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26 de ago. de 2024

Passado

Esta postagem foi agendada à doze anos atrás.

Era um dia quente e entediante de quinta-feira. Família de Jataí estava em Palmas e eu, ainda esperando pra furar minha orelha e fazer minha super tatuagem de ombro.

Coisas que hoje são tão complexas com certeza nem farão mais parte da minha mente nesse futuro.

Pode ser que eu nem esteja vivo quando vocês lerem isso. Mas se eu estiver, então tá né?

Bom, tá aí. Há postagens agendadas para daki 5, 10, 15 e 20 anos, se é que esse serviço vai durar tanto tempo!

Beeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeejo seus lindos!

1 de abr. de 2015

Diceless

Uma coisa eu tenho de admitir, boa parte das coisas que eu posto nesse blog acabam envolvendo sexo de alguma forma, né? Não nesse post! Esse post surgiu depois de uma discussão sobre "amigos de antigamente e que não são mais amigos" e de outra discussão sobre os "tempos da escola". O post trata de um momento muito único na trajetória das minhas amizades mais duradouras e de como eu me deixei levar por uma paixão adolescente.

Esse post faz parte da aclamada série "Fantasmas dos Verões Passados", com a diferença que esse mereceu um tratamento especial por ter durado tanto tempo na minha vida. Para quem quiser ler as histórias anteriores, os links estão no fim do post.

Separe a pipoca, a coca-cola e o sal pois é diversão garantida, para toda a família!

Amigos, outros "amigos" e o maior Fantasma de Todos os Verões Passados

WARNING: Any resemblance to persons living or dead should be plainly apparent to them and for those who know them, especially if the author has been kind enough to have provided their real names, which is not the case. All events described herein actually happened, though on occasion the author has taken certain, very (veeeeeeeeeery) small, liberties with chronology, because that is his right as a Human Being.

Tudo começou em um dia típico no interior de Goiás. O ano, 1998, segundo ano do ensino médio. Nessa época, eu estudava de manhã e estagiava no recém criado laboratório de informática.

Lá estava eu, perdido em buscas aleatórias na recém instalada internete quando chega esse kra que tinha ficado sabendo que eu tinha baixando um vídeo (via Napster) mixando várias versões de Final Fantasy com uma música de uma banda de metal melódico e veio me pedir uma cópia do mesmo. Eu disse que não tinha CD para gravar mas que se ele trouxesse, eu gravaria no computador da coordenação do laboratório. Ele era mais ou menos da minha estatura, gordinho, com uma cara de pitboy e usava roupas com estampas militares. Não preciso dizer que havia sido paixão à primeira vista né? Ele se chamava Mateus.

Engraçado que nessa época eu não admitia que eu sentia algo pelo Mateus, mas da visão que tenho de hoje, era isso que eu sentia. Para mim era pura e simples empolgação e até cheguei a negar pra mim mesmo que eu estava gostando dele (eu não lidava bem com meus sentimentos e conflitos, longa história).

No outro dia, ele apareceu para pegar o vídeo e veio com um outro amigo, o Alessandro, e aproveitou pra pegar algumas músicas que eu já tinha baixado. Enquanto eu gravava o CD nós ficamos conversando sobre aleatoriedades e no final da conversa, eles me chamaram para conhecer o grupo de reeducação postural global (o famoso RPG) que eles frequentavam.

Passado algum tempo, eu já me considerava do grupo. Eram várias pessoas que participavam dos encontros. Tinha o Hernán Cortez, muito gente boa; o Maurílio, ligado com os lances punks straight edge; o Denício, que era o kra do linux, na época que linux era uma coisa de nerds nível asiático; e o Nheengatu (que é um nome tupi e talz), irmão do Mateus e o integrante mais novo do grupo.

Era divertido sair com esse pessoal. Eu não era uma pessoa muito conhecida na escola, exceto pelo fato de ser o CDF número dois da minha sala (admito, a CDF número um era a Eva Aline, irmã do Alessandro e sempre achei ela mais inteligente que eu em matemática e física, as matérias que eu dominava de letra). A gente fazia umas loucuras tipo sair correndo e pular na cerca da escola, pular nos postes de sinalização e fazer poledance (inclusive em uma dessas ocasiões o Alessandro conseguiu arrancar o poste, no sempre presente azar de corpo fechado dele) e nos chamarmos por nomes e raças de livros como Senhor dos Anéis.

Eu sei que muita da minha motivação em estar perto deles era para estar perto do Mateus. Eu achava ele legal, engraçado, irônico mas ignorava sumariamente os seus defeitos, como a arrogância, o orgulho e o seu nítido senso de superioridade sobre as outras pessoas. Afinal, no fundo eu gostava dele, daí eu anulava esses "pequenos inconvenientes".

