Já fui católico, mas descobri que confiar cegamente em algo é muito perigoso.
Já fui satanista, mas descobri que negar algo com todas as forças ainda é adorar esse algo.
Já fui druida, mas descobri que não sou mais um ser em comunhão com a natureza.
Já fui Wicca, e descobri que rituais em excesso só atrapalham minha concentração.
Já fui khaos, mas descobri que misturar diferentes vertentes de conhecimento sem saber o que estou fazendo atrapalha tanto quanto rituais.
Já fui ateu, mas descobri que viver sem ter um pouco de fé no oculto faz tão mal quanto ter fé demais.
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Hoje sou agnóstico, pois aprendi que culturalmente não importa se um livro está errado, ele representa a história e os costumes de um povo e de uma época.
Hoje sou agnóstico, pois aprendi que a negação de algo não é necessariamente o inverso daquilo.
Hoje sou agnóstico, pois aprendi que ser um com a natureza é estar em sintonia comigo mesmo.
Hoje sou agnóstico, pois entendi que rituais passam uma mensagem tão importante quanto a linguagem escrita ou falada.
Hoje sou agnóstico, pois entendi que todo o misticismo e religiosidade deriva da mesma necessidade de entender o desconhecido, e a nós mesmos.
Hoje sou agnóstico, pois acredito que tudo precisa ter um propósito e um sentido, mesmo que esse sentido seja não não existir propósito.