que existiam na minha mente.

Discutir com eles era como discutir com meu antigo eu. Eu sabia todos os argumentos e todas as respostas, com a diferença que eles não as questionariam. Eu os amo e os entendo, e compreendo sua religiosidade.

No entanto, as vezes tenho dificuldade de entender como tanta gente pode continuar a se agarrar em crenças que são baseadas em um texto com tantas inconsistências, ou como eles não conseguem ver que a fé é uma maneira que a religião usa para se proteger do escrutínio. Eu me pergunto se todas as pessoas que conviveram comigo na minha caminhada também tiveram as mesmas dúvidas que eu tive, ou se simplesmente criaram mecanismos para manter as crenças como algo válido para suas vidas.

Então me pergunto: Em que ponto alguém deve se soltar de uma visão de mundo que foi construída ao longo da vida? Em que ponto alguém decidiria desistir da promessa da vida eterna em troca da incerteza da dúvida? O que é preciso pra que isso aconteça? Com tudo isso em mente, eu me lembro:

Para mim, foi necessário muito!

18 de mai. de 2014

Your faith is flawless, only not

De todos os acólitos de religiões do mundo, os que mais utilizam discursos de ódio contra outras religiões e que ao mesmo tempo se fazem de coitadinhos quando são atacados são os neo-pentecostais. Sim, pois nem dá pra dizer que são cristãos, pois estes parecem se preocupar mais com as ações do demônio nas suas vidas que com sua própria retidão em seguir os ensinamentos de amor que seu deus e avatar tentam (aparentemente em vão) ensinar...

6 de abr. de 2014

Sobre Vidas e Pós-vidas

Só acho muito estranho a pessoa dedicar a vida à transmitir a palavra achando que essa realidade não é a real, pois deus vai vir, destruir os "infiéis" e instituir o paraíso, onde finalmente todos os "escolhidos" poderão ter suas profissões.

Desculpa, mas não. É de uma sanidade muito maior acreditar que todos terão a chance de evoluir e ajudar o mundo a ser melhor que acreditar em um Deus maniqueísta que quer destruir o mundo só para salvar uma parcela da população que foi fiel em sua bajulação divina.

Eis o que acredito.

12 de jan. de 2014

Escolha sua crença aqui

Religião e ciência. Parecem duas coisas tão distantes, quando na verdade ambas buscam alcançar o mesmo objetivo: entender o mundo que nos cerca.

Tanto a ciência quanto a religião têm seus métodos de buscar respostas e formular perguntas, e não cabe a ninguém além deles próprios responder as perguntas feitas por si mesmos.

O que escolher, afinal? Deve-se escolher aquele caminho que te faz respirar e se sentir bem por estar entendendo o mundo à sua maneira específica. Só não acredite que por você estar se sentindo feliz em sua crença, você deva empurrar goela abaixo seus estratagemas as pessoas que não comungam de tal credo (ou falta dele).

Religião e ciência são como salgadinhos na prateleira do supermercado: têm para todos os gostos. Mas alimentam o nosso processo mental ou o nosso espírito.

No final, é tudo uma questão de fé.

30 de set. de 2013

Save yourself

Eu vejo algumas pessoas falando das religiões que elas acreditam e, inicialmente, criticava só pelo fato da pessoa ser de uma determinada religião.

Depois desse fim de semana, cheguei a uma conclusão à respeito desse assunto, de que existem dois tipos de pessoas religiosas nesse mundo, independente do seu credo (ou falta dele).

Primeiramente, existem aquelas pessoas que acreditam e seguem uma religião porque isso acrescenta um ponto de apoio e aprendizado para a pessoa alcançar o crescimento espiritual. Essas pessoas vêem a religião como forma de inspiração ao seu próprio caminho de desprendimento pessoal das ligações terrenas e dos desejos mais baixos.

Em segundo lugar, existem aquelas pessoas que acreditam e seguem uma religião porque isso lhes trás a tranquilidade de que no fim ela irá receber um prêmio por sua assiduidade para com sua fé. Essas pessoas vêem a religião como uma escada que leva ao paraíso tanto desejado pelo seu mais puro íntimo.