Passado algum tempo, o Maurílio e o Denício se afastaram do grupo. Na verdade, o grupo se dividiu por conta de alguma treta entre o Mateus, o Nheengatu e o Denício e eles acabaram por pular do barco. Eu e o Hernán continuamos no grupo, que depois dessa Cisma se tornou a Sociedade do Personagem Desbalanceado (ou SPD).

Nesse período, várias outras pessoas passaram pelo grupo e não ficaram muito tempo. Em especial o Ueide Filho, o Valdir, o Karl Marx, o Bilbo Bolseiro, o Rodrigo (que tinha esse nome pois seu derrière é enorme e tinha vida própria, segundo os contos mitológicos) e o Tonhão. Deles, só o Ueide Filho acabou continuando. Outro que passou pela SPD e saiu pouco tempo depois foi o Amarildo, que fez uma das melhores histórias de RPG que já joguei, toda cheia de zoeira e brincadeiras e que não agradou muito o refinado gosto da tríade (esse era o nome que eu dei para o Mateus, o Nheengatu e o Alessandro, por serem os principais e mais visíveis integrantes do nosso grupo de reeducação postural global).

Foi nessa época que eu comecei a sentir que ocasionalmente os meus amigos da SPD pareciam não me querer na sua companhia, já que as vezes saiam pra fazer as coisas e não me chamavam ou marcavam sessões de reeducação postural global secretas. Eu achava que era porque eu tinha começado a trabalhar no estágio e por isso tinha menos tempo pra poder dedicar a eles. Pra mim tudo bem, a gente passou a se ver mais à noite e nos fins de semana. Foi também nessa época que o grupo novamente teve um crescimento, quando o Lagartixa, o Danielzim (primos de Alessandro), o Petit Lait e a Micaela entraram no grupo (no entanto o Petit Lait e a Micaela também não ficaram muito tempo).

Uma coisa pelo menos salvava essa sensação de isolamento. Eu sempre andei à pé na cidade (Alessandro morava pra lá da baixa da égua) e muitas vezes o Lagartixa, o Alessandro e o próprio Danielzim me buscavam ou me levavam para os lugares onde estavam todos. Alessandro ainda era o único que eu ainda via se lembrando de me chamar para os eventos de grupo.

Um dia, o Valdir e o pai dele abriram uma Cafeteria com Acesso à Internet e o Alessandro pouco tempo depois começou a trabalhar por lá. A gente meio que passou a se encontrar com frequência na cafeteria, que acabou se tornando meio que nossa sede de operações. Nesse período, eu tinha "terminado" o meu curso técnico e estava fazendo faculdade e tinha muito tempo à tarde para ficar por lá. Apesar de conversar muito com Mateus, Nheengatu e principalmente com Alessandro (que à essa altura era meu melhor amigo à época), sempre ficava sentindo que algo estava errado. Mas novamente, eu ignorava porque eu gostava de Mateus e nessa época eu queria ficar perto. Eu já tinha percebido que eu tinha essa atração pelo boy, mas não tinha coragem de chegar e falar pois ele frequentemente afirmava sua aparente heterossexualidade para todos que estavam próximos (não que eu achasse que ele fosse guei, mas era tremenda a semelhança do seu comportamento com o meu processo de esconder dos outros a minha pessoa).

Eu sei que esse período da cafeteria foi muito bom para expandir meu círculo de amizades, que nunca foi muito grande. Jogando Warcraft III com o Diogo e seu irmão, Adriano e jogando Command & Conquer Generals com a minha amiga Max Caulfield, passei a me integrar em outras turmas e a começar a perceber a dicotomia entre estes grupos e o até então meu único grupo de amizades. Foi assim que eu conheci melhor várias das pessoas que passaram pela SPD e que acabaram não ficando no grupo.

Nessa época, tínhamos sessões de reeducação postural global todos os finais de semana e ficávamos horas revisando nossas posturas, escritas em fichas de personagens. Eu frequentemente levava lanches ou dividíamos entre todos o valor das coisas. Eu sei que foi nessa época que o Hernán saiu do grupo. Ele já não vinha aparecendo com muita frequência pois era frequentemente alvo de bullying por parte de Nheengatu e um dia ele não engoliu a zuação e resgatou sua dignidade de volta. Estava livre da "zoação educada" do grupo, que todos apoiavam, desde que não fossem com Mateus e Nheengatu. Foi também concomitante a esse período que eu comecei a frequentar a casa do Diogo e do Adriano e a ficar horas conversando besteira ou vendo os dois jogarem videogame (nunca fui muito fã de jogar, mas sempre gostei de assistir os outros jogarem, vai entender) e enchendo o saco do Rodrigo ou desafinando o violão do Diogo.

