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28 de mar. de 2016

Noneless

Hoje amanheci com uma vontade de escrever qualquer coisa sem sentido, sem rumo, sem saber onde vou chegar com esse texto, sem nenhum objetivo específico.

É engraçado quando você para para pensar em você, no mundo, nas suas descobertas e nas suas escolhas, tanto de vida quanto de crença (ou não-crença). Eu gosto de divagar de vez em quando sobre a vida, e no ônibus hoje eu me peguei aéreo, tocando o vidro do bus e sentindo sua textura, e digerindo mais uma vez o fato de que um dia isso tudo que eu absorvo vai desaparecer e talz.

Não que isso me deixe triste, de maneira nenhuma! Sabe quando sua maior vontade é de chegar naquele momento que todo mundo têm medo, olhar pra trás, ver tudo o que você fez e encarar o fim da aventura com um sorriso no rosto e uma lágrima nos olhos?

Sorriso no rosto por saber que, assim como tudo no mundo, sua participação no mundo chegou ao fim e, independente do que te espera do outro lado, você se sente realizado com tudo que viveu.

E uma lágrima nos olhos por já começar a sentir saudade disso tudo, de toda essa dificuldade, de todos esses momentos, de todas as memórias, de todas as sensações, cheiros, toques, músicas, e imagens que você colecionou em todos esses anos.

É como fazer uma viagem para um lugar qualquer, sabendo que é provavelmente a última vez que você vai ver aquele lugar que você aprendeu a amar, admirar, independente de todos os defeitos que posam nesse lugar, pois são eles que, por mais que não pareça, tornam o lugar incrível de se vivenciar.

E então, vêm finalmente a viagem, a transferência, a morte, não importa como se chama. O que importa é que vale a pena sentir cada milímetro desse mundo, na alegria e na tristeza, no ódio ou na depressão. Cada experiência conta. E mesmo que tudo isso seja em vão, e que o esquecimento nos aguarde no final, vale a pena saber que, até o último momento, é o momento e a experiência que mais contam.

15 de fev. de 2016

Eagerness

Uma coisa que tenho percebido que têm acontecido com o passar dos anos é a minha diminuição por desejar algo de forma compulsiva.

Antigamente, eu não conseguia fazer outra coisa senão ficar olhando todos os reviews de celulares, ou de jogos, ou de qualquer coisa que eu julgasse extremamente importante para minha satisfação pessoal naquele momento.

Hoje, eu olho para coisas que eu desejo e, por um momento, sinto um forte desejo de possuir essas coisas mas, depois de pouco tempo esse desejo passa, sem deixar nenhum sentimento de frustração, como ocorria antigamente.

Não que o desejo tenha desaparecido, mas atualmente ele não parece ser tão importante na minha vida e, como qualquer mecanismo mental, é passível de adaptação, eu acho.

Penso que, ante a efemeridade da vida humana, essas coisas passam a não fazer tanto sentido, no que tange às experiências que vamos tendo durante nossas vidas. Afinal, a única coisa que podemos dizer que é nossa de verdade são as experiências, e nem sempre esses desejos se compõem em experiências que iremos nos lembrar.

Dado isso, acho que é parte do processo de desconexão do mundo, esse processo de não ver mais graça nas coisas que não estão dentro da minha mente. Afinal, isso é a única coisa que posso falar que é meu, "et veritas" e, independente do desfecho que a vida nos dá, representa quem somos de verdade: um mundo imenso de experiências se inter-relacionando.

1 de jan. de 2016

Yearless

Mais um ano civil se passou, mais uma semana de vida para acumular as minhas já 1737 semanas. E pela primeira vez em 10 anos, a rotina será diferente. Moro em uma cidade nova, trabalhando em um trabalho diferente, convivendo com outras pessoas e literalmente começando uma nova vida do zero (só não é do zero pois tem o meu marido comigo pra positivar essa contagem).

O que sei é que esse novo período não começa fácil. São novos dilemas pessoais e profissionais que não sei se estou completamente pronto para enfrentar. Não espero nada de 2016 que não tivesse esperado de 2015 ou dos anos anteriores. Eu só espero alcançar mais entendimento do mundo e de mim mesmo, mais desconexão do mundo e mais ligação com meu mundo interior e, entre outras coisas, fico cada vez mais ansioso por chegar naquele momento que as pessoas tanto têm medo, uma das únicas certezas na vida.

