Vamos filosofar sobre o filme Poder sem Limites.
Não sei vocês, mas eu faço isso para todo filme que eu assisto, pois todo filme têm uma história para me contar (na verdade nem todo filme, alguns são meh o suficiente pra ser só mindless action).
O filme Poder sem Limites mexe comigo, pois ele relata exatamente uma das sensações que eu teria se de repente eu desenvolvesse um poder como psicocinese (o melhor poder).
Várias vezes eu me peguei imaginando como seria, como aquilo me afetaria, como a sociedade reagiria, e no final a única coisa que realmente me preocupa é em como minha personalidade se adaptaria em torno dessa nova habilidade.
Será que eu começaria a achar que sou um deus? Será que minhas noções de moral se alterariam? Eu sinceramente não sei. Eu só posso imaginar que eu ia me divertir muito com essa habilidade.
Alguns diriam que eu poderia salvar vidas com ela. Eu argumento que sim, se esse poder viesse com um propósito. De fato, a propensão a ajudar onde fosse preciso seria muito grande, mas não viveria só por essa ótica, afinal quem decidiria sobre isso seria eu, pois no final das contas o poder é meu, não é?
Eu sou uma pessoa que pensa muito mais em mim que nos outros, mas não deixo de pensar nos outros também, mas o fato é que eu vou pensar em mim primeiro e, a não ser que envolva uma decisão moral, eu vou sempre tomar uma decisão em meu favor próprio.
Assim, o fato de ter ou não superpoder é na verdade o fato de o quão eu me doaria para o mundo. Eu tenho minhas medidas de doação, e só vou além dessas medidas quando a pessoa conquista esse mérito comigo. O resto, é só uma carinha bonitinha lintamente esculpida através de anos de experiências de dissimulação.
Ainda sim, seria muito bom poder voar com um poder como esse. Eu ficaria a vida inteira voando e levantando as coisas.