Foi mais ou menos por volta dessa época que algumas coisas começaram a mudar na sociedade. Nheengatu, Mateus e Ueide Filho começaram a frequentar academia e a usar aqueles produtos saudáveis que servem para melhorar o desempenho físico (e que fazem com que o homem possa ter a experiência da TPM feminina) e aquela imagem que eu tinha do Mateus começou a ruir. Eu achava ele bonito pelo que ele era, e o que ele estava se tornando (fisica e psicologicamente) meio que estava quebrando o encanto da coisa toda, sabe como é.

Também foi essa a época que passamos a frequentar uma sorveteria no centro da cidade e que os primeiros casais começaram a se formar. Lagartixa tinha sua namorada, Alessandro e Nheengatu saíram da faixa virgem da nerdisse, Ueide Filho começou a chamar a atenção das meninas e Danielzim se transformava no José Meyer de Jataí. Enquanto isso, Mateus se mantinha impassível, e ninguém sabia dizer se ele tinha namorada ou não.

Eu sei que algum tempo depois o grupo começou a se separar, já que tirando eu que já estava na minha faculdade de mexedor de videocassetes, microondas e celulares sistemas de informação, os outros estavam fazendo vestibular e passando para os cursos das suas paixões. Alessandro foi fazer seu curso de design de interiores arquitetura em Goiânia, Mateus foi fazer alquimia em Black Small River e Nheengatu ficou na cidade pois agora era papai. Lagartixa e Danielzim também foram embora, fazer odontologia. Daí, com a sociedade dividida, deixei de fazer reeducação postural global e comecei a dar mais atenção para meus outros amigos, sempre deixados de lado até então.

A coisa engraçada é que a sensação de que eu era sempre deixado de lado simplesmente desapareceu. Eu sempre estive acostumado a correr atrás dos meus amigos, tentando alcançá-los em uma corrida que eu não entendia qual era. Quando ocasionalmente a sociedade se juntava, nas férias, a gente se juntava para botar o papo em dia, para tentar fazer nossas fichas de reeducação postural e divertir, mas eu não sentia realmente me divertindo. Eu meio que me sentia deslocado, cada vez que um feriado se aproximava e a turma se juntava novamente.

Um dia foi a minha vez de me mudar de Jataí. No meu caso eu passei em um concurso lá na casa da peste, vulgo Palmas, e acabei me afastando de todo mundo por um tempo. No entanto, sempre ia pra Jataí nos feriados longos (afinal, eu gastava 15 horas de viagem, não dava pra ir todo fim de semana) e combinava de visitar todo mundo pra rever as amizades. Foi nessa época também que eu saí de meu casulo e virei uma linda borboleta, oops história errada... Foi nessa época que eu saí do armário e assumi para o mundo que eu sou guei. Alguns amigos me deram uma força enorme, em especial o Diogo e o Rodrigo (e todos os frequentantes da casa do Diogo). Eu me senti muito à vontade de me abrir a eles e essa experiência positiva me deu forças para expandir o nível da saída do armário.

Foi quando contei para os membros da SPD que o nível de deslocamento cresceu a níveis estratosféricos. Lagartixa e Danielzim ficaram sem saber como reagir, mas isso é normal (e aconteceu com todo mundo) e tempos depois ficaram sussa. Alessandro aproveitou o momento e fez umas piadinhas (mas esse era o Alessandro) e pra mim foi tipo "Massa mano, vamo jogar", Nheengatu achou engraçado e meio que não fez diferença na vida dele, mas o mais estranho foi saber que Mateus tinha tido uma reação bem tensa ao saber da informação. Eu fiquei chateado com ele (um pouco porque eu tinha tido essa paixão adolescente por ele) e isso fez cair por definitivo toda a mágica em torno dele. Foi nessa época que eu comecei também a reavaliar todas as minhas amizades e a ver quem era cada um na visão de antes e na visão de agora.

Vou dizer que eu acabei descobrindo tarde demais que os meus amigos mais amigos e mais verdadeiros e mais preocupados comigo (da mesma forma com que eu me preocupo com eles) eram aqueles que eu passei uma vida ignorando, pelo fato de eu ter essa paixão platônica pelo Mateus e por isso me induzir a fazer parte de um grupo de amigos que não eram todos tão meus amigos assim (exceto o Lagartixa, o Danielzim e o Ueide Filho e o Alessandro, que eram as exceções à essa regra).