Sim, voltando ao assunto, eu quero alcançar um fim, não quero viver para sempre em qualquer forma extraplanar que possa (ou não) existir. "Tudo que têm um começo, têm um fim" e é assim que acredito que o ciclo de tudo funciona. Sair pela esquerda no fim e abrir espaço para novos atores no mundo.

Afinal, isso nunca mudou em mim: não importa se eu deixei algo para o mundo ou não. O que importa é que em determinado momento da história do universo, eu existi e eu tive plena consciência disso. Isso já é o suficiente pra mim.

Ohm.

2 de nov. de 2015

Poetryless

Penso versos que não conheço
Falo frases que não sei
Escrevo frases sem sentido
Apago versos que não escrevi
Completo versos que não comecei
Tudo isso com um título incerto
"A antítese: O amor".

Escrito em 30/11/2000.

Timeless

Os dias passam rápidos como águas do rio ou do vento ou do deserto.
Dois há em particular que me são indiferentes:
O que passou ontem, o que virá amanhã.

Escrito em 30/12/2000.

Phoneless

Porque quando se disca
Um número errado
A ligação nunca dá
numa linha ocupada?

Escrito em 1997.

27 de out. de 2015

Amanhecer

Os raios de sol começam a aparecer.
A neblina noturna tornou-se o orvalho matinal.
A vida renasce, por debaixo da neve.

Tudo está imóvel, mas nada está morto.
A monotonia de cores domina o jardim.
O vento frio trespassa minha face.

Os raios de sol ficam mais fortes.
A neblina recua, diante do calor
Do pouco calor, neste mar de neve.
E volta, ao seu covil, a estepe.

Apesar do frio, crianças brincam.
O frio, nem um pouco, os incomoda.
Só pensam em brincar na neve.
Bonecos de neve, bolinhas de neve.

Neve.

Escrito em algum momento de 2001.

28 de fev. de 2014

Truthness

There are lies that hides truth and truths that hide lies.

29 de dez. de 2012

State of Dream

Durante toda a minha adolescência eu tive esse sonho com lobos e pessoas que eu nunca entendi muito bem o que é. O sonho era, antes de mais nada, um pesadelo àquela época. Hoje, que não tenho mais esse sonho, eu fico pensando em todos os seus significados em minha vida. Mas vamos lá.

Existia esse lugar, perdido no tempo... Era uma montanha, coberta de pinheiros e carvalhos nas regiões mais baixas. Próximo haviam algumas pessoas vivendo do pastoreio de um gado estranho, de pelagem escura e grandes cabeças. E haviam lobos.

Desde o começo, eu estou sempre com a manada de lobos. Eu viajo frequentemente montanha abaixo, e me encontro próximo das áreas de pastagem dos animais dos humanos. Eu sou muito curioso com tudo o que acontece ali naquela vila. Por algum motivo, eu não entendo o que as pessoas dizem ou o significado de nada o que elas fazem por lá. E isso me atrai. Eu sempre estou mais próximo do que o limite seguro e os humanos, se me vissem ali, com certeza me caçariam, como já fizeram por diversas vezes.

Eu passo muito tempo próximo dessa vila. Vejo que inicialmente as pessoas ficam hostis com minha presença, mas eventualmente se acostumam comigo. Os lobos da matilha nunca enxergam isso com bons olhos. Eu estou sempre em conflito com os lobos mais velhos e por vezes me é negada a caça que todos caçamos juntos.

Isso dura muito tempo. Cada vez mais minha curiosidade pelos humanos e o desprezo da matilha por minha pessoa aumenta.

Um dia, eu consigo entrar na vila sem causar terror nas pessoas. As crianças e as mulheres não gostam da minha presença. Os homens mais novos me olham com um olhar agressivo, ao passo que um homem me olha com olhos diferentes de todos. Ele parece me entender, seus olhos parecem dizer alguma coisa. Ele fala algo para as pessoas e algumas delas vêem me ver. Obviamente eu não entendo o que dizem, mas eu fico um pouco lá, meio assustado com aquele fogo no meio da vila. Como eles faziam aquilo eu não podia entender.