As pessoas que seguem o primeiro conceito são aquelas pessoas que reconhecem que toda forma de aprendizado e toda forma de credo é uma experiência válida para o engrandecimento espiritual e ao mesmo tempo sabem que os outros também se encontram no mesmo caminho. A caridade é um fator comum entre essas pessoas.

As pessoa que seguem o segundo conceito são na verdade guiadas pelo próprio medo. Medo de estarem erradas, medo do sofrimento, medo da perda, e vários outros medos e que fazem com que elas se segurem à religião da mesma forma que uma pessoa afogando se segura em um tronco de árvore em um rio caudaloso. As atitudes dogmáticas são um fator comum entre essas pessoas. São essas mesmas pessoas que criticam a escolha das outras, dizendo que elas estão erradas e que, por serem diferentes, vão ser lançadas ao sofrimento eterno pelas escolhas de vida e/ou espirituais que aquelas fizeram.

Eu já conheci evangélicos altamente espiritualizados e ao mesmo tempo já conheci universalistas tão amarrados a seus medos internos que eu pude então entender que, apesar de ter um forte peso, religião não é o fator único na determinação de quem se encaixa com uma das descrições que eu citei.

O importante é que não importa o caminho, todos eles levam ao mesmo lugar e em vez de criticarmos nossos amigos que se encontram em jornadas parecidas, nós devemos os ajudar em suas jornadas. E só podemos fazer isso ajudando a nós mesmos.

Estamos todos no mesmo rio, cada um com seu tronco, sua bóia ou seu barco. Não seria ótimo se todos se juntassem para acelerar a descida, já que todos vão chegar no mesmo lugar na foz?

31 de mar. de 2013

Religião é Morte

Sabe o que mais me revolta na sociedade? É saber que existem tantas pessoas religiosas e poucas pessoas espiritualizadas.

A grande maioria delas se apega às suas religiões favoritas pelo simples motivo de proporcionar alívio e garantia psicológica ao momento da morte, pois quem quer realmente deixar de existir no fim, não é mesmo? A vida têm de fazer algum sentido para essas pessoas.

Eu disse espiritualizadas no começo pois existem aquelas pessoas que mostram que não estão atrás de conforto, mas de iluminação, de aprendizado e de crescimento moral. Se entregam à desenvolver a si mesmo, em um ser humano melhor.

Nesse sentido, até os ateus podem ser pessoas espiritualizadas, mesmo acreditando na inexistência do mundo sutil ou de Deus. E eu me inclino a dizer que certos estão eles, pois encaram sem medo o fim. Eles acreditam que o fim é o fim e pronto. Não dependem dessas muletas psicológicas para darem sentido às suas próprias vidas.

Eu, já sou diferente. Acredito em mim mesmo. Não sou Deus, mas sou todo o universo que preciso ser. Eu sou Tudo e Tudo está em Mim. Acredito no mundo sutil, mas de formas tão diferentes que a maioria das pessoas acredita que assustaria todos com minhas crenças.

E sobre a morte: Pra mim tanto faz. Eu pessoalmente não gosto dessa idéia de vida eterna não. Uma hora quero deixar de existir. Mas se vou pra um mundo sutil ou se vou só parar de funcionar, isso não faz diferença. Estou pronto para ambos.

E você, está?

8 de mar. de 2013

Angerness

Hoje terminei de assistir mais um seriado. Dessa vez foi Star Trek Deep Space 9. Esse foi um seriado que me decepcionou no começo mas que me conquistou e me prendeu até o último episódio, que eu assisti hoje. Eu não gosto de assistir (nem ler) finais das coisas. Não porque "Tudo que têm um começo, têm um fim" (Oráculo, Matrix) mas porque eu não gosto de me sentir voltando daquele mundo fantástico e retornando a essa realidade imunda e desprezível que nós vivemos.

Eu tenho muito disso, sabe? As pessoas me chamam de inocente ou de fútil, ou mesmo de coisas piores, pelo fato de eu me doar tanto emocionalmente pra coisas tão "insípidas". Eu sou do tipo que chora em filme (Rei Leão e Titanic são os recordistas atuais), que se revolta com vilões, que comemora uma vitória, como se eu mesmo estivesse lá dentro dos filmes ou livros.