A mensagem que quero passar com esse post é: não seja amigo de alguém só porquê você têm um amor platônico pelo boy. De um jeito ou de outro você vai acabar se fodendo (e nem sempre pelo boy).

...

Ironias à parte, escolhi o dia de hoje para postar pois sabe com é né? Primeiro de Abril, ótimo pra contar sinceridades como se fossem mentiras e para contar mentirinhas como se fossem coisas verdadeiras. Daí, deixo a vocês decidir se a história é verdadeira ou se é zoeira. É muito bom ser mau, né?

Mentira, é tudo verdade! MUAWAWAWAWAWAWAWW!

No começo do post eu citei outros textos e só se você tiver coragem e paz de espírito suficiente que eu recomendaria a leitura. Mas vai lá, lê, é legal, não têm porn: "Fantasmas de Verões Passados" e "Outros Fantasmas de Verões Passados"

18 de jan. de 2015

Irrationalityness

Eu pensei a primeira vez em colocar um alargador na minha orelha com 16 anos e coloquei quando tinha 32.

Daí a pessoa chega, me vê de alargador na orelha e, se achando no direito, fala que essa foi uma decisão feita sem pensar.

Não pensei duas vezes: unfriend + block pois as vezes, faço coisas sem pensar nas consequências.

6 de abr. de 2014

Sobre Vidas e Pós-vidas

Só acho muito estranho a pessoa dedicar a vida à transmitir a palavra achando que essa realidade não é a real, pois deus vai vir, destruir os "infiéis" e instituir o paraíso, onde finalmente todos os "escolhidos" poderão ter suas profissões.

Desculpa, mas não. É de uma sanidade muito maior acreditar que todos terão a chance de evoluir e ajudar o mundo a ser melhor que acreditar em um Deus maniqueísta que quer destruir o mundo só para salvar uma parcela da população que foi fiel em sua bajulação divina.

Eis o que acredito.

1 de mar. de 2014

Outros Fantasmas de Verões Passados

Há alguns anos saiu um post agendado no blog que quase abalou as estruturas da sociedade, se eu e meu marido não fôssemos tão bem felizes e completos um com o outro. Daí, por isso, pensei em completar essa linha do tempo até o momento que o conheci.

WARNING: Any resemblance to persons living or dead should be plainly apparent to them and for those who know them, especially if the author has been kind enough to have provided their real names, which is not the case. All events described herein actually happened, though on occasion the author has taken certain, very (veeeeeeeeeery) small, liberties with chronology, because that is his right as a Human Being.

Desde o último evento, narrado no post Fantasmas de Verões Passados (e concluído no post Triangle) ainda houveram algumas coisas que aconteceram antes da fatídica (e maravilhosa) noite da caipiroska (e outras que havia esquecido de citar na cronologia anterior).

A.C.

Homem da Mão Mágica

Olha, acho que nunca me senti tão assustado nessa vida quanto esse encontro que tive com essa pessoa em especial. Tudo ia extremamente bem entre a gente, até que ele começou a demonstrar seus dotes com as mãos, especificamente com os dedos. Olha, no começo estava muito interessante, até que no processo, ele achou o ponto XT615 (vulgarmente conhecido uma glândula exócrina tubuloalveolar situada na região inferior da bexiga de mamíferos machos) e fez uma massagem que gerou um aumento tão abrupto da intensidade de ocitocinas, dopaminas, feromônios e outros neuropeptídeos de fenda sináptica que eu fiquei com medo do que estava acontecendo. Só sei que depois disso eu fiquei vários dias pensando sobre o que havia acontecido ali. O cara realmente é bom no que faz.

D.C.

Homem de Deus do BP Uol

Foi muito interessante descobrir que ainda se podia achar pessoas dispostas a nada mais do que um papo inteligente (e sem pretensões) no Batepapo Uol. Na verdade rolou umas coisas MUUUITO interessantes depois mas a minha vibe e da dele eram diferentes. Eu não queria me envolver e ele estava interessado em encontrar alguém especial (não naquele momento, claro). Hoje somos amigos e o mesmo papo inteligente de antes se manteve.

Músico do Palco do Palmas Shopping (e de outros eventos Palmenses)

Na sinceridade, acho que nunca tinha visto um mix tão eclético de personalidades, e tão bem harmonizadas em uma mesma pessoa. Singelo, safado, carinhoso, fogoso, educado, dominador, preocupado, intenso. Me senti tendo tido 1239872 noites em uma só! E ainda, no outro dia, foi educado e ainda me convidou pra sair com seus amigos. E tudo isso funcionando dentro do acordo prévio de que era só uma "Night without Regrets". Ficou marcado como um dia memorável, até a segunda noite, que não foi mais tão legal (acho que ainda era eu e meu antigo comportamento "No máximo 2 saídas por pessoa"). Ainda sim, foi bem acima da qualidade média dos encontros que tive.

