É muito difícil as vezes enxergar que nem tudo o que você quer é
aquilo que você pode ter, principalmente quando estamos falando de outra
pessoa, que têm sua própria forma de lidar com a vida, de viver suas
relações, de fazer tudo.
No final das contas, a
história que se passou nos últimos meses chegou a um ponto onde eu só
fico admirando de longe, sem todos os surtos emocionais e psicológicos
que aconteciam ao mesmo tempo.
A pessoa ainda me afeta?
Com certeza! Ainda têm coisas que só faço porque, de alguma forma,
quero chamar a atenção. Mas pelo menos a fase de achar que eu devia ter
essa pessoa passou. Isso é bom pois me conhecendo como eu me conheço, na
improvável possibilidade de ter acontecido algo, eu sei que iria me
afastar, e isso ia ser pior que a alternativa.
Ninguém
além de mim sabe como lido com essas situações, e eu sei que seria
assim. É o marasmo e o descaso após ter conseguido o suado prêmio. No
fim das contas, tenho agora um bom amigo, que me ouve (e aguenta minhas
piadas horríveis).
Mas, o sentimento ainda está lá. Ele
só não me toma mais por inteiro, ameaçando inclusive minha sanidade. É
só mais um que agora guardo em uma caixinha e que de vez em quando eu
visito, como estou fazendo agora escrevendo esse texto.