Eu passo a frequentar mais a vila, e obviamente isso não agrada em nada a matilha. Com o tempo as coisas passam a ficar tão tensas por lá que eu passo a exercer cada vez menos atividades dentro do bando. Fico muito mais tempo na vila que na floresta. Algumas pessoas já consideravam chegar mais próximo de mim.

Um dia, eu estava participando de uma atividade de caça com a matilha. Eu tinha ficado responsável por vigiar para ver se humanos apareceriam pois só eu era reconhecido pelos da vila. Os outros lobos da matilha eram hostis e os humanos assim eram também com eles. Nesse dia, eu fiquei perto da vila e olhando para aquele fogo brilhando. Eu não vi quando um bando de humanos saiu em direção à floresta, bem na direção onde os lobos caçavam. Quando eu percebi por um uivado de morte, já era tarde demais. Os humanos estavam à caminho da matilha. O outro lobo era, assim como eu, um batedor e havia sido pego desprevenido.

Meu desespero foi às alturas e eu me voltei para a floresta correndo o máximo que podia. Logo alcancei o lobo que havia dado seu último uivo. Ele havia sido morto com uma ferpa de madeira com uma ponta brilhante. Eu continuei correndo mas sentia como se nunca fosse chegar lá. Eu passei por homens e lobos e fui até o lugar onde a matilha ficava. Lá encontrei o lobo-alfa e tentei lhe falar algo que não sei o que foi, mas sei que ele olhou para mim como se não me conhecesse, e me atacou. Eu só me lembro de ter caído no chão, como se estivesse em pé.

Fiquei desacordado por um tempo indefinido mas, quando acordei, eu estava em um lugar fechado. O mesmo senhor dos olhos significativos estava olhando para mim novamente, sentado do meu lado. Eu estava dentro de uma das suas moradas. Então, ele me diz para eu me acalmar. Eu entendo finalmente suas palavras. Então, ele me diz que eu fui encontrado no meio da mata, perto de vários lobos que haviam sido mortos. Eu estava desacordado e sem nenhuma vestimenta.

Ainda fiquei vários dias deitado, mas sentia que algo era diferente. Foi então que uma hora eu percebi que meu corpo estava diferente. Não havia mais patas, minha pele não tinha pêlos. Foi aí que eu percebi que havia me tornado um deles. Qual mágica era aquela eu não sabia dizer. Eu fiquei muito assustado e não sabia o que fazer.

E assim, acabava meu sonho. Por algum motivo, eu me identifico demais com essa pessoa do conto. Eu sinto o que ela passou e não consigo passar aqui para o blog todas as sensações que eu senti enquanto vivia sua vida. Esse post é só um resumo da história desse sonho. Ele frequentemente voltava à minha mente em noites que eu tinha dificuldade para dormir. Eu tive esse sonho dos meus 14 até meus 20 anos mais ou menos, que foi quando a história finalmente terminou. Não, o sonho nunca foi assim completo em todo o período. Demorou muito tempo pra eu conseguir viver o sonho por completo, e como vocês podem ver, eu não consegui viver além desse ponto que eu acordo.

Agora eu me pergunto. Esse sonho, será que é só um sonho mesmo?

26 de out. de 2012

Quando a luz acabou ...

... ficou tudo escuro e o ventilador desligou.
... meu jantar esfriou.
... meu notebook apagou.
... tudo finalmente sossegou.

20 de out. de 2012

Artificial Self

Semi circuitos bioimplantados no cerne da consciência pseudoconsciente de si mesma.

Memórias construídas e instaladas como um firmware e configuradas para simular uma realidade fantasiada.

Atos e ações capturados por sensores neurais aptos a envolver o cérebro de informações ambientais.

Eu. Eu acredito. Eu sou. Eu faço. Eu existo.

Fim do programa.

20 de ago. de 2012

typedef union pessoa;

Me perguntaram no twitter por que eu defini pessoa usando union e não struct, como é comum se fazer declaração em C. Bom, a declaração em questão é a seguinte:

typedef union humano {
  int razao;
  int emocao;
  int fe;
} pessoa;

Então, vamos aos detalhes técnicos. Em C, quando você declara algo como struct, você está criando uma estrutura onde todos os elementos lá dentro fazem parte de algo maior que engloba todos os elementos. Ou seja, você pode acessar qualquer membro da estrutura individualmente.