O Retorno de Jedi (ou Parte 3 do último evento de Fantasmas de Verões Passados)

Engraçado como as vezes a gente não percebe a outra pessoa, sabe? Não estou sendo ingrato, pelo contrário! Só que eu não soube ler os sinais até muito tempo depois (na verdade, tiveram de me contar). O caso é que depois de ter acontecido tudo o que aconteceu, eu tive a idéia de ir visitar esse amigo (A.K.A. Bob do post Triangle) depois que as coisas se acalmaram do lado dele. Marquei a viagem para o fim do ano para ver alguns amigos de São Paulo (e em especial para vê-lo). Algo havia de diferente mas eu não sabia o que era. Fomos para o reveillon eu, seu pai e o ex-noivo dele para a confraternização do Santo Daime, que ia acontecer na virada do ano. Até aí tudo bem, nada de muito estranho afinal a gente ainda não se conhecia muito bem. Uns dois dias depois nós dois saímos para dar uma volta na Paulista, o acompanhei para comprar roupas, enquanto eu estava com aquela sensação de que ele se defendia muito. Ok. Daí, outro dia chamei outro casal de ursos que eram muito meus amigos para sair para comer rodízio de japonês na Liberdade, e nesse intermeio eu convidei o rapaz, que infelizmente não apareceu. Seu pai foi então comigo e tivemos um dia excelente nós quatro. No retorno para a casa onde eu estava (que era na verdade a casa onde seu pai morava em São Paulo) deixei as minhas defesas caírem e eu entrei em uma depressão por conta de ter muita coisa na minha cabeça. Mas não se preocupem, eu melhorei depois disso pouco (bem pouco) tempo depois...

Nota do autor: Ele estava na defensiva pois não havia muito tempo que ele tinha conhecido uma pessoa de São Paulo mesmo e que estava gostando muito dela. Eu não sabia disso, por isso fiquei me sentindo largado na medina. Mas quando fiquei sabendo dessa parte da história eu fiquei bastante feliz por eles dois, pois ainda tinha um carinho pelo primeiro e tão importante quanto, a pessoa que ele estava gostando também era alguém que eu conhecia e por quem eu tenho até hoje uma admiração muito grande!

Contiua no próximo episódio...

P.S.2:

B.C. a.k.a Before Closet.
A.C. means After Closet.

P.S.3: Da aclamada série "Posts do Passado Distante". Agendado no Carnaval de 2014.

21 de fev. de 2014

Nightswatchness

Esses dias contei a quantidade de vezes que eu virei a noite acordado e vi o sol nascer. Não foram muitas e resolvi citar as mesmas aqui, hoje.

  • Jogando RPG na casa do Danilim;
  • Fazendo trabalho da faculdade na casa do Adelir;
  • Corujão na Lan house do Valdinei (2 vezes);
  • Na praça da 605 Sul com Milla, May e cia;
  • Num luau com o povo do Twitter de Palmas;
  • Na casa da Mel, bebendo e assistindo filmes;
  • Na casa da Mel com o irmão dela deitado no outro sofá, só de cueca, bêbado, se insinuando pra mim (como dormir assim);
  • Em São Paulo, jogando Magic: The Gathering com Wagner, Dudu e Thiago;
  • Em São Paulo, jogando jogos de Wii com Wagner, Dudu e Thiago;
  • No aeroporto, por causa de um surto psicótico que me fez ir pra lá 10h antes do vôo;
  • Quando o pessoal da Woof Brasil se encontrou pela primeira vez em São Paulo, e ficamos comemorando na casa do Tiw (morr) até o amanhecer; (Bem lembrado morr)
  • Sentado na praia, em Florianópolis, enquanto eu, Andrew e a Novinha passamos a noite tomando banho de mar e estávamos esperando o sol nascer (foi lindo, mas ninguém bateu palmas).

Essas foram as vezes que me lembro de ter virado a noite acordado. Se esqueci de alguma, sintam-se à vontade de registrar em comentário!

19 de fev. de 2014

Fantasmas de Verões Passados

Todos possuem verões passados que gostariam de não mais lembrar. Todos possuem verões passados que gostariam de ter vivido mais. Todos possuem verões passados. Todos possuem. Todos.

