24 de set. de 2011

A Conexão

Então, de repente, os olhos param de enxergar e os ouvidos não captam som algum. Uma confusão de sensações estranhas começa a tentar dominar o raciocínio e jatos reluzentes de memórias rasgam a consciência em mil pedaços.

Palavras se formam como estrelas brilhantes, sem sentido e que vagam entre o turbilhão de coisas que estão acontecendo. Ocasionalmente me encontro com minha consciência, no meio de tudo, só para me perder em meio as palavras brilhantes e memórias perdidas de tempos que já se foram.

E então, como um grande supetão, acordo. Estou na Matrix. A realidade real ficou para trás e a virtual gera os impulsos que são transmitidos através do conector bioeletronico. Tudo em uma fração de segundo.

Uma fração de segundo que sempre dura uma eternidade.