No entanto, quando você declara algo como union, você está criando uma estrutura onde todos os elementos na verdade usam o mesmo espaço de memória, ou seja, você nunca poderá usar mais de um dos elementos declarados ao mesmo tempo, pois ao usar um deles, o elemento usado ocupará toda a memória disponível.

Daí você se pergunta: "Mas o que isso têm a ver com a declaração acima?" É simples, e todas a maioria das pessoas seguem esse roteiro:

Se você usa a razão, a emoção e a fé são coisas irracionais;
Se você usa a emoção, a razão é fria e a fé cega;
Se você usa a fé, a razão é louca e a emoção manipulável.

Assim explico o motivo de usar union e não struct. Beijos e se não gostou, vai carpir um terreno que esse ódio passa.

16 de jul. de 2012

A thousand deaths and no remembrance

... duas forças combatendo nos campos do norte. Uma pela dominação dos povos livres de Entalis. Outro pela libertação. O combate está equilibrado, até que o homem-dragão aparece. Com suas mãos de fogo e gelo ele rapidamente vira o combate para seu lado.

No entanto, nesse exato momento uma outra força chega para aumentar ainda mais o combate, e com eles encontra-se o Flagelo do Norte.

Ele olha para o campo de batalha, identifica seu alvo e parte em direção à luta. Aqueles que se encontravam com ele o seguem em direção à primeira batalha dos povos livres de Entalis.

Logo que o guerreiro adentra no campo de batalha, vários inimigos tentam atacá-lo, mas sem sucesso. O humano corre muito rápido e ataca com uma rapidez incrível aqueles que estão entre o draconiano. E com um ataque que parece um flash de luz, o guerreiro ataca o draconiano.

Como se esperasse o ataque, o draconiano repele o guerreiro com um único movimento de corpo e diz "Eu esperava mais de alguém com o ódio que você possui. Não aprendeu nada, 'discípulo'"?

Os dois então engajam em um combate corpo-à-corpo. Praticamente todos os lutadores do campo de batalha pararam para observar aquele combate, pois nunca tinham visto ninguém lutar com tamanha velocidade e poder.

O guerreiro desferia golpes com uma força e velocidade muito grandes, o ódio saltava seus olhos, mas o draconiano simplesmente se defendia ou se esquivava, como se não se incomodasse com a presença de tal ameaça à sua frente.

"Você ainda não domina seu ódio, deixa ele o dominar, e essa será sua ruína e a ruína de todos os povos livres de Entalis"!

E nesse momento, em um golpe tão rápido que ninguém conseguiu ver, o draconiano desarma o guerreiro, o agarra pelo pescoço e diz "Seu ódio é sua força, não é mesmo Caeryn? O que aconteceria se o ódio fosse tirado de você"?

Dizendo isso, o draconiano joga o guerreiro no chão e pronuncia palavras em Dracônico, e seus olhos brilham em um azul brilhante. Em seguida, os olhos do guerreiro começam a brilhar em vermelho, mas o vermelho vai se diluindo até que fica um azul profundo. E os olhos do draconiano agora estão brilhando em vermelho intenso.

O guerreiro, então, cai desmaiado enquanto o draconiano e o resto do seu exército termina de dizimar os últimos resquícios da resistência dos povos livres de Entalis.

...

Vários anos depois, um homem acorda em uma cabana próxima da cidade de Cristália, antes uma linda capital toda construída em cristal Manticoriano. O homem não se lembra de nada e pergunta por que está ali, e a pessoa que cuidou dele diz que ele estava dormindo há 22 anos...

8 de mai. de 2012

Aesir

... e quando viu que a hora havia chegado, uma nova raça aparece em Entalis.

Sua forma é incorpórea, mas visível aos olhos humanos e gutnaki. Àqueles sensíveis ao Prana, sua aparência era muito mais terrível.

Eram belos e altos, e em sua fronte traziam um brilho de mil sóis. E todo seu corpo era constituído de Prana.