WARNING: Any resemblance to persons living or dead should be plainly apparent to them and for those who know them, especially if the author has been kind enough to have provided their real names, which is not the case. All events described herein actually happened, though on occasion the author has taken certain, very (veeeeeeeeeery) small, liberties with chronology, because that is his right as a Human Being.

B.C.

Homem de Deus

Só queria dizer que perdôo você. Perdôo no sentido de que hoje entendo as suas frustrações e sua sina. O que as pessoas acham que você fez é bem diferente do que você realmente fez. Só fique em paz. Sério.

Servidor da Limpeza Pública

Olha, não sei o que dizer sobre você. Rolou uma química legal, mas sua paranóia de ir na minha casa todos os dias e bater na janela dizendo que queria me ver aquela hora me fez realmente me afastar de você! Me desculpe, mas é verdade.

Professor de Karatê

Foram tempos bons, viu? Tudo bem que foi uma vez só e depois tanto eu quanto você ficamos só na defensiva e no final você acabou se mudando pra Rio Verde, e eu saí da turma de Karatê. Aprendi algumas coisas interessantes nessa época.

Colega de Faculdade

Foi tudo tão rápido, tão intenso, tão arriscado! Até hoje me arrependo de ter mentido pra você pra não sairmos mais uma vez. Nessa época, eu raramente saía com alguém mais de duas vezes. E com você, foram três!

Advogado do UOL

Aquele seu escritório com chão de carpete na garagem da casa da sua mãe me faz pensar, hoje, em quão esquisito você é! Naquela época eu não vi nada disso, só o carpete no chão mesmo.

Veterinário

Lindo, engraçado, cheiroso, charmoso (pra um peão - o que eu adoro). No entanto amigo, você foi a coisa mais fria e mais frígida que já encontrei na vida. E você perguntar por que eu não fiquei "túrgido" na hora contribuiu para a sua total falta de tato para a coisa. Ahh é, era sua primeira vez. Não era a minha. Mea culpa.

Homem da Bermuda Azul

Chegar em Palmas e dar de cara com você no banheiro da rodoviária foi pobre. Mas, né? Quem nunca fez loucuras nessa vida? Ainda mais com alguém de botinas e uma bermuda azul de jogar pelada na terra. O importante é que você serviu como base para, muitos anos depois, eu cunhar a expressão "Maranhense-Magya®".

Deputado Fazendeiro

Só uma coisa: ir pra sua fazenda depois de te conhecer foi muito bom. Mas perguntar meu nome uma vez e ainda errar depois da segunda vez foi difícil de aceitar. E assim, nem todo mundo gosta de fazer 128731687 vezes durante o fim de semana em todas as partes da fazenda. Eu pelo menos não (a quantidade e não os lugares, pois são lindos)!

Tio do UOL

Olha, raridade você viu! Admito que você quase foi meu primeiro namorado, se um dia você não tivesse aparecido no shopping com sua esposa e seus três filhos. Não que me importasse com o fato de você ter uma esposa (pois isso nunca me impediu de ter rapidinhas) mas eu realmente achei que ia rolar algo ali. Depois disso, acho que foram só mais umas duas vezes e nunca mais nos vimos. Mas pelo menos o livro de gramática indígena eu gostei de ler, apesar de não entender muito dele.

A.C.

Rapaz do Primeiro Beijo

Eu minto pra todo mundo falando que você foi a primeira pessoa que beijei na vida. Não, não é mas você está no top 3 primeiros beijos. O professor de karatê foi o primeiro e o tio da uol foi o segundo. Mas sabe como é, foi o primeiro beijo depois de eu sair do armário, debaixo da marquise do ponto de ônibus da avenida Teotônio Segurado. E você até ganhou um poema (creeeeeeepy). Só me desculpe por ter sido meio stalker, não queria ter assustado você.

Professor Loucura

Na boua, que química louca essa que rolou né? Só que seu surto psicótico super sayajin (IT'S OVER NINE THOUSAAAAAND) depois de só um único encontro e por conta de eu não ter ligado durante a viagem do coral e depois ter decidido não ir de encontro a você (por estar cansado e querer cama) realmente me assustou cara (e a meus amigos mais ainda)!

Moço da Ubanda

Meu primeiro namorado! Bem, foi meio aos trancos e barrancos né? Mas funcionou por alguns meses. Tudo bem que ambos eram pâmelas e que eu tinha esquecido de te convidar pra um sabbath (na época era wiccano) e que segundo você eu me vestia melhor pra ir pro coven que pra sair com você e ... Tá ok, não funcionou. Só preciso dizer mais uma coisa: A logo que você fez pra mim, eu realmente não gostei, achei com detalhes demais.

