4 de set. de 2012

To Abhor, or Not

Eu estava aqui pensando sobre uma coisa. Eu tenho toda essa coisa de falar que odeio as pessoas, mas no fundo eu não consigo, sabe?

Então, existe essa pessoa que eu conheci há alguns anos aqui em Palmas. Inicialmente a pessoa não importava muito comigo. Depois, teve uma mudança repentina de atitude comigo que, inicialmente, eu não sabia qual era o motivo. Depois eu entendi que era pq essa pessoa é muito amiga de um ex ficante meu, que tempos depois virou namorado.

A pessoa sempre foi muito polida, apesar de eu sentir que ela não gostava de mim. Mas, os julgamentos internos das pessoas não me interessam, apesar de despertar minha curiosidade para tentar entender os motivos que levaram a tal circunstância.

Continuando. Algum tempo depois eu vim a terminar com esse namorado que era amigo dela de maneira bastante traumática em que eu fui bastante injusto. Era meu sentimento que estava me guiando, e esse sentimento já me dizia que não daria certo já há algum tempo.

Depois disso, essa relação entre eu e a pessoa se degradou ao estado que eu intitulo "eu odeio você". Pelo menos era o que eu bradava aos quatro ventos e, de certa forma, acreditava piamente nisso.

No entanto, nesse final de semana eu vi essa pessoa vindo fazer o concurso do estado para a área da sua profissão. Ela me viu, passou por mim, me cumprimentou e eu soltei um sincero "boa prova". Eu vi que a pessoa ficou meio desconcertada, não esperava isso de mim. Na hora da saída, novamente a vi e desejei "boa sorte ohh". Eu mesmo parei pra pensar sobre essa minha ação, sobre o fato de eu ter desejado boas energias pra ela. Foi sincero de minha parte, pois se não fosse eu não teria falado, acredito eu.

Durante essa semana, passei pensando sobre isso. As pessoas têm suas vidas, suas histórias, suas experiências, todas vivem vários problemas, todas são mocinhas em determinado ponto ou vilãs em outro. Eu percebi que eu odeio não a pessoa. Eu odeio aquela situação específica em que a pessoa esteve envolvida. Felizmente, eu consegui perceber isso.

Afinal, acho que todos passamos por coisas parecidas. E Julgar toda a história de uma pessoa simplesmente pelo fato de que ela fez uma escolha ruim, ou porque foi leal à uma pessoa querida ou ainda porque seguiu seus instintos não é algo justo de minha parte.

Novamente digo, as impressões internas das pessoas são somente delas. Assim como as minhas são somente minhas. Mas eu me senti melhor por ver que não sou esse monstro que eu frequentemente pinto nessas situações em que eu fui o vilão da história.

Confuso? Imagina pra mim que tive de organizar as idéias! Eu só sei que por mais que eu não goste de uma pessoa, eu não vou deixar de desejar coisas boas para ela só porque a gente não tem nenhuma afinidade. Ou assim acredito.