Isso também leva a outro ponto relacionado aos meus gostos: Eu gosto de muitas literaturas e filmes que a maioria das pessoas acha ridículo, imperfeito, moralista, e por aí vai, só pelo fato de que muitas vezes o diálogo e a progressão psicológica dos personagens me prende e me fascina tremendamente. Um exemplo é Eragon. Eu adoro esse livro. Realmente vejo nele um cara lutando contra sua própria incapacidade de fazer as coisas do jeito certo e ao mesmo tempo, tendo de fazer o papel de líder da resistência e a única esperança do povo sob sua tutela. Pra muita gente, é uma série de livros mal escritos. Pra mim, é um compêndio de impressões psicológicas enorme! Outro livro é Jogos Vorazes. Quantas pessoas criticaram o filme por mostrar uma ficção fantástica sobre dominação e povos dominados, que raramente conseguiria ser complexo politicamente. Sinceramente, não ligo. O que me importa (e me cativa) é ver a Katniss ter de lidar com o fato de que ela pode morrer e que várias outras pessoas estão desejando a morte dela para eles próprios continuarem vivendo.

Pra mim o livro ou o filme não é bom pelo que está escrito ou mostrado ali, mas pela miríade de sensações que eles me causam. Pela imersão que eles me proporcionam. Pela possibilidade de, por algumas páginas ou por algumas horas, me permitir fugir desse mundo e existir em um lugar diferente, onde tudo poderia ser diferente.

Tudo aqui pra mim é mundano. Tudo é irrelevante. A humanidade é irrelevante pra mim. Exceto algumas coisas e pessoas realmente especiais, como natureza, ou amigos. Eu me revolto com muitas coisas, mas no fundo eu sou uma pessoa que nunca soube o que é passar fome, ficar sem emprego, ser assaltado ou ter a vida em risco. Alguns podem argumentar que eu não tenho direito de reclamar tendo uma vida tão "boa".

VÁ A MERDA! PEGUEM ESSE SEU ARGUMENTO E ENFIEM NO SEU CU ATÉ SAIR PELA ORELHA, SEU FILHO DE UMA RAMPEIRA RUMINANTE! VOCÊ SÓ EXISTE PORQUÊ DEUS DEVE TER UM ENORME SENSO DE HUMOR, SEU IDIOTA IGNORANTE DE MERDA!

Eu sozinho já me revolto com isso, com o fato de eu não ter vivido essas experiências, mas isso não me tira a propriedade em eu falar como me sinto à respeito de determinados assuntos. E ao mesmo tempo não dá direito a nenhum de vocês de dizer o que eu posso ou não fazer, ou sentir, ou acreditar.

Da mesma forma eu tenho esse pensamento para aquelas pessoas que adoram ditar regras por aí. "Não pode twittar piada de humor negro", "Fulano morreu, daqui a pouco começam as ofensas", "Quem usa hashtag no Facebook é retardado", "Em vez de postar foto de comida no Instagram, deveria gastar esse tempo comendo a mesma".

A minha vontade era, para cada comentário ignóbil que alguém faz para mim, sacar um taser e disparar uma carga por uns 10 minutos no meio do seu saco (ou peitos) só pra me sentir melhor.

Mas, no final das contas, me conformo em ficar calado e deixar que essas pessoas caiam no abismo da minha ignorância da existência desses pedaços de carne, com intestinos no lugar do cérebro, pois só assim pra explicar tanta verborragia dissonante que ouço por aí.

Hoje estou furioso. Furioso principalmente comigo. E quem quiser falar qualquer coisa, vai dar meia hora de bunda pro diabo porque eu não estou a fim de escutar ninguém hoje!

25 de fev. de 2013

Sobre religiões modernas

Eu sempre achei que quando as pessoas tentam convencer outras de suas crenças é porque, na verdade, elas que estão tentando convencer a si mesmas.

13 de nov. de 2012

Religion is like a penis


It's fine to have one.
It's fine to be proud of it.
But please don't take it out in public and start waving around.
And PLEASE don't try to shove it down in my throat!