Dentista Dotado

Olha, não tenho nada a comentar exceto o fato de que nunca tinha visto algo com calibre suficiente pra minha mão nem fechar em volta. Se eu surtei? Claro, fiquei com medo! Eu gosto de pequenos, não de grandes. Um amigo de São Paulo, se soubesse de você, teria vindo de teleporte pra conhecer você!

Tio Importante de Algum Órgão do Estado que eu não posso dizer qual é

Acho que foi a pessoa com quem mais me relacionei (mesmo você sendo casado e a gente tendo um acordo de que era algo sem sentimentos) até hoje. Foram anos de encontros às escondidas. Foi divertido enquanto durou.

Professor Loucura Parte 2

Sabe como é a vida né? O mundo deu voltas e voltei a ficar com você. Dessa vez, a gente começou a namorar e talz mas convenhamos, nunca deu certo nem daria. Sabe por quê? No fundo, mesmo gostando de você, conviver com sua personalidade era extremamente cansativo. Eu sempre me sentia pisando em ovos, já que você se ofendia facilmente. E sua melhor amiga não ajudava muito, mesmo você fazendo o possível pra evitar isso. Internamente eu contei os dias até sua viagem e, como você já sabe, eu fiquei com o tio importante ainda no mesmo dia, pra poder conversar com alguém sobre isso. Se de perto não dava certo, de longe daria menos ainda. Eu só aceitei a sua proposição, lá no aeroporto, pois eu era fraco pra dizer não. Tivera eu dito não no aeroporto e evitado os problemas que vieram a seguir. Pelo menos uma coisa de boa tirei dessa história: consegui acabar com a minha compulsão patológica por mentir.

Astrólogo de São Paulo

Você sabe, tudo começou online e tudo terminou online. Teve o episódio do término com o Professor Loucura por telefone que ele queria que eu passasse o telefone pra você e eu não deixei e nos divertimos bastante nesse fim de semana que você esteve aqui. As inúmeras viagens a São Paulo que me fizeram apaixonar pela cidade e seus amigos, que passaram a ser meus também (nem todos, BTW). Pena que eu ainda tinha alguns problemas com compulsão e a primeira mentira que eu inventei ao acaso para você (pra não parecer que eu era um loser que ficou em ksa numa sexta à noite) foi a ferida que nunca tinha cicatrizado. Sei que relacionamentos se constroem em cima de confiança, mas eu ainda não tinha tanta confiança em mim mesmo. Mas teve também o fato de nosso amigo em comum ter terminado com outro amigo em comum, que gerou uma confusão muito grande. Afinal, dava certo? Até dava, desde que não houvessem influências externas (o que haviam, por parte de vários de seus amigos que não eram comuns e amigos meus que não eram comuns também).

DJ de São Paulo

Agradeço a sua disposição em me oferecer apoio e suporte desde antes do fim do namoro com o Astrólogo de São Paulo. Claro que depois rolou uma coisa legal entre a gente, mas nunca te contei que eu sentia de verdade pois você tinha passado por situação parecida. Hoje somos amigos mas acho que você nem imagina que eu tive sentimentos por você àquela época né? Então, é isso!

Ariano Psicótico (não confundir com Ariano Fortalezense)

Foram momentos intensos viu! A gente se conheceu, teve momentos de conversas muito fodas, trocamos fotos, skypeamos, brigamos feio um com o outro, tivemos nossa primeira DR, brigamos de novo e então tivemos nossa segunda DR e finalmente terminamos. Seria algo completamente plausível se isso não tivesse acontecido no intervalo de 3 dias né? Você conseguiu ser mais neurótico que o Professor Loucura! Na boa, tudo bem que dizem que arianos são apressados, mas isso fugiu às raias do absurdo! Acho que só aconteceu assim pois você é (era) o kra mais bonito do meu círculo de pessoas que eu conhecia na época e eu desliguei um monte de mecanismos anti-surto.

Conclusões

Verões passados, verões passados. Não estão todos, mas estão os mais importantes. É bom relembrar dos verões passados! A gente percebe que viveu lembrando dessas coisas, de cada momento que passamos na nossa vida! E por que estou escrevendo isso? Eh por que estou provavelmente pra entrar na próxima furada da minha vida. Vou resumir a história pra vocês ...

