Meu senso de lealdade vai sempre me forçar a ajudar aqueles que fizeram merecer esse posto comigo. Pois isso é algo que é adamante nas minha personalidade.
Meu senso de justiça vai sempre me fazer tomar decisões de forma justa, sem discernir se isso é algo bom ou mau, a outros olhos. Eu nunca vou olhar algo como bom ou mau, mas sim como justo ou injusto. Existem maldades que são justas e bondades que são injustas, e eu sempre tomo extremo cuidado pra não deixar essa construção moral de bondade alterar meu discernimento de justiça.
No entanto as vezes eu me vejo em uma situação onde eu preciso ser leal à pessoa em foco, em relação a algum evento ou ação, mas fazer isso, tomar uma decisão nessa seara, me fará ser injusto na minha ação ou decisão. Nesses casos, geralmente eu me afasto. Me afasto da pessoa, me afasto da situação, me afasto do conflito.
Um bom exemplo disso é o dilema do trem, que em um trilho tem várias pessoas e do outro só uma, e eu posso mudar a direção do tem para pegar somente uma pessoa e se não fizer nada, pegará as várias. Eu posso tomar a decisão de salvar as várias pessoas em detrimento de uma só, mas não irei, pois é ser injusto com a outra, e se a não ação é pegar as várias pessoas, não é por ação minha que acontecerá, por mais que eu pudesse evitar. Eu não irei intervir, pois não é justo, e eu não sou deus pra dizer a sorte das pessoas.
Me afastar é sempre uma opção em conflitos assim. É mais saudável, menos doloroso, e no final iria acontecer em um momento ou outro, pois situações assim nunca são isoladas.