29 de out. de 2012

Afterlife

As vezes fico pensando sobre essa minha pseudo-crença de que no final eu vou simplesmente deixar de existir, que vou desaparecer como o apagar do fogo de uma vela e sabe de uma coisa, isso não me deixa mais intrigado como antigamente.

Minha vida toda eu sempre quis entender todo e qualquer aspecto do mundo à minha volta. Venho falhando miseravelmente nessa missão deste então. Meu único propósito de vida era angariar conhecimento, e só. Claro que uma hora eu ia entrar em parafuso com tanta informação conflitante.

O que eu deveria fazer? O que fazer com tamanha quantidade de dados, pois é isso que eu colhi, dados, dos mais diversos. E qual a utilidade disso? Nenhuma, aparentemente.

Foi então que, numa sessão de Daime, que eu percebi que não devemos voltar os olhos para o exterior, mas sim para o interior. Entender a mim mesmo, organizar a bagunça que se tornou todo esse conhecimento acumulado, procurar respostas em mim mesmo para as perguntas que sempre me assolaram e, mais recentemente, procurar em mim a causa dos problemas do mundo.

Pode parecer estranho falar assim, mas até o momento atual eu me enxergava como alguém desconectado desse universo. Presente mas ao mesmo tempo ausente, e que minhas ações, quaisquer fossem, não teriam impacto no mundo.

Depois de uma conversa com uma amiga, eu fiquei intrigado com suas palavras. Sua filosofia dizia que os problemas do mundo estão em nós. Que nosso pensamento, nosso querer, é responsável por tudo o que acontece no mundo.

Não deixa de ser "o segredo" só que com outras palavras e uma conotação diferente. Eu estou muito curioso pelo que esses pensamentos vêm causando em mim.

E sobre a morte, continuo a achar que no final eu vou desaparecer. Pode ser no modo científico, onde minhas funções mentais pararão de funcionar, ou no sentido espiritual, onde minha consciência terrena se dissolverá e se integrará à essência primordial do meu ser espiritual que já viveu inumeráveis vidas.

De uma forma ou de outra, eu desaparecei. E independente disso, vou continuar fazendo o que sempre fiz, mesmo que não tenha utilidade para nada e desapareça tudo comigo.

Afinal, tudo que tem um começo, precisa ter um fim, não é mesmo?