Casal de São Paulo

Eu conheci esse kra, que é fascinado pelas pessoas que trabalham num blog que eu participo. Começamos a interagir e esse kra começou a puxar um papo meio estranho pro meu lado. Ok, passou pelos mecanismos anti-surto. No entanto eu descobri, depois de uma sessão de fotos mais "interessante" que ele era casado. Novamente, não tenho problemas com isso, afinal quem têm de se garantir é ele, não eu. Tempos depois, descobri que esse marido dele era um amigo que recentemente adicionei. Conversa vai, conversa vem, papos em comum e de repente estou gostando do rapaz pois ele é muito fofo! A história agora é a seguinte: Eu conto pro primeiro que estou gostando do segundo, ou conto pro segundo que eu já chifrei ele via internet com o primeiro?

Dilemas. Aguardem os próximos capítulos!

UPDATE 1: Conclusão do Capítulo "Casal de São Paulo", postado em Dezembro de 2012.

UPDATE 2: Outros Fantasmas de Verões Passados.

P.S.:

B.C. a.k.a Before Closet.
A.C. means After Closet.

P.S.2: Da aclamada série "Posts do Passado Distante". Agendado em Agosto de 2012.

12 de jun. de 2013

Datingness

Roses are red, violets are blue. Faces like yours belongs the zoo, don't be mad I'll be there too, not in the cage but waving at you!

25 de set. de 2012

Cumulus Nimbus

Gotas de serenidade se formam no ar ingélido da atmosfera superior.

Ventos caudalosos de proeza magistral agitam a espontaneidade do momento em que a cútis azul do céu se torna em formosos algodões algozes cheios de dinamismo incerto.

Batalhões desses elementos trazem umidade a terras há muito tempo deslavadas e destruição para aqueles que desnudam o solo de sua pele verde-amarronzada.

A serenidade se torna um quintilhão de pequenas faíscas serelepes rasgando o ar até encontrar o chão, ou qualquer outra coisa no seu caminho.

A medida que a serenidade se esvai, gritos profundos e barítonos ecoam no céu como sinal de que ali um gigante se desfaz em minúsculas partículas portadoras de vida, mas que juntas podem trazer também a morte aqueles que não ouvem os avisos do senhor das tempestades.

20 de ago. de 2012

typedef union pessoa;

Me perguntaram no twitter por que eu defini pessoa usando union e não struct, como é comum se fazer declaração em C. Bom, a declaração em questão é a seguinte:

typedef union humano {
  int razao;
  int emocao;
  int fe;
} pessoa;

Então, vamos aos detalhes técnicos. Em C, quando você declara algo como struct, você está criando uma estrutura onde todos os elementos lá dentro fazem parte de algo maior que engloba todos os elementos. Ou seja, você pode acessar qualquer membro da estrutura individualmente.

No entanto, quando você declara algo como union, você está criando uma estrutura onde todos os elementos na verdade usam o mesmo espaço de memória, ou seja, você nunca poderá usar mais de um dos elementos declarados ao mesmo tempo, pois ao usar um deles, o elemento usado ocupará toda a memória disponível.

Daí você se pergunta: "Mas o que isso têm a ver com a declaração acima?" É simples, e todas a maioria das pessoas seguem esse roteiro:

Se você usa a razão, a emoção e a são coisas irracionais;
Se você usa a emoção, a razão é fria e a cega;
Se você usa a , a razão é louca e a emoção manipulável.

Assim explico o motivo de usar union e não struct. Beijos e se não gostou, vai carpir um terreno que esse ódio passa.

17 de ago. de 2012

Chiclete

:D'

:o

:O

:x

Fim

12 de mai. de 2012

Da serie: Capítulos da Minha Vida

E os episódios da série da minha vida são sempre cheios de surpresas, já repararam?

Hoje, acordei lindo depois de 4 horas de sono e fui fazer café.

Um pouco antes lá estava eu, galanteando (com requintes de pedreirismo) um rapaz lindo na internet, que mora há 13684222211268 km de distância.

Um pouco antes estava eu morrendo de inveja dos meus amigos no show do Kraftwerk enquanto eu estava aqui em jogando Portal 2 - Perpetual Test Initiative.

Um pouco antes estava com meus tios na feira da 304 sul comendo pastel e bebendo suco de laranja e comprando doce de leite como se não houvesse amanha.

Um pouco antes, retirado a minha antiga moto que estava apreendida no pátio da polícia militar, onde eu tinha passado boa parte da tarde resolvendo todas as irregularidades da mesma.

Isso tudo em menos de 24 horas, veja bem!

As vezes me surpreendo com a capacidade que esse roteirista têm de escrever histórias mirabolantes sobre minha vida. Ele só tem um problema: não se decide entre Sitcom, Ficção ou Dramaqueen!

Terapia Instantânea

Você é o motorista.
O carro é o ego.
A gasolina é o id.
O freio é o superego.

Já a psicanálise é o retrovisor.
E o analista? Bem ... ele é só o flanelinha.