Os sábios humanos e até mesmo os gutnaki ficaram em êxtase por aquela revelação. Até que eles falaram:

- Desistam de usar Prana. Esta força não é para seres fracos como vocês. Se pararem agora, nada lhes acontecerá. Senão, as consequências serão a sua extinção. Vocês têm uma lunação para decidir.

E assim começaram as Guerras Prânicas no mundo de Entalis.

4 de mai. de 2012

Moon

A Lua, gigante e bela, estrela principal do espetáculo celeste. Sempre com seu humor váriável. Hoje bela e enorme, amanhã escura e misteriosa. As vezes vermelha como o rubro sangue, noutras azul como nem o céu pode ser.

A lua inspira as pessoas a perceberem que a natureza também muda. Que evolui e que possui ciclos, e no final sempre volta para o seu ponto de partida.

Paraíso dos românticos, espetáculo para os astrônomos, significados ocultos por trás das previsões dos astrólogos.

Para sempre esse astro vai nos impregnar com a sua magia mística e magnética, ao mesmo tempo assustadora e carismática.

6 de nov. de 2011

Serenidade

"A força para vencer uma luta, seja ela qual for, está em controlar o medo que se apossa da sua mente", Genubbi, Entalis

1 de nov. de 2011

Combate


...o aluno cai no chão ainda desnorteado pelo golpe que levara de seu mestre em um combate real. Apesar do aviso no começo da luta que o combate seria assim, o aluno não o levara em consideração. Agora, um pouco recuperado do golpe anterior, o aluno novamente se prepara. Com alguns movimentos de corpo, ele tenta esquivar dos velozes golpes do seu mestre, raramente conseguindo.

Então o mestre, entre um golpe e outro, diz ao aluno: "Não pense no combate como simplesmente uma sucessão de golpes. Não pense na forma que seu oponente luta. Não pense nas fraquezas do seu estilo. Pense no combate como uma dança, onde você precisa somente se mover, sem precisar se preocupar com os passos. Quando você fizer isso, você não precisará mais se preocupar com seu oponente, pois você sempre irá ditar o ritmo da dança".

Intrigado com a velocidade com que o professor luta, o aluno tenta todas as suas técnicas de combate e nada obtêm resultado. É como se o mestre sempre soubesse onde o aluno iria atacar.

Então, na sua mente lhe vem o seguinte pensamento. "Seja como o desfiladeiro que guia, parado, o vento apressado através de suas sendas"

Depois de refletir rapidamente sobre a frase (e levar uma rasteira pelo momento de desatenção) o aluno volta novamente ao combate, e pensa nas palavras do mestre e as palavras de sua cabeça, e então simplesmente deixa sua mente esvaziar dos problemas, fazendo com que ele consiga ao menos se defender dos rápidos golpes. Pela primeira vez o aluno conseguia algum progresso em relação a seu mestre, e o mestre percebia tudo com um olhar cuidadoso, mas nada falava.

Então, em determinado momento, logo antes de um golpe de seu mestre que provavelmente o derrubaria, o aluno têm uma visão rápida do futuro golpe. Em seguida, o aluno dá um breve passo para o lado, toca levemente o braço atacante do mestre, e o conduz para longe de seu corpo, desviando o golpe usando quase nenhuma força corporal.

O mestre, realizado com a proeza do aluno, pára o combate e chama o aluno para mais uma aula sobre o combate que acabara de encerrar...

24 de set. de 2011

A Conexão

Então, de repente, os olhos param de enxergar e os ouvidos não captam som algum. Uma confusão de sensações estranhas começa a tentar dominar o raciocínio e jatos reluzentes de memórias rasgam a consciência em mil pedaços.

Palavras se formam como estrelas brilhantes, sem sentido e que vagam entre o turbilhão de coisas que estão acontecendo. Ocasionalmente me encontro com minha consciência, no meio de tudo, só para me perder em meio as palavras brilhantes e memórias perdidas de tempos que já se foram.

E então, como um grande supetão, acordo. Estou na Matrix. A realidade real ficou para trás e a virtual gera os impulsos que são transmitidos através do conector bioeletronico. Tudo em uma fração de segundo.

Uma fração de segundo que sempre dura uma eternidade.