Hoje eu estava pensando sobre todas as coisas que ocorreram nos últimos três anos, sabe? Fiquei pensando em uma coisa específica: Pq parece que eu destruo todas as coisas que se aproximam de mim? Pq as pessoas as vezes me olham com olhos estranhos depois de um certo tempo? Por quê?
Hoje eu cheguei a uma conclusão de que eu devo ser algum tipo de vilão da história, sabe? Aquele tipo de vilão que faz as coisas mas que aparentemente não se enxerga como tal. Hoje, eu me vi assim.
Será que para as outras pessoas eu sou essa pessoa má? Será que é por isso que a melhor amiga de um dos meus ex-namorados não gostava de mim? Será que é por isso que quando terminei com meu último ex os amigos dele automaticamente me excluíram do Facebook, como se só me seguissem em respeito ao dito?
É o que venho pensado sabe? Será que eu me tornei o vilão dessa história? No meu seriado não seria eu o herói, mas sim o vilão? Admito que depois dos acontecimentos de hoje (narrados no post anterior) eu me senti assim, sabe?
Isso me fez lembrar uma música do musical Jekyll & Hyde, cujo nome é Façade. A parte em questão que me fez lembrar a música é a seguinte:
Every day
People, in their own sweet way,
Like to add a coat of paint,
And be what they ain't!
That's how our little
Game is played,
Livin' like a masquerade
Actin' a bizarre charade
While playing the saint!
Eu não jogo o jogo que as outras pessoas jogam (ou pelo menos não acredito jogar, ou não faço o jogo conscientemente). Será que é por isso que eu sou o vilão? Que por não fazer parte do jogo, eu sou imprevisível? Que não sou confiável? Eu não entendo, as pessoas cobram de mim transparência, cobram de mim sinceridade, mas raramente vejo a mesma coisa partindo delas sabe?
Eu sei que tenho enormes dificuldades de me abrir pras pessoas, por isso tão poucas pessoas me conheçam um pouco mais do que a média. Meu lado mau raramente aparece, e mesmo ele só causa mau a mim mesmo, raramente infringindo dano em outras pessoas. Será que é por causa disso que as pessoas me afetam? Pq eu sou aparentemente inofensivo?
Eu juro que queria entender essas questões. Eu queria entender meus amigos. Eu queria entender meus ex-namorados. Queria entender meus amigos com problemas de relacionamento. Eu queria entender o mundo, eu queria ...
Mas não posso ter tudo. Posso no máximo ter a mim mesmo, não é mesmo? Mas e se eu não for quem eu acredito que sou, quem eu sou afinal? Alguém me dá uma luz pq eu estou agachado, com medo, dessa sala escura em que acabei de me encontrar.
Quando estava terminando de escrever esse post eu percebi o quanto me identifiquei com uma personagem de um musical, não por menos, o musical que mais gosto de todos: Wicked. Parando pra pensar, eu estou me sentindo que nem a personagem Elphaba, a Bruxa Má do Oeste (The Wicked Witch of the West). E em especial a letra da música No Good Deed representa bem o que estou sentindo agora. Mas, vou deixar aqui no blog um trecho dessa música, para reflexão:
One question haunts and hurts
Too much, too much to mention:
Was I really seeking good
Or just seeking attention?
Is that all good deeds are
When looked at with an ice-cold eye?
If that's all good deeds are
Maybe that's the reason why
No good deed goes unpunished
All helpful urges should be circumvented
No good deed goes unpunished
Sure, I meant well -
Well, look at what well-meant did:
All right, enough - so be it
So be it, then:
Let all Oz be agreed
I'm wicked through and through
Since I can not succeed
Fiyero, saving you
I promise no good deed
Will I attempt to do again
Ever again
No good deed